Dicas da semana

Não costumo tirar férias, no máximo, uns dias de folga no ano, que trato de aproveitar pra sair da rotina.
Pausas são necessárias pra arejar as ideias e manter “a mente quieta e a espinha ereta”. Não precisa muito: Pode ser um dia na cozinha, testando novas receitas, ou uma tarde no cinema, ou uma noite assistindo aos programas favoritos, ou lendo um livro interessante, uma viagem de fim de semana…
Quando fui ao Rio no último mês, pra correr a maratona, agendei um retorno ao Jardim Botânico. Lá encontrei um casal de amigos que curte fotografia, porque esse belo cenário serviu de pano de fundo para a última exposição do fotógrafo Sebastião Salgado: “Gênesis“.

Na alameda principal, sob a sombra das palmeiras imperiais centenárias, era possível apreciar algumas das fotos ampliadas, uma pequena amostra da exposição, de quase 250 fotografias, sediada no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico.

Sebastião Salgado é um fotojornalista brasileiro, natural de Aimorés-MG, mundialmente reconhecido. Este seu último trabalho, “Gênesis”, demorou 8 anos para ser concluído. Foram “30 viagens utilizando aviões de pequeno porte, helicópteros, barcos e canoas para atingir os pontos mais remotos do planeta”( Fonte: G1).
Em vez de mostrar a degradação, lugares, paisagens, culturas, fauna e flora ainda intocados.
Uma viagem no tempo/espaço e  imersão noutras culturas.

( Euzinha, dentro, literalmente, da exposição. Imagem: José Rodrigo Otávio.)
Todas as fotos são em preto e branco(marca registrada do fotógrafo*), conferindo um realismo dramático e clareza de detalhes que chamam a atenção! Obras de arte, esculpidas pela natureza e registradas por um homem.
*”Transformar cores em cinza me permite fazer a abstração da cor e focar no que realmente quero fotografar. Além disso, a pessoa vê a foto em preto e branco e pode imaginar a cor como ela quiser e interagir com a obra”.( Sebastião Salgado)

Dá pra se sentir dentro de um documentário da BBC!
A exposição é dividida em 5 sessões, conforme os lugares visitados pelo fotógrafo: Planeta Sul, Santuários, África, Terras do Norte e Amazônia&Pantanal. Cada uma dessas é separada em ambientes de cores diferentes, relacionadas ao tema.
Sobre seu encontro com etnias e tribos tão isoladas no planeta, Salgado afirmou:  “É um reencontro com nós mesmos, não evoluímos nada no que é essencial a vida, somos os mesmos.”

A exposição já passou por Londres, Toronto e Roma. Terminou no Rio, essa semana, seguindo para São Paulo( a partir de setembro, no SESC Belenzinho). Gaúchos, mineiros e capixabas terão o mesmo privilégio.
Um ótimo programa pra se fazer em família, especialmente, com crianças curiosas. Mas, para aproveitar a “viagem” é preciso ir com calma, esquecer do tempo, ler as legendas, saber onde foram feitas as imagens e, em que condições. Assim, vale!
Ficou triste porque a exposição não passará pelo seu estado ou, se já viu, gostaria de rever? Seus problemas acabaram! A editora Taschen e Benedikt Taschen publicaram o trabalho num livro e o preço é bem acessível(R$140,00).

Na entrada da exposição é possível conhecer uma edição especial para colecionador, bem maior que a comum( e, bem mais cara!):

Um documentário sobre o projeto e obra de Salgado também será lançado em breve, dirigido pelo cineasta alemão Wim Wenders e pelo filho do fotógrafo, Juliano Salgado.
Criador explica a criatura, num cenário que conheço muito bem: o encontro das águas do Rio Negro com o Solimões!

Ainda como dica de leitura para esse finalzinho de férias, sugiro outros dois lançamentos:
Moda Intuitiva“(Editora LaFonte), da publicitária, escritora, cronista de moda e “modelo uma vez por dia” Cris Guerra( antes que blogs de looks diários virassem uma febre, Cris já tinha o “Hoje Vou Assim“, hoje, um site).

Leitura leve e agradável, o mote do livro é ser um “não manual de moda”.”Este livro se presta a uma função, mais do que qualquer outra: afastar você das regras e o aproximar da sua essência.”

“Se um striptease desnuda uma mulher completamente, o ato de vestir fala ainda mais sobre ela. Roupas contam trechos da nossa história-quanto mais vestimos, mais revelamos.”
Mestre de cerimônias muito respeitado, o estilista Ronaldo Fraga apresenta a autora: “No seu corpo, roupa é frase, cor é sintaxe, botão é letra”.
Precisa de mais recomendação?
Muitas dicas de como usar a moda, do seu modo, e belas fotos da modelo-escritora( mas, não necessariamente nessa mesma ordem!).

Um Gato de Rua Chamado Bob“- A história da amizade entre um homem e seu gato, Editora Novo Conceito, virou best seller( “London Times”).
A história de um gatinho laranja, que deu novo sentido à vida de um músico, dependente químico e morador de rua.

Além de ser completamente apaixonada por felinos, gosto de ler histórias reais de superação.
Este já veio muito bem recomendado:

Vai resistir?…

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“Amor, perdas e meus vestidos”

Já imaginou contar sua história de vida, recordando as comemorações em volta da mesa?
A ceia de natal, na casa da avó.
O bolo de chocolate que a mãe fez, no aniversário de 10 anos.
A inesquecível festa de 15 anos.
O primeiro encontro amoroso, na pizzaria.
A entrada na universidade e a comemoração com os amigos.
O bolo de casamento.
O nascimento do primeiro filho…
A perda de um ente querido…

Lembraria de todos os detalhes relacionados? As datas exatas, sabores, cheiros, a apresentação dos pratos, sensações experimentadas, pessoas envolvidas, situações engraçadas, ou tristes?…

A forma original que a escritora e ilustradora americana Ilene Beckerman usou para contar a própria história foi, mais ou menos, assim: desenhando alguns dos vestidos e peças de vestuário que a marcaram, de alguma forma.
O relato começa na década de 40, quando ainda menina, e vai até os anos 90, já avó da pequena Allie:

Apesar de parecer despretensioso( uma forma lúdica que a autora encontrou de se apresentar à netinha), a leitura desse livro pode se transformar numa deliciosa viagem no tempo!
Mesmo que não se considere um fashionista, certamente se identificará com as transformações na moda e costumes, revendo passagens da infância e adolescência( eu, por exemplo, lembrei da minha mãe usando bobes nos cabelos, “escondidos” sob um lenço de seda colorido. O penteado era mantido armado e, no lugar, à base de muito laquê. Seria até capaz de sentir o cheiro forte do fixador penetrando minhas ventas!).

Assim como a minha mãe, a de Ilene costumava costurar vestidos, para ela e a irmã, sendo a primeira referência de elegância.

Mas a escritora conseguiu muito mais, que desenhar e falar de moda. A memória afiada permitiu-lhe lembrar de detalhes interessantes, como: endereços, números, nome de esmaltes e cores de tecidos, a evolução dos materiais, do tafetá ao jersey…Além de, numa sutil passagem de tempo, contar sua história: os amores, amizades, perdas, mudanças importantes…

Carreguei o livrinho na minha bagagem de mão e, antes que o avião pousasse em Manaus já o havia devorado por completo.

E, quer saber da boa notícia?
Temos um exemplar dele para sortear, aqui no blog!

É só participar, preenchendo a caixinha do Contest Machine logo abaixo com o nome, e-mail e respondendo à seguinte pergunta:
Qual roupa, ou peça de vestuário marcou sua história?”

A promoção dura 1 semana, portanto, até quinta-feira que vem, dia 28.
Válido, apenas para participantes com endereço no Brasil.

Se quiser aumentar suas chances de ganhar pode divulgar a promoção no Facebook, ou Twitter. Depois é só voltar aqui e deixar o link de divulgação na caixinha do Contest Machine. ( Atenção: os comentários deixados neste post não participarão do sorteio. Somente os que estiverem registrados na caixinha da promoção!)

Irei sortear mais um exemplar do livro, para quem me acompanha no Facebook.
Caso queira participar por lá, também, é só enviar uma solicitação de “amizade” ao perfil pessoal da Laély Fonseca e comentar no post de divulgação da promoção.

Amor, perdas e meus vestidos” é da Editora Rocco e já está disponível nas melhores livrarias.
“O livro vendeu milhares de exemplares, alcançou a cobiçada lista dos mais vendidos do The New York Times, e serviu de inspiração para um espetáculo em Nova York, na Off-Broadway.”

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