Proposições para o ano novo

Vivo aqui escrevendo sobre metas, empenho e disciplina para cumpri-las. Já tenho as minhas, pra este ano.
Já fez as suas?
Outro dia assistia à uma entrevista no “Sem Censura” com um tipo de especialista em administração do tempo. Uma das dicas básicas que ele deu, que parece muito simples de cumprir: “faça uma lista!” Assim, você impõe prioridades e não fica ocupando a mente com tarefas do tipo: “lembrar tarefas”, deixando a cabeça mais livre para a criação e para a ação.
Pessoa desorganizada e esquecida como sou, essa é uma dica que sempre coloquei em prática.
Tá no topo da minha lista, apesar das dificuldades e crises que me abatem, todos os dias: que eu veja, que eu escute! Ter uma percepção apurada do que se passa à nossa volta, das coisas boas e ruins, é um passo pra se viver melhor. Assim entendo.
Então, só pra lhes provocar um sorriso e arejar a cabeça, depois desse papinho raso de autoajuda…

Carpe diem!

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Gastronomia com participação especial

Como não estou de férias do trabalho procurei diminuir meu tempo na internet, pra aumentar as chances de aproveitar o filho, que passa uma temporada no Brasil.
Então, o post de hoje não é meu, mas do Vinícius, com apresentação e participação do mesmo:

“Com a música ‘Baby’, Justin Bieber conseguiu em mais de dois anos 800 milhões de visualizações – marca atingida em 4 meses por Gangnam Style, que conta atualmente com 1.148.007.683, o primeiro vídeo a chegar a marca de 1 bilhão de views.

Enquanto isso, meu único vídeo no youtube chegou à cifra de impressionantes 369 visualizações.”
(Vídeo-tarefa feito em 2011, para a aula de Espanhol na escola)

Espero que se divirtam, tanto quanto eu!

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Salve Gonzaga!

Mocinha moderna é assim: mãe solteira, batalhadora, independente, segura, cuida dos outros, sem descuidar de si…
Já o mocinho, não mudou muito: bonitão, másculo, bem-sucedido mas…ainda mora com a mamãe?!
(Ok. Relevem esse pequeno detalhe. Digamos que, seja o cuidador da mãe. Melhorou, né?)
Então, como que predestinados( e mocinha sempre tem um mocinho, pra chamar de seu!), os dois se encontram e todo o universo para! Estava escrito nas estrelas: os dois nasceram, um para o outro!
Mas há opiniões contrárias:
“Falta química!”
“Falta entrosamento!”
“Os atores são inexperientes!”
Eu, que não assisto à novelas, digo: falta história e atuação convincentes!
A mocinha “diferente”, nada mais é do que a encarnação moderna e machista da Cinderela:
Morena não aceita cabresto. Tem um príncipe apaixonado a seus pés, mas não quer depender, nem dever nada a ninguém.
Porém sabemos, desde o primeiro capítulo, que se meterá em grandes encrencas.
Depois de muito sofrimento( afinal, isso é novela!) será salva pelo galã destemido, montado em seu cavalo( Salve Théo!).

Não percam seu tempo! O final é conhecido!
Como escrevi essa semana, lá no Facebook: Théo e Morena valem um dedo na garganta!
Os níveis de audiência, os piores desde “Caminho das Índias”( por coincidência, mesma autora e mesmo mocinho), são um retrato dessa insatisfação popular.

E quem me acompanha há algum tempo deve estar se perguntando:
“Um post sobre novela?! Como assim?…”
A introdução foi pertinente e, já explico:
Não é disso que quero falar. Nem da atuação pífia de seus protagonistas( embora, até aqui, já tenha lhes tomado algum tempo…).
Mas defendo Nanda Costa!
Não sei se “Salve Jorge” tem salvação mas, se a atuação não é excelente, inesquecível, pelo menos em “Gonzaga, de Pai para Filho” Nanda Costa não erra. Convence, até!

E se a novela não vale a pena, o filme, sim. Não por causa da atriz e sim, pela história comovente.
Agora em dezembro é comemorado o centenário de Luiz Gonzaga.

O filho de seu Januário saiu de Exu ainda adolescente, fugido.
Foi com o pai, “consertador” de sanfonas, que Gonzaga aprendeu a tocar. ( Devidamente homenageado, posteriormente, em “Respeita Januário“)
De Exu para Fortaleza, onde ficou servindo ao exército por 10 anos.
Reencontrou a música na mudança para o Rio mas, suas raízes, só algum tempo depois.
Foi nesse período que conheceu a mãe de seu único filho homem, Gonzaguinha.
A personagem interpretada por Nanda Costa é um divisor de águas na vida de Gonzaga, pai e filho. A relação entre os dois é distante e cheia de conflitos.
O diretor de “Gonzaga, de pai para filho”, o brasiliense Breno Silveira, é o mesmo de “Dois Filhos de Francisco”. O mérito do filme é revelar o humano, por trás do artista.

Apesar das diferenças entre Gonzagão e Gonzaguinha, a história, com várias passagens de tempo, mostra essa difícil reaproximação. Os dois foram se conhecer, de verdade, somente depois de adultos.
Destaque para a interpretação de Júlio Andrade como o Gonzaguinha, na fase adulta. A metamorfose do ator em cantor é incrível!

Sem falar, na trilha sonora: maravilhosa!
E enquanto fazia este post escuto o carro de som* anunciando um campeonato de bocha:
“Você não pode perder!!”
Fiquei imaginando que grande programa seria esse, pra ser considerado “imperdível”.
Por isso não usarei a mesma estratégia de marketing local.
(*Cidade pequena, ao menos na minha, é assim: eventos importantes e notas de falecimento são feitos por um carro de som.)
Se o filme não é assim…imperdível, pelo menos, emociona muito mais que uma partida de bocha( e, com certeza, um capítulo de Salve Jorge)!

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A rede social Facebook e os relacionamentos

Fazemos amigos pela internet: acredito nisso, piamente! Nesta semana, inclusive, devo ir ao encontro de umas amigas virtuais, no Sul. Mas é preciso saber filtrá-los, os virtuais, e não descuidar dos que estão perto, os reais.
A Denize foi uma dessas amizades que surgiu através do blog e agora é fomentada com conversas, nos bastidores do Facebook. Foi ela que me indicou o video a seguir. Como curti, compartilho com vocês, usando uma linguagem “facebookeana”.
É justamente sobre esse assunto que trata a palestra do Pr. Kleber, da Nova Semente, ramo da igreja que frequento: “relacionamentos”.
O blog não tem vocação proselitista, nem é esta a minha intenção, mas como tudo que publico aqui reflete alguns dos meus pontos de vista, preferências e admirações, aproveito o início do fim de semana pra convidá-los à reflexão.
São 48′, bem empregados!
Espero que lhes seja útil, como foi pra mim:

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Feitos pra ouvir!

Nunca tive a pretensão de ser crítica musical, mas indico aqui o que gosto de ouvir; apenas, uma opinião pessoal, que pode ser levada a sério, ou não.
O que tem tocado no meu radinho de pilha ultimamente são dois cantores e compositores nacionais.
Arnaldo Antunes sempre surpreende, estética e sonoramente.
Em 2010, comemorando 50 anos, convidou amigos e parentes para um show, ao vivo, num palco armado no teto de sua casa. A festa rendeu o cd e DVD “Lá em Casa”.
Gravado em dezembro do ano passado, o show Acústico MTV comemorou 30 anos de carreira do artista. Lançado em maio desse ano, contou com participações especiais e uma banda da pesada: Edgard Scandurra, Curumin, Marcelo Jeneci, Betão Aguiar e Chico Salem.

Como o palco montado no telhado de sua casa, esse, não foi menos original: giratório, como um carrossel, iluminação especial, cavalinhos e clima lúdico.

A maioria das músicas já é conhecida, tanto de trabalho solo anterior, quanto na voz de outros artistas, todas, composições de Arnaldo e parceiros( da época dos Titãs e Tribalistas). Mas há duas inéditas: Dentro de um Sonho” e “Ligado a Você”.

O show está em turnê pelo país e, sorte de quem puder acompanhar, ao vivo!

Outro mais recente, por quem me apaixonei:
A revista Rollng Stone considerou o disco de estreia de Marcelo Jeneci( cantor, compositor, acordeonista, pianista, guitarrista) “Feito pra Acabar” como um dos melhores de 2010.
O cantor Jeneci estreou há pouco, mas há mais de 10 anos tem carreira musical como instrumentista.
O pai dele, o pernambucano Manoel Jeneci, consertava eletrodomésticos e instrumentos musicais enquanto “Marcelo tocava piano e treinava nas sanfonas que os clientes do pai deixavam para consertar, mas não tinha seu próprio instrumento. O problema foi resolvido quando um dos habitués da oficina de seu Jeneci, Dominguinhos, resolveu presentear o menino com uma peça de sua coleção. Marcelo tirou passaporte e iniciou seu primeiro trabalho como músico profissional, com a sanfona do mestre, ao lado de Chico César, atualmente seu parceiro na faixa “Felicidade”, que, não por acaso, abre o primeiro disco do compositor.”

A doce voz feminina que acompanha Jeneci na maioria das músicas é da estudante de Psicologia, canto e violoncelo Laura Lievore. De timbre suave, quase infantil, Laura chega a lembrar Fernanda Takai.
Como definir o estilo de Marcelo Jeneci? Difícil.
As músicas são simples e gostosas como comida caseira, nem por isso, tediosas e pouco criativas. Não há graves, agudos, nem firulas que exaltem virtuosismo vocal dos intérpretes; o efeito colateral? Pode provocar desejo de acompanhar, cantando, todas as faixas, sem temer desafinos constrangedores.
Nota-se influência do pop-rock nacional, iê-iê-iê e até da música brega!
É o caso da quinta faixa, “Quarto de Dormir”: a música inicia em tom de Odair José e finda, com cara de rock progressivo do Pink Floyd. Uma das parcerias com Arnaldo Antunes.
Salada musical? Pode ser. Mas, salada boa!
O encarte do cd traz letras e ficha técnica escritas, cada uma, em cartões, como se fossem imagens de Polaroid: original e simpático.
Enfim, um disco para quem está apaixonado ou, querendo apaixonar, curtir.
A música “Pra Sonhar” foi composta para o casamento de Jeneci; ganhou clipe usando cenas reais, enviadas por casais do Brasil todo, inclusive, do próprio.
Pra sonhar…

Marcelo já tem o aval de artistas conhecidos, como Arnaldo Antunes, Chico César, Vanessa da Mata, Zélia Duncan…
Falta o seu…

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