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Na pátria do Zé Carioca

Postado por Laély, no dia 19-08-2011 - Categoria: charges,gatinhos,Nina,textos - 0 Comentário
Tenho desenvolvido teoria, nada científica, de que, nesta plaga verde amarela a lógica funcionaria ao inverso…

verde e amarelo

Ao contrário do que apregoa a redundante obviedade do verso de Aquarela do Brasil: “esse coqueiro” não dá coco.  Dá pizza, dá abacaxi, mas coco, mesmo, deve dar em pé de moleque!
Ou então, a maioria dos políticos viveria em país diferente do nosso! A cor da bandeira deles seria cor de rosa, a presidente, Pollyanna, no Senado, o Chapeleiro Maluco e o ministro mais importante, Pinóquio: enfim, um país de faz de conta, que Alice adoraria conhecer!
Enquanto por aqui, no país real do Real, analisando os acontecimentos políticos mais recentes, retrospectivamente, procuro por subsídios que sustentem minha tese esdrúxula da “lógica reversa”. Se não, vejamos:
-Quando um ministro, acusado de enriquecimento ilícito, abdica alegando não querer atrapalhar o “debate político” significa, que: o debate que ele deseja evitar é…em torno de si mesmo, lógico!
Blog do Amarildo

-Outro ministro alega ter ótima relação com a presidente, pouco antes de ser exonerado. Seu nome é sumariamente ignorado pela presidente “amiga do peito”, na cerimônia que empossou o ministro substituto. 
Entenderam?…

E quando se diz, que: “nesse mato tem coelho”, “onde há fumaça há fogo” e “isso não está me cheirando bem”…
Cheirinho
Em nossa humilde lógica parece haver algum sentido. Não, na do ex-ministro da Agricultura:
Após semanas de rumores de corrupção em sua pasta, desmente aqui, acusa ali e, numa entrevista à imprensa afirma, todo serelepe: “Tô firme como uma rocha”. 
Ou seria: como gelatina, em caminhão de mudança?…
Flexibilidade
É coisa de maluco, mesmo…

    Chata, e daí?…

    Postado por Laély, no dia 01-08-2011 - Categoria: textos - 1 Comentário
    Lembrando o texto da Paula citado no post anterior, é fácil parecer moderninho e inteligente, hoje em dia: basta dar uma de mal-humorado e sempre ser do contra, não importando o motivo. 
    Particularmente prefiro a sinceridade desses à hipocrisia de alguns, tidos como “bonzinhos”. Críticas incomodam, machucam às vezes, mas implantam aquela “pulguinha atrás da orelha”, necessária para tirar-nos da nossa zona de conforto. 
    Ciência, arte, filosofia e tecnologia desenvolvem-se graças a esses “inconformados”, que não se importam em andar na contramão do seu tempo.
    Por isso sou fã de conhecidos ranzinzas, personalidades reais como Diogo Mainardi, Aracy de Almeida e de personagens fictícios como Dr. House, Lula Molusco e, por que não, Gargamel e seu inseparável gatinho?…

    Desses programas televisivos dedicados a descobrir novos talentos, a opinião do jurado mais chato é a que mais me interessa!(Talvez se a Joelma, do Calypso, ou Luan Santana tivessem passado por uma seleção desse tipo, e avaliados por um jurado antipático mas que lhes falasse a verdade, seríamos todos poupados de “trinados” tão estridentes.) 
    É cool ser cri-cri, apesar do sério risco de ser considerado um chato( muitas vezes, porque realmente é)
    Como o Boris Casoy: (Esse, nunca me enganou!) 
    Querer ser a voz da consciência alheia, como um “grilo falante” concluindo, a cada má notícia “Isso é uma ver-go-nha!” já era coisa tediosa, no passado…Ouvi-lo repetir o mesmo bordão, depois de tantos anos, melancólico! Isso é uma vergonha! Boris deveria ser jornalista e não um personagem de novela global! “Tô certa, ou tô errada?”
    Achistas são uns chatos. 

    Arrisco-me a ser apenas mais uma na lista, ao dar minha opinião por aqui. Apesar de assumidamente careta e kitsch é difícil conter-me, diante da liberdade que a internet oferece!
    Nesse universo paralelo tem doido pra tudo: os que escrevem bobagens e os que as aplaudem. 
    Que o diga o terrorista norueguês, que publicara na internet 1500 páginas dedicadas a propalar suas ideias preconceituosas e doentias. Mas, quem daria créditos a ele? Era só mais um, na multidão( até uma semana atrás)! Lembrei do que falou um sujeito, visivelmente embriagado, ao subir no bondinho de Santa Teresa durante um passeio que fazíamos no Rio: “Bem-vindos à Santa Teresa, mas o hospício tá lotado!”
    Sejam bem-vindos à internet, mas…
    Salomão, considerado o homem mais sábio de seu tempo escreveu: 
    “O tolo revela todo o seu pensamento, mas o sábio o guarda até o fim.” (Provérbios 29:11)
    “Até o tolo, quando se cala, é reputado por sábio; e o que cerra os seus lábios é tido por entendido.”( Provérbios 17:28)
    Característica do tolo é não valorizar bom conselho, por isso, continuo “achando”:

    -Antes que o diretor do DNIT( Departamento Nacional de Irregularidades e Tramoias), Luís Antônio Pagot, pedisse demissão, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista à TV admitiu que, com uma verba bilionária era quase impossível o órgão do governo ficar imune à irregularidades! Pelo que entendi estamos colocando o galinheiro nas mãos da raposa, para que o administre!
    Ou então, o ministro das Comunicações ignorou os conselhos de Salomão!
    -Enquanto isso, lá no Japão, a evolução das obras de reconstrução assombram, pela agilidade e eficiência: pontes e estradas, arrasadas pelo terremoto seguido de tsunami foram prioridades do governo! 


    Sugestão à presidente Dilma, se quiser resolver o problema de infraestrutura e adiantar as obras para a próxima Copa e Olimpíadas: Importar políticos e trabalhadores japoneses.


    Mas digo isso porque sou cri-cri e metida a sabida: 
    “Esse é um país que vai pra frente!”
    (Aracy de Almeida-1914-1988)
    p.s.
    Para entender a polêmica:
    -O texto citado pela Paula, do The Cookie Shop, da Carolina Mendes, no Marketing na Cozinha, aqui: Jantando no Orkut#12
    -A Marta fez um comentário muito simpático, indicando o desdobramento desse “jantar”, com direito a resposta elegante da Luana, aqui:
    A Luana mandou bem, aproveitando a celeuma para vender seus bolinhos. Isso é “marketing na cozinha”! rs
    E a Marta, também. Isso é marketing positivo. 
    Liberdade para discussão é assim: todos ganham!
    Abraços! 

      Zerando as mágoas

      Postado por Laély, no dia 21-07-2011 - Categoria: dicas de livros,Propagandas,textos - 0 Comentário
      Quando vi este slogan a primeira vez não entendi, até assistir ao filme todo:
      Imagino que a Coca-Cola queira atingir um público específico, o masculino, afinal, todo mundo sabe que “macho” que é macho não bebe refrigerante diet
      Ao que tudo indica a empresa espera mudar essa ideia, mostrando outra, mais sedutora.
      Mas, deixando de lado as mecânicas gostosas
      ( enquanto os “cuecas” de plantão podem continuar por aí, babando por elas): não preciso desse tipo de apelo para apreciar o refrigerante, aliás, não preciso de apelo algum! Esse é um dos poucos vícios( pelo menos, os confessáveis) que me permito: beber uma latinha de Coca Zero/ dia.
      Usando o mote da propaganda, imagine que está num dia de sorte, daqueles estatisticamente pouco prováveis de acontecer:
      -Você acordou de manhã e, ao se arrumar para trabalhar percebe que a roupa ficou mais folgada, apesar da pizza do fim de semana.
      -Chega à padaria e o pãozinho acabou de sair do forno!
      -Ao enfrentar o trânsito pesado do início da manhã encontra pista livre, do início ao fim do percurso: sinal verde, em todos os cruzamentos!
      -Seu nome é sorteado numa rifa, comprada apenas para ajudar a filha de um amigo. E o prêmio é bom, muito bom!
      -Seu time precisa vencer um jogo importante para se classificar no campeonato. Depois de uma partida difícil a decisão é empurrada para a disputa de pênaltis, onde o time adversário erra todos os lances ao gol!
      (Mas, como declarou o Cebolinha após esse mesmo jogo: “Elano é que se aprende!”)
      Agora acorda, que a vida não é lá essas “coca-colas”!
      Você está num dia como outro qualquer, sujeito à intempéries climáticas, hormonais, emocionais, além da “areia no campo”: um dia normal, como os outros. Nem mais, nem menos!
      Então, por que exigir comportamento de super-herói, principalmente se for alguém do sexo feminino e ainda, mãe?

      Nas páginas amarelas da Veja desta semana há uma entrevista interessante com a filósofa francesa Elisabeth Badinter. Nela, a intelectual defende a desmistificação da figura  materna: 
      “O pensamento predominante no século XXI é de que há nobreza na dor do parto e que a boa mãe é sempre aquela que sofre”, afirma ela.
      Imagine se Elisabeth conhecesse a mãe interpretada por Cássia Kiss, em “Morde&Assopra”: a simplória e resignada Dulce. Arrancaria os grisalhos cabelos, de frustração!

      A reviravolta da personagem nos últimos capítulos até rendeu alguns pontos a mais na audiência, além de uma incrementada no enredo bobinho.
      Mulheres e mães sofredoras sempre despertaram interesse e identificação.
      Essa tática já é antiga: desde os tempos em que Maria de Fátima aprontava com a mãe, Raquel Accioli, em Vale Tudo.

      O velho ditado: “ser mãe é padecer no paraíso” nunca me soou tão forçado! Do que teríamos a reclamar se nos foi dado tamanho “privilégio”, o maior de todos: o de ser mãe?!

      Estava parada em frente ao balcão do pronto-atendimento onde cumpria o plantão do dia, provavelmente com o olhar fixo no nada, quando a moça da limpeza interrompeu meus pensamentos:
      “Desanima, não, doutora!”
      Sorri amarelo, concordando com a cabeça. Mas por dentro, discordei.

      Outro dia precisei dar a notícia da morte de uma senhora de mais de 80 anos à respectiva família. Esse momento é sempre difícil e delicado, mesmo que previsível.
      Passados uns instantes escutei o choro desesperado, na recepção do hospital. O neto, já um rapaz, acabara de ser informado sobre o que ocorrera com a avó. 
      Alguns funcionários vieram me falar, preocupados:
      “Devemos vamos fazer algo, doutora?”, inquiriram-me.
      “Apenas deixem que chore”, respondi.

      O que poderia parecer descaso meu é uma crença, cada vez mais sedimentada pela experiência, de que temos o direito de chorar nossas dores. Carpir os sofrimentos, sem sermos considerados uns “fracotes”. Somos apenas normais, nem mais nem menos.

      A mãe dá um “chega pra lá”( dizer: “umas palmadinhas”, agora não pode!) no menino e emenda ordem, quase impossível de ser cumprida:
      “E engole esse choro! Já!”

      Chorar é feio. Meninos não choram. Só meninas. Uma preparação, para o maior de todos os sofrimentos: tornar-se mãe. 
      (E hoje, literalmente ao virar as costas para uma gestante em trabalho de parto fui surpreendida pelo berro dela, e o do bebê, mais esperto e apressadinho que todos nós!)
      Lembrando o consolo da moça da limpeza acho que deveríamos, sim, ter o direito de desanimar uns dias por ano:
      “Hoje, cara amarrada tá liberada!”
      “Chorões e choronas, azarados e azaradas: podem dar vazão às lágrimas, à vontade!”

      Mas acho que preciso de uma Coca Zero, por via das dúvidas…


      (Lembrando que hoje é “Dia do Amigo” e aquele que é verdadeiro oferece o ombro, amigo, todos os dias em que for necessário.)

        Proteste já!

        Postado por Laély, no dia 29-06-2011 - Categoria: charges,salada news,textos - 0 Comentário
        Tenho algumas fotos do Rio para mostrar. Antes porém, preciso manifestar-me…
        Sim! Porque hoje em dia, todo mundo tem alguma opinião a expressar, alguma ideia a defender, uma causa a abraçar. É “cool”, é “in”, é charmoso ser “engajado”. 
        O que você acha, o que tem a dizer a respeito?
        Todos falam. Ninguém escuta. 
        Parece que virou rotina um protesto aqui, uma manifestação ali, marcha acolá…

        Interessante imaginar como os jovens de hoje marcariam um encontro:
        -Eaêê? Vamo dar um rolé, hoje?
        -Legal! O que manda?
        -Depois do protesto da tarde, bródi.

        Dar pontos de referências, também ficou mais fácil:
        -O senhor pode me explicar onde fica o banco mais próximo?
        -Ah! É só seguir a multidão, e desviar à D do “protesto dos estudantes”.

        Liberdade de expressão é privilégio das democracias. 
        Desde o início do ano temos acompanhado as manifestações, que começaram no Egito e espalharam-se por vários países do Oriente Médio. É a voz de um povo, há muito calada sob a tirania de “líderes” que se eternizaram no poderecoando nas ruas e exigindo mudanças! Sinal de novos tempos.

        Podemos lembrar de outras manifestações populares que entraram para a história:

        Em 28 de agosto de 1963, líderes do movimento pelos direitos civis dos negros americanos organizaram a Marcha sobre Washignton:
        Eles temiam que fosse um fiasco, enquanto o presidente àquela época, J. Kennedy, que a aglomeração gerasse tumultos incontroláveis.
        Nem uma coisa, nem outra: a marcha reuniu 250 mil de pessoas entre brancos, negros, políticos, artistas, anônimos e transcorreu na mais perfeita ordem e tranquilidade.

        O discurso mais esperado, e considerado até hoje um dos mais importantes da história americana foi proferido pelo jovem pastor protestante, advogado e ativista negro Martin Luther King Jr: 
        “Eu tenho um sonho…”, ele começava. E o resumo desse sonho era: igualdade de direitos e justiça de tratamento, entre brancos e negros.

        Não teve tempo hábil para testemunhar todas as conquistas do movimento que liderou: foi assassinado em 1968, 4 anos após ter ganho o Nobel da Paz.

        No primeiro semestre de 1989, uma série de protestos pacíficos nas ruas e praças de Pequim culminou com violenta reação, da parte do governo chinês. 
        O mundo assistiu estarrecido a um jovem anônimo aproximar-se dos tanques de guerra e enfrentá-los, sozinho:     
        Desnecessário dizer, quem levou vantagem.
        Foram cerca de 100 mil manifestantes, mas até hoje não se sabe ao certo o número de mortos, feridos, presos e desaparecidos, no que ficou conhecido como: “Massacre da Praça da Paz Celestial”.

        Do mundo para o Brasil, em 1983 e 1984 o “Diretas Já” mobilizou milhares de pessoas a participarem de passeatas e comícios, de norte a sul do país
        O maior comício foi realizado na praça da Sé, em SP, reunindo mais de 1 milhão de pessoas:
         
        (16 de abril, de 1984)

        O movimento foi importante para a redemocratização e surgimento de uma nova liderança política brasileira, incluindo, FHC e Lula.

        Pouco depois de eleito por voto direto, Fernando Collor foi alvo de denúncias de corrupção que, somadas à insatisfação popular por sucessivas medidas econômicas desastradas, levaram uma multidão de jovens “cara pintadas”
        às ruas, exigindo o “impeachment” do presidente:
        (Imagem: dAqui)

        E enquanto escrevia este post, ouço notícias da explosão de manifestações violentas nas ruas da Grécia, devido à possibilidade de aprovação pelo Governo de medidas econômicas restritivas, e nada populares.

        Geralmente é por motivo importante que multidões tomam as ruas: uma forma de pressionar, chamar a atenção, invocar transformações. 
        Mas ao que me parece, boas causas têm faltado ao nosso povo, ultimamente:
        É marcha para liberar o uso da maconha.
        manifestantes - marcha da maconha
        (Imagem, dAqui)
        (E liberada pelo STF. A marcha. O uso da maconha, não!)

        A “Marcha para Jesus” reuniu cerca de 2 milhões na Av. Paulista.
        Pouco dias depois a “Parada Gay” concentra 4 milhões de GLS, no mesmo endereço.

        Não me parece que haja um motivo real, além do motivo de “reunir” uma tribo. 
        Parece-me mais uma queda de braço: ganha, quem mostrar mais números!

        Numa época em que encontros são marcados via Orkut, Facebook e/ou Twitter, juntar uma multidão, em pouco tempo, não me parece tarefa das mais difíceis.

        E como toda boa passeata e manifestação dos tempos modernos, trio elétrico e muita fantasia não poderia faltar: tudo termina num grande carnaval, para inglês ver!

        Sei que já escrevi muito e até opinei demais, desconstruindo meu próprio argumento, mas não poderia deixar de reproduzir texto pertinente e profético do Diogo Mainardi, que está na orelha de seu livro “A Tapas e Pontapés“, de 2004:

        “Tenho uma opinião sobre tudo. Ao longo dos anos, notei que minhas melhores opiniões são aquelas em que desconheço completamente o assunto. Já me flagrei dando quatro ou cinco opiniões contraditórias sobre o mesmo tema. O que importa num profissional da opinião, como eu, não é o grau de fidelidade a uma idéia, mas a capacidade de defender duas coisas opostas ao mesmo tempo. E nisso eu sou um mestre. Houve um tempo em que eu não era desse jeito. Tinha poucas opiniões sobre poucos assuntos. Eram opiniões firmes, categóricas, que não admitiam réplicas. Podia-se notar em mim um certo fanatismo. Depois comecei a ganhar dinheiro com minhas opiniões. E o que era convicção, virou trabalho. Tornei-me uma pessoa melhor. Mais elástica. Mais livre. Menos pedante. Menos assertiva. Hoje em dia, só dou opinião sobre algo mediante pagamento antecipado. Quando me mandam um e-mail, não respondo, porque me recuso a escrever de graça. Quando minha mulher pede uma opinião sobre uma roupa, fico quieto, à espera de uma moedinha. O brasileiro tem opiniões demais. Joga opiniões fora como se não valessem nada. Como se houvesse um estoque infinito de opiniões. A oferta abundante deprecia o mercado. Piora a qualidade do produto. Vivemos num país em que qualquer idiota se sente no direito de disparar suas bobagens, porque ninguém vai se dar ao trabalho de ouvi-las. Eu, por causa do meu trabalho, aprendi a dar um justo valor às minhas bobagens. Elas sempre vêm acompanhadas pelo preço. Elas têm etiqueta e código de barras. Querendo uma, é só tirar da prateleira, botar no carrinho e passar pelo caixa.” 

        Então, tá! 
        Quero saber a sua opinião, nos comentários deste blog

        Porque, como compôs Caetano:
        “Atrás do trio elétrico
        Só não vai quem já morreu”


        p.s.
        Deixe a sua moedinha ao final, a fim de custear este protesto.

          Mistérios insondáveis

          Postado por Laély, no dia 19-06-2011 - Categoria: arte,Engraçadinhas,gatinhos,textos - 0 Comentário
          “Representação da pitonisa do Oráculo de Delfos feita por um oleiro ateniense, Circa 440 a.C”


          Ah, se eu tivesse a oportunidade de conhecer algum sábio oráculo, e este me concedesse o direito a perguntas que me ajudassem a entender certas questões metafísicas e essenciais da minha existência…
          Adianto-me a fazer uma listinha delas:
          -Por que as embalagens de cd não vêm com aquela fitinha de puxar e abrir facilmente, como nos pacotes de bolacha recheada? Pergunto-me isto, toda vez que tento abrir uma.

          -Falando em biscoitos: “vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?

          -Onde fica a máquina de ron-ron dos gatinhos?
          Tal descoberta permitiria um imenso avanço científico: num futuro bem próximo, transplantes de alegria e satisfação dos felinos para humanos seriam possíveis!
          Mulher com um gato“, de Auguste Renoir, 1875

          -E ainda: por que eles afofam com as patas, o lugar onde pretendem dormir? Seria uma espécie ritual para chamar o sono?

          -Por que toda mocinha de novela, quando desmaia, sempre encontra um galã ao lado para ampará-la nos braços?

          -Quando perguntadas sobre seus segredos de beleza, a maioria das famosas “revela”: 
          “Nunca durmo com maquiagem!”
          Isto significaria que uma mulher como eu, que usa pouca ou nenhuma maquiagem, deveria ser mais bela que as outras que usam? (Tenho de reinvindicar meus direitos atrasados, então!)

          -Por que os homens fazem xixi na rua e coçam o saco em público?
          (Concordo. Essa, o oráculo vai coçar a cabeça pra responder!)

          -Falando em cabeça: o que há na dos compositores de axé, forró, pagode e sertanejo? 

          -Por que não inventaram tubo plástico para pasta de dente, no meu tempo de criança?
          (Imagem: dAqui)

          Quanta bronca de mãe teria sido evitada, por não conseguir espremer o tubo metálico na base! 

          -Por que adesivos com dizeres insólitos, tipo: “Não inveje, trabalhe!” vêm sempre colados atrás de uma brasília, ou fusca velhos?

          -Ou aquele outro: “Foi Deus que me deu”. 
          Onde estaria eu, no dia em que houve distribuição de carros no céu?…
          -Por que, sempre que alguém começa, dizendo: “Não vá se ofender”, você pode ter quase certeza de que vai se ofender?
          Se tem resposta para alguma dessas dúvidas, tão importantes, esclareça, por favor! A única certeza que tenho é que não são só minhas! 

            Saindo de fininho

            Postado por Laély, no dia 09-06-2011 - Categoria: arte,charges,dicas de programas,salada news,textos - 0 Comentário
            Uma cena inesquecível de Vale Tudo é quando o canalha e corrupto Marco Aurélio, que todos esperavam ter um fim trágico, ou triste, foge de avião dando uma banana para o país. Ele é o vice-presidente, que desvia dinheiro da empresa de aviação de Odete Roitman. 

            A novela é antiga mas o tema, atual. Talvez por conta disso a reprise seja um tremendo sucesso do canal Viva.

            Embora o destino de Marco Aurélio tenha sido uma surpresa, ninguém estranhou tamanha desfaçatez, afinal, como diz o ditado: “Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”.

            Enquanto o personagem de novela deixava o país para não ter de se acertar com a Justiça, muitos outros filmes( de ficção, e estrangeiros! Deve ser perseguição!) mostram justamente o contrário: 
            Se está devendo, foge para onde?…
            “Republica das Bananas: Brazil!”
            É a “arte imitando a vida”.

            Acompanhando as notícias nacionais dos últimos dias, parece-me que estou no meio de uma tela surrealista!
            (The Paranoiac Visage, 1935, de Salvador Dali)

            Seria a vida imitando a arte? Ou seria eu, que não entendo direito( ou, de Direito)?…
            Cesare Battisti foi libertado na madrugada desta quinta-feira. Após deixar o presídio da Papuda, em Brasília, Battisti entrou em um carro, acenou para a imprensa e seguiu para um hotel sem dar entrevistas.
            (Imagem, dAqui)
            Tem condenado por assassinatos na Itália sendo solto, em nome de uma tal de “soberania nacional”…

            Tem ministro da Casa Civil sendo substituído, porque não quer “falar” dos seus “negócios particulares”…
            E o mais inacreditável é a presidente da República quase chorar, na despedida oficial do amigo( “muy amigo!”) e o mesmo sair, aplaudido de pé pelos colegas parlamentares!

            -Peraí! Deixa eu entender:
            Por que ele saiu, mesmo?!
            Ah, sim. Isso não é da nossa conta, mas está nas contas dele…

            Foi assim no caso Dirceu, Erenice…por coincidência, antecessores de Palocci. 
            (E os jornalistas alvoroçados, durante a apresentação do nome da nova ministra, levantaram a hipótese conspiracionista de “uma maldição na Casa Civil”…Sem esquecer, que nossa atual presidente já ocupou o mesmo cargo.)
            Se o Legislativo pressionar, pedir explicações, ameaçar abrir CPI há sempre uma saída digna: 
            O aeroporto, como fez o Marco Aurélio, de Vale Tudo?!
            Não! É só tirar do cargo que, logo, logo todo mundo esquece!
            É?!…
            Depois eu volto com assunto mais ameno, porque esse não vale!

              Um toque de cor

              Postado por Laély, no dia 31-05-2011 - Categoria: dicas de programas,looks,Música,textos,vídeos - 0 Comentário
              Já repararam como é comum fazer metáforas, usando cores para expressar sentidos e sentimentos?:
              “Na hora H ele amarelou.”
              “Ficou verde de raiva.”
              “Tô azul de fome!”
              “Vermelho de vergonha.”
              “Hoje a coisa tá preta!”
              “O branco da paz.”

              Na animação Mary&Max, a pequena Mary usava um anel( brinde, vindo numa caixinha de cereais) que mudava de cor, conforme os sentimentos que tinha:
              Se o anel realmente funcionasse, qual seria a cor que melhor representaria a tristeza?

              Se usasse um desses nos últimos dias talvez ficasse cinza, marrom, ou até “cor de burro quando foge”…

              Uma das cenas mais comoventes da animação é quando Max, que sofre de Síndrome de Asperger, confessa à sua correspondente, que gostaria de saber chorar, como todo mundo. 
              Mary resolve enviar-lhe um presente único, prova de sua devota amizade: imagina uma cena bem triste, como um gatinho sendo atropelado e, sem muito esforço verte algumas lágrimas, cuidadosamente guardadas numa garrafinha e enviadas ao amigo, do outro lado do oceano.

              Na vida real, nem sempre conseguimos segurar as lágrimas como Max, nem contê-las numa só garrafinha, como Mary.
              Choramos quando sentimos dor(no corpo, ou na alma). E, por mais que seja difícil admitir, aceitar: A dor é um mal necessário. É um desconforto que nos obriga a reagir.

              Os primeiros capítulos do livro de Gênesis narram a história da criação e queda do homem. 
              Após a desobediência do primeiro casal, Deus então diz à Eva:
              “…Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos;”

              Desde lá é a mesma história:
              Já estreamos neste mundo, chorando.

              Parir e nascer são atos dolorosos. Ao menos, compensadores. 
              Mudanças de atitude e comportamento às vezes são gestadas, não sem um certo esforço; paridas, em meio à dor e choro. Ao menos, que a cada dia venha ao mundo um novo “eu”, melhor que o anterior.
              Eu tô aqui, tentando equilibrar-me…

              Blusa de malha e crepe: Farm
              Cardigã de linha
              Calça: Calvin Klein
              Sapato de verniz: UZA
              Bolsa: Cantão


              E hoje disse à manicure que, para compensar o baixo astral, queria uma cor gritante nas mãos.
              Coincidentemente, a mesma cor estava nos pés: 
              Verniz&verniz
              Esmalte: “Toque de Fúria”, Risqué
              Sapato verniz cereja: UZA

              Às vezes é necessário usar uma centríguga emocional para separar a essência, o que realmente importa, a verdade que move, do bagaço de ressentimentos e mágoas que devem ser descartados.
              Não há receita pronta; cada um tem seus truques para driblar a tristeza.

              Assistir a um bom filme e ouvir música pode ajudar. Se juntarem as duas coisas, melhor ainda!
              Até deixei de lado a história triste do “gatinho atropelado” e sorri um pouco, assistindo a um episódio de Glee. 

              Sem fazer feio, o grupo interpreta Somebody to Love, do Queen:

                7 pecados capitais

                Postado por Laély, no dia 18-05-2011 - Categoria: decoração,Filmes,Propagandas,textos - 0 Comentário
                O filme é antigo, de 1995, mas só neste fim de semana pude assisti-lo: 

                Seven” é um suspense policial com sérias contraindicações a cardiopatas: taquicardia e apneia são prováveis efeitos colaterais. 
                E filme policial que se preze não funciona sem uma boa parceria:
                O detetive Somerset( Morgan Freeman) é um experiente investigador, prestes a aposentar-se, desencantado com a violência e solidão da cidade grande e ansioso por trocar Nova Iorque por algum lugar mais tranquilo no interior.
                O jovem detetive Mills(Brad Pitt), ao contrário, acaba de chegar em Nova Iorque, vindo do interior, para assumir o primeiro trabalho como investigador, ansioso por mostrar serviço.
                Um estranho caso de assassinato acaba unindo o destino dos dois. Mais que isso: sela o destino deles!
                Apesar de improvável, a dupla combina bem, como queijo e goiabada, petit gateau e sorvete de creme, pipoca e guaraná: Somerset é cabeça Mills, o coração!
                A princípio parece apenas mais um filme sobre serial killers psicopatas, como em “O Silêncio dos Inocentes“, mas a tensão cresce à medida que se desenrola a história:
                Uma série de assassinatos, com clara alusão aos 7 pecados capitais são investigados pelos 2 policiais.
                Depois de anos lidando com o “mundo cão”, o solitário Somerset( Freeman) não nutre nenhuma ilusão sobre a bondade humana. Mas, em meio a esse caos, consegue vislumbrar um oásis ao ser convidado a conhecer a família do parceiro. 
                E é exatamente essa, a sensação que o espectador tem a respeito do irrequieto Mills
                ( Pitt): a casa é seu refúgio, os braços da resignada mulher(Gwyneth Paltrow) seu consolo, brincar de rolar no chão com os cachorros sua maior alegria. 
                O apartamento passa a impressão de um lar em construção. Ainda há caixas de mudança, espalhadas pelos cômodos. Mas não é por descaso. A arrumação é metódica.
                A pequena cozinha tem uma abertura que faz comunicação com a sala de jantar, um passa-pratos. O charme especial especial fica por conta das xícaras e canecas, que foram ali penduradas.

                 
                A Nova Iorque retratada é sombria, decadente, implacável com seus moradores. 
                Contrastando com isso, o lar do detetive do Mills, ou, aquele que Somerset nunca teve e sempre desejou.
                A sequência final é de tirar o fôlego: dali por diante, a vida daqueles personagens nunca mais seria a mesma!


                Ainda impactada pelas cenas do filme tentei fazer um paralelo, mais light: 
                Quais seriam os 7 pecados capitais na decoração?
                Seguindo a ordem de Seven, 
                começaríamos com:
                -Gula
                Para ilustrar o exagero do consumismo, um convite a mais…consumismo:

                Repetindo a frase da propaganda e aplicando-a à decoração:
                “Já parou para pensar no que a gente compra sem pensar?”
                Adquirir um objeto para casa somente por impulso pode transformar-nos em acumuladores e não, em decoradores.

                -Cobiça
                Este segundo pecado geralmente vem antes do primeiro. 
                Hoje em dia o acesso à revistas, blogs sites de compras e decoração, moda, celebridades levam-nos a um mundo de fantasia, nem sempre acessível ao nosso bolso. 
                Desejar não é pecado, mas o “ter”, apenas para mostrar que “tem” determinado objeto da moda é bobagem( um pecado?!…).
                -Preguiça
                Inimigo n°1 de mudanças e melhorias na casa. Inclui, também: desinteresse em buscar informações e alternativas viáveis para caprichar no visual da casa, sem comprometer o orçamento da família. 
                O investimento em tempo, trabalho, informação é custoso, mas compensa.
                -Vaidade
                A casa não é mais importante que seus moradores. Deve ser um complemento, capaz de abrigar os anseios e necessidades de uma família. 
                Objetos não são mais importantes que pessoas, nem são os que formam um lar. 
                Há casas que se assemelham a museus, ou templos: impecáveis, sagradas, inexpugnáveis, aptas a visitações públicas a qualquer hora e dia da semana, mas onde seus moradores não tem liberdade e não se sentem à vontade. 
                Casas sem sentido ou razão, usadas apenas como prova da “competência” de seus donos em administrá-las.


                -Luxúria
                Relacionado ao pecado anterior, afinal, um não vive sem o outro.
                É gostoso caprichar na arrumação, mas há quem faça da ostentação uma necessidade. A casa passa a ser o seu troféu, um símbolo de status.


                Falando em filmes, ainda não assisti “2 Filhos de Francisco“: 

                O Sílvio Santos também não viu mas diz que recomenda, que “é bom, muito bom”! 
                Tentando deixar de lado meus preconceitos contra a dupla, e a música que fazem, prometo algum dia esforçar-me para incluir o filme na minha lista de tarefas, mas antes, preciso ver e rever uma lista interminável de outros…


                Há poucos dias folheava uma revista Caras e encontrei a Zilú, mulher do Zezé, mostrando a casa, que mais parecia um palácio dos tempos do rococó. 
                Nem preciso falar mais nada. As imagens são eloquentes:

                Em casa, em Alphaville, onde mora há 16 anos, Zilú exibe o décor bem pessoal. Na parede, pintura da letra de É o Amor, o primeiro hit do marido, Zezé Di Camargo.
                A partitura pintada na parede corresponde ao “hit” da dupla: “É o Amor…”

                Mais interessante ainda foi a forma como a revista descreveu a extravagência: um “decor bem pessoal”. 
                Mas acho que o casal tem estilo: o estilo Zezé&Zilú!
                Qualquer espetada seria motivada apenas pelo penúltimo pecado capital: 
                -Inveja!
                (Coisa feia, Laély!)

                O último pecado, o da ira, substituiria por:
                -Impaciência-
                Nós, adeptos do faça-você-mesmo não podemos sucumbir ao desânimo.

                Semana passada, por exemplo, comprei um pendente novo para a cozinha.
                Sem piscar os olhos apliquei tinta spray em uma das peças. Ficou uma “meleca”, com o perdão da expressão.
                Para corrigir o erro, tentei aplicar removedor de tinta. O produto derreteu o material de acrílico, mas não removeu a tinta. 
                Resultado: parte do meu pendente novo ficou imprestável.

                Mas decorar a casa é trabalho de formiguinha: Muito erro, e acerto, e conserto, e trocas… 
                O importante é ser paciente, persistente e pensar que sempre dá para melhorar!

                Mas falar desses erros e pecados é falar dos próprios. Todo mundo, vez ou outra incorre num deles.

                E você? Pode confessar: 
                Qual o pecado na decoração que já cometeu, ou, vê os outros cometerem com mais frequência?…

                  História torta

                  Postado por Laély, no dia 09-05-2011 - Categoria: crônicas,datas especiais,filhos,receitas,textos - 0 Comentário

                  Hoje, dia das mães, alguém aí deve estar pensando que fiquei de bobeira, paparicada pelos homens da casa, com direito a café da manhã na cama e almoço em restaurante chique…
                  Nã, na, ni, nã, não!
                  O domingo foi, como todos os outros: corrido! E eu, de barriga no fogão!( “Vida de nêgo é difícil, é difícil como o quê…lê, lê, lê, lê…”)


                  Fiz até almoço especial, com direito à sobremesa, porque mãe que é mãe gosta de lamber a cria e agradar, inclusive a si própria.


                  Montei um pratão, com porções de mãe:

                  Almoço "Dia da mãe"
                  Salada de folhas: alface, agrião e flor de capuchinha(esta, do quintal). Temperei, com uma redução de aceto balsâmico.
                  Salmão grelhado, aspargos salteados, arroz negro e couscus marroquino:
                  Couscus marroquino
                  Uma opção fácil, rápida e gostosa para acompanhar peixes, que dispensa inclusive o arroz. Faço-o, assim:
                  Hidrato 1 xícara de sêmola de trigo em 2 xícaras de água fervente( não é necessário escorrer, pois o couscus irá absorver toda a água). 
                  Enquanto isso, pico 1/2 pimentão amarelo e 1/2 pimentão vermelho( sem sementes) e refogo no azeite, com um pouco de alho.
                  Misturo à sêmola hidratada, acrescento palmito cru e cebolinha picados. Acerto o sal. Rego com   azeite.
                  Minha mãe, que mora em Belém, teria aprovado a sobremesa escolhida:
                  Torta de limão

                  Torta de limão

                  Aproveitando o dia das mães, peço licença poética para reproduzir aqui um texto, escrito pelo filho caçula, ano passado.

                  O personagem criado por ele é um misto do estabanado inspetor Clouseau com o atrapalhado Mr. Bean: Lucas protagonizou outras aventuras anteriores, mas, por ocasião dessa história, encontrava-se detido em alguma prisão de segurança máxima, para o bem da ordem mundial, assumindo o irmão, o posto de “atrapalhado oficial”. 

                  O estilo da narrativa(se é que segue algum) é de humor-negro-catastrófico-surreal( se é que isso existe!)
                  Devo lembrar que é uma criança de 10 anos, o escritor. 

                  Com vocês:
                  A Verdadeira Razão da Bagunça do 11 de Setembro
                  Em 11 de setembro de 2001, Francisco, irmão de Lucas, foi visitar sua mãe em Nova Iorque para celebrar o “dia das mães”( atrasado).
                  Ele levaria para ela um armário cheio de vestidos.
                  Quando chegou, dois funcionários do aeroporto foram ao bagageiro; quando voltaram, tiraram 2 enormes armários do bolso e saíram, equilibrando-os com o dedo mindinho.
                  “Qual desses armários é o meu? Os dois são idênticos!”-Francisco pensou.
                  “Ah, é esse!” pensou, ao olhar para um pequeno papel, colado a um dos armários. O papel dizia: “Frank”
                  No entanto, ao sair do aeroporto, o funcionário que carregava o armário deu-o a uma pessoa que passava pelo local.
                  Francisco se enfureceu e correu atrás do americano, que deixou cair o armário na rua, destruindo 4 carros.
                  -VOCÊ DESTRUIU MEU ARMÁRIO!-Francisco gritou.
                  O americano começou a correr pelas ruas de Nova Iorque, até chegar ao Pentágono.
                  Francisco causou uma bagunça no trânsito e um caminhão carregado de fósforos bateu em outro caminhão que estava levando petróleo. Um fósforo riscou outro, e logo o Pentágono estava destruído.
                  Enquanto isso, sobre os céus de Nova Iorque 2 aviões passavam por lá. O piloto de um deles disse ao outro, pelo comunicador:
                  -Who are those crazy guys running trough the streets?
                  -The ones at Jonh Street?
                  -Yes, the ones that just destroyed a truck em 7 cars!
                  -I think you should look where you’re going…
                  -AAAH! The World Trade Center!…
                  Mas, a essa hora eles já tinham batido nas torres gêmeas.
                  Outros 2 aviões cruzaram os céus, controlados por terroristas.
                  -Ei! As torres gêmeas já estão destruídas!-disse um dos pilotos ao outro, pelo comunicador.
                  -É. O Osama deveria ter dado uma promoção para nós. O que atacamos, agora?-respondeu o piloto.
                  -Que tal aquele canil, ali na esquina?
                  -Não, eu tenho cinofobia. Que tal a Estátua da Liberdade e o Empire State?
                  -Boa ideia!
                  E logo, a liberdade perdeu sua estátua…

                  Enquanto isso, a mãe de Francisco foi ver o que estava acontecendo:
                  -Filho, o que está acontecendo?
                  -Feliz dia das mães! Mas eu cheguei meio atrasado…
                  -Filho, você esqueceu que veio me visitar no dia das mães deste ano?

                  ( Autor: Aécius Fonseca)


                  Pra engolir essa história torta direito, só com um bom pedaço de torta:
                  Torta de limão
                  E essa receita pode ir para o caderninho. 
                  Quer saber como? 
                  É só participar da promoção.

                    "Contrato de casamento"

                    Postado por Laély, no dia 02-05-2011 - Categoria: Casamentos,crônicas,Propagandas,textos - 0 Comentário
                    The Official Royal Wedding photographs
                    (Imagem, via Flickr)

                    Mês de maio, mês das noivas.
                    Ainda embevecidos pelas imagens de conto de fadas do fim de semana, aproveito o clima para continuar tratando do assunto “casamento”.

                    A Emy Kuramoto, do Tofu Blog, semana passada escreveu sobre a enorme quantidade de opções que temos hoje em dia, o que pode gerar certa ansiedade, na hora de tomar decisões.

                    Acabei fazendo um link entre as divagações de supermercado da Emy com um outro artigo, mais antigo, escrito pelo Stephen Kanitz: Contrato de Casamento
                    Não vou reproduzi-lo na íntegra mas o indico aos casados ou, àqueles que pretendem casar, algum dia.
                    Kanitz escreve:
                    “Hoje, promete-se amar o cônjuge até o dia em que alguém mais interessante apareça. ‘Eu amarei você para sempre’ deixou de ser uma promessa social e passou a ser simplesmente uma frase dita para enganar o outro.”

                    O articulista defende, que: a chance de encontrarmos a “pessoa ideal” depois de já termos assumido compromisso com o(a) companheiro(a) de vida(através de  um contrato de casamento) é estatiscamente grande.

                    Voltando às dúvidas da Emy, escolher uma pessoa  já é difícil, trabalhoso, estressante. Imaginem então escolher uma, entre tantas opções que irão aparecer, ao longo da nossa vida!…
                    Alguns não gostam de sofrer tal ansiedade: na hora de casar, nem titubeiam! Se não der certo, não tem problema: é só trocar, acionar o SAC
                    ( Serviço de Atendimento a Casamentos), ou o PROCOM(Programa de Casamentos Obsoletos e Malfadados), desde que esteja dentro da garantia. 
                    Ops!… 
                    O problema é que pessoas não têm prazo de validade, nem vêm com garantia. Melhor pensar bem, antes de escolher. Do contrário, cairão na cilada do pior tipo de consumismo:
                    Há os que trocam de parceiros e amigos, como se troca de marca de sabão em pó, no supermercado.
                    Interessante imaginar como seriam as propagandas sobre a “alma gêmea”:
                    “Aquele que não deforma, nem solta as tiras!”
                    “Aquele que tem design arrojado!”
                    “O que lhe dá maior rentabilidade.”
                    “O tempo passa, o tempo voa e ele continua numa boa!”
                    “O homem das 1001 utilidades!”
                    “Deixe seu marido na farmácia e troque por…”
                    “Não basta ser marido. Tem que participar!”
                    “Aquela que desce redondo.”
                    “Aquela que lava mais branco”.
                    Marketeiros sedutores de plantão, criem seus melhores slogans!
                    Acontece que, em pouco tempo, o design arrojado também fica ultrapassado. Não é a toa que a indústria de carros lança um modelo novo, a cada ano.
                    Casamento ideal, pessoa ideal, alma gêmea, conto de fadas…isso não existe. O que existe é compromisso em fazer funcionar. Não é fácil. Mas trocar, a cada defeito apresentado, menos ainda!
                    E até o último casamento de “conto de fadas” já caiu na vida real( no sentido de realidade, não de realeza!): a lua de mel do nobre casal foi interrompida, pois o noivo precisava trabalhar(?!).( Tempos modernos: o príncipe trabalha!!)
                    E já que falamos em propaganda, encerro com esta, apropriadamente protagonizada pelo “homem dos sonhos” de muitas mulheres:
                    Eu não, porque já tenho contrato assinado…