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Papo magro

Postado por Laély, no dia 20-09-2011 - Categoria: gatinhos,receitas,textos,tirinhas - 0 Comentário
E quando se está de dieta, o mundo parece conspirar contra você: 
Liga a TV e tá lá, a Ana Maria Braga, fazendo 
( e comendo, com uma boca boa!) um enroladinho primavera com molho agridoce e, frito!…
 
Abre a página no Facebook e dá de cara com um bolo brigadeiro, receita do Edu Guedes…
Bolo de brigadeiro
Acessa um de seus blogs preferidos e encontra um aniversário de criança perfeito, com direito a brigadeiro, bolo, biscoito, macarons…
Respira fundo e tem uma ideia para abstrair: Ler! Mas até a cronista apreciada parece fazer parte do “grande plano de sabotagem”…
Todos contra mim e eu, sozinha, contra os quilinhos indesejados!
Tudo bem. Levando-se em consideração que estou num período inicial mais difícil, o de “desintoxicação calórica”, devo ter alucinações motivadas pela minha carboabstinência.
Já avisei por aqui que estou de dieta, apesar da Jô Bibas questionar, nos comentários, se estava falando sério. Como se eu não precisasse… 
Pode não parecer, mas de uns 3 anos para cá, depois que diminuí atividades físicas por conta de uma lesão na tíbia, pulei do manequim 38 para o 40, depois ao 42…e um sinal vermelho acendeu, quando cheguei ao 44! 
Início do ano retomei o ritmo das atividades aeróbicas, mas o ponteiro da balança insistia em não compensar meu esforço, proporcionalmente.
Procurei uma nutricionista, então. Analisando meu peso e medidas ela concluiu que eu estava dentro da média para a minha idade mas, nem de longe a maioria das mulheres da minha idade faz tanto exercício quanto eu, portanto: deveria estar melhor. Montou uma dieta fazendo uma redução drástica de carboidratos e aumentando a ingesta proteica, visando diminuir massa gorda
( gordura) e aumentar massa magra
( músculos).
Mas, o que teriam a ver com isso? Emagrecer é apenas mais uma meta pessoal, como arrumar meu quarto. (Também tenho um sonho antigo de participar da maior corrida de rua do país, a São Silvestre. Para correr, preciso estar mais leve e, para ficar mais leve, preciso correr…)
Gostaria de deixar algumas dicas para ajudar àqueles que, como eu, têm interesse em chegar à “medida certa” mais facilmente. 
Contratei até um especialista em dietas…
Algumas coisas, solicitadas pela nutricionista, já faziam parte da minha rotina; não estão sendo nenhum sacrifício para mim: 
-Fazer exercícios físicos regularmente( 3-5x/ semana, no mínimo, 40′ seguidos): atividades aeróbicas
( caminhada, corrida, bicicleta, natação, pula-corda) e anaeróbicas( musculação). As primeiras “queimam” gordura e a segunda aumenta massa muscular, que aumenta o gasto calórico, mesmo em repouso.
-Cortar bebidas alcoólicas e frituras.
-Comer alimentos integrais, cereais, grãos, peixes, frutas(frescas e/ou secas) e verduras.
O que tem sido mais desafiador, pra mim:
-Cortar massas, principalmente, pão( nessa primeira fase, tenho direito a comer uma fatia de pão e torrada integrais, por dia).
-Beber mais água, entre as refeições, durante, evitar.
-Cortar bebidas gasosas, mesmo que diets, por ajudarem a dilatar o estômago( e estômago maior, precisa de mais volume para ser saciado).
-Comer de 3/3 horas, assim, o metabolismo é acelerado e não se passa fome.
-Diminuir o sal da comida e não acrescentá-lo, ao alimento já preparado.

Além disso, outras dicas:
-Trace uma meta factível para os primeiros 3 meses: se achar que deve perder 10 kg em 1 mês, além de se frustrar e acabar desistindo, pode cair na tentação das dietas e/ou remédios “milagrosos”.
Se é sedentário, uma boa meta para o 1° mês é deixar de sê-lo, incluindo atividade aeróbica na sua rotina, pelo menos 3 vezes por semana. Se já faz exercícios: aumente o seu tempo, a frequência, a intensidade.
-Coma devagar, saboreando os alimentos, sem distrações com leitura, ou TV.
-Compense o sal da comida, substituindo-o por ervas frescas, como: manjericão, erva-doce, tomilho, alecrim…
-Comunique seu intento ao maior número possível de pessoas, principalmente, àquelas mais próximas e que se importam com você. Quanto mais comprometido estiver, mais difícil será  cair em tentações e fazer concessões. Se isso acontecer, não desanime: retome seus novos e saudáveis hábitos, o quanto antes.
-Não pule refeições e siga os horários estipulados. Se a fome bater fora de hora, apele para alguma fruta, ou barrinha de cereal, ou uma bebida quente, como chá( sem açúcar), ou caldinho( light).
-Procure consumir sucos, de preferência naturais. Se necessário, usar Sucralose no lugar do açúcar comum.
-Se tem o hábito de comer fora de casa, levar marmitinha com o lanche da dieta.
O ideal seria fazer uma avaliação com profissional da área para individualizar metas e necessidades, do contrário, fazer dieta pode virar um pesadelo…

E, principalmente: não perca o bom-humor!
Boa sorte!

    A culpa da beleza

    Postado por Laély, no dia 12-09-2011 - Categoria: dicas de programas,textos - 0 Comentário
    Ignorar ou desprezar os recursos estéticos disponíveis hoje em dia seria como não acreditar na ida do homem à Lua ou, no ataque terrorista às torres gêmeas. 
    Mas, onde ficaria o limite “saudável” para a utilização desses? A linha tênue, que separaria cuidado e amor próprio de vaidade excessiva, doentia?   

    Angela Bismarchi
    (Ângela Bismarchi ou, algum fake dela mesma)

    Vaidosa assumida, tento policiar-me para não perder a noção do ridículo: encarnar um tipo estranho e sair por aí botocada, cinturinha lipada, siliconada, com aplique no cabelo, sobrancelha pintada de henna, minissaia, barriga de fora expondo um piercing e salto agulha, tudo junto, misturado e num mesmo pacote, o da “superfêmea pasteurizada”!

    Quase respiro aliviada, ao lembrar que tenho 3 filhos homens(o que diminuiria em muito minhas chances de cair em tais armadilhas!)Ufa!
    ( Embora tenha lá meus truquezinhos, para burlar a fiscalização!)

    Em Fina Estampa há um claro confronto entre duas mulheres:
    A sofrida e lutadora Griselda( Lília Cabral), mãe de família que, abandonada pelo marido, abdica de qualquer vaidade e convenção social para cuidar dos 3 filhos.
    Já 
    Teresa Velmont( Cristiane Torloni) não se preocupa com outro, que não seja ela mesma. Exibe, sem aparentar nenhuma culpa, a riqueza e beleza que tem. Seria um exemplo, de: “mulher bem resolvida”.


    E se fosse possível fazer uma experiência genética com as duas? 
    Talvez, chegássemos bem perto do ideal feminino de perfeição: o caráter de Griselda somado à esbelteza, beleza e altivez de Teresa. O contrário, porém, seria um desastre!
    Pensando bem:
    Vaidade e virtude são autoexcludentes?  
    Ou seria apenas mais um clichê(como aquele a respeito da mãe: a boa é aquela que sofre, que sabe “padecer no paraíso”): mulher “virtuosa” é a que vive só para a casa e os filhos, a ponto de esquecer de depilar o buço, ou as pernas?( Nada contra quem opta pelo estilo mais “natural”, digamos assim. Estou apenas aproveitando o exemplo da novela.)


    A “culpa” pode não ser de Griselda. Nem de Teresa. Mas, da simetria.
     

    Explico:
    Uma pesquisa feita por cientistas europeus “sugere que pessoas de traços faciais simétricos, consideradas mais atraentes, tendem a ser egoístas por acreditarem em sua autossuficiência.”
    O assunto é matéria, numa das páginas virtuais da Veja: Diz o Estudo
    Mas os pesquisadores pedem cautela; que não seja feita nenhuma análise superficial e generalizadora a respeito: não é prova, de que Brad Pitt é egoísta e o Tiririca, uma versão masculina de Madre Teresa de Calcutá. Nem tanto, nem tanto.
    Mas, pensando bem(e, em frente ao espelho), acho que eu deveria aceitar melhor meu nariz grande, apontando para a esquerda…
    Quanto à história de novela, já se espera pela “grande virada”: personagem boazinha, que começa pobre e descuidada, termina rica e glamourosa.

     

    Ah, se na vida real fosse fácil assim…

      Ocupações da semana…

      Postado por Laély, no dia 25-08-2011 - Categoria: charges,textos - 0 Comentário

      Ando juntando peças, como num quebra-cabeças, depois de ver o quebra-quebra no interior de um Conselho Tutelar de SP provocado por “menores infratores”. Corrigindo, e usando a entonação grandiloquente que meu filho mais novo gosta de fazer: “menores, em conflito com a lei”!


      Quem não viu a matéria, destaque no JH e JN do dia 23 poderá conferir, aqui.

      Coincidentemente, o Estatuto da Criança e do Adolescente( uma sigla que, clama por trocadilhos!) completou a maioridade há pouco: em 21 anos poderíamos dizer que muita coisa mudou mas, para melhor?!…

      Apesar de considerável avanço, uma lei de primeiro mundo, já não seria hora de fazer um balanço geral e ver o que poderia ser melhorado?

      Dos 5 menores que, praticamente, demoliram o Conselho Tutelar em SP depois de tentar assaltar um hotel, 2 deles escolheram voltar às ruas. 
      É um ciclo contínuo e autofágico: 
      Abandono->drogas->infrações leves->retenção temporária->”liberdade”->abandono->mais drogas->infrações mais graves->morte?…cadeia?…

      Que futuro terão, essas crianças sob a “proteção” do Estado e do ECA? 

      “Ah! Mas depois dos 18( se chegarem a tanto!), isso já não é problema nosso! Garantias( quais?!), apenas enquanto forem ‘indefesas’! Depois, é cada um por si e o Estado contra todos!”

      É tanta hipocrisia, fechar os olhos e achar que estamos fazendo nossa parte!
      As crianças que voltaram às ruas, o fizeram de livre e espontânea vontade, porque a “lei não permite nenhum tipo de restrição à liberdade para menores com até 11 anos de idade. ”

      E eu me pergunto, se isso não seria negar-lhes outro direito: o direito à uma casa, família, limites, possibilidade de recuperação e chance de reintegração na sociedade!…

      Ou, na sua casa, é seu filho de 5 anos quem manda?… 
      Ele estaria habilitado a dirigir? Decidir o que comer, que horas dormir, se vai à escola, ou não, se toma o remédio ruim que o médico prescreveu, ou não, o que vê na TV ou acessa na internet?…
      Bem, em algumas famílias pode-se até dizer que são eles que realmente mandam; e “limite”, uma palavra que se encontra apenas no dicionário! Mas, acredito que esse não seja o cenário ideal para o desenvolvimento sadio deles( não apenas eu, mas a maioria dos especialistas, pedagogos e psicológos).

      Por que então, “crianças em conflito com a lei” não teriam mesmo direito?


      A mim parece que, uma política paternalista e permissiva com “pequenas infrações”, adotada não apenas em nosso país, venha trazer sérias e imprevisíveis consequências no futuro.


      Impossível não linkar com os recentes episódios  de balbúrdia, depredação, saques e até mortes ocorridos na Inglaterra. 
      O que começou com uma pequena “manifestação” furiosa, após a morte de um jovem em confronto com a polícia, acabou ganhando dimensões inimagináveis. 
      Turbas de jovens encapuçados saíam durante a noite, aterrorizando a população de vários bairros britânicos. 
      E, o que queriam? Lutar contra a mais tradicional democracia no mundo? Não. Apenas, locupletar-se com eletroeletrônicos, roupas de marca, bebidas e o que mais de valor pudessem levar das lojas destruídas. 
      Jovens ricos estavam entre os saqueadores e vândalos, inclusive, um menino de 9 anos!


      A polícia falhou em coibir precocemente o que seria “apenas uma legítima manifestação popular”. 
      Logo essa massa de desordeiros mostrou ao mundo que, de movimento político e social não tinha nada! 
      Faltaram limites: os limites da lei!


      Os especialistas em educação ressaltam a importância de dar limites à criança e, deixar que aprendam a lidar com as consequências diretas de seus erros. 
      Não foi assim que aprendemos de nossos pais?: 
      “A sua liberdade vai, até onde começa a do outro”.


      Nas páginas amarelas da Veja de 17/08 há uma entrevista com o psiquiatra britânico Anthony Daniels. Ele trabalhou por 15 anos com criminosos e viciados em drogas, no sistema prisional da Inglaterra. 
      Considerado polêmico, critica intelectuais que defendem teses sociológicas e psicológicas para justificar comportamentos marginais:
      “Negar sua( a dos infratores) capacidade de discernimento é o mesmo que diminuir sua humanidade.”


      Em relação aos viciados em drogas que se envolvem com o crime para sustentar o vício, ele defende que, se houver recusa a tratamento numa clínica de reabilitação, que sejam presos.


      “A maneira como vemos o vício de drogas é errada. Tratamos os viciados como vítimas, incapazes de ser responsabilizados por suas escolhas…Não existe droga tão viciante a ponto de ser impossível livrar-se delas.”

      E na segunda-feira, 600 integrantes do MST ocuparam uma fazenda da Cutrale, no interior de SP. 
      Em 2009, a mesma fazenda foi invadida por eles. Durante a ocupação que durou 9 dias, a sede foi depredada e destruída, pés de laranja( produtivos!) arrancados com trator, e ainda surgiram denúncias de furtos. Todas as acusações foram veementemente negadas pelos invasores, embora o vandalismo tenha sido filmado por policiais. 


      Como num verdadeiro arrastão de manifestantes, o MST seguiu a semana ocupando rodovias federais e a sede de um outro tipo de “fazenda”: o próprio Ministério, em Brasília.


      Ao contrário das invasões ocorridas há 2 anos, desta vez não se noticiou nenhum quebra-quebra, transcorrendo tudo, até agora, pacificamente.
      O que mudou?…
      Talvez o governo anterior tenha feito “vista grossa”, permitindo, digamos assim, “liberdade de ação” maior aos manifestantes. Não parece ser a mesma linha da atual administração. 
      Dilma tem se ocupado em colocar a casa em ordem…

      Charge do dia 19/08: Amarildo

        Na pátria do Zé Carioca

        Postado por Laély, no dia 19-08-2011 - Categoria: charges,gatinhos,Nina,textos - 0 Comentário
        Tenho desenvolvido teoria, nada científica, de que, nesta plaga verde amarela a lógica funcionaria ao inverso…

        verde e amarelo

        Ao contrário do que apregoa a redundante obviedade do verso de Aquarela do Brasil: “esse coqueiro” não dá coco.  Dá pizza, dá abacaxi, mas coco, mesmo, deve dar em pé de moleque!
        Ou então, a maioria dos políticos viveria em país diferente do nosso! A cor da bandeira deles seria cor de rosa, a presidente, Pollyanna, no Senado, o Chapeleiro Maluco e o ministro mais importante, Pinóquio: enfim, um país de faz de conta, que Alice adoraria conhecer!
        Enquanto por aqui, no país real do Real, analisando os acontecimentos políticos mais recentes, retrospectivamente, procuro por subsídios que sustentem minha tese esdrúxula da “lógica reversa”. Se não, vejamos:
        -Quando um ministro, acusado de enriquecimento ilícito, abdica alegando não querer atrapalhar o “debate político” significa, que: o debate que ele deseja evitar é…em torno de si mesmo, lógico!
        Blog do Amarildo

        -Outro ministro alega ter ótima relação com a presidente, pouco antes de ser exonerado. Seu nome é sumariamente ignorado pela presidente “amiga do peito”, na cerimônia que empossou o ministro substituto. 
        Entenderam?…

        E quando se diz, que: “nesse mato tem coelho”, “onde há fumaça há fogo” e “isso não está me cheirando bem”…
        Cheirinho
        Em nossa humilde lógica parece haver algum sentido. Não, na do ex-ministro da Agricultura:
        Após semanas de rumores de corrupção em sua pasta, desmente aqui, acusa ali e, numa entrevista à imprensa afirma, todo serelepe: “Tô firme como uma rocha”. 
        Ou seria: como gelatina, em caminhão de mudança?…
        Flexibilidade
        É coisa de maluco, mesmo…

          Chata, e daí?…

          Postado por Laély, no dia 01-08-2011 - Categoria: textos - 1 Comentário
          Lembrando o texto da Paula citado no post anterior, é fácil parecer moderninho e inteligente, hoje em dia: basta dar uma de mal-humorado e sempre ser do contra, não importando o motivo. 
          Particularmente prefiro a sinceridade desses à hipocrisia de alguns, tidos como “bonzinhos”. Críticas incomodam, machucam às vezes, mas implantam aquela “pulguinha atrás da orelha”, necessária para tirar-nos da nossa zona de conforto. 
          Ciência, arte, filosofia e tecnologia desenvolvem-se graças a esses “inconformados”, que não se importam em andar na contramão do seu tempo.
          Por isso sou fã de conhecidos ranzinzas, personalidades reais como Diogo Mainardi, Aracy de Almeida e de personagens fictícios como Dr. House, Lula Molusco e, por que não, Gargamel e seu inseparável gatinho?…

          Desses programas televisivos dedicados a descobrir novos talentos, a opinião do jurado mais chato é a que mais me interessa!(Talvez se a Joelma, do Calypso, ou Luan Santana tivessem passado por uma seleção desse tipo, e avaliados por um jurado antipático mas que lhes falasse a verdade, seríamos todos poupados de “trinados” tão estridentes.) 
          É cool ser cri-cri, apesar do sério risco de ser considerado um chato( muitas vezes, porque realmente é)
          Como o Boris Casoy: (Esse, nunca me enganou!) 
          Querer ser a voz da consciência alheia, como um “grilo falante” concluindo, a cada má notícia “Isso é uma ver-go-nha!” já era coisa tediosa, no passado…Ouvi-lo repetir o mesmo bordão, depois de tantos anos, melancólico! Isso é uma vergonha! Boris deveria ser jornalista e não um personagem de novela global! “Tô certa, ou tô errada?”
          Achistas são uns chatos. 

          Arrisco-me a ser apenas mais uma na lista, ao dar minha opinião por aqui. Apesar de assumidamente careta e kitsch é difícil conter-me, diante da liberdade que a internet oferece!
          Nesse universo paralelo tem doido pra tudo: os que escrevem bobagens e os que as aplaudem. 
          Que o diga o terrorista norueguês, que publicara na internet 1500 páginas dedicadas a propalar suas ideias preconceituosas e doentias. Mas, quem daria créditos a ele? Era só mais um, na multidão( até uma semana atrás)! Lembrei do que falou um sujeito, visivelmente embriagado, ao subir no bondinho de Santa Teresa durante um passeio que fazíamos no Rio: “Bem-vindos à Santa Teresa, mas o hospício tá lotado!”
          Sejam bem-vindos à internet, mas…
          Salomão, considerado o homem mais sábio de seu tempo escreveu: 
          “O tolo revela todo o seu pensamento, mas o sábio o guarda até o fim.” (Provérbios 29:11)
          “Até o tolo, quando se cala, é reputado por sábio; e o que cerra os seus lábios é tido por entendido.”( Provérbios 17:28)
          Característica do tolo é não valorizar bom conselho, por isso, continuo “achando”:

          -Antes que o diretor do DNIT( Departamento Nacional de Irregularidades e Tramoias), Luís Antônio Pagot, pedisse demissão, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista à TV admitiu que, com uma verba bilionária era quase impossível o órgão do governo ficar imune à irregularidades! Pelo que entendi estamos colocando o galinheiro nas mãos da raposa, para que o administre!
          Ou então, o ministro das Comunicações ignorou os conselhos de Salomão!
          -Enquanto isso, lá no Japão, a evolução das obras de reconstrução assombram, pela agilidade e eficiência: pontes e estradas, arrasadas pelo terremoto seguido de tsunami foram prioridades do governo! 


          Sugestão à presidente Dilma, se quiser resolver o problema de infraestrutura e adiantar as obras para a próxima Copa e Olimpíadas: Importar políticos e trabalhadores japoneses.


          Mas digo isso porque sou cri-cri e metida a sabida: 
          “Esse é um país que vai pra frente!”
          (Aracy de Almeida-1914-1988)
          p.s.
          Para entender a polêmica:
          -O texto citado pela Paula, do The Cookie Shop, da Carolina Mendes, no Marketing na Cozinha, aqui: Jantando no Orkut#12
          -A Marta fez um comentário muito simpático, indicando o desdobramento desse “jantar”, com direito a resposta elegante da Luana, aqui:
          A Luana mandou bem, aproveitando a celeuma para vender seus bolinhos. Isso é “marketing na cozinha”! rs
          E a Marta, também. Isso é marketing positivo. 
          Liberdade para discussão é assim: todos ganham!
          Abraços! 

            Zerando as mágoas

            Postado por Laély, no dia 21-07-2011 - Categoria: dicas de livros,Propagandas,textos - 0 Comentário
            Quando vi este slogan a primeira vez não entendi, até assistir ao filme todo:
            Imagino que a Coca-Cola queira atingir um público específico, o masculino, afinal, todo mundo sabe que “macho” que é macho não bebe refrigerante diet
            Ao que tudo indica a empresa espera mudar essa ideia, mostrando outra, mais sedutora.
            Mas, deixando de lado as mecânicas gostosas
            ( enquanto os “cuecas” de plantão podem continuar por aí, babando por elas): não preciso desse tipo de apelo para apreciar o refrigerante, aliás, não preciso de apelo algum! Esse é um dos poucos vícios( pelo menos, os confessáveis) que me permito: beber uma latinha de Coca Zero/ dia.
            Usando o mote da propaganda, imagine que está num dia de sorte, daqueles estatisticamente pouco prováveis de acontecer:
            -Você acordou de manhã e, ao se arrumar para trabalhar percebe que a roupa ficou mais folgada, apesar da pizza do fim de semana.
            -Chega à padaria e o pãozinho acabou de sair do forno!
            -Ao enfrentar o trânsito pesado do início da manhã encontra pista livre, do início ao fim do percurso: sinal verde, em todos os cruzamentos!
            -Seu nome é sorteado numa rifa, comprada apenas para ajudar a filha de um amigo. E o prêmio é bom, muito bom!
            -Seu time precisa vencer um jogo importante para se classificar no campeonato. Depois de uma partida difícil a decisão é empurrada para a disputa de pênaltis, onde o time adversário erra todos os lances ao gol!
            (Mas, como declarou o Cebolinha após esse mesmo jogo: “Elano é que se aprende!”)
            Agora acorda, que a vida não é lá essas “coca-colas”!
            Você está num dia como outro qualquer, sujeito à intempéries climáticas, hormonais, emocionais, além da “areia no campo”: um dia normal, como os outros. Nem mais, nem menos!
            Então, por que exigir comportamento de super-herói, principalmente se for alguém do sexo feminino e ainda, mãe?

            Nas páginas amarelas da Veja desta semana há uma entrevista interessante com a filósofa francesa Elisabeth Badinter. Nela, a intelectual defende a desmistificação da figura  materna: 
            “O pensamento predominante no século XXI é de que há nobreza na dor do parto e que a boa mãe é sempre aquela que sofre”, afirma ela.
            Imagine se Elisabeth conhecesse a mãe interpretada por Cássia Kiss, em “Morde&Assopra”: a simplória e resignada Dulce. Arrancaria os grisalhos cabelos, de frustração!

            A reviravolta da personagem nos últimos capítulos até rendeu alguns pontos a mais na audiência, além de uma incrementada no enredo bobinho.
            Mulheres e mães sofredoras sempre despertaram interesse e identificação.
            Essa tática já é antiga: desde os tempos em que Maria de Fátima aprontava com a mãe, Raquel Accioli, em Vale Tudo.

            O velho ditado: “ser mãe é padecer no paraíso” nunca me soou tão forçado! Do que teríamos a reclamar se nos foi dado tamanho “privilégio”, o maior de todos: o de ser mãe?!

            Estava parada em frente ao balcão do pronto-atendimento onde cumpria o plantão do dia, provavelmente com o olhar fixo no nada, quando a moça da limpeza interrompeu meus pensamentos:
            “Desanima, não, doutora!”
            Sorri amarelo, concordando com a cabeça. Mas por dentro, discordei.

            Outro dia precisei dar a notícia da morte de uma senhora de mais de 80 anos à respectiva família. Esse momento é sempre difícil e delicado, mesmo que previsível.
            Passados uns instantes escutei o choro desesperado, na recepção do hospital. O neto, já um rapaz, acabara de ser informado sobre o que ocorrera com a avó. 
            Alguns funcionários vieram me falar, preocupados:
            “Devemos vamos fazer algo, doutora?”, inquiriram-me.
            “Apenas deixem que chore”, respondi.

            O que poderia parecer descaso meu é uma crença, cada vez mais sedimentada pela experiência, de que temos o direito de chorar nossas dores. Carpir os sofrimentos, sem sermos considerados uns “fracotes”. Somos apenas normais, nem mais nem menos.

            A mãe dá um “chega pra lá”( dizer: “umas palmadinhas”, agora não pode!) no menino e emenda ordem, quase impossível de ser cumprida:
            “E engole esse choro! Já!”

            Chorar é feio. Meninos não choram. Só meninas. Uma preparação, para o maior de todos os sofrimentos: tornar-se mãe. 
            (E hoje, literalmente ao virar as costas para uma gestante em trabalho de parto fui surpreendida pelo berro dela, e o do bebê, mais esperto e apressadinho que todos nós!)
            Lembrando o consolo da moça da limpeza acho que deveríamos, sim, ter o direito de desanimar uns dias por ano:
            “Hoje, cara amarrada tá liberada!”
            “Chorões e choronas, azarados e azaradas: podem dar vazão às lágrimas, à vontade!”

            Mas acho que preciso de uma Coca Zero, por via das dúvidas…


            (Lembrando que hoje é “Dia do Amigo” e aquele que é verdadeiro oferece o ombro, amigo, todos os dias em que for necessário.)

              Proteste já!

              Postado por Laély, no dia 29-06-2011 - Categoria: charges,salada news,textos - 0 Comentário
              Tenho algumas fotos do Rio para mostrar. Antes porém, preciso manifestar-me…
              Sim! Porque hoje em dia, todo mundo tem alguma opinião a expressar, alguma ideia a defender, uma causa a abraçar. É “cool”, é “in”, é charmoso ser “engajado”. 
              O que você acha, o que tem a dizer a respeito?
              Todos falam. Ninguém escuta. 
              Parece que virou rotina um protesto aqui, uma manifestação ali, marcha acolá…

              Interessante imaginar como os jovens de hoje marcariam um encontro:
              -Eaêê? Vamo dar um rolé, hoje?
              -Legal! O que manda?
              -Depois do protesto da tarde, bródi.

              Dar pontos de referências, também ficou mais fácil:
              -O senhor pode me explicar onde fica o banco mais próximo?
              -Ah! É só seguir a multidão, e desviar à D do “protesto dos estudantes”.

              Liberdade de expressão é privilégio das democracias. 
              Desde o início do ano temos acompanhado as manifestações, que começaram no Egito e espalharam-se por vários países do Oriente Médio. É a voz de um povo, há muito calada sob a tirania de “líderes” que se eternizaram no poderecoando nas ruas e exigindo mudanças! Sinal de novos tempos.

              Podemos lembrar de outras manifestações populares que entraram para a história:

              Em 28 de agosto de 1963, líderes do movimento pelos direitos civis dos negros americanos organizaram a Marcha sobre Washignton:
              Eles temiam que fosse um fiasco, enquanto o presidente àquela época, J. Kennedy, que a aglomeração gerasse tumultos incontroláveis.
              Nem uma coisa, nem outra: a marcha reuniu 250 mil de pessoas entre brancos, negros, políticos, artistas, anônimos e transcorreu na mais perfeita ordem e tranquilidade.

              O discurso mais esperado, e considerado até hoje um dos mais importantes da história americana foi proferido pelo jovem pastor protestante, advogado e ativista negro Martin Luther King Jr: 
              “Eu tenho um sonho…”, ele começava. E o resumo desse sonho era: igualdade de direitos e justiça de tratamento, entre brancos e negros.

              Não teve tempo hábil para testemunhar todas as conquistas do movimento que liderou: foi assassinado em 1968, 4 anos após ter ganho o Nobel da Paz.

              No primeiro semestre de 1989, uma série de protestos pacíficos nas ruas e praças de Pequim culminou com violenta reação, da parte do governo chinês. 
              O mundo assistiu estarrecido a um jovem anônimo aproximar-se dos tanques de guerra e enfrentá-los, sozinho:     
              Desnecessário dizer, quem levou vantagem.
              Foram cerca de 100 mil manifestantes, mas até hoje não se sabe ao certo o número de mortos, feridos, presos e desaparecidos, no que ficou conhecido como: “Massacre da Praça da Paz Celestial”.

              Do mundo para o Brasil, em 1983 e 1984 o “Diretas Já” mobilizou milhares de pessoas a participarem de passeatas e comícios, de norte a sul do país
              O maior comício foi realizado na praça da Sé, em SP, reunindo mais de 1 milhão de pessoas:
               
              (16 de abril, de 1984)

              O movimento foi importante para a redemocratização e surgimento de uma nova liderança política brasileira, incluindo, FHC e Lula.

              Pouco depois de eleito por voto direto, Fernando Collor foi alvo de denúncias de corrupção que, somadas à insatisfação popular por sucessivas medidas econômicas desastradas, levaram uma multidão de jovens “cara pintadas”
              às ruas, exigindo o “impeachment” do presidente:
              (Imagem: dAqui)

              E enquanto escrevia este post, ouço notícias da explosão de manifestações violentas nas ruas da Grécia, devido à possibilidade de aprovação pelo Governo de medidas econômicas restritivas, e nada populares.

              Geralmente é por motivo importante que multidões tomam as ruas: uma forma de pressionar, chamar a atenção, invocar transformações. 
              Mas ao que me parece, boas causas têm faltado ao nosso povo, ultimamente:
              É marcha para liberar o uso da maconha.
              manifestantes - marcha da maconha
              (Imagem, dAqui)
              (E liberada pelo STF. A marcha. O uso da maconha, não!)

              A “Marcha para Jesus” reuniu cerca de 2 milhões na Av. Paulista.
              Pouco dias depois a “Parada Gay” concentra 4 milhões de GLS, no mesmo endereço.

              Não me parece que haja um motivo real, além do motivo de “reunir” uma tribo. 
              Parece-me mais uma queda de braço: ganha, quem mostrar mais números!

              Numa época em que encontros são marcados via Orkut, Facebook e/ou Twitter, juntar uma multidão, em pouco tempo, não me parece tarefa das mais difíceis.

              E como toda boa passeata e manifestação dos tempos modernos, trio elétrico e muita fantasia não poderia faltar: tudo termina num grande carnaval, para inglês ver!

              Sei que já escrevi muito e até opinei demais, desconstruindo meu próprio argumento, mas não poderia deixar de reproduzir texto pertinente e profético do Diogo Mainardi, que está na orelha de seu livro “A Tapas e Pontapés“, de 2004:

              “Tenho uma opinião sobre tudo. Ao longo dos anos, notei que minhas melhores opiniões são aquelas em que desconheço completamente o assunto. Já me flagrei dando quatro ou cinco opiniões contraditórias sobre o mesmo tema. O que importa num profissional da opinião, como eu, não é o grau de fidelidade a uma idéia, mas a capacidade de defender duas coisas opostas ao mesmo tempo. E nisso eu sou um mestre. Houve um tempo em que eu não era desse jeito. Tinha poucas opiniões sobre poucos assuntos. Eram opiniões firmes, categóricas, que não admitiam réplicas. Podia-se notar em mim um certo fanatismo. Depois comecei a ganhar dinheiro com minhas opiniões. E o que era convicção, virou trabalho. Tornei-me uma pessoa melhor. Mais elástica. Mais livre. Menos pedante. Menos assertiva. Hoje em dia, só dou opinião sobre algo mediante pagamento antecipado. Quando me mandam um e-mail, não respondo, porque me recuso a escrever de graça. Quando minha mulher pede uma opinião sobre uma roupa, fico quieto, à espera de uma moedinha. O brasileiro tem opiniões demais. Joga opiniões fora como se não valessem nada. Como se houvesse um estoque infinito de opiniões. A oferta abundante deprecia o mercado. Piora a qualidade do produto. Vivemos num país em que qualquer idiota se sente no direito de disparar suas bobagens, porque ninguém vai se dar ao trabalho de ouvi-las. Eu, por causa do meu trabalho, aprendi a dar um justo valor às minhas bobagens. Elas sempre vêm acompanhadas pelo preço. Elas têm etiqueta e código de barras. Querendo uma, é só tirar da prateleira, botar no carrinho e passar pelo caixa.” 

              Então, tá! 
              Quero saber a sua opinião, nos comentários deste blog

              Porque, como compôs Caetano:
              “Atrás do trio elétrico
              Só não vai quem já morreu”


              p.s.
              Deixe a sua moedinha ao final, a fim de custear este protesto.

                Mistérios insondáveis

                Postado por Laély, no dia 19-06-2011 - Categoria: arte,Engraçadinhas,gatinhos,textos - 0 Comentário
                “Representação da pitonisa do Oráculo de Delfos feita por um oleiro ateniense, Circa 440 a.C”


                Ah, se eu tivesse a oportunidade de conhecer algum sábio oráculo, e este me concedesse o direito a perguntas que me ajudassem a entender certas questões metafísicas e essenciais da minha existência…
                Adianto-me a fazer uma listinha delas:
                -Por que as embalagens de cd não vêm com aquela fitinha de puxar e abrir facilmente, como nos pacotes de bolacha recheada? Pergunto-me isto, toda vez que tento abrir uma.

                -Falando em biscoitos: “vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?

                -Onde fica a máquina de ron-ron dos gatinhos?
                Tal descoberta permitiria um imenso avanço científico: num futuro bem próximo, transplantes de alegria e satisfação dos felinos para humanos seriam possíveis!
                Mulher com um gato“, de Auguste Renoir, 1875

                -E ainda: por que eles afofam com as patas, o lugar onde pretendem dormir? Seria uma espécie ritual para chamar o sono?

                -Por que toda mocinha de novela, quando desmaia, sempre encontra um galã ao lado para ampará-la nos braços?

                -Quando perguntadas sobre seus segredos de beleza, a maioria das famosas “revela”: 
                “Nunca durmo com maquiagem!”
                Isto significaria que uma mulher como eu, que usa pouca ou nenhuma maquiagem, deveria ser mais bela que as outras que usam? (Tenho de reinvindicar meus direitos atrasados, então!)

                -Por que os homens fazem xixi na rua e coçam o saco em público?
                (Concordo. Essa, o oráculo vai coçar a cabeça pra responder!)

                -Falando em cabeça: o que há na dos compositores de axé, forró, pagode e sertanejo? 

                -Por que não inventaram tubo plástico para pasta de dente, no meu tempo de criança?
                (Imagem: dAqui)

                Quanta bronca de mãe teria sido evitada, por não conseguir espremer o tubo metálico na base! 

                -Por que adesivos com dizeres insólitos, tipo: “Não inveje, trabalhe!” vêm sempre colados atrás de uma brasília, ou fusca velhos?

                -Ou aquele outro: “Foi Deus que me deu”. 
                Onde estaria eu, no dia em que houve distribuição de carros no céu?…
                -Por que, sempre que alguém começa, dizendo: “Não vá se ofender”, você pode ter quase certeza de que vai se ofender?
                Se tem resposta para alguma dessas dúvidas, tão importantes, esclareça, por favor! A única certeza que tenho é que não são só minhas! 

                  Saindo de fininho

                  Postado por Laély, no dia 09-06-2011 - Categoria: arte,charges,dicas de programas,salada news,textos - 0 Comentário
                  Uma cena inesquecível de Vale Tudo é quando o canalha e corrupto Marco Aurélio, que todos esperavam ter um fim trágico, ou triste, foge de avião dando uma banana para o país. Ele é o vice-presidente, que desvia dinheiro da empresa de aviação de Odete Roitman. 

                  A novela é antiga mas o tema, atual. Talvez por conta disso a reprise seja um tremendo sucesso do canal Viva.

                  Embora o destino de Marco Aurélio tenha sido uma surpresa, ninguém estranhou tamanha desfaçatez, afinal, como diz o ditado: “Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”.

                  Enquanto o personagem de novela deixava o país para não ter de se acertar com a Justiça, muitos outros filmes( de ficção, e estrangeiros! Deve ser perseguição!) mostram justamente o contrário: 
                  Se está devendo, foge para onde?…
                  “Republica das Bananas: Brazil!”
                  É a “arte imitando a vida”.

                  Acompanhando as notícias nacionais dos últimos dias, parece-me que estou no meio de uma tela surrealista!
                  (The Paranoiac Visage, 1935, de Salvador Dali)

                  Seria a vida imitando a arte? Ou seria eu, que não entendo direito( ou, de Direito)?…
                  Cesare Battisti foi libertado na madrugada desta quinta-feira. Após deixar o presídio da Papuda, em Brasília, Battisti entrou em um carro, acenou para a imprensa e seguiu para um hotel sem dar entrevistas.
                  (Imagem, dAqui)
                  Tem condenado por assassinatos na Itália sendo solto, em nome de uma tal de “soberania nacional”…

                  Tem ministro da Casa Civil sendo substituído, porque não quer “falar” dos seus “negócios particulares”…
                  E o mais inacreditável é a presidente da República quase chorar, na despedida oficial do amigo( “muy amigo!”) e o mesmo sair, aplaudido de pé pelos colegas parlamentares!

                  -Peraí! Deixa eu entender:
                  Por que ele saiu, mesmo?!
                  Ah, sim. Isso não é da nossa conta, mas está nas contas dele…

                  Foi assim no caso Dirceu, Erenice…por coincidência, antecessores de Palocci. 
                  (E os jornalistas alvoroçados, durante a apresentação do nome da nova ministra, levantaram a hipótese conspiracionista de “uma maldição na Casa Civil”…Sem esquecer, que nossa atual presidente já ocupou o mesmo cargo.)
                  Se o Legislativo pressionar, pedir explicações, ameaçar abrir CPI há sempre uma saída digna: 
                  O aeroporto, como fez o Marco Aurélio, de Vale Tudo?!
                  Não! É só tirar do cargo que, logo, logo todo mundo esquece!
                  É?!…
                  Depois eu volto com assunto mais ameno, porque esse não vale!

                    Um toque de cor

                    Postado por Laély, no dia 31-05-2011 - Categoria: dicas de programas,looks,Música,textos,vídeos - 0 Comentário
                    Já repararam como é comum fazer metáforas, usando cores para expressar sentidos e sentimentos?:
                    “Na hora H ele amarelou.”
                    “Ficou verde de raiva.”
                    “Tô azul de fome!”
                    “Vermelho de vergonha.”
                    “Hoje a coisa tá preta!”
                    “O branco da paz.”

                    Na animação Mary&Max, a pequena Mary usava um anel( brinde, vindo numa caixinha de cereais) que mudava de cor, conforme os sentimentos que tinha:
                    Se o anel realmente funcionasse, qual seria a cor que melhor representaria a tristeza?

                    Se usasse um desses nos últimos dias talvez ficasse cinza, marrom, ou até “cor de burro quando foge”…

                    Uma das cenas mais comoventes da animação é quando Max, que sofre de Síndrome de Asperger, confessa à sua correspondente, que gostaria de saber chorar, como todo mundo. 
                    Mary resolve enviar-lhe um presente único, prova de sua devota amizade: imagina uma cena bem triste, como um gatinho sendo atropelado e, sem muito esforço verte algumas lágrimas, cuidadosamente guardadas numa garrafinha e enviadas ao amigo, do outro lado do oceano.

                    Na vida real, nem sempre conseguimos segurar as lágrimas como Max, nem contê-las numa só garrafinha, como Mary.
                    Choramos quando sentimos dor(no corpo, ou na alma). E, por mais que seja difícil admitir, aceitar: A dor é um mal necessário. É um desconforto que nos obriga a reagir.

                    Os primeiros capítulos do livro de Gênesis narram a história da criação e queda do homem. 
                    Após a desobediência do primeiro casal, Deus então diz à Eva:
                    “…Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos;”

                    Desde lá é a mesma história:
                    Já estreamos neste mundo, chorando.

                    Parir e nascer são atos dolorosos. Ao menos, compensadores. 
                    Mudanças de atitude e comportamento às vezes são gestadas, não sem um certo esforço; paridas, em meio à dor e choro. Ao menos, que a cada dia venha ao mundo um novo “eu”, melhor que o anterior.
                    Eu tô aqui, tentando equilibrar-me…

                    Blusa de malha e crepe: Farm
                    Cardigã de linha
                    Calça: Calvin Klein
                    Sapato de verniz: UZA
                    Bolsa: Cantão


                    E hoje disse à manicure que, para compensar o baixo astral, queria uma cor gritante nas mãos.
                    Coincidentemente, a mesma cor estava nos pés: 
                    Verniz&verniz
                    Esmalte: “Toque de Fúria”, Risqué
                    Sapato verniz cereja: UZA

                    Às vezes é necessário usar uma centríguga emocional para separar a essência, o que realmente importa, a verdade que move, do bagaço de ressentimentos e mágoas que devem ser descartados.
                    Não há receita pronta; cada um tem seus truques para driblar a tristeza.

                    Assistir a um bom filme e ouvir música pode ajudar. Se juntarem as duas coisas, melhor ainda!
                    Até deixei de lado a história triste do “gatinho atropelado” e sorri um pouco, assistindo a um episódio de Glee. 

                    Sem fazer feio, o grupo interpreta Somebody to Love, do Queen: