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A culpa é da mãe!

Postado por Laély, no dia 14-05-2012 - Categoria: datas especiais,filhos,textos - 10 Comentários


O “dia das mães” foi ontem, mas esta mãe aqui teve tempo apenas para comemorar a volta do filho pra casa, depois de uma cirurgia.

Fiz uma pergunta, no meu perfil no Facebook, resumindo a angústia da última semana:
“É possível ser mãe, sem conviver com a culpa?”
Ou, seria como aquela questão filosófica antiga e “relevante”:
“O que veio primeiro: o ovo, ou a galinha?”

Não pretendia chegar à nenhuma conclusão inquestionável mas, para os que opinaram, culpa e mãe costumam nascer juntas: a primeira, por causa da segunda. Tá incluído no pacote!
Já repararam?:
Menino não come: culpa da mãe. Menino come demais, idem.
Menino é tímido e inseguro: a mãe é superprotetora. Menino é desbocado e mal-educado: a mãe é permissiva!
Até quando o menino cresce e vira árbitro de futebol, como no comercial da Coca-Cola, a mãe continua sendo a referência negativa( e, aos que acham que uma profissional do sexo não seria capaz de ser uma boa mãe, relembro uma frase de Jesus afirmando que, muitas delas nos precederiam no Céu).
Culpa de quem? Do Freud, provavelmente.(Embora, tenhamos de concordar: muito do que somos, de bom ou ruim, devemos a ela!)

A verdade é que desejamos o melhor para os nossos filhos, sejam eles pequenos ou, se encaminhando à maioridade…

(Filho do meio tomando uma fresca, na varanda da casa onde mora, na Alemanha.)
Longe ou, perto…

( Filho mais novo recuperando-se em casa, sob os cuidados de uma enfermeira particular.)
Não queremos vê-los sofrer!
Mas, se conforta saber, nem mesmo Maria conseguiu livrar o próprio filho da cruz!

Culpa engessa e torna a tarefa de educar, mais difícil ainda! O que devemos: cumpri-la, com res-pon-sa-bi-li-da-de!
Do contrário, ninguém se aventuraria nessa experiência: “ser mãe”. Apesar dos percalços, compensa.

“A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo.”
(João 16:21)

Cabe-nos repetir a oração do Filho ao Pai:
“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do Mal.”
(João 17:15)

Parabéns a todas as mães que, com amor e responsabilidade formam os homens( e mulheres) desse mundo!

Para terminar esse post de forma mais leve, a impagável D. Edith, mãe “exemplar” encarnada pelo ator Luís Miranda:

Porque mãe é tudo igual, seja na Barra ou, favela!

    Os gatos da nossa vida

    Postado por Laély, no dia 29-04-2012 - Categoria: Chuvisco,gatinhos,textos - 29 Comentários

    Ontem aguardava no aeroporto minha mãe chegar de Belém, depois de mais de 2 horas de atraso no voo.
    Entrei na pequena livraria procurando algo que distraísse meus pensamentos.
    Localizei um livro em versão “pocket”, escondidinho entre os de autoajuda, com um título que me atraiu imediatamente:
    Os gatos-Três histórias, três poemas e sete desenhos” é da escritora americana Patricia Highsmith, conhecida por seus thrillers psicológicos, como Pacto Sinistro, levado às telas por Alfred Hitchcock.
    Fiquei alguns minutos folheando-o até levá-lo, meio que no impulso.

    Reproduzo aqui, trechos de um dos ensaios:
    Sobre Gatos e Estilos de Vida
    Se me pedissem para completar a frase: “Eu gosto de gatos porque…”, duvido que ganhasse algum prêmio, mas sei o que gosto neles e porquê. Gosto de gatos porque eles são elegantes e silenciosos, e têm efeito decorativo; uns leõezinhos razoavelmente dóceis, andando pela casa.

    Os gatos oferecem para o escritor algo que os outros humanos não conseguem: companhia que não é exigente nem intrometida, que é tão tranquila e em constante transformação quanto um mar plácido que mal se move. Meu siamês mais jovem é educado o bastante para responder quando lhe dirijo a palavra. Se pergunto se está tendo uma dia agradável, sua resposta pode ser; “Muito!”, ou “Não, só mais ou menos”.

    Os gatos escondem um senso de travessura por trás da expressão serena. Já vi ambos os meus gatos procurarem o colo de um visitante que é alérgico, ou que detesta gatos abertamente. Os gatos se entediam com os amantes de gatos.

    Os cães são fortes, e um doberman pinscher pode exibir uma aparência ameaçadora quando se precisa de algo assim em uma história. Mas as histórias que os escritores inventam são apenas isso: ficção, e não vida real – e acho que as mentes dos escritores são ativas ou perturbadas o suficiente para precisarem da aura calmante de um gato em casa. Um gato faz de um lar, um lar; com um gato, um escritor não está só e, no entanto, está sozinho o bastante para trabalhar. Mais do que isso, um gato é uma obra de arte ambulante, dorminhoca e em constante transformação.

    Um cachorro pode ser utilizado ou comandado, mas um gato não obedece ordens. Na verdade ninguém faz uso de um bom quadro na parede, ou de um concerto de Beethoven, e, no entanto, eles podem ser uma necessidade na existência de um indivíduo.

    Para ler o ensaio completo, clique neste link: “Adote um bichinho de rua“.

    Sempre falo sobre gatos, os meus gatos, porque os amo, porque fazem parte da família, como filhotes peludos; afagá-los e afofá-los é tarefa rotineira, assim como comer, ir à academia, ou trabalhar. Nisso, não sou nada diferente de tantos outros amantes de animais.

    Muitos acompanham minhas histórias felinas, desde o início do blog.
    Hoje escrevo com o coração apertado, vazio da companhia do Chuvisco, sumido de casa há 2 dias. E, embora muitos tentem me acalmar, justificando: “gatos passeiam, mesmo”, não é o suficiente para ficar tranquila.
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    E o Chuvisco, que chegou ainda um cisco, cresceu e tornou-se meu companheiro mais frequente: muitas vezes sentava no sofá para escrever, ou assistir à TV e ele, ao lado, marcando presença e tirando um cochilo.
    Tô aqui, esperando que o desaparecimento dele seja apenas motivado por uma aventura amorosa. ( Mas, caso volte, marcaremos o mais breve possível a castração dele!)
    Full contact no edredom
    Clichê, ou não:
    Chuvisco não está longe: está aqui, dentro do meu coração!

      Invasão de privacidade(?)

      Postado por Laély, no dia 27-04-2012 - Categoria: textos - 18 Comentários

      Há cerca de 2 anos escrevi um texto, aqui no blog, metendo-me à política e comentando “A vida dos outros“. Não se trata de fofoca: esse foi um filme alemão lançado em 2006, que levou o Oscar de “Melhor Filme Estrangeiro”, no ano seguinte.

      Em tempos onde o tempo parece não andar, mas correr, 2006 parece uma data longínqua, já esquecida no passado. Porém, o tema abordado no filme é mais atual que à época de seu lançamento. Muito resumidamente trata-se, de: “invasão de privacidade” e no quanto podemos e, se devemos, interferir na “vida dos outros”.

      O que me leva a questionar: o que seria “privacidade”, hoje em dia?…
      ( Ainda cética acabo de ler uma “notícia”, no mínimo escatológica: Ke$ha posta uma foto dela no Twitter, fazendo xixi na rua!! O mais incrível é que a rapper americana tem mais de 3 milhões de seguidores, dispostos à bizarrices como essa!…)

      Não sou uma especialista no assunto, mas interpreto essas atitudes( também, o cultivo de excentricidades e comportamento autodestrutivo) como um mecanismo de defesa: parece ser um paradoxo mas, quanto mais me exponho, mais invulnerável e intocável me torno! Adquiro os superpoderes de um ser “superior”, quase uma figura mítica.

      Então o BBB tornou-se opção de programa-família e, falar da vida própria, e a dos outros nas redes sociais, rotina!

      Demóstenes Torres, que o diga: “essa invasão é uma m…”
      Ao menos tem servido para expor as entranhas fedorentas dos bastidores da política nacional! ( Anotem aí, minha dica de acessório “must” para a nova eleição: prendedor de roupa no nariz! Garanta logo o seu!)

      Essa semana cheguei a um templo da vaidade feminina, o salão de beleza: e esse é um ambiente onde a perturbação “metafísica” mais desconfortável seria decidir, se a nova cor do cabelo combinaria com o seu tom de pele, se a atriz, ou grã-fina revelada em Caras exagerou, ou não, no botox e/ou nas cirurgias plásticas…mas era exatamente a hora em que a TV exibia um daqueles programas “jornalísticos”, especializados em mostrar o “mundo Ke$ha”(ops!), quer dizer: o “mundo cão”.

      A “matéria” mostrava um video caseiro, flagrando um pai espancando a filha pequena.
      E quando falo “espancar”, não estou dizendo: “tapinha no bumbum”! Estou dizendo: espancando, repetidas vezes e, com toda a fúria, uma criança indefesa!

      Percebendo meu mal estar, imediatamente a atendente trocou de canal. Tarde demais. Estrago feito.
      Lembrei do vídeo da mulher, maltratando o cachorrinho até à morte( que fiz questão de não ver!).
      Lembrei da parábola do “bom samaritano”( daqueles, que passaram ao largo do homem caído e machucado)…
      Lembrei do caso dos 5 jovens de Brasília, que atearam fogo no índio Galdino José dos Santos, em 1997…(Se é que mão tem boca podemos dizer que, caladas, coniventes, nenhuma daquelas 10 fez o que era necessário, àquela noite: “Não! Peraí! Não podemos fazer isso!”… 5 jovens, 10 mãos inertes, incapazes de se pronunciar a favor, contra…)

      Mas, alguém aí filmou tudo isso?…
      Apenas mais um detalhe.

      O que realmente incomoda é me colocar no papel daquele que parou para gravar a cena, mas não acudiu, não impediu o ato!
      Chego a refazer o passo a passo:
      Percebeu, que algo de errado acontecia.
      Correu, pegou a máquina, ou celular.
      Ligou.
      Fez  ”zoom”.
      Focou.
      Ficou ali estático, vários segundos gravando já que, chacoalhar a câmera comprometeria o resultado final de seu “trabalho”.

      E a vítima, enquanto isso?…
      Se alguém ao menos pudesse testemunhar seu sofrimento e, ajudar…

      Não discuto, que uma gravação como essa é prova inegável de culpa. Graças ao video aquele pai foi preso em flagrante, mas a criança não foi liberta antes de suas mãos insanas, porque outra não se levantou para impedir tamanho mal.

      Millôr, totalmente avesso à exposição da sua figura em público, escreveu( na era pré-internet):
      “Descobri afinal o que significa a sigla TV: Terror Visual.”

      Mas, como cantaria Roger Waters, ou Fred Mercury:
      “The show must go on”…

        Eloá

        Postado por Laély, no dia 16-02-2012 - Categoria: filhos,textos - 32 Comentários


        Nos últimos dias só se falou nisso. Embora esteja pegando carona no tema, não quero me deter nos personagens sob os holofotes:
        -Esqueçam Lindemberg, assassino confesso(e agora, condenado) de Eloá. Contra a maldade não há argumentos. Cabem sanções.
        -Esqueçam toda aquela pantomima armada pela defesa buscando desviar a atenção dos fatos, os crimes cometidos, e vitimizar o assassino( se bem que, concordo, aquele cabelão armado e desgrenhado da advogada de defesa ficará na História!).
        Desviemos a atenção do óbvio: “foi apenas a ponta do iceberg”, costuma-se dizer.
        E se, por um instante pudesse me colocar no lugar da mãe da menina? Nesses mais de 3 anos remoendo fatos, revivendo, passo-a-passo, as últimas palavras e gestos da filha, o derradeiro sorriso, de: “até mais!”…
        E se, nesses devaneios ela chegou a pensar?:
        “Se eu pudesse ter feito algo para evitar…”
        Doloroso admitir mas, talvez, sim. Um “não”, dito à hora certa, talvez…
        “E se…” é sempre tão difícil digerir!
        Perder um filho é uma dor excruciante. Muito pior se, de forma violenta!

        Tiremos a responsabilidade das costas dessa mãe, tão sofrida e, tomemos a nossa:
        O mundo de hoje anda meio estranho…
        Expõem a vida( e muito mais coisas!) em programas como BBB e a internet vira uma grande vitrine em liquidação! Orkut, Facebook, Twitter…Careta é quem não está nas redes!
        Afastar os filhos, proibi-los, não seria uma saída inteligente mas, contraditório é deixar que se exponham no mundo virtual e, no real, achar normal que tenham o direito de impedir a entrada dos pais no próprio quarto!
        “Pai moderno” não interfere na “privacidade” dos filhos. Não diz: “não”. Não se “intromete”. Chamo a isso, de: permissividade ou, “tapar o Sol com a peneira”! Muito mais grave a falta do pai, quanto menor a idade do filho!
        Devemos, sim, estimulá-los à independência e maturidade mas, não podemos descuidar: eles precisam de orientação em questões importantes, que poderão mudar o rumo da vida deles!

        Dias atrás escrevi a uma amiga sobre o filho que está na Alemanha. Ele tem 17 anos, terminou o ensino médio agora e, teórica e “naturalmente”, “deveria” ter disputado o feroz vestibular, como os colegas de escola. Alguns desses, até que se saíram bem.
        Não posso diminuir: é motivo de orgulho para um pai dizer que o filho passou no vestibular da faculdade mais concorrida, mais difícil e, quanto menor a idade, maior o “status”!
        Muitas vezes questionei-me se, o que fizemos foi o melhor para ele. Felizmente, são apenas dúvidas passageiras. Mesmo que se atrase para entrar na faculdade, 1 ou 2 anos não serão nada comparados à experiência que adquirirá, aprendendo a se virar num país estranho. Claro que nem todos podem fazer o mesmo mas, se fosse possível adiar a escolha da profissão para quando estivessem mais maduros, que bom seria!
        Às vezes é preciso ter a coragem de dizer: “ainda, não!” Tudo a seu tempo, como escreveu Salomão.

        Eloá morreu aos 15 anos. Namorou 3 anos um rapaz que, antes de ser apresentado a ela pelo próprio irmão, sabia-se que já não era lá uma “flor que se cheirasse”. Iniciou, portanto, essa “ligação perigosa”, com apenas 12 anos!
        Sem falso moralismo ou, querer aqui fazer julgamento injusto de uma situação que desconheço detalhes: o problema não é a pouca idade mas, a liberdade sem limites! Comecei a namorar como Eloá, aos 12, mas numa época em que a autorização prévia dos pais “era usual e necessária”! E, caso pai e/ou mãe não concordasse, nada feito!
        Apesar dos tempos serem outros(mais difíceis!) precisamos continuar vigilantes, conhecer os amigos dos filhos, saber por onde andam, navegam…
        Em breve, os nomes dos personagens dessa triste história serão esquecidos( até, o da advogada cabeluda, como é mesmo o nome dela?!…). Semana que vem, a Sônia Abrão passará a tarde discutindo assunto mais importante: outro paredão do BBB. Tudo volta ao seu “normal”.
        Enquanto isso, sugiro que aproveitemos o apagar das luzes para refletir um pouco.
        Sejamos atentos! Fechar os olhos não nos exime de responsabilidades.

          “Carpe diem!”

          Postado por Laély, no dia 12-02-2012 - Categoria: meu quintal,natureza,Pingo,textos - 9 Comentários

          Domingão rima com macarrão:
          Macarrão do domingão
          Mas não combina com complicação:
          Almoço de domingo-”macarrão de strogonoff” porque, como bem descreveu minha amiga Silmara Franco, outro dia:
          “Só massa salva!” ( Principalmente, mulher “desempregada” há 2 semanas!)
          Mais cliques do domingo:
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          Não perturbe! Pingo tirando uma sesta:
          Pingo na sesta
          A quaresmeira-anã desabrochou:
          Quaresmeira-anã
          Quaresmeira-anã
          Quaresmeira-anã
          E um texto traduzido e postado pela Vivianne Pontes, Dcoração, que compartilhei no Facebook e gostaria de aqui, também:
          Filhos, pais, Carpe Diem e os tempos

          Tocante! Inspirou meu domingo e, espero: inspire a semana de todos!
          Plantem boas sementes e colham, o que de melhor encontrarem pela frente!

            Nem spock explica!

            Postado por Laély, no dia 29-12-2011 - Categoria: Música,textos - 19 Comentários

            Imagine se Dr. Spock, de Star Trek, fosse mandado à Terra em missão exploratória, traçar o perfil cultural do planeta e seus habitantes, em pleno 2011:
            Primeiro é teletransportado a um baile funk, nalgum morro carioca. Depois das primeiras impressões e anotações vai parar num show sertanejo, no Brasil Central. Uma esticada até o Pará é descrita no roteiro como “paradinha imperdível”, com direito a degustação de uma cuia de tacacá enquanto acompanha milhares de pessoas sacolejando e dançando ao som de Calypso. Para concluir o tour com chave de ouro cai no meio de uma micareta, no Nordeste: num aperto literal é  jogado, de um lado para o outro, em meio à uma multidão pulando mais que pipoca na panela.
            ( Nada contra a música gaúcha mas, antes que pudesse pensar numa passagem pelos pampas é teletransportado de volta à nave mãe.)

            No seu relatório de viagem ao Capitão Kirk faz um resumo do material coletado, com a máxima:
            “Fascinante, Capitão, mas não vejo utilidade lógica para isso!”

            Talvez a mente de um vulcano como Spock não seja capaz de entender essa música, que arrasta multidões no Brasil e faz tanto barulho lá fora. E, cá pra nós: não dá para imaginá-lo sambando ou dançando axé! Vamos fingir, que isso não é problema nosso.

            Já contei por aqui, que meu filho do meio viajará em janeiro e passará 1 ano fora do país. Num dos primeiros contatos com a família que o receberá na Alemanha, perguntamos a eles se gostavam de música brasileira. Uma pausa, até nos mostrarem o pouco que conheciam da nossa cultura enquanto eu cochichava com o filho, ao lado: “só falta, agora, eles tocarem funk”! O filho chamou minha atenção: imagine se, na pátria de Beethoven e Bach, funk teria vez! Acontece que na família há duas adolescentes e, adivinhem o que nos mostraram?: Um legítimo funk carioca! Eu e meu menino nos entreolhamos e, caimos na risada!

            Aí, fiquei pensando: qual é a cara do Brasil lá fora? O que identifica melhor nossa cultura para os gringos? Como nos explicaríamos ao Dr. Spock, por exemplo?!..
            “Tente entender, Sr. Orelhas Pontudas: nosso mais famoso escritor é Paulo Coelho, embora façamos pouco caso dele. A música mais repetida e coreografada, no momento, é de um tal Michel Teló, embora a letra seja de gosto duvidoso( ou, melhor: indubitavelmente, de mau gosto!)…Simples, não?”
            Também não entendi por que, justo nessa hora, ele saiu correndo desesperado, com as mãos na cabeça, esboçando pela primeira vez na vida alguma emoção: “I don’t understand! I don’t understand!…”

            Algumas emoções são inexplicáveis, mesmo! Parafraseando RC: o importante é vivê-las!
            Falando nisso e, nele, em Michel Teló: confessou que chegou a ficar “arrepiado”, ao ouvir Cristiano Ronaldo cantar o hit “Ai, se eu te pego…”
            Só uma explicação, para o “arrepio” sertanejo: “É o amoooor!”

            Mas estamos em clima de festa, de confraternização, afinal, é fim de ano! O amor deve reinar nos corações! Sertanejo deve abraçar metaleiro,  pagodeiro, dividir o mesmo sorvete com chicleteiro…
            Eu juro:  tenho me forçado a um exercício de tolerância, afinal, essa mescla de raças, sabores, ritmos e culturas é o que nos faz brasileiros!

            Sem perder a chance da última espetadinha:
            Vendo as chamadas para o “Show da Virada”, na Globo, cheguei a ficar penalizada com aqueles que, por absoltua falta de opção e companhia, serão obrigados a acompanhar as atrações da noite com Zezé di Camargo&Luciano, Chitãozinho e Xororó, alguns da nova geração sertaneja, pagodeiros, axezeiros e, acreditem, até Karla Perez!
            Sem preconceito: quer um conselho, para não ter dor de cabeça nesse fim de ano? Coma e beba com moderação, faça as pazes com quem precisa, se for o caso e,  o show da virada…na cama!

            Em qualquer ritmo e, para todos os gostos: feliz 2012!
            “Paz na Terra, aos homens de boa vontade!”
            Ou, como diria nosso insensível vulcano:
            “Vida longa e próspera!”

             

              Acelerando as turbinas

              Postado por Laély, no dia 04-12-2011 - Categoria: filhos,Música,textos,vídeos - 3 Comentários
              Tô sumida há alguns dias, apenas dando uns pitacos rápidos lá no Facebook, só pra não entrar em “abstinência internética”. Mas a causa foi justa: semana de formatura do filho do meio. 
              Tento resguardar, na medida do possível, a privacidade deles, afinal, o blog não é sobre a minha vida embora, não deixe de ser pessoal. Impossível dissociar o blog de sua autora, eu! Se estou triste se, alegre, isso acaba repercutindo por aqui também.
              Este fim de ano promete: correria louca e, muita emoção! A ficha tá começando a cair, só agora…
              Os filhos vão nos deixando e, ainda bem que, aos poucos, para dar tempo de nos acostumarmos à ideia.
              Ele detesta aparecer, mas a ocasião me permite: 
              Formatura
              O “filho do meio”, como costumo chamá-lo, tem nome, claro! Nome de gente importante, o do avô materno: Vinícius. 
              Ano passado relatei aqui, o contexto de uma difícil decisão tomada em família: uma separação temporária mas, necessária. Sofrendo bullying na escola que frequentava, achamos melhor que o menino fosse estudar em outra cidade, ficando com a avó durante a semana.
              Mais de um ano depois desse primeiro corte no cordão umbilical que nos unia, tão doloroso à época, senti-me feliz ao constatar, especialmente neste fim de semana que, tudo valeu a pena!
              Chegar num lugar onde sou apenas a “mãe do Vinícius” e só ouvir elogios a seu respeito, tanto pelo comportamento, quanto pelo desempenho escolar é recompensador.
              Ele não apenas concluiu o Ensino Médio como o melhor aluno da escola, como também deixou marcas, fez amigos e, história.
              Agora é prepará-lo para novos voos, mais altos, mais longos, necessitando de um período maior de ausência do ninho: em meados de janeiro de 2012 viaja para o “estrangeiro”, fazer intercâmbio.
              Então, este post é pessoal. Muito pessoal! Não falar disso hoje seria omitir minhas “importâncias” e prioridades: o início de uma contagem regressiva, pra mim e pra ele…
              Não me estranhem se me virem mais emotiva, daqui por diante…

                Era uma vez um gatinho…

                Postado por Laély, no dia 06-11-2011 - Categoria: gatinhos,textos - 3 Comentários
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                …Chamado Pretinho: na verdade, apenas um apelido carinhoso. Seu nome oficial, mesmo, era Tonico. 
                Tonico, porque fazia dupla com o irmão de sangue e travessuras, o inseparável Tinoco.

                Tomando conta da casa

                Era o mais forte, de uma ninhada de 4 tigrinhos cinzas. 
                Mesmo não planejado( e isso acontece nas melhores famílias…), aquele quádruplo nascimento foi muito festejado. 

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                Mamãe gata, apesar de precoce e inexperiente, acertadamente escolheu o sótão como o seguro ninho dos filhotes.

                À medida que cresciam, permitia-lhes maior liberdade. Aproveitavam-na, explorando cada cantinho da casa. 

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                Depois, o quintal…

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                O único a impor-lhes algum limite era o felino mais antigo na família, um tigrão laranja. Logo aprenderam que, àquele senhor gato deviam respeito: “questão de hierarquia”, mamãe ensinou-lhes. 


                Pretinho tinha uma pelagem escura, farta e brilhante. Podia virar um modelo felino! De todos era o mais dócil e carinhoso. Realmente ele apreciava a companhia de humanos: enroscava-se-lhes nas pernas e miava dengosamente, numa estratégia infalível para chamar-lhes a atenção!
                Como todo gatinho, adorava brincar de esconde-esconde! 

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                Cumpria uma agenda diária cheia de atividades, como: subir em árvores…

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                Dormir…

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                Caçar passarinhos, lagartixas, até, pescar uns peixinhos no lago…

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                E dormir, mais um pouco…

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                À noite, pulava no sofá e aninhava-se ao lado da sua humana preferida.
                Logo pela manhã, alinhava-se com os demais gatos da casa4, ao todo!) ao pé da cama dos preguiçosos humanos, esperando pelo lauto café da manhã: um pote, cheio de ração. De sobremesa, cafuné na cabeça, um carinho na barriga e: “mundão, aí vou eu!”


                Mas, numa fria manhã de primavera, tal ritual matinal não se repetiu: 
                Pretinho não veio fazer número, entre os gatos da casa, esperando ansiosamente pelo pote cheio de ração. 
                Nem aguentou, pacientemente, a sessão de cafuné na cabeça e carinho na barriga impingida pelos humanos que lhe serviam. 
                Nem correu, apressado, quintal afora, atrás da primeira lagartixa azarada que lhe cruzasse o caminho.
                Em vez disso foi encontrado, naquela fatídica manhã, deitado ao lado do carro da sua humana preferida. Parecia ainda dormir tranquilamente, mas, ei-lo: inerte, frio, sem reação…
                Não sabemos como morreu: se de morte matada, ou  morte morrida…
                Mas, sabemos como viveu: foi feliz, fez-nos felizes! 
                Uma curta vida, apenas 11 meses, porém, muito mais profícua que a vida de muito bípede por aí…

                Cobertor de orelha
                Ao pé de uma araucária foi sepultado: no quintal, o morro, que tanto gostava de explorar. O menino, que tanto lhe amava, fez-lhe uma caminha com capim seco; depois, cobriu-o com o mesmo capim. Uma pedra marcou seu túmulo. Ele marcou nossa vida.

                O que nos resta?
                Guardá-lo na memória, contar essa história…
                Para os outros, somente mais um gatinho. Para nós, o inesquecível Pretinho…
                Era uma vez um gatinho…

                Só quem ama, entende a dor dessa perda…


                (Trecho de animação extraído, de: Mary&Max)

                  Para Zezé e Luciano

                  Postado por Laély, no dia 29-10-2011 - Categoria: Filmes,Música,textos - 0 Comentário
                  O “Astro” chegou ao fim, sem eu ter assistido ao menos um capítulo. 
                  Mas o fim que virou astro nos noticiários desta semana foi o da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano
                  Haveria possibilidade de final feliz para essa outra novela? 
                  A seguir, cenas do próximo capítulo, de: 
                  Fim de Festa“…
                   
                  Rafinha Bastos, que está sendo processado pela família Camargo/Buaiz( Wanessa, o marido e, incluindo, o feto!), não perdeu a chance de se manisfestar:
                  “O triste não é a separação da dupla. O triste é a possibilidade de duas carreiras solos.”
                  ( Dessa vez, tenho de concordar com ele!)

                  Estremecimentos até, separação, é coisa normal nesse meio. Mesmo, tratando-se de irmãos. Assim foi com Crystian&Ralf e Edson&Hudson. Parcerias para durar uma vida, como Pena Branca&Xavantinho, é coisa do passado…

                  Mas não os culpo. Não aguentaria nem 10 minutos. Imaginem os dois, 20 anos cantando juntos! Enjoa, né?…

                  Caso a previsão de Rafinha Bastos se concretize, não faltaria espaço na mídia para a ex-dupla:
                  Tão prolífico quanto a indústria sertaneja é o gospel. Ainda mais, o produzido por aqui! Esqueça o tradicional “Amazing Grace” porque, o que se denominou “música gospel” no Brasil fica bem longe disso! Na verdade, o mercado abraçou toda e qualquer manifestação musical “religiosa”, num ecumenismo de crenças, numa babel de ritmos. 
                  Não estou querendo dizer que um tipo é bom, outro, ruim, mas são estilos bem diferentes! Um tem identidade, berço, história. Outros são cuspidos a cada minuto nas rádios evangélicas, fazendo o maior sucesso! 
                  Zezé e Luciano, escutai: eis uma luz, no fim do túnel!

                  Apelando ao “santo Google” e, digitando: “como fazer música gospel”, deparamo-nos com vários links(sérios, outros, nem tanto) ensinando como. Também arrisquei alguns pitacos:
                  (Zezé&Luciano: anotai!)

                  1-Inicie as estrofes de maneira suave e conduza-as a um clímax, se possível, aumentando o tom e o som, permitindo ao intérprete demonstrar toda a sua extensão vocal. 
                  2-Algumas palavras e expressões não podem faltar, como: aleluia, glória, poder, milagre, unção, benção, vitória, altar, vento, chuva…
                  Para dar um ar mais “cult-religioso” à canção inclua palavras em hebraico, como: shekinah, Jeovah, shalom…
                  3-Repita, repita, repita…

                  Não sou especialista no assunto, nem quero aqui ferir susceptibilidades. Falo como uma evangélica que participa na igreja, especificamente, na área da música. Nesse assunto, assim como na hora de escolher perfume, cada um tem suas preferências.
                  Mas, seria apenas uma questão de gosto pessoal?
                  O que me parece é que, assim como na indústria do axé, pagode e sertanejo, o gospel foi sucateado e massificado: quem ouve um, ouve todos! As músicas são repetitivas, as letras vazias e a rima, pobre.

                  Zezé&Luciano: repensai! Não precisamos de mais números no mercado!

                  Vamos aprender com quem sabe, então.
                  Para relembrar, um filme dos tempos áureos de Whoopi Goldberg:
                  Vale, ainda, assistir a outro: “Resistindo às Tentações”, com Cuba Gooding Jr. e Beyouncé Knowles.
                  Elvis Presley, numa apresentação histórica, cantando “Paz no Vale”, aqui.
                  E, para quem não sabe, Bob Dylan compôs várias músicas gospel, recentemente reunidas no excelente “Gotta Serve Somebody-Gospel Songs of Bob Dylan”, interpretadas por cantores  do gênero.


                  Pensando bem, Zezé&Luciano: reconciliai-vos e, poupai-nos desse pecado musical!

                    Sábado musical

                    Postado por Laély, no dia 23-10-2011 - Categoria: dicas de cd,Música,textos - 0 Comentário
                    Quando Freddie Mercury compôs Bohemian Rhapsody, em 1975, talvez nem imaginasse o sucesso mundial que faria com ela. Em 2008 foi eleita a melhor música pop de todos os tempos. Diferente de tudo o que se fazia à época(a começar pelo tempo de duração, de 05:26′!)as estrofes parecem ter vida própria, independentes uma da outra: balada, depois, solo de guitarra, em seguida ópera, hard rock e, finalizando, novamente balada. Certamente Freddie não pensou, na hora de compor, se seria algo comercial ou compreensível: fez, porque fez.



                    Música é assim: não é para explicar. É para sentir, com o entendimento e/ou as entranhas. Se somos movidos à raiva, tristeza, dor ou alegria, de certa forma ela atingiu o objetivo: o coração de quem a ouve, ou pelo menos, de quem a compôs.


                    Há pouco, na mesma semana em que adolescentes ensandecidas faziam plantão na porta do hotel onde estava Justin Bieber, outro astro da música( esse, não apenas um meteoro!) caminhava tranquilamente, quase anônimo, pelas ruas de Porto Alegre:

                    Imaginei eu mesma agindo como uma fã de Justin Bieber, se de repente topasse com Eric Clapton por aí, dando sopa nas calçadas…

                    (Blog do Amarildo: charge do dia 10/10)

                    Não pude ir ao show.  Mas, levei o mito para casa. Ao menos, no estojo com CD e DVD do último trabalho dele, Play the Blues, em parceria com Wynton Marsalis, considerado um dos melhores trompetistas da atualidade:
                    Marsalis também é o diretor artístico do Jazz at Lincoln Center, em Nova York.
                    Nesse show gravado ao vivo, com a participação de virtuoses do Jazz at Lincoln Center Orchestra, antigos blues foram selecionadas por Clapton e arranjados por Wynton. O resultado? Música para agradar a todos os sentidos, band-aid para doi-doi de coração! Para amantes do gênero e àqueles, nem tanto, tornarem-se!
                    Na verdade, em meio a tantos expoentes do jazz e música erudita, Clapton parece ser apenas um coadjuvante, o “garoto enturmado” e, muito bem!
                    São 10 músicas, em mais de 1 hora de execução: puro deleite! A mais longa delas, com de 12:20′ de duração, faz Bohemian Rhapsody parecer um jingle publicitário. Nem por isso, entediante: “Just a Closer Walk Thee”, tradicional gospel, é uma das mais comoventes do CD! “Careless Love”, sensual. E, não dirija depois de ouvir “Joe’s Turner Blues”: entorpecedora! “Layla”, sucesso de Clapton, ganhou reinterpretação “in blues” de Marsalis: ficou, ainda melhor!
                    Mas chega de escrever, afinal: “a gente tá aqui pra ouvir, ou pra conversar?…”
                    Deixo a primeira das músicas, “Ice Cream”, um refresco para o fim de semana: 
                    No site de Wynton Marsalis encontram-se aperitivos( trechos de todas as músicas do cd): ouça-as, sem moderação!