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Era uma vez um gatinho…

Postado por Laély, no dia 06-11-2011 - Categoria: gatinhos,textos - 3 Comentários
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…Chamado Pretinho: na verdade, apenas um apelido carinhoso. Seu nome oficial, mesmo, era Tonico. 
Tonico, porque fazia dupla com o irmão de sangue e travessuras, o inseparável Tinoco.

Tomando conta da casa

Era o mais forte, de uma ninhada de 4 tigrinhos cinzas. 
Mesmo não planejado( e isso acontece nas melhores famílias…), aquele quádruplo nascimento foi muito festejado. 

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Mamãe gata, apesar de precoce e inexperiente, acertadamente escolheu o sótão como o seguro ninho dos filhotes.

À medida que cresciam, permitia-lhes maior liberdade. Aproveitavam-na, explorando cada cantinho da casa. 

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Depois, o quintal…

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O único a impor-lhes algum limite era o felino mais antigo na família, um tigrão laranja. Logo aprenderam que, àquele senhor gato deviam respeito: “questão de hierarquia”, mamãe ensinou-lhes. 


Pretinho tinha uma pelagem escura, farta e brilhante. Podia virar um modelo felino! De todos era o mais dócil e carinhoso. Realmente ele apreciava a companhia de humanos: enroscava-se-lhes nas pernas e miava dengosamente, numa estratégia infalível para chamar-lhes a atenção!
Como todo gatinho, adorava brincar de esconde-esconde! 

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Cumpria uma agenda diária cheia de atividades, como: subir em árvores…

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Dormir…

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Caçar passarinhos, lagartixas, até, pescar uns peixinhos no lago…

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E dormir, mais um pouco…

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À noite, pulava no sofá e aninhava-se ao lado da sua humana preferida.
Logo pela manhã, alinhava-se com os demais gatos da casa4, ao todo!) ao pé da cama dos preguiçosos humanos, esperando pelo lauto café da manhã: um pote, cheio de ração. De sobremesa, cafuné na cabeça, um carinho na barriga e: “mundão, aí vou eu!”


Mas, numa fria manhã de primavera, tal ritual matinal não se repetiu: 
Pretinho não veio fazer número, entre os gatos da casa, esperando ansiosamente pelo pote cheio de ração. 
Nem aguentou, pacientemente, a sessão de cafuné na cabeça e carinho na barriga impingida pelos humanos que lhe serviam. 
Nem correu, apressado, quintal afora, atrás da primeira lagartixa azarada que lhe cruzasse o caminho.
Em vez disso foi encontrado, naquela fatídica manhã, deitado ao lado do carro da sua humana preferida. Parecia ainda dormir tranquilamente, mas, ei-lo: inerte, frio, sem reação…
Não sabemos como morreu: se de morte matada, ou  morte morrida…
Mas, sabemos como viveu: foi feliz, fez-nos felizes! 
Uma curta vida, apenas 11 meses, porém, muito mais profícua que a vida de muito bípede por aí…

Cobertor de orelha
Ao pé de uma araucária foi sepultado: no quintal, o morro, que tanto gostava de explorar. O menino, que tanto lhe amava, fez-lhe uma caminha com capim seco; depois, cobriu-o com o mesmo capim. Uma pedra marcou seu túmulo. Ele marcou nossa vida.

O que nos resta?
Guardá-lo na memória, contar essa história…
Para os outros, somente mais um gatinho. Para nós, o inesquecível Pretinho…
Era uma vez um gatinho…

Só quem ama, entende a dor dessa perda…


(Trecho de animação extraído, de: Mary&Max)

    Para Zezé e Luciano

    Postado por Laély, no dia 29-10-2011 - Categoria: Filmes,Música,textos - 0 Comentário
    O “Astro” chegou ao fim, sem eu ter assistido ao menos um capítulo. 
    Mas o fim que virou astro nos noticiários desta semana foi o da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano
    Haveria possibilidade de final feliz para essa outra novela? 
    A seguir, cenas do próximo capítulo, de: 
    Fim de Festa“…
     
    Rafinha Bastos, que está sendo processado pela família Camargo/Buaiz( Wanessa, o marido e, incluindo, o feto!), não perdeu a chance de se manisfestar:
    “O triste não é a separação da dupla. O triste é a possibilidade de duas carreiras solos.”
    ( Dessa vez, tenho de concordar com ele!)

    Estremecimentos até, separação, é coisa normal nesse meio. Mesmo, tratando-se de irmãos. Assim foi com Crystian&Ralf e Edson&Hudson. Parcerias para durar uma vida, como Pena Branca&Xavantinho, é coisa do passado…

    Mas não os culpo. Não aguentaria nem 10 minutos. Imaginem os dois, 20 anos cantando juntos! Enjoa, né?…

    Caso a previsão de Rafinha Bastos se concretize, não faltaria espaço na mídia para a ex-dupla:
    Tão prolífico quanto a indústria sertaneja é o gospel. Ainda mais, o produzido por aqui! Esqueça o tradicional “Amazing Grace” porque, o que se denominou “música gospel” no Brasil fica bem longe disso! Na verdade, o mercado abraçou toda e qualquer manifestação musical “religiosa”, num ecumenismo de crenças, numa babel de ritmos. 
    Não estou querendo dizer que um tipo é bom, outro, ruim, mas são estilos bem diferentes! Um tem identidade, berço, história. Outros são cuspidos a cada minuto nas rádios evangélicas, fazendo o maior sucesso! 
    Zezé e Luciano, escutai: eis uma luz, no fim do túnel!

    Apelando ao “santo Google” e, digitando: “como fazer música gospel”, deparamo-nos com vários links(sérios, outros, nem tanto) ensinando como. Também arrisquei alguns pitacos:
    (Zezé&Luciano: anotai!)

    1-Inicie as estrofes de maneira suave e conduza-as a um clímax, se possível, aumentando o tom e o som, permitindo ao intérprete demonstrar toda a sua extensão vocal. 
    2-Algumas palavras e expressões não podem faltar, como: aleluia, glória, poder, milagre, unção, benção, vitória, altar, vento, chuva…
    Para dar um ar mais “cult-religioso” à canção inclua palavras em hebraico, como: shekinah, Jeovah, shalom…
    3-Repita, repita, repita…

    Não sou especialista no assunto, nem quero aqui ferir susceptibilidades. Falo como uma evangélica que participa na igreja, especificamente, na área da música. Nesse assunto, assim como na hora de escolher perfume, cada um tem suas preferências.
    Mas, seria apenas uma questão de gosto pessoal?
    O que me parece é que, assim como na indústria do axé, pagode e sertanejo, o gospel foi sucateado e massificado: quem ouve um, ouve todos! As músicas são repetitivas, as letras vazias e a rima, pobre.

    Zezé&Luciano: repensai! Não precisamos de mais números no mercado!

    Vamos aprender com quem sabe, então.
    Para relembrar, um filme dos tempos áureos de Whoopi Goldberg:
    Vale, ainda, assistir a outro: “Resistindo às Tentações”, com Cuba Gooding Jr. e Beyouncé Knowles.
    Elvis Presley, numa apresentação histórica, cantando “Paz no Vale”, aqui.
    E, para quem não sabe, Bob Dylan compôs várias músicas gospel, recentemente reunidas no excelente “Gotta Serve Somebody-Gospel Songs of Bob Dylan”, interpretadas por cantores  do gênero.


    Pensando bem, Zezé&Luciano: reconciliai-vos e, poupai-nos desse pecado musical!

      Sábado musical

      Postado por Laély, no dia 23-10-2011 - Categoria: dicas de cd,Música,textos - 0 Comentário
      Quando Freddie Mercury compôs Bohemian Rhapsody, em 1975, talvez nem imaginasse o sucesso mundial que faria com ela. Em 2008 foi eleita a melhor música pop de todos os tempos. Diferente de tudo o que se fazia à época(a começar pelo tempo de duração, de 05:26′!)as estrofes parecem ter vida própria, independentes uma da outra: balada, depois, solo de guitarra, em seguida ópera, hard rock e, finalizando, novamente balada. Certamente Freddie não pensou, na hora de compor, se seria algo comercial ou compreensível: fez, porque fez.



      Música é assim: não é para explicar. É para sentir, com o entendimento e/ou as entranhas. Se somos movidos à raiva, tristeza, dor ou alegria, de certa forma ela atingiu o objetivo: o coração de quem a ouve, ou pelo menos, de quem a compôs.


      Há pouco, na mesma semana em que adolescentes ensandecidas faziam plantão na porta do hotel onde estava Justin Bieber, outro astro da música( esse, não apenas um meteoro!) caminhava tranquilamente, quase anônimo, pelas ruas de Porto Alegre:

      Imaginei eu mesma agindo como uma fã de Justin Bieber, se de repente topasse com Eric Clapton por aí, dando sopa nas calçadas…

      (Blog do Amarildo: charge do dia 10/10)

      Não pude ir ao show.  Mas, levei o mito para casa. Ao menos, no estojo com CD e DVD do último trabalho dele, Play the Blues, em parceria com Wynton Marsalis, considerado um dos melhores trompetistas da atualidade:
      Marsalis também é o diretor artístico do Jazz at Lincoln Center, em Nova York.
      Nesse show gravado ao vivo, com a participação de virtuoses do Jazz at Lincoln Center Orchestra, antigos blues foram selecionadas por Clapton e arranjados por Wynton. O resultado? Música para agradar a todos os sentidos, band-aid para doi-doi de coração! Para amantes do gênero e àqueles, nem tanto, tornarem-se!
      Na verdade, em meio a tantos expoentes do jazz e música erudita, Clapton parece ser apenas um coadjuvante, o “garoto enturmado” e, muito bem!
      São 10 músicas, em mais de 1 hora de execução: puro deleite! A mais longa delas, com de 12:20′ de duração, faz Bohemian Rhapsody parecer um jingle publicitário. Nem por isso, entediante: “Just a Closer Walk Thee”, tradicional gospel, é uma das mais comoventes do CD! “Careless Love”, sensual. E, não dirija depois de ouvir “Joe’s Turner Blues”: entorpecedora! “Layla”, sucesso de Clapton, ganhou reinterpretação “in blues” de Marsalis: ficou, ainda melhor!
      Mas chega de escrever, afinal: “a gente tá aqui pra ouvir, ou pra conversar?…”
      Deixo a primeira das músicas, “Ice Cream”, um refresco para o fim de semana: 
      No site de Wynton Marsalis encontram-se aperitivos( trechos de todas as músicas do cd): ouça-as, sem moderação!

        IrinyXGisele

        Postado por Laély, no dia 11-10-2011 - Categoria: dicas de programas,looks,Propagandas,textos,vídeos - 0 Comentário
        Quando vi o comercial da Hope, sorri…

        Achei interessante a forma maliciosa e bem-humorada de tratar alguns estereótipos. 
        A capacidade de rir de situações corriqueiras é uma das características que nos diferenciam de seres irracionais, como a ameba, por exemplo.
        Mas, isso é apenas a minha impressão! 
        Ainda bem que temos alguém mais capacitado a pensar e julgar por nós, na Secretaria de Políticas para as Mulheres: a ministra Iriny Lopes conseguiu ver “mensagens subliminares” nessa campanha…

        Acusando-a de “sexista”, tentou tirar a propaganda do ar. Pegou mal. Para a ministra, que voltou sua retalhadora, digo, metralhadora, contra a programação da Globo:

        Blog do Amarildo

        Do pouco que assisti da novela, achei-a morna. Uma penca de personagens, que ainda não se sabe a que vieram. O núcleo do “motorista espancador”, mais uma “encheção de linguiça”, assim como “encheção de saco” a adolescente, filha dele: entra capítulo, sai capítulo, e ela só dança( literalmente, o funk!)
        Mas os autores de novela já aprenderam com o IPOBE: a trama tá meio chué?…É só inventar uma intriga com direito a muitos sopapos, que o negócio esquenta!
        A polêmica com a ministra, então, parece até coisa arranjada!

        Meu menino mais novo, que não assiste novela da Globo mas não perde um capítulo da novela política, comentou comigo:
        “Mãe, e se fosse o contrário: uma mulher que batesse num homem, a Iriny ia se intrometer?…”
        Cá com meus botões, pensei, se não seria “sexista”, o ministério pelo qual Iriny responde. Parece até que as “políticas femininas” se resumem em saber, nos bastidores, o que vai acontecer nos próximos capítulos da novela das oito!
        Deixa pra lá que, dessa briga quero distância!
        Para os próximos capítulos do blog proponho uma brincadeirinha: já que estamos na semana da criança, tentarei montar os looks fazendo alguma referência ao universo infantil. 
          
        Falando em brigas, lembrei de um desenho que era uma graça(embora a ministra, talvez, pudesse considerá-lo um incentivo à violência infantil): “Mucha Lucha”!
        Os personagens frequentavam uma escola de luta livre usando fantasias e máscaras.
        Para mim isso é puro saudosismo, pois na minha infância os telequetes eram famosos. Ted Boy Marino, um dos “lutadores”, virou astro, participando posteriormente da turma dos Trapalhões:
        Hoje saí de casa preparada para a luta, companheiros!
        GladiadoraGladiadora
        Gladiadora: Schutz
        Vestido nuvens: Cantão
        Bolsa: Uncle K
        Gladiadora
        Luta insana: dar conta de todos os compromissos!

          Papo magro

          Postado por Laély, no dia 20-09-2011 - Categoria: gatinhos,receitas,textos,tirinhas - 0 Comentário
          E quando se está de dieta, o mundo parece conspirar contra você: 
          Liga a TV e tá lá, a Ana Maria Braga, fazendo 
          ( e comendo, com uma boca boa!) um enroladinho primavera com molho agridoce e, frito!…
           
          Abre a página no Facebook e dá de cara com um bolo brigadeiro, receita do Edu Guedes…
          Bolo de brigadeiro
          Acessa um de seus blogs preferidos e encontra um aniversário de criança perfeito, com direito a brigadeiro, bolo, biscoito, macarons…
          Respira fundo e tem uma ideia para abstrair: Ler! Mas até a cronista apreciada parece fazer parte do “grande plano de sabotagem”…
          Todos contra mim e eu, sozinha, contra os quilinhos indesejados!
          Tudo bem. Levando-se em consideração que estou num período inicial mais difícil, o de “desintoxicação calórica”, devo ter alucinações motivadas pela minha carboabstinência.
          Já avisei por aqui que estou de dieta, apesar da Jô Bibas questionar, nos comentários, se estava falando sério. Como se eu não precisasse… 
          Pode não parecer, mas de uns 3 anos para cá, depois que diminuí atividades físicas por conta de uma lesão na tíbia, pulei do manequim 38 para o 40, depois ao 42…e um sinal vermelho acendeu, quando cheguei ao 44! 
          Início do ano retomei o ritmo das atividades aeróbicas, mas o ponteiro da balança insistia em não compensar meu esforço, proporcionalmente.
          Procurei uma nutricionista, então. Analisando meu peso e medidas ela concluiu que eu estava dentro da média para a minha idade mas, nem de longe a maioria das mulheres da minha idade faz tanto exercício quanto eu, portanto: deveria estar melhor. Montou uma dieta fazendo uma redução drástica de carboidratos e aumentando a ingesta proteica, visando diminuir massa gorda
          ( gordura) e aumentar massa magra
          ( músculos).
          Mas, o que teriam a ver com isso? Emagrecer é apenas mais uma meta pessoal, como arrumar meu quarto. (Também tenho um sonho antigo de participar da maior corrida de rua do país, a São Silvestre. Para correr, preciso estar mais leve e, para ficar mais leve, preciso correr…)
          Gostaria de deixar algumas dicas para ajudar àqueles que, como eu, têm interesse em chegar à “medida certa” mais facilmente. 
          Contratei até um especialista em dietas…
          Algumas coisas, solicitadas pela nutricionista, já faziam parte da minha rotina; não estão sendo nenhum sacrifício para mim: 
          -Fazer exercícios físicos regularmente( 3-5x/ semana, no mínimo, 40′ seguidos): atividades aeróbicas
          ( caminhada, corrida, bicicleta, natação, pula-corda) e anaeróbicas( musculação). As primeiras “queimam” gordura e a segunda aumenta massa muscular, que aumenta o gasto calórico, mesmo em repouso.
          -Cortar bebidas alcoólicas e frituras.
          -Comer alimentos integrais, cereais, grãos, peixes, frutas(frescas e/ou secas) e verduras.
          O que tem sido mais desafiador, pra mim:
          -Cortar massas, principalmente, pão( nessa primeira fase, tenho direito a comer uma fatia de pão e torrada integrais, por dia).
          -Beber mais água, entre as refeições, durante, evitar.
          -Cortar bebidas gasosas, mesmo que diets, por ajudarem a dilatar o estômago( e estômago maior, precisa de mais volume para ser saciado).
          -Comer de 3/3 horas, assim, o metabolismo é acelerado e não se passa fome.
          -Diminuir o sal da comida e não acrescentá-lo, ao alimento já preparado.

          Além disso, outras dicas:
          -Trace uma meta factível para os primeiros 3 meses: se achar que deve perder 10 kg em 1 mês, além de se frustrar e acabar desistindo, pode cair na tentação das dietas e/ou remédios “milagrosos”.
          Se é sedentário, uma boa meta para o 1° mês é deixar de sê-lo, incluindo atividade aeróbica na sua rotina, pelo menos 3 vezes por semana. Se já faz exercícios: aumente o seu tempo, a frequência, a intensidade.
          -Coma devagar, saboreando os alimentos, sem distrações com leitura, ou TV.
          -Compense o sal da comida, substituindo-o por ervas frescas, como: manjericão, erva-doce, tomilho, alecrim…
          -Comunique seu intento ao maior número possível de pessoas, principalmente, àquelas mais próximas e que se importam com você. Quanto mais comprometido estiver, mais difícil será  cair em tentações e fazer concessões. Se isso acontecer, não desanime: retome seus novos e saudáveis hábitos, o quanto antes.
          -Não pule refeições e siga os horários estipulados. Se a fome bater fora de hora, apele para alguma fruta, ou barrinha de cereal, ou uma bebida quente, como chá( sem açúcar), ou caldinho( light).
          -Procure consumir sucos, de preferência naturais. Se necessário, usar Sucralose no lugar do açúcar comum.
          -Se tem o hábito de comer fora de casa, levar marmitinha com o lanche da dieta.
          O ideal seria fazer uma avaliação com profissional da área para individualizar metas e necessidades, do contrário, fazer dieta pode virar um pesadelo…

          E, principalmente: não perca o bom-humor!
          Boa sorte!

            A culpa da beleza

            Postado por Laély, no dia 12-09-2011 - Categoria: dicas de programas,textos - 0 Comentário
            Ignorar ou desprezar os recursos estéticos disponíveis hoje em dia seria como não acreditar na ida do homem à Lua ou, no ataque terrorista às torres gêmeas. 
            Mas, onde ficaria o limite “saudável” para a utilização desses? A linha tênue, que separaria cuidado e amor próprio de vaidade excessiva, doentia?   

            Angela Bismarchi
            (Ângela Bismarchi ou, algum fake dela mesma)

            Vaidosa assumida, tento policiar-me para não perder a noção do ridículo: encarnar um tipo estranho e sair por aí botocada, cinturinha lipada, siliconada, com aplique no cabelo, sobrancelha pintada de henna, minissaia, barriga de fora expondo um piercing e salto agulha, tudo junto, misturado e num mesmo pacote, o da “superfêmea pasteurizada”!

            Quase respiro aliviada, ao lembrar que tenho 3 filhos homens(o que diminuiria em muito minhas chances de cair em tais armadilhas!)Ufa!
            ( Embora tenha lá meus truquezinhos, para burlar a fiscalização!)

            Em Fina Estampa há um claro confronto entre duas mulheres:
            A sofrida e lutadora Griselda( Lília Cabral), mãe de família que, abandonada pelo marido, abdica de qualquer vaidade e convenção social para cuidar dos 3 filhos.
            Já 
            Teresa Velmont( Cristiane Torloni) não se preocupa com outro, que não seja ela mesma. Exibe, sem aparentar nenhuma culpa, a riqueza e beleza que tem. Seria um exemplo, de: “mulher bem resolvida”.


            E se fosse possível fazer uma experiência genética com as duas? 
            Talvez, chegássemos bem perto do ideal feminino de perfeição: o caráter de Griselda somado à esbelteza, beleza e altivez de Teresa. O contrário, porém, seria um desastre!
            Pensando bem:
            Vaidade e virtude são autoexcludentes?  
            Ou seria apenas mais um clichê(como aquele a respeito da mãe: a boa é aquela que sofre, que sabe “padecer no paraíso”): mulher “virtuosa” é a que vive só para a casa e os filhos, a ponto de esquecer de depilar o buço, ou as pernas?( Nada contra quem opta pelo estilo mais “natural”, digamos assim. Estou apenas aproveitando o exemplo da novela.)


            A “culpa” pode não ser de Griselda. Nem de Teresa. Mas, da simetria.
             

            Explico:
            Uma pesquisa feita por cientistas europeus “sugere que pessoas de traços faciais simétricos, consideradas mais atraentes, tendem a ser egoístas por acreditarem em sua autossuficiência.”
            O assunto é matéria, numa das páginas virtuais da Veja: Diz o Estudo
            Mas os pesquisadores pedem cautela; que não seja feita nenhuma análise superficial e generalizadora a respeito: não é prova, de que Brad Pitt é egoísta e o Tiririca, uma versão masculina de Madre Teresa de Calcutá. Nem tanto, nem tanto.
            Mas, pensando bem(e, em frente ao espelho), acho que eu deveria aceitar melhor meu nariz grande, apontando para a esquerda…
            Quanto à história de novela, já se espera pela “grande virada”: personagem boazinha, que começa pobre e descuidada, termina rica e glamourosa.

             

            Ah, se na vida real fosse fácil assim…

              Ocupações da semana…

              Postado por Laély, no dia 25-08-2011 - Categoria: charges,textos - 0 Comentário

              Ando juntando peças, como num quebra-cabeças, depois de ver o quebra-quebra no interior de um Conselho Tutelar de SP provocado por “menores infratores”. Corrigindo, e usando a entonação grandiloquente que meu filho mais novo gosta de fazer: “menores, em conflito com a lei”!


              Quem não viu a matéria, destaque no JH e JN do dia 23 poderá conferir, aqui.

              Coincidentemente, o Estatuto da Criança e do Adolescente( uma sigla que, clama por trocadilhos!) completou a maioridade há pouco: em 21 anos poderíamos dizer que muita coisa mudou mas, para melhor?!…

              Apesar de considerável avanço, uma lei de primeiro mundo, já não seria hora de fazer um balanço geral e ver o que poderia ser melhorado?

              Dos 5 menores que, praticamente, demoliram o Conselho Tutelar em SP depois de tentar assaltar um hotel, 2 deles escolheram voltar às ruas. 
              É um ciclo contínuo e autofágico: 
              Abandono->drogas->infrações leves->retenção temporária->”liberdade”->abandono->mais drogas->infrações mais graves->morte?…cadeia?…

              Que futuro terão, essas crianças sob a “proteção” do Estado e do ECA? 

              “Ah! Mas depois dos 18( se chegarem a tanto!), isso já não é problema nosso! Garantias( quais?!), apenas enquanto forem ‘indefesas’! Depois, é cada um por si e o Estado contra todos!”

              É tanta hipocrisia, fechar os olhos e achar que estamos fazendo nossa parte!
              As crianças que voltaram às ruas, o fizeram de livre e espontânea vontade, porque a “lei não permite nenhum tipo de restrição à liberdade para menores com até 11 anos de idade. ”

              E eu me pergunto, se isso não seria negar-lhes outro direito: o direito à uma casa, família, limites, possibilidade de recuperação e chance de reintegração na sociedade!…

              Ou, na sua casa, é seu filho de 5 anos quem manda?… 
              Ele estaria habilitado a dirigir? Decidir o que comer, que horas dormir, se vai à escola, ou não, se toma o remédio ruim que o médico prescreveu, ou não, o que vê na TV ou acessa na internet?…
              Bem, em algumas famílias pode-se até dizer que são eles que realmente mandam; e “limite”, uma palavra que se encontra apenas no dicionário! Mas, acredito que esse não seja o cenário ideal para o desenvolvimento sadio deles( não apenas eu, mas a maioria dos especialistas, pedagogos e psicológos).

              Por que então, “crianças em conflito com a lei” não teriam mesmo direito?


              A mim parece que, uma política paternalista e permissiva com “pequenas infrações”, adotada não apenas em nosso país, venha trazer sérias e imprevisíveis consequências no futuro.


              Impossível não linkar com os recentes episódios  de balbúrdia, depredação, saques e até mortes ocorridos na Inglaterra. 
              O que começou com uma pequena “manifestação” furiosa, após a morte de um jovem em confronto com a polícia, acabou ganhando dimensões inimagináveis. 
              Turbas de jovens encapuçados saíam durante a noite, aterrorizando a população de vários bairros britânicos. 
              E, o que queriam? Lutar contra a mais tradicional democracia no mundo? Não. Apenas, locupletar-se com eletroeletrônicos, roupas de marca, bebidas e o que mais de valor pudessem levar das lojas destruídas. 
              Jovens ricos estavam entre os saqueadores e vândalos, inclusive, um menino de 9 anos!


              A polícia falhou em coibir precocemente o que seria “apenas uma legítima manifestação popular”. 
              Logo essa massa de desordeiros mostrou ao mundo que, de movimento político e social não tinha nada! 
              Faltaram limites: os limites da lei!


              Os especialistas em educação ressaltam a importância de dar limites à criança e, deixar que aprendam a lidar com as consequências diretas de seus erros. 
              Não foi assim que aprendemos de nossos pais?: 
              “A sua liberdade vai, até onde começa a do outro”.


              Nas páginas amarelas da Veja de 17/08 há uma entrevista com o psiquiatra britânico Anthony Daniels. Ele trabalhou por 15 anos com criminosos e viciados em drogas, no sistema prisional da Inglaterra. 
              Considerado polêmico, critica intelectuais que defendem teses sociológicas e psicológicas para justificar comportamentos marginais:
              “Negar sua( a dos infratores) capacidade de discernimento é o mesmo que diminuir sua humanidade.”


              Em relação aos viciados em drogas que se envolvem com o crime para sustentar o vício, ele defende que, se houver recusa a tratamento numa clínica de reabilitação, que sejam presos.


              “A maneira como vemos o vício de drogas é errada. Tratamos os viciados como vítimas, incapazes de ser responsabilizados por suas escolhas…Não existe droga tão viciante a ponto de ser impossível livrar-se delas.”

              E na segunda-feira, 600 integrantes do MST ocuparam uma fazenda da Cutrale, no interior de SP. 
              Em 2009, a mesma fazenda foi invadida por eles. Durante a ocupação que durou 9 dias, a sede foi depredada e destruída, pés de laranja( produtivos!) arrancados com trator, e ainda surgiram denúncias de furtos. Todas as acusações foram veementemente negadas pelos invasores, embora o vandalismo tenha sido filmado por policiais. 


              Como num verdadeiro arrastão de manifestantes, o MST seguiu a semana ocupando rodovias federais e a sede de um outro tipo de “fazenda”: o próprio Ministério, em Brasília.


              Ao contrário das invasões ocorridas há 2 anos, desta vez não se noticiou nenhum quebra-quebra, transcorrendo tudo, até agora, pacificamente.
              O que mudou?…
              Talvez o governo anterior tenha feito “vista grossa”, permitindo, digamos assim, “liberdade de ação” maior aos manifestantes. Não parece ser a mesma linha da atual administração. 
              Dilma tem se ocupado em colocar a casa em ordem…

              Charge do dia 19/08: Amarildo

                Na pátria do Zé Carioca

                Postado por Laély, no dia 19-08-2011 - Categoria: charges,gatinhos,Nina,textos - 0 Comentário
                Tenho desenvolvido teoria, nada científica, de que, nesta plaga verde amarela a lógica funcionaria ao inverso…

                verde e amarelo

                Ao contrário do que apregoa a redundante obviedade do verso de Aquarela do Brasil: “esse coqueiro” não dá coco.  Dá pizza, dá abacaxi, mas coco, mesmo, deve dar em pé de moleque!
                Ou então, a maioria dos políticos viveria em país diferente do nosso! A cor da bandeira deles seria cor de rosa, a presidente, Pollyanna, no Senado, o Chapeleiro Maluco e o ministro mais importante, Pinóquio: enfim, um país de faz de conta, que Alice adoraria conhecer!
                Enquanto por aqui, no país real do Real, analisando os acontecimentos políticos mais recentes, retrospectivamente, procuro por subsídios que sustentem minha tese esdrúxula da “lógica reversa”. Se não, vejamos:
                -Quando um ministro, acusado de enriquecimento ilícito, abdica alegando não querer atrapalhar o “debate político” significa, que: o debate que ele deseja evitar é…em torno de si mesmo, lógico!
                Blog do Amarildo

                -Outro ministro alega ter ótima relação com a presidente, pouco antes de ser exonerado. Seu nome é sumariamente ignorado pela presidente “amiga do peito”, na cerimônia que empossou o ministro substituto. 
                Entenderam?…

                E quando se diz, que: “nesse mato tem coelho”, “onde há fumaça há fogo” e “isso não está me cheirando bem”…
                Cheirinho
                Em nossa humilde lógica parece haver algum sentido. Não, na do ex-ministro da Agricultura:
                Após semanas de rumores de corrupção em sua pasta, desmente aqui, acusa ali e, numa entrevista à imprensa afirma, todo serelepe: “Tô firme como uma rocha”. 
                Ou seria: como gelatina, em caminhão de mudança?…
                Flexibilidade
                É coisa de maluco, mesmo…

                  Chata, e daí?…

                  Postado por Laély, no dia 01-08-2011 - Categoria: textos - 1 Comentário
                  Lembrando o texto da Paula citado no post anterior, é fácil parecer moderninho e inteligente, hoje em dia: basta dar uma de mal-humorado e sempre ser do contra, não importando o motivo. 
                  Particularmente prefiro a sinceridade desses à hipocrisia de alguns, tidos como “bonzinhos”. Críticas incomodam, machucam às vezes, mas implantam aquela “pulguinha atrás da orelha”, necessária para tirar-nos da nossa zona de conforto. 
                  Ciência, arte, filosofia e tecnologia desenvolvem-se graças a esses “inconformados”, que não se importam em andar na contramão do seu tempo.
                  Por isso sou fã de conhecidos ranzinzas, personalidades reais como Diogo Mainardi, Aracy de Almeida e de personagens fictícios como Dr. House, Lula Molusco e, por que não, Gargamel e seu inseparável gatinho?…

                  Desses programas televisivos dedicados a descobrir novos talentos, a opinião do jurado mais chato é a que mais me interessa!(Talvez se a Joelma, do Calypso, ou Luan Santana tivessem passado por uma seleção desse tipo, e avaliados por um jurado antipático mas que lhes falasse a verdade, seríamos todos poupados de “trinados” tão estridentes.) 
                  É cool ser cri-cri, apesar do sério risco de ser considerado um chato( muitas vezes, porque realmente é)
                  Como o Boris Casoy: (Esse, nunca me enganou!) 
                  Querer ser a voz da consciência alheia, como um “grilo falante” concluindo, a cada má notícia “Isso é uma ver-go-nha!” já era coisa tediosa, no passado…Ouvi-lo repetir o mesmo bordão, depois de tantos anos, melancólico! Isso é uma vergonha! Boris deveria ser jornalista e não um personagem de novela global! “Tô certa, ou tô errada?”
                  Achistas são uns chatos. 

                  Arrisco-me a ser apenas mais uma na lista, ao dar minha opinião por aqui. Apesar de assumidamente careta e kitsch é difícil conter-me, diante da liberdade que a internet oferece!
                  Nesse universo paralelo tem doido pra tudo: os que escrevem bobagens e os que as aplaudem. 
                  Que o diga o terrorista norueguês, que publicara na internet 1500 páginas dedicadas a propalar suas ideias preconceituosas e doentias. Mas, quem daria créditos a ele? Era só mais um, na multidão( até uma semana atrás)! Lembrei do que falou um sujeito, visivelmente embriagado, ao subir no bondinho de Santa Teresa durante um passeio que fazíamos no Rio: “Bem-vindos à Santa Teresa, mas o hospício tá lotado!”
                  Sejam bem-vindos à internet, mas…
                  Salomão, considerado o homem mais sábio de seu tempo escreveu: 
                  “O tolo revela todo o seu pensamento, mas o sábio o guarda até o fim.” (Provérbios 29:11)
                  “Até o tolo, quando se cala, é reputado por sábio; e o que cerra os seus lábios é tido por entendido.”( Provérbios 17:28)
                  Característica do tolo é não valorizar bom conselho, por isso, continuo “achando”:

                  -Antes que o diretor do DNIT( Departamento Nacional de Irregularidades e Tramoias), Luís Antônio Pagot, pedisse demissão, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista à TV admitiu que, com uma verba bilionária era quase impossível o órgão do governo ficar imune à irregularidades! Pelo que entendi estamos colocando o galinheiro nas mãos da raposa, para que o administre!
                  Ou então, o ministro das Comunicações ignorou os conselhos de Salomão!
                  -Enquanto isso, lá no Japão, a evolução das obras de reconstrução assombram, pela agilidade e eficiência: pontes e estradas, arrasadas pelo terremoto seguido de tsunami foram prioridades do governo! 


                  Sugestão à presidente Dilma, se quiser resolver o problema de infraestrutura e adiantar as obras para a próxima Copa e Olimpíadas: Importar políticos e trabalhadores japoneses.


                  Mas digo isso porque sou cri-cri e metida a sabida: 
                  “Esse é um país que vai pra frente!”
                  (Aracy de Almeida-1914-1988)
                  p.s.
                  Para entender a polêmica:
                  -O texto citado pela Paula, do The Cookie Shop, da Carolina Mendes, no Marketing na Cozinha, aqui: Jantando no Orkut#12
                  -A Marta fez um comentário muito simpático, indicando o desdobramento desse “jantar”, com direito a resposta elegante da Luana, aqui:
                  A Luana mandou bem, aproveitando a celeuma para vender seus bolinhos. Isso é “marketing na cozinha”! rs
                  E a Marta, também. Isso é marketing positivo. 
                  Liberdade para discussão é assim: todos ganham!
                  Abraços! 

                    Zerando as mágoas

                    Postado por Laély, no dia 21-07-2011 - Categoria: dicas de livros,Propagandas,textos - 0 Comentário
                    Quando vi este slogan a primeira vez não entendi, até assistir ao filme todo:
                    Imagino que a Coca-Cola queira atingir um público específico, o masculino, afinal, todo mundo sabe que “macho” que é macho não bebe refrigerante diet
                    Ao que tudo indica a empresa espera mudar essa ideia, mostrando outra, mais sedutora.
                    Mas, deixando de lado as mecânicas gostosas
                    ( enquanto os “cuecas” de plantão podem continuar por aí, babando por elas): não preciso desse tipo de apelo para apreciar o refrigerante, aliás, não preciso de apelo algum! Esse é um dos poucos vícios( pelo menos, os confessáveis) que me permito: beber uma latinha de Coca Zero/ dia.
                    Usando o mote da propaganda, imagine que está num dia de sorte, daqueles estatisticamente pouco prováveis de acontecer:
                    -Você acordou de manhã e, ao se arrumar para trabalhar percebe que a roupa ficou mais folgada, apesar da pizza do fim de semana.
                    -Chega à padaria e o pãozinho acabou de sair do forno!
                    -Ao enfrentar o trânsito pesado do início da manhã encontra pista livre, do início ao fim do percurso: sinal verde, em todos os cruzamentos!
                    -Seu nome é sorteado numa rifa, comprada apenas para ajudar a filha de um amigo. E o prêmio é bom, muito bom!
                    -Seu time precisa vencer um jogo importante para se classificar no campeonato. Depois de uma partida difícil a decisão é empurrada para a disputa de pênaltis, onde o time adversário erra todos os lances ao gol!
                    (Mas, como declarou o Cebolinha após esse mesmo jogo: “Elano é que se aprende!”)
                    Agora acorda, que a vida não é lá essas “coca-colas”!
                    Você está num dia como outro qualquer, sujeito à intempéries climáticas, hormonais, emocionais, além da “areia no campo”: um dia normal, como os outros. Nem mais, nem menos!
                    Então, por que exigir comportamento de super-herói, principalmente se for alguém do sexo feminino e ainda, mãe?

                    Nas páginas amarelas da Veja desta semana há uma entrevista interessante com a filósofa francesa Elisabeth Badinter. Nela, a intelectual defende a desmistificação da figura  materna: 
                    “O pensamento predominante no século XXI é de que há nobreza na dor do parto e que a boa mãe é sempre aquela que sofre”, afirma ela.
                    Imagine se Elisabeth conhecesse a mãe interpretada por Cássia Kiss, em “Morde&Assopra”: a simplória e resignada Dulce. Arrancaria os grisalhos cabelos, de frustração!

                    A reviravolta da personagem nos últimos capítulos até rendeu alguns pontos a mais na audiência, além de uma incrementada no enredo bobinho.
                    Mulheres e mães sofredoras sempre despertaram interesse e identificação.
                    Essa tática já é antiga: desde os tempos em que Maria de Fátima aprontava com a mãe, Raquel Accioli, em Vale Tudo.

                    O velho ditado: “ser mãe é padecer no paraíso” nunca me soou tão forçado! Do que teríamos a reclamar se nos foi dado tamanho “privilégio”, o maior de todos: o de ser mãe?!

                    Estava parada em frente ao balcão do pronto-atendimento onde cumpria o plantão do dia, provavelmente com o olhar fixo no nada, quando a moça da limpeza interrompeu meus pensamentos:
                    “Desanima, não, doutora!”
                    Sorri amarelo, concordando com a cabeça. Mas por dentro, discordei.

                    Outro dia precisei dar a notícia da morte de uma senhora de mais de 80 anos à respectiva família. Esse momento é sempre difícil e delicado, mesmo que previsível.
                    Passados uns instantes escutei o choro desesperado, na recepção do hospital. O neto, já um rapaz, acabara de ser informado sobre o que ocorrera com a avó. 
                    Alguns funcionários vieram me falar, preocupados:
                    “Devemos vamos fazer algo, doutora?”, inquiriram-me.
                    “Apenas deixem que chore”, respondi.

                    O que poderia parecer descaso meu é uma crença, cada vez mais sedimentada pela experiência, de que temos o direito de chorar nossas dores. Carpir os sofrimentos, sem sermos considerados uns “fracotes”. Somos apenas normais, nem mais nem menos.

                    A mãe dá um “chega pra lá”( dizer: “umas palmadinhas”, agora não pode!) no menino e emenda ordem, quase impossível de ser cumprida:
                    “E engole esse choro! Já!”

                    Chorar é feio. Meninos não choram. Só meninas. Uma preparação, para o maior de todos os sofrimentos: tornar-se mãe. 
                    (E hoje, literalmente ao virar as costas para uma gestante em trabalho de parto fui surpreendida pelo berro dela, e o do bebê, mais esperto e apressadinho que todos nós!)
                    Lembrando o consolo da moça da limpeza acho que deveríamos, sim, ter o direito de desanimar uns dias por ano:
                    “Hoje, cara amarrada tá liberada!”
                    “Chorões e choronas, azarados e azaradas: podem dar vazão às lágrimas, à vontade!”

                    Mas acho que preciso de uma Coca Zero, por via das dúvidas…


                    (Lembrando que hoje é “Dia do Amigo” e aquele que é verdadeiro oferece o ombro, amigo, todos os dias em que for necessário.)