Santa Teresa convida!

Ao fazer um convite, ninguém costuma completar: “mas vai ser ruim! Não precisa vir!” Todo mundo já começa, dizendo que o “convite é imperdível, especial”!

Amo Santa Teresa(ES) e, sempre que possível, incentivo a virem conhecê-la. Mas às vezes, chego a desestimular, principalmente visitas durante as festas mais tradicionais da cidade: a do “vinho” e a do “imigrante italiano”. São dias em que a rotina da cidade reverte, da calmaria à muvuca insuportável!

Não é o caso dessa iniciativa louvável, que é o Festival Cultural e Gastronômico de Santa Teresa. Dando ênfase à música de qualidade, boa comida e programas de lazer e cultura, o evento espera atrair um público diferenciado às ruas da pacata cidade. E eu, que já dei o toque aqui, semana passada, endosso: ainda há tempo para aproveitar o feriadão nas montanhas.
Ontem almoçamos no Café Haus, restaurante chefiado pela amiga Kamila e o marido Carlos Henrique:
Café Haus-Sta.Teresa
A chef Kamila tem bom gosto e capricha em todos os detalhes do restaurante: da decoração do salão, sempre florido, à arrumação dos pratos, tudo parece milimetricamente planejado sem contudo, parecer esnobe.
Para quem desejar conhecer outras fotos do restaurante, já fiz post, encontrado no link acima.
Aqui, os detalhes de ontem:
Café Haus-Sta.Teresa
Café Haus-Sta.Teresa
Café Haus-Sta.Teresa
Café Haus-Sta.Teresa
Café Haus-Sta.Teresa
Café Haus-Sta.Teresa
Café Haus-Sta.Teresa
Há pouco o casal resolveu mudar o balcão da recepção. Aplicaram ladrilho hidráulico:
Café Haus-Sta.Teresa
Os restaurantes participantes prepararam um prato especial para o festival, todos com mesmo preço.
Minha opção foi o menu-festival do Café Haus. Como entrada, “sopa de aipo, erva doce e limão“:
Entrada
O prato principal foi “tortei de cordeiro ao molho de laranja”:
Prato principal
Para fechar com chave de ouro, uma sobremesa que me surpreendeu:
Sobremesa
“Torta crocante de nozes, chocolate e licor de pequi”

Olha, que sempre tive pé atrás com pavê que leva manteiga no meio, mas este, ficou delicioso!
A programação vai até o feriado de 7 de setembro. Para quem mora perto, uma boa opção!
Outra boa notícia é que a Kamila prometeu dar a receita desta torta, para aqueles que não puderem saboreá-la assim, ao vivo, à cores e sabores, reproduzi-la em casa( e eu sou boazinha, não?!…)

Lembrando:
Notei uma certa e justificada confusão em torno do nome Santa Teresa, bairro do Rio, e Santa Teresa, município na serra capixaba(ES), onde moro.
Espero ter esclarecido.
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Entre cobras e lagartos…

Dependendo do contexto, chamar alguém de cobra pode ser um elogio, ou não. Por exemplo:
“Fulano é cobra, naquilo que faz. Pode confiar!”

“Você confia em fulano?! Ele é uma cobra! Cuidado…”
Pois, é. C
onviver com cobras pode ser uma situação delicada, mas nos últimos dois dias fiquei em meio a venenos de cobras, aranhas, escorpiões, lagartas de fogo, lacraias. Estou muito bem, obrigada.
Fui apenas fazer um curso de atualização em acidentes por animais peçonhentos.

A ocorrência de acidentes com cobra jararaca na minha região é relativamente alta. Pior do que isso, só outros tipos de jararaca…

Foram dois dias “internados” num hotel, em Nova Almeida, entre colegas médicos e enfermeiros. Nada de luxo, mas o maior deles foi a vista para o mar, logo em frente:
E da sacada do apartamento:

(Apesar disso, tratei de fugir à noite e preferi dormir no apartamento do filho, em Vitória)
No caminho da ida, paramos pra fotografar este belo exemplar de árvore florífera, à entrada de uma fazenda:

Algumas espécies de cobras, venenosas e não-venenosas, foram levadas ao evento pelo pessoal do Museu Mello Leitão, aqui de Santa Teresa:
Participantes mais corajosos, resolveram fazer uns afagos nas estrelas do curso:Evidentemente, a “valentia” era apenas diante das espécies não venenosas…
Pausa para um café e pose:
Camisa pólo: Redley
Bermuda boyfriend: Colcci
Bolsa: Uncle K.
E não perderia a chance de mostrar os novos mocassins em camurça, num tom que me chamou a atenção, não só pela intensidade da cor, mas pelo nome glamouroso: fúcsia!
Aqui, ficaram meio desbotados pelo excesso de luz, mas a cor é bem mais acesa: by constança basto
Enquanto isso, na terra de gigantes…
Quase sumi, entre algumas das enfermeiras do hospital onde trabalho.
Na volta, outra parada para fotografar esta simples e simpática casa…fúcsia?
Nem tanto: é vermelha, mesmo.

Agora: explicações, desculpas e choraminganças
Cheguei fim da tarde e, arrumando-me para outro compromisso à noite, editei as fotos e fiz a experiência de postar, apenas pra ver o tamanho delas na página.
Talvez a pressa de sair tenha me atrapalhado as ideias, pois quando cheguei, vi as fotos sem legenda, “sem lenço, sem documento” já postadas.
Perdão, pela confusão do post sem pé, nem cabeça.
O jeito foi reeditá-lo hoje mesmo, apesar do cansaço.


Em relação ao sistema de comentários, gostaria de lhes pedir paciência com esta mais nova mãe de blog de layout novo, porque além da falta de tempo pra destrinchar o Discus e ver o que nos pode oferecer, não tenho conseguido responder aos comentários como sempre.
Sei que para alguns, incluindo eu, isto parece ser complicado, mas às vezes tenho sofrido “ataques” “spamicos” que me poluem o post.
Além disso, quando alguém comenta e deixa o e-mail, fica mais fácil meu retorno.
Peço-lhes que, antes de comentar, preencham corretamente os dados que o Discus pede, a fim de que todos apareçam “bem-na-fita”.
Há vantagens e desvantagens neste sistema e a principal delas é a língua estrangeira, motivo da minha lerdeza em dominá-lo. Apertando a tecla “SAP” do PC, facilita. É possível ainda, anexar a foto de cada um, assim como o link do blog de origem; portanto, vale a pena tirar um tempinho para se registrar no Discus.

O problema da importação dos comentários antigos ainda não foi resolvido. Caso não haja solução até o fim de semana, estou propensa a voltar ao sistema anterior: é limitado, mas funciona.
Não sou política mas aqui, “a voz do povo é a voz de Deus, e: tenho dito!”

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No reino de Alice…

…Ou de Láely, ou de Maria, ou de qualquer um que goste de delicadezas.
A loja de sonhos Coisas da Doris foi minha última visita programada, na cidade de SP. Localizada no bairro chique dos Jardins, próximo à Av. Paulista, parece um lugar de conto de fadas.
Aproveitando a febre de Alice, a vitrine é inspirada no tema: completamente surreal e mágica! Estas duas fotos noturnas não foram tiradas por mim, mas encontrei no conhecido blog da Jennifer Ramos, Made by Girl: Fotografar vitrines de dia é meio complicado, por conta dos reflexos no vidro; fiquei satisfeita ao encontrar um post especial sobre a loja nesse outro blog, infinitamente maior que o meu.
Um plus: aqui, mais detalhes do interior da loja, não vistos no blog da Jennifer. ( Nóis é da roça, mas é chique, uai!)
Fiz o melhor que pude…
( Ampliando a foto, poderão ver no canto superior D um lustre colorido, igual ao meu. Deu vontade de “fazer figa” com o filho do meio, que o chamou de “brega”.)

Entrar na loja é fazer uma “viagem de Alice” a outra dimensão: o mundo das fofurices irresistíveis.

Também no Made by Girl encontrei esta casa de chá, em San Francisco, Crown&Crumpet, que me remeteu à loja paulista:Não precisei de chá pra me encantar, mas até que seria uma ideia simpática, oferecer aos clientes.
Não sou Goulart de Andrade, mas lhes convido para um tour pelo interior da loja:
“Vem comigo”…
Admirar não tira pedaço, não é? ( Nem pesa no bolso…)A “Daslu das fofurices” tem 2 andares, só de tentações…Os ambientes são compostos para expor os objetos à venda e aguçar nosso “instinto” consumista…A poltrona tem bordado exclusivo e o abajur de matrioshkas é trabalho da ceramista Flávia del prá ( infelizmente, não para o meu “bico”):“Detalhes tão pequenos de nós dois
São coisas muito grandes pra esquecer“…Lúdico e colorido!Todos os espaços são aproveitados, como este, logo à entrada, sob uma escada:No andar superior, peças infantis:É claro que eu fui dar uma espiadinha no banheiro, de arzinho retrô:Não fotografei o trono, mas a coroa do rei logo acima, um espelho de recorte original, não me escapou:Quadrinhos vintage:Repararam na delicadeza da cômoda, logo acima?Amei a cor desta parede:Ao lado do quarto de bebê, outro, para uma criança maior:Senti-me como na historinha de “Cachinhos de Ouro”: não dá vontade de experimentar a caminha?Luminárias de papel:Muito cute!Parecem roupinhas de bonecas:Há uma varanda nos fundos que foi transformada num jardinzinho de inverno:Se estiver errada me corrijam, mas este ambiente saiu na Casa&Jardim, há pouco tempo.Tô aqui pensando: “mostro ou não mostro, as coisinhas que trouxe de SP?”
Acho que não sofro de TOC( Transtorno Obsessivo Consumista). Será?…

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Na casa das matryoshkas

Concluindo nossa tarde em Vila Madalena, encontramos uma lojinha irresistível: a Casa da Rússia.
Como representante do artesananto russo, advinhem o que encontramos por lá?

Acertou, o companheiro que respondeu: matryoshkas*.
*( Já vi escrito de muitas maneiras diferentes, em diversos lugares, mas reproduzo aqui, o nome que consta no
site da Casa.)
Senti-me como “pinto no lixo”: para qualquer lado que me virasse, elas apareciam em profusão de cores, modelos e tamanhos:

Impossível não se apaixonar por essas delicadezas! As bonequinhas russas são todas pintadas à mão, mas há modelos para todos os gostos( de bolsos…). Pelo menos aqui, a seleção parece se encaixar bem:Dá pra escolher qual a mais linda? Melhor é guiar-se pelo preço que pode pagar…A moça que nos atendeu foi muito atenciosa e respondeu, simpática e pacientemente, à todas as ‘trocentas vezes que perguntávamos o preço de cada uma! E olhem, que ela sabia tudo de cor!Esta, foi a que achei a mais linda. Coincidentemente, uma das mais caras: custa, acima de R$1000! Mas é uma obra de arte, com aplicações de flores de madrepérolas: Nestas aqui, foram esculpidos monumentos da Rússia na barriguinha de cada uma: Todas que mostrei são objetos de colecionador, mas não pensem que esta é uma loja de material inacessível à maioria de nós, mortais. Os preços são variáveis, sendo possível encontrar chaveiros, pingentes e ímãs de geladeira, a preços bem acessíveis.
Trouxe este conjuntinho de pequerruchas:
Comprei alguns chaveirinhos, a menos de R$5,00, e os trouxe como souvenirs da viagem: um presentinho que agrada e não pesa no bolso. Na mesma loja, comprei ainda um pôster russo antigo:Espero que a frase não seja nenhum xingamento, pois já mandei emoldurar para colocar na minha sala. Segundo a atendente da loja, está escrito para não fofocar.
Uma linda bandejinha, com pintura russa, também foi minha última aquisição.
Quem não adquiriu nada foi a Cynthia. Fiquei impressionada com o auto-controle dessa moça. Das duas, uma: se continuássemos juntas, ou eu aprenderia a ser menos consumista, ou ela se desviaria e viraria uma gastadeira. Felizmente, ou infelizmente, tivemos de nos despedir, antes que algo assim acontecesse.
Dissemos “adeus” no metrô, no meio da muvuca de um fim de tarde e desse passeio com ela só levarei boas lembranças, pelas quais não paguei nada, mas que me serão as mais caras.
Além da experiência agradável, trouxe comigo uma delicadeza de presente que ganhei dela: um pingente de matryoshka.
A Casa da Rússia fica em Vila Madalena, na R. Aspicuelta, n°300. Telefone:(11)3032-0332
Amanhã, nosso tour por São Paulo termina: Coisas da Doris foi meu último delírio de consumo…
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Sala da La no Lá…

Já tinha falado sobre a chef Heloísa Bacellar , ao indicar os 2 livros dela como ideia de presentes para o dia das mães, ano passado.
Quando soube que ela havia transformado um antigo galpão, em Vila Madalena, em um restaurante com jeito de loja de interior, tratei de incluir no meu roteiro turístico por São Paulo.

Coincidentemente, o Lá da Venda ficava a poucos metros do pequeno restaurante onde almoçamos com a Jane:
( Para ver melhor os detalhes, é só clicar nas fotos)
O lugar é muito simpático. Faz parecer possível uma viagem no tempo, “em algum lugar do passado”.
O espaço reune objetos, expostos à venda, e área para saborear quitutes, misturados assim, sem cerimônia, como se fosse numa daquelas mercearias de antigamente, onde se encontrava de tudo: de papel à panela, de queijo da roça à pano de prato.
A lojinha tem um pouco de tudo: objetos que lembram infância, com um arzinho vintage.

A Silmara Franco, na crônica de ontem, escreveu sobre o rabo do gato:
Esses aí, em ferro, servem para pendurar coisinhas e alegrar o dia.
Nos fundos da loja-restaurante há uma claraboia com mesas e cadeiras, espalhadas num pequeno jardim:
Há uma árvore no centro e o chão é coberto com pedriscos:A parede de tijolos à vista foi pintada de branco, contrastando com a cor roxa das janelas e prateleiras, onde ficam expostas latas antigas:
O “jardim suspenso” já foi mostrado na Casa&Jardim e revista Make:Uma ideia simples, mas simpática: foram plantados temperinhos diferentes em várias latinhas comuns.Uma guirlanda de mini-flores de plástico. Uma delicadeza kitsch:Ampliando as duas fotos acima é possível ver com mais clareza a parede, com cobogós diferentes. Não sabe o que é isso? A ‘fessora Vivi explica melhor, aqui.

Só depois, ao editar as fotos, percebi a sutileza: foi reproduzido o mesmo padrão de cobogós, mostrado acima, na porta de vidro que separa a loja da claraboia. Os cobogós fakes são adesivos:
Sobre cada mesa, um vidrinho simples com astromélia. Não precisa muito pra fazer diferença, não é?
Aqui, no interior da loja, uma sequência de luminárias:
Ampliando a foto dá pra notar os chapéus, na parede vazada de cobogós, e até uma peça de bacalhau, pendurados.
A visão para os fundos do restaurante:
Balança antiga, astromélias e muitas lâmpadas:
Por trás do balcão de comidinhas, estantes que lembram às de “pharmácia”, pintadas de roxas, expõem os artigos para vender. Tudo muito colorido:
Não dispensei a oportunidade de provar um delicioso pão de queijo:
Sobre o balcão, os livros de Heloísa, que tive o privilégio de cumprimentar.
Quem for de SP e desejar conhecer o Lá da Venda:
Rua Harmonia, 161 – Vila Madalena – São Paulo – SP
Tel: (11) 3037-7702
Aproveitem pra dizer que foi indicação da Lá..
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