Aprendendo a lição

Especialistas recomendam que, para criar na criança o hábito de estudar deve-se estabelecer uma rotina, com horários e local apropriado.


O desafio para a húngara do blog Kicsi Ház foi criar dois locais de estudo diferenciados, usando materiais reciclados.
O resultado saiu na Éva Magazine, aqui e aqui: para meninos e meninas, respectivamente, comprovando que é possível criar um cantinho aconchegante, sem gastar muito.
Para o menino, uma mesa antiga foi toda reformada e recebeu um alegre tom de azul turquesa, com puxadores exclusivíssimos:

Bichinhos de plásticos serrados( o que pode nos parecer esquisito, para os meninos pode ser bem engraçado!) foram parar nas gavetas, papel decorado, no tampo da mesa…
As prateleiras ganharam porta-trecos( é só pregar a tampa de enroscar, na parte inferior):

konyhai polc másképp

Cestos plásticos viraram uma estante original:
caixotes de livros
Latinhas pintadas, porta-lápis…

decorativos da parede ou caneta

Para a menina, tons e sobretons de rosa:
As caixinhas de ovos coloridas guardam pequenos objetos.
Ganchos, numa placa de madeira, e vidros pintados, com alças de arame para pendurar:

cabide porta

Latas decoradas com renda:

caneta lacy

E esta foi pintada, depois coberta com renda, para então receber uma demão de tinta spray
( como num molde vazado):

Enfeite de caixas

Não são ideias lindas? Então, que tal estudar como colocá-las em prática?
Mais imagens, nos links acima.
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"Pintando o sete"

Resolvi pintar minha cozinha no domingo. A intenção era deixar as paredes brancas, já que há muitos detalhes coloridos. 
Cumpri a missão, mas só pela metade. Ainda não ficou do jeito que eu queria, pois tive de interromper o trabalho antes de concluí-lo. Tenho lá minhas dúvidas, se algum dia ficará bom…
Mas, como disse o maestro Roberto Minczuk, regente da OSB( Orquestra Sinfônica Brasileira), em entrevista nas páginas amarelas da Veja desta semana:
“Para ser realmente bom, não se deve almejar menos que a perfeição”.

Estou apenas exercitando-me.
Treinar o olhar já é um começo. 

Um dos sites gringos preferidos é o Design Sponge: mostra assuntos diversos como transformações em móveis, com antes&depois, receitas, PAP, arranjos de flores e um tour por casas bacanas, de artistas ou não, na sessão Sneak Peek
Num desses tours “conheci” a designer gráfica e ilustradora Jutta Rikola, que mora na longínqua Finlândia:
Muru and me
Ela tem um site de nome engraçado, o Kootut Murut e um portfolio virtual, onde mostra seus trabalhos.
Na visita à casa da Jutta o que mais chamou minha atenção, além dos suaves tons pastéis foram as intervenções, muito particulares, que a artista imprimiu na decoração. Como esta pintura no armário da cozinha:
Gostei da simplicidade do desenho e, principalmente, da combinação de cores.
Falando em cores, adorei a ideia que ela deu para reutilizar vidros:
Reaproveitando restos de tintas, que na casa dela sobram, transformou vidros que seriam descartados em  porta-lápis. A tampinha foi pintada com tinta spray:
DIY painted glass jars
Passo-a-passo com fotos, aqui.
Jutta Flickr.
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Do quintal à cozinha

A estiagem por aqui tem castigado bastante.
Ainda que tenhamos um sistema de coleta de água de chuva no quintal, nem todas as caixas são suficientes para manter a horta produzindo 100%, nessa época do ano.Alguns temperos são mais resistentes e é bom contar com esse apoio à cozinha, logo ali, sempre à mão.
Além do apoio do Pingo, que adora conferir as ervas aromáticas na horta!
Aqui, cheirando as delicadas folhas da erva doce:

Pingo na horta
Considerando-se o dono da casa e seus arredores, não há nada que façamos sem que ele antes ache necessário dar o aval.
Aqui, no meio da menta, tomilho e capim cidreira, enquanto eu colhia outros temperos:
Pingo na horta
A floração miúda do manjericão é um plus de beleza para essa erva, que já é saborosa e extremamente aromática:
Manjericão florido na horta
Não resisti e colhi alguns galinhos para fazer um arranjo bem simples-além de delicado, perfuma a cozinha:
Flor de manjericão
A couve chinesa rendeu pequenas flores amarelas:
Flor de couve chinesa
Flor de couve chinesa
Flor de couve chinesa
Outra surpresa, não rara, foi a visita de um beija-flor:
Visita matinal
Cansado, pousou sobre o pendente improvisado com fôrma de silicone:
Visita matinal
O pendente original não resistira ao calor de uma lâmpada incandescente mal escolhida: derreteu.
A forma escultural da fôrma de silicone lembrava minha infância e até ganhei uma de verdade, de alumínio, da
amiga Rosana.
Depois do presente original, a minha fôrma genérica foi deixada de lado: não gostava do bolo, assado nela. Então, cortei um pedaço do cone central da fôrma, que se encaixou perfeitamente à ponta do pendente de luz:
Visita matinal
Há poucos dias a Vivianne mostrou o vídeo de uma reportagem do Mais Você, no evento Morar Mais por Menos: além de ensinar como fazer um pufe de pneu, há boas ideias para copiar, inclusive, pendentes de luz feitos com fôrminhas de alumínio coloridas. Vale a pena conferir!
Ah! e podem ficar tranquilos: o colibri conseguiu libertar-se, antes que o “resgate” dos gatinhos da casa chegasse.
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Estante repaginada…

Completamente!
Quando vi alguns dos trabalhos de Thomas Wold no Design Sponge, concluí que se tratava de um visionário.
Como escrevi no post das borboletas, admiro a capacidade dos artistas de enxergarem além do ordinário, fazendo algo extraordinário, a partir disso. É assim com o músico, que transforma dor de cotovelo num belo samba, ou então e escritor, que extrai do cotidiano uma crônica fora do comum…
No caso desse designer de móveis, a inspiração veio do descartado, ou pelo menos, do quase descartado! Chamou este projeto de Family Affair, talvez, porque tenha sido um caso de amor à primeira vista, ou à segunda, ou quem sabe, terceira?…
Vários móveis, que poderiam ter tido um “melancólico fim”, foram reaproveitados nessa estante inusitada. Não sem antes, muitas experimentações.
A gestação desse projeto, você poderá acompanhar aqui.
A etapa final e uniformização da peça, ficou por conta de uma nova pintura.
E aqui, a estante, fazendo papel bonito na sala de Thomas:

Com razão, diz-se que o trabalho de um artista( ou seria, cientista?…) é 5% de inspiração e 90%, transpiração.
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Reciclando as ideias

Continuando o assunto de reciclagem, fui pesquisar na Wikipédia:

“A reciclagem é o termo genericamente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto.”
Confirmei então, que a ideia que eu fazia de reciclagem era correta: um determinado material é reaproveitado, ganhando utilidade diferente da original.
Mostro alguns exemplos, como forma de exercitar o olhar.
Xícaras desencontradas podem virar uma luminária bacana: DesignCrush
A Myrian Rovida mandou-me esta foto, explicando que reutilizou canecas de brinde como vasinhos para mini-rosas. Ao marido, o trabalho mais duro( literalmente): furar um buraco no fundo, para a drenagem de água. A contribuição dela: acomodar as rosas e amarrar a faixa de chita.
Simples e simpático, não? ( Tirando a parte da furadeira…)
Outra ideia simples que me encantou, foi esta ( contribuição da amiga Fernanda):
Os copinhos de vidro foram cobertos com botões, criando lindos castiçais!
Sonho Lilás
Ainda botões, um porta copos:

DesignCrush

Esta bela poltrona com jeans usado, poderia decorar um quarto adolescente: Remodelista
Galho, virou cabideiro: Remodelista
Aqui no quintal de casa, usamos pneus velhos para corrigir os aclives do terreno acidentado.
Achei interessante a caixa de areia logo abaixo, feita com pneu: inspiring mamma
Boas ideias!
Atualizando:
*A Mara, nos comentários, fez uma observação muito pertinente sobre a diferença entre RECICLAGEM e REUTILIZAÇÂO de materiais.
Realmente, na própria Wikipédia, fonte citada no início do post, há uma distinção de conceitos:
“O conceito de reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. O conceito de reciclagem é diferente do de reutilização.”
Ela contribuiu, com o seu entendimento no assunto:
“…Reciclagem é reaproveitar a matéria prima que deu origem, por exemplo, latinhas de refrigerantes, que depois de usadas podem voltar a ser latinhas novamente, vulgarmente falando; já uma garrafa pet que se transforma em um vaso ou brinquedo por exemplo, isso é reaproveitamento e não reciclagem.”
Fiz questão de fazer esta observação aqui, como esclarecimento, mas acho que a intenção do post foi expor aos nossos olhos, formas diferentes de se lidar com objetos que poderiam ser descartados, diminuindo assim, a quantidade de lixo doméstico. Quem ganha, de uma forma ou de outra, é o meio ambiente.
Obrigada, Mara, pela contribuição.
**A Simone também deu a sua contribuição nos comentários, indicando um blog, com mais ideias lindas para reutilização de botões, aqui.
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