Tirando o pó e fazendo torta

Pois, é! Nem deu tempo de sentirem minha falta e, cá estou de volta!
Agradecendo as mensagens de carinho recebidas e também, àqueles que aceitaram me acompanhar no Facebook( convite reiterado!).
Parafraseando nosso ex-presidente Lula, nunca antes na história deste blog fiquei tanto tempo sem postar!
Aproveitei pra fazer um detox e ficar menos tempo na internet, ir pra cama mais cedo, receber a passagem do horário de verão( sempre, um trauma!) mais serenamente, intensificar os treinos para a próxima meia maratona( daqui a 10 dias), tentar colocar algumas ideias e a casa( ou, parte dela) no lugar( assunto para um próximo post).
Milagres não se fazem em tão pouco tempo mas, naqueles dias em que nos sentimos sobrecarregados, a ponto de achar que não daremos conta, o jeito é definir prioridades e focar nelas.
E quando nada parece dar certo, fluir, fazer coisas aparentemente simples pode ajudar-nos a ganhar confiança e preparar-nos para executar tarefas mais complexas.
Obriguei-me a esse exercício( tão difícil de cumprir, quanto um treino de maratona!), nessas curtas “férias” de blog.
Sexta-feira me encontrei com a Beatriz, conhecida por aqui. Falou-me, a certa altura, sobre o lugar da casa onde costuma ficar, que mais gosta, a sala. Ali, ela é mais Beatriz.
No meu caso, quando se diz, pejorativamente, que “lugar de mulher é na cozinha” eu concordo! É onde as coisas começam a acontecer, na minha casa. Onde sou mais eu. Onde me sinto supercapaz ou, um grande blefe! Um lugar, onde não passo incólume. Enfim, “onde os fracos não têm vez”!
Mas não foi lá, que gestei a ideia para o almoço do sábado. Começou aqui, na cabeça, buscando alguns arquivos na minha memória gustativa. Relembrando uma visita à Forneria Santa Filomena, no Rio de Janeiro, do chef André Nogal( casado com a Vivianne Pontes, Dcoração).
A visita foi mostrada, aqui. Era véspera de prova importante, meia maratona, e eu não podia simplesmente “enfiar o pé na jaca”, mas provei das tradicionais empadas da casa:

Exatamente como essa: profunda, bem recheada, cremosa, bem servida, tentadoramente calórica!
Era disso que precisava!
Resolvi arriscar e adaptar uma receita que costumo fazer, acrescentando uma parte de trigo integral, assim como na massa das empadas do André.
O resultado não desapontou:
Empadas de frango e carne seca, com Catupiry
Confesso que sinto maior prazer em fazer algo dar certo, que comer.
Então, vamos à receita que me fez sentir bem. Espero, que a sensação seja reproduzida em outras cozinhas por aí!
Pra não me comparar ao chef não as chamarei de “empadas” mas, de “tortinhas”. Que diferença isso faz? No fim das contas, nenhuma. Acontece, que estamos habituados a pensar em empadas como tortinhas com tampa. Quiches seriam as parentes chiques, vindas lá da França: tortas mais rasas e abertas. Então, chamemos simplesmente, de:
Tortinhas integrais
(Observação: necessita preparo antecipado, então, programem-se!)
Para a massa:
-200 g de manteiga sem sal( tirei um pouco antes da geladeira e, antes que amolecesse de tudo, usei-a.)
-1/2 xícara de trigo integral( a textura fica diferente, mais rústica, vale a pena mudar um pouco!)
-2 e 3/4 de xícara de trigo comum, mais ou menos( é melhor acrescentar à manteiga, aos poucos, sentindo-se a textura: deve ficar como uma farofa úmida)
-Uma pitada de açúcar refinado
-Sal a gosto
-1 gema peneirada
-2 colheres de sopa de água gelada( mais ou menos: acrescenta-se ao final, até a massa juntar)

Modo de fazer:
Numa vasilha junte a manteiga picada e acrescente os ingredientes secos, aos poucos: o trigo integral, sal, açúcar e o trigo comum. Com um garfo incorpore os ingredientes, até ficar como uma farofa úmida( é melhor não trabalhar muito a massa, pra que mantenha a textura rústica e quebradiça).
Teste o sal.
Acrescente a gema à farofa.
Acrescente a água gelada, aos poucos, até a massa juntar( sem sová-la). Se ficar muito seca, acrescente um pouquinho mais de água.
Enrole em filme plástico. Se estiver muito quente, guarde em geladeira, por no mínimo 1 hora.
Se fizer de um dia para o outro, retire a massa 1 hora antes de usá-la: assim fica mais fácil trabalhar com ela e forrar as fôrminhas de empadas( usei, de muffins).
Forre as fôrminhas( não pode ficar muito fina, pra não quebrar com facilidade na hora de desenformar).
Volte-as à geladeira, até a hora de assá-las.
Prepare o recheio da sua preferência:
Fiz tortinhas de frango com Catupiry e carne seca com Catupiry.
Cada um pode fazer o refogado como de costume, mas o importante é saber que o recheio não pode ficar líquido e sim, cremoso.
Para isso, uma base de molho bechamel( manteiga e um pouco de trigo levado ao fogo brando, até engrossar, acrescentando-se creme de leite ao final, caso deseje maior cremosidade).
A carne seca foi cortada em cubos, dessalgada em água fervente, cozida sob pressão e depois, desfiada. Cozinhei abóbora e fiz um purê rústico, acrescentando ao refogado da carne.
Por último, uma porção generosa de requeijão Catupiry, que deixa qualquer coisa mais gostosa( e mais calórica!…)
Outro detalhe importante é que o recheio, assim como a massa, deve estar gelado.
Pré-aqueça o forno em temperatura média(250°C).
Recheie generosamente as fôrminhas e leve-as a assar, por aproximadamente 20′ ou, até que as bordas comecem a corar.
Espere pelo menos uns 15′, antes de desenformá-las( se não quiser passar pelo infortúnio de vê-las se quebrando!). Muita calma, nessa hora: com a ponta de uma faca, descole delicadamente a massa da lateral da fôrma, depois, o fundo(ou, vire-as delicadamente sobre um prato. Pode ser que fiquem um pouco amassadas, como as minhas, mas o sabor não se altera.)
Depois é só cair de boca e correr para o abraço!
Empadas de frango e carne seca, com Catupiry
Falando no André Nogal, no site dele tem a receita da empada que eu provei na Forneria, com tudo explicadinho, inclusive, vídeo. É só clicar no link!
Então, ainda que de maneira torta, reinauguramos os trabalhos por aqui, tirando o pó do blog.
Beijo e obrigada pela paciência!

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Pão de cenoura

Sabe aquela época de entressafra? Tô na minha, de criatividade: muito cansaço e pouco tempo têm me afetado negativamente. Resultado: desânimo. Pra piorar, um quadro gripal.
Independente do nosso estado de humor a vida continua com as suas demandas. Uma delas: satisfazer a necessidade das crianças. Não é preciso muito.
Meu menino mais novo cobrou-me, esses dias: em fase de crescimento ele anda ávido por novidades na cozinha. Provador exigente, aprovou este pão de cenoura, receita trazida pela minha ajudante Rose:

Hoje foi dia de ir pra cozinha afinal, domingo o filho mais velho completará 21 anos.
Da padaria caseira saíram: massas de pizza, bolo de chocolate, torta de ricota, além de bolo de maçã e os pães da foto( australiano e de cenoura)-todas, receitas já postadas aqui no blog.
Pão de cenoura
Ingredientes:
-1 batata média cozida
-3 cenouras médias cozidas
-2 colheres de sopa de margarina
-1/3 de xícara de óleo
-4 colheres de sopa de açúcar
-1 colher de chá rasa de sal
-2 colheres de sopa rasas de fermento para pão( granulado seco)
-2 ovos

Modo de fazer:
Bater todos os ingredientes no liquidificador, menos o fermento. Derramar a mistura numa vasilha funda, acrescentando o fermento e o trigo, aos poucos, até dar ponto e sova. Sovar a massa, colocar para descansar e crescer em local protegido. Moldar os pães( rende 2) e acomodá-los em fôrmas de bolo inglês. Após crescer novamente levar a assar em forno médio, pré-aquecido, por aproximadamente 30′, ou até corar levemente na superfície.

Esperando que o fim de semana prolongado seja suficiente para refazer nossas forças.

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Torta de ricota

Semana decisiva, antes das eleições. Temos ouvido muitas promessas, ultimamente. Não sabemos quais serão cumpridas. Mal garanto as minhas.
Conforme prometido e anunciado no post anterior, uma receita simples( feita no liquidificador) e gostosa:

Torta de ricota

Reparando bem é possível notar que forma duas camadas, separadas: a inferior lembra consistência e sabor de pudim, enquanto a superior é mais leve e aerada .

Caso opte por uma fôrma de fundo removível, como a que usei, aconselho forrá-la com papel manteiga( untada e enfarinhada), para evitar vazamentos na hora de levar ao forno.
Vamos à receita:

Torta de ricota
Ingredientes:
-4 ovos( gemas e claras separadas)
-200g de ricota
-2 colheres de sopa de margarina
-2 colheres de sopa de amido de milho( Maizena)
-1 lata de leite condensado
-1 lata de leite( use a mesma lata de leite condensado, como medida)
-1 colher de chá de baunilha ou, a gosto( como gosto de menos doce, usei apenas umas gotinhas, só para dar uma perfumada)
-Geleia da preferência, para a cobertura

Modo de fazer:
Pré-aqueça o forno em temperatura média.
Bata as claras em neve e reserve.
No liquidificador bata os demais ingredientes.
Transfira para uma tigela e acrescente as claras batidas, delicadamente.
Coloque em fôrma untada e enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido, por aproximadamente 30 minutos, ou até assar e dourar levemente na superfície.
Retire do forno, espere esfriar, espalhe a geleia por cima. Usei geleia de morango.

Fizemos um almoço coletivo na igreja, esse sábado. Levei salada de grãos, cuscuz marroquino e as sobremesas: brownie de chocolate com sorvete de creme e essa torta de ricota.
Com a ajuda da minha personal ajudante para assuntos domésticos, a Rose, levei 2 tortas de ricota.
Fizemos uma pequena adaptação à receita, dessa vez: usamos 100g de queijo minas frescal( com pouco sal)+100g de ricota e acrescentei raspinhas de limão siciliano. Assim ficou menos doce, do jeito que prefiro, e perfumada.
Geleia de goiabada cascão para cobrir, fazendo uma parceria bem conhecida nossa: torta romeu e julieta.

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Crumble de maçã, a coruja e o coração…

Quer daquelas receitas práticas e certeiras?
Vai de crumble de maçã, dica da Rita Lobo.

Como sempre, faço minhas adaptações: por não gostar de chocolate branco suprimi esse ingrediente. Em vez disso, reguei as maçãs com mel e suco de laranja.
A Rita usou bananas( e deve ficar tão bom, quanto), mas a maçã tem crocância e acidez ideais pra combinar com a doçura e cremosidade do sorvete, indispensável acompanhamento para essa sobremesa. Indico a marca Häagen-Dazs, menos doce e enjoativo.
Deve ser consumido, de preferência, no mesmo dia em que for preparado( de um dia para o outro continua muito bom, mas já não fica com casquinha tão crocante).
A calda de caramelo é a cereja do bolo: não deixe de fazer!

Falando em acompanhamentos trouxe de Porto Alegre alguns novos cds, todos, com boas parcerias:
Gambito Budapeste, de Nina Becker com o marido baterista Marcelo Callado.

O casal gravou no próprio apartamento e levou o tom intimista, mas dançante, para o cd.
Interessante é que, enquanto o trabalho era gestado, também, a primeira filha do casal. Fofos!

Fernanda Takai continua Pato Fu, junto com o marido, o guitarrista John Ulhoa, mas toca trabalhos paralelos como este, em parceria com o ex-guitarrista do The Police( lembram do Sting?), Andy Summers: Fundamental.

Cara de bossa nova, com pitadas de new age, enfim, não é exatamente o melhor trabalho de Fernanda, nada “fundamental” mas, gostoso.

O que me fisgou, dos 3, e não consigo parar de ouvir é o segundo álbum da cantora paulista Tiê, “A Coruja e o Coração“:

Pode não ter ouvido falar nela mas, com certeza, da música que embala os sonhos da romântica Maria Aparecida, em Cheias de Charme, irá se lembrar: “foi só piscar o olho e eu me apaixonei…”
Tiê é assim: só piscar o olho, embalar em sua doce voz e, apaixonar!

Essencialmente acústico (com: piano, violão, violoncelo, banjo, acordeon, bateria e percussão), Tiê também traz boas parcerias:
” A Coruja e o Coração traz participações do uruguaio Jorge Drexler, Marcelo Jeneci, Karina Zeviani e Hélio Flanders em composições autorais, além de parcerias e versões de músicas de Thiago Pethit, Dorgival Dantas e Tulipa Ruiz. A produção é de Plínio Profeta – que tocou todos os instrumentos com a cantora em seu disco de estreia, Sweet Jardim (2009).”( Revista Rolling Stone-9 de março, 2011).
É de Marcelo Jeneci*, por exemplo, a dramática sanfona de “Só sei dançar com você”, uma das mais belas faixas do cd. A música é conhecida na voz de Tulipa Ruiz, outra cantora nada Efêmera.
*Já falei dele, aqui, lembra?

Começamos com doçura do crumble de maçã, terminamos com a doçura da música e voz de Tiê:

Boa semana!

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Torta de ricota e espinafre e cookie de chocolate da Nigella

De molho em casa, passei parte do dia na cozinha.
Quer uma opção de tortinha salgada, simples, rápida, saudável, gostosa e, ainda por cima, light?
Esta receitinha foi retirada de uma antiga revista Boa Forma:
Tortinha de ricota e espinafre
Tortinha de espinafre e ricota
-2 1/2 xícaras de espinafre
-1/2 xícara de cebola picada
-2 ovos
-1 1/2 x de ricota
-Sal, pimenta e noz-moscada a gosto
-2 colheres de sopa rasas de farinha de trigo

Refogue o espinafre com a cebola numa panela. Escorra bem e reserve.
Numa tigela tigela bata os ovos com um garfo, misture a ricota amassada, os temperos, a farinha e, por último, o espinafre com cebola.
Despeje numa fôrma untada e leve ao forno médio, cerca de 20′. (Usei fôrminhas de muffins)
Tortinha de ricota e espinafre
Além de pão australiano e massa de pizza, arrisquei uns cookies de chocolate:
Cookies de chocolate da Nigella
A receita é do livro da Nigella: “Nigella Express-Receitas rápidas e saborosas”. Segundo ela, estes são os “cookies mais chocoláticos que você jamais vai conhecer.”
Já a publiquei aqui, anteriormente, mas como não localizei a postagem, vale a pena ver de novo!
“Cookie triplo de chocolate”
-125g de chocolate meio amargo picado
-150 g de farinha de trigo
-30g de cacau
-1 pitada de sal
-125 g de manteiga amolecida( em temperatura ambiente, deve afundar ao ser apertada levemente com o indicador)
-75g de açúcar mascavo
-50g de açúcar( usei o refinado)
-1 ovo gelado
-1 colher de chá de baunilha
-350 g de chocolate meio amargo, em gotas ou pedacinhos.*
*Como não tinha chocolate suficiente para a receita, usei nozes picadas, fazendo assim, um cookie duplo de chocolate com nozes.

Pré-aqueça o forno a 180°C( baixo).
Derreta o chocolate em banho-maria ou microondas.
Numa tigela bata a manteiga com os açúcares. Junte o chocolate derretido e bata mais um pouco. Junte a essência de baunilha e o ovo gelado.
Peneire os ingredientes secos numa outra tigela e acrescente ao creme batido. Misture tudo.
Por último, o chocolate picado( ou nozes).

A Nigella sugere logo formar as bolinhas de cookies, mas acho que, quanto mais tempo a massa “descansa”, melhor o biscoito fica. Pode ser deixada na geladeira, de um dia para o outro.

Forre 2 tabuleiros com papel manteiga.
Molde biscoitos e os acomode nas assadeiras.
Leve em forno baixo, pré-aquecido, por aproximadamente 30′.

Como deixar seus biscoitos mais crocantes:
Leve-os para assar, ainda gelados.
Quando acomodados na assadeira, moa um pouquinho de sal sobre eles( mas é só um pouquinho!).
Deixe-os esfriar, na própria assadeira, dentro do forno já desligado.
Se eles ainda estiverem moles, mesmo depois de frios, tenha paciência: aproveite o forno quente, usado para assar outra coisa e, depois de desligar o fogo, volte a assadeira com os biscoitos ao forno.
Espere que esfriem completamente e guarde-os num recipiente bem fechado.
Cookies de chocolate da Nigella
Outra sugestão da Nigella: se não quiser assar todos os biscoitos de uma vez, pode congelar parte deles. Depois de moldados e, na assadeira, levar ao freezer. Quando congelados, retirar do tabuleiro e guardá-los num saco plástico. Voltar ao freezer. Quando quiser assá-los é só retirar do freezer, acomodá-los novamente numa assadeira, e levar direto ao forno pré-aquecido.
Esses biscoitos são absolutamente tentadores! Impossível comer um só! Mas, como a Nigella os descreveu, são bem chocolatosos: o sabor meio amargo é preponderante.
Caso seus filhos não gostem muito, pode tentar substituir o cacau da receita por chocolate ao leite.
Enjoy it!

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