IrinyXGisele

Quando vi o comercial da Hope, sorri…

Achei interessante a forma maliciosa e bem-humorada de tratar alguns estereótipos. 
A capacidade de rir de situações corriqueiras é uma das características que nos diferenciam de seres irracionais, como a ameba, por exemplo.
Mas, isso é apenas a minha impressão! 
Ainda bem que temos alguém mais capacitado a pensar e julgar por nós, na Secretaria de Políticas para as Mulheres: a ministra Iriny Lopes conseguiu ver “mensagens subliminares” nessa campanha…

Acusando-a de “sexista”, tentou tirar a propaganda do ar. Pegou mal. Para a ministra, que voltou sua retalhadora, digo, metralhadora, contra a programação da Globo:

Blog do Amarildo

Do pouco que assisti da novela, achei-a morna. Uma penca de personagens, que ainda não se sabe a que vieram. O núcleo do “motorista espancador”, mais uma “encheção de linguiça”, assim como “encheção de saco” a adolescente, filha dele: entra capítulo, sai capítulo, e ela só dança( literalmente, o funk!)
Mas os autores de novela já aprenderam com o IPOBE: a trama tá meio chué?…É só inventar uma intriga com direito a muitos sopapos, que o negócio esquenta!
A polêmica com a ministra, então, parece até coisa arranjada!

Meu menino mais novo, que não assiste novela da Globo mas não perde um capítulo da novela política, comentou comigo:
“Mãe, e se fosse o contrário: uma mulher que batesse num homem, a Iriny ia se intrometer?…”
Cá com meus botões, pensei, se não seria “sexista”, o ministério pelo qual Iriny responde. Parece até que as “políticas femininas” se resumem em saber, nos bastidores, o que vai acontecer nos próximos capítulos da novela das oito!
Deixa pra lá que, dessa briga quero distância!
Para os próximos capítulos do blog proponho uma brincadeirinha: já que estamos na semana da criança, tentarei montar os looks fazendo alguma referência ao universo infantil. 
  
Falando em brigas, lembrei de um desenho que era uma graça(embora a ministra, talvez, pudesse considerá-lo um incentivo à violência infantil): “Mucha Lucha”!
Os personagens frequentavam uma escola de luta livre usando fantasias e máscaras.
Para mim isso é puro saudosismo, pois na minha infância os telequetes eram famosos. Ted Boy Marino, um dos “lutadores”, virou astro, participando posteriormente da turma dos Trapalhões:
Hoje saí de casa preparada para a luta, companheiros!
GladiadoraGladiadora
Gladiadora: Schutz
Vestido nuvens: Cantão
Bolsa: Uncle K
Gladiadora
Luta insana: dar conta de todos os compromissos!
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Desconectados

Estreia logo mais, a nova fase da velha novelinha teen Malhação. Como sempre, faz-se suspense em torno do que já se sabe: novos atores( às vezes, velhos!), nova direção, novo roteiro, mas tudo, com o mesmo PGI(Padrão Globo de Idiotice)


Analisando a grade da programação infantil da emissora, difícil crer que seja aquela mesma, a responsável por produções tão caprichadas quanto Cordel Encantado.
Os apresentadores da TV Globinho, por exemplo, parecem seguir à risca alguma plaquinha, escondida no estúdio: “Sorria, você está sendo filmado!” Que forçados!
E os filmes da “Sessão da Tarde”: quem os assiste?…

Outro dia, seguindo de carro para Vitória tentei sintonizar as rádios locais. Nada diferente, de: sertanejo, música gospel, pagode.
O que me fez lembrar da antiga propaganda da Tostines e desejar perguntar ao sábio guru:
-Toca-se apenas esse tipo de música porque é o que o povo gosta de ouvir, ou, eles só ouvem isso porque é a única opção que lhes dão?…

A resposta pode estar na piora da qualidade da TV, dependendo da hora do dia: é o IBOPE, quem decide o que vamos ver e ouvir.
Seriam nossos gostos pessoais, então, meras projeções da mídia?…
Não se sabe. Mas seria presunção minha achar que “descobri a pólvora”, numa conclusão tão simplista. Foi apenas um argumento retórico.

Independente do meu gosto e/ou opinião, há promessas de novidades para a novelinha da Globo:

Investir na interatividade, suspense e paranormalidade, esperando assim atrair o público adolescente. A palavra-chave, é: Conectados.

Mas aqui, é justamente o contrário!
As salas de jantar, encontradas no Bolig Plus, exibem a mesma ideia: cadeiras desconectadas, mas que juntas podem fazer um bom papel.

Lyseblå  himmel

Svensk landstil
Skien
Gammel tapet
Tapetserte bordben
Vintagetapet
O que vale é o conjunto da obra.
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Zerando as mágoas

Quando vi este slogan a primeira vez não entendi, até assistir ao filme todo:
Imagino que a Coca-Cola queira atingir um público específico, o masculino, afinal, todo mundo sabe que “macho” que é macho não bebe refrigerante diet
Ao que tudo indica a empresa espera mudar essa ideia, mostrando outra, mais sedutora.
Mas, deixando de lado as mecânicas gostosas
( enquanto os “cuecas” de plantão podem continuar por aí, babando por elas): não preciso desse tipo de apelo para apreciar o refrigerante, aliás, não preciso de apelo algum! Esse é um dos poucos vícios( pelo menos, os confessáveis) que me permito: beber uma latinha de Coca Zero/ dia.
Usando o mote da propaganda, imagine que está num dia de sorte, daqueles estatisticamente pouco prováveis de acontecer:
-Você acordou de manhã e, ao se arrumar para trabalhar percebe que a roupa ficou mais folgada, apesar da pizza do fim de semana.
-Chega à padaria e o pãozinho acabou de sair do forno!
-Ao enfrentar o trânsito pesado do início da manhã encontra pista livre, do início ao fim do percurso: sinal verde, em todos os cruzamentos!
-Seu nome é sorteado numa rifa, comprada apenas para ajudar a filha de um amigo. E o prêmio é bom, muito bom!
-Seu time precisa vencer um jogo importante para se classificar no campeonato. Depois de uma partida difícil a decisão é empurrada para a disputa de pênaltis, onde o time adversário erra todos os lances ao gol!
(Mas, como declarou o Cebolinha após esse mesmo jogo: “Elano é que se aprende!”)
Agora acorda, que a vida não é lá essas “coca-colas”!
Você está num dia como outro qualquer, sujeito à intempéries climáticas, hormonais, emocionais, além da “areia no campo”: um dia normal, como os outros. Nem mais, nem menos!
Então, por que exigir comportamento de super-herói, principalmente se for alguém do sexo feminino e ainda, mãe?

Nas páginas amarelas da Veja desta semana há uma entrevista interessante com a filósofa francesa Elisabeth Badinter. Nela, a intelectual defende a desmistificação da figura  materna: 
“O pensamento predominante no século XXI é de que há nobreza na dor do parto e que a boa mãe é sempre aquela que sofre”, afirma ela.
Imagine se Elisabeth conhecesse a mãe interpretada por Cássia Kiss, em “Morde&Assopra”: a simplória e resignada Dulce. Arrancaria os grisalhos cabelos, de frustração!

A reviravolta da personagem nos últimos capítulos até rendeu alguns pontos a mais na audiência, além de uma incrementada no enredo bobinho.
Mulheres e mães sofredoras sempre despertaram interesse e identificação.
Essa tática já é antiga: desde os tempos em que Maria de Fátima aprontava com a mãe, Raquel Accioli, em Vale Tudo.

O velho ditado: “ser mãe é padecer no paraíso” nunca me soou tão forçado! Do que teríamos a reclamar se nos foi dado tamanho “privilégio”, o maior de todos: o de ser mãe?!

Estava parada em frente ao balcão do pronto-atendimento onde cumpria o plantão do dia, provavelmente com o olhar fixo no nada, quando a moça da limpeza interrompeu meus pensamentos:
“Desanima, não, doutora!”
Sorri amarelo, concordando com a cabeça. Mas por dentro, discordei.

Outro dia precisei dar a notícia da morte de uma senhora de mais de 80 anos à respectiva família. Esse momento é sempre difícil e delicado, mesmo que previsível.
Passados uns instantes escutei o choro desesperado, na recepção do hospital. O neto, já um rapaz, acabara de ser informado sobre o que ocorrera com a avó. 
Alguns funcionários vieram me falar, preocupados:
“Devemos vamos fazer algo, doutora?”, inquiriram-me.
“Apenas deixem que chore”, respondi.

O que poderia parecer descaso meu é uma crença, cada vez mais sedimentada pela experiência, de que temos o direito de chorar nossas dores. Carpir os sofrimentos, sem sermos considerados uns “fracotes”. Somos apenas normais, nem mais nem menos.

A mãe dá um “chega pra lá”( dizer: “umas palmadinhas”, agora não pode!) no menino e emenda ordem, quase impossível de ser cumprida:
“E engole esse choro! Já!”

Chorar é feio. Meninos não choram. Só meninas. Uma preparação, para o maior de todos os sofrimentos: tornar-se mãe. 
(E hoje, literalmente ao virar as costas para uma gestante em trabalho de parto fui surpreendida pelo berro dela, e o do bebê, mais esperto e apressadinho que todos nós!)
Lembrando o consolo da moça da limpeza acho que deveríamos, sim, ter o direito de desanimar uns dias por ano:
“Hoje, cara amarrada tá liberada!”
“Chorões e choronas, azarados e azaradas: podem dar vazão às lágrimas, à vontade!”

Mas acho que preciso de uma Coca Zero, por via das dúvidas…


(Lembrando que hoje é “Dia do Amigo” e aquele que é verdadeiro oferece o ombro, amigo, todos os dias em que for necessário.)
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7 pecados capitais

O filme é antigo, de 1995, mas só neste fim de semana pude assisti-lo: 

Seven” é um suspense policial com sérias contraindicações a cardiopatas: taquicardia e apneia são prováveis efeitos colaterais. 
E filme policial que se preze não funciona sem uma boa parceria:
O detetive Somerset( Morgan Freeman) é um experiente investigador, prestes a aposentar-se, desencantado com a violência e solidão da cidade grande e ansioso por trocar Nova Iorque por algum lugar mais tranquilo no interior.
O jovem detetive Mills(Brad Pitt), ao contrário, acaba de chegar em Nova Iorque, vindo do interior, para assumir o primeiro trabalho como investigador, ansioso por mostrar serviço.
Um estranho caso de assassinato acaba unindo o destino dos dois. Mais que isso: sela o destino deles!
Apesar de improvável, a dupla combina bem, como queijo e goiabada, petit gateau e sorvete de creme, pipoca e guaraná: Somerset é cabeça Mills, o coração!
A princípio parece apenas mais um filme sobre serial killers psicopatas, como em “O Silêncio dos Inocentes“, mas a tensão cresce à medida que se desenrola a história:
Uma série de assassinatos, com clara alusão aos 7 pecados capitais são investigados pelos 2 policiais.
Depois de anos lidando com o “mundo cão”, o solitário Somerset( Freeman) não nutre nenhuma ilusão sobre a bondade humana. Mas, em meio a esse caos, consegue vislumbrar um oásis ao ser convidado a conhecer a família do parceiro. 
E é exatamente essa, a sensação que o espectador tem a respeito do irrequieto Mills
( Pitt): a casa é seu refúgio, os braços da resignada mulher(Gwyneth Paltrow) seu consolo, brincar de rolar no chão com os cachorros sua maior alegria. 
O apartamento passa a impressão de um lar em construção. Ainda há caixas de mudança, espalhadas pelos cômodos. Mas não é por descaso. A arrumação é metódica.
A pequena cozinha tem uma abertura que faz comunicação com a sala de jantar, um passa-pratos. O charme especial especial fica por conta das xícaras e canecas, que foram ali penduradas.

 
A Nova Iorque retratada é sombria, decadente, implacável com seus moradores. 
Contrastando com isso, o lar do detetive do Mills, ou, aquele que Somerset nunca teve e sempre desejou.
A sequência final é de tirar o fôlego: dali por diante, a vida daqueles personagens nunca mais seria a mesma!


Ainda impactada pelas cenas do filme tentei fazer um paralelo, mais light: 
Quais seriam os 7 pecados capitais na decoração?
Seguindo a ordem de Seven, 
começaríamos com:
Gula
Para ilustrar o exagero do consumismo, um convite a mais…consumismo:

Repetindo a frase da propaganda e aplicando-a à decoração:
“Já parou para pensar no que a gente compra sem pensar?”
Adquirir um objeto para casa somente por impulso pode transformar-nos em acumuladores e não, em decoradores.

-Cobiça
Este segundo pecado geralmente vem antes do primeiro. 
Hoje em dia o acesso à revistas, blogs sites de compras e decoração, moda, celebridades levam-nos a um mundo de fantasia, nem sempre acessível ao nosso bolso. 
Desejar não é pecado, mas o “ter”, apenas para mostrar que “tem” determinado objeto da moda é bobagem( um pecado?!…).
-Preguiça
Inimigo n°1 de mudanças e melhorias na casa. Inclui, também: desinteresse em buscar informações e alternativas viáveis para caprichar no visual da casa, sem comprometer o orçamento da família. 
O investimento em tempo, trabalho, informação é custoso, mas compensa.
-Vaidade
A casa não é mais importante que seus moradores. Deve ser um complemento, capaz de abrigar os anseios e necessidades de uma família. 
Objetos não são mais importantes que pessoas, nem são os que formam um lar. 
Há casas que se assemelham a museus, ou templos: impecáveis, sagradas, inexpugnáveis, aptas a visitações públicas a qualquer hora e dia da semana, mas onde seus moradores não tem liberdade e não se sentem à vontade. 
Casas sem sentido ou razão, usadas apenas como prova da “competência” de seus donos em administrá-las.


-Luxúria
Relacionado ao pecado anterior, afinal, um não vive sem o outro.
É gostoso caprichar na arrumação, mas há quem faça da ostentação uma necessidade. A casa passa a ser o seu troféu, um símbolo de status.


Falando em filmes, ainda não assisti “2 Filhos de Francisco“: 

O Sílvio Santos também não viu mas diz que recomenda, que “é bom, muito bom”! 
Tentando deixar de lado meus preconceitos contra a dupla, e a música que fazem, prometo algum dia esforçar-me para incluir o filme na minha lista de tarefas, mas antes, preciso ver e rever uma lista interminável de outros…


Há poucos dias folheava uma revista Caras e encontrei a Zilú, mulher do Zezé, mostrando a casa, que mais parecia um palácio dos tempos do rococó. 
Nem preciso falar mais nada. As imagens são eloquentes:

Em casa, em Alphaville, onde mora há 16 anos, Zilú exibe o décor bem pessoal. Na parede, pintura da letra de É o Amor, o primeiro hit do marido, Zezé Di Camargo.
A partitura pintada na parede corresponde ao “hit” da dupla: “É o Amor…”

Mais interessante ainda foi a forma como a revista descreveu a extravagência: um “decor bem pessoal”. 
Mas acho que o casal tem estilo: o estilo Zezé&Zilú!
Qualquer espetada seria motivada apenas pelo penúltimo pecado capital: 
-Inveja!
(Coisa feia, Laély!)

O último pecado, o da ira, substituiria por:
-Impaciência-
Nós, adeptos do faça-você-mesmo não podemos sucumbir ao desânimo.

Semana passada, por exemplo, comprei um pendente novo para a cozinha.
Sem piscar os olhos apliquei tinta spray em uma das peças. Ficou uma “meleca”, com o perdão da expressão.
Para corrigir o erro, tentei aplicar removedor de tinta. O produto derreteu o material de acrílico, mas não removeu a tinta. 
Resultado: parte do meu pendente novo ficou imprestável.

Mas decorar a casa é trabalho de formiguinha: Muito erro, e acerto, e conserto, e trocas… 
O importante é ser paciente, persistente e pensar que sempre dá para melhorar!

Mas falar desses erros e pecados é falar dos próprios. Todo mundo, vez ou outra incorre num deles.

E você? Pode confessar: 
Qual o pecado na decoração que já cometeu, ou, vê os outros cometerem com mais frequência?…
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"Sexta-feira 13"

E parece que o mau agouro atribuído à sexta-feira 13 adiantou-se pela quinta: “tilt” no Blogger, tudo escuro nas comunicações.
De vez em quando dá vontade de ter superpoderes para resolver alguns problemas, pequenos ou grandes…
Falando no fascínio desse anti-herói…
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“Que a força esteja com vocês!”
Bom fim de semana!
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