Não acompanho BBB, mas ontem tive meu momento “celebridade-instantânea”: voltando da minha caminhada com o Hulk, fui parada por uma família, num carro, vindos de Colatina. Estavam visitando a cidade serrana e fugindo do calor. A mulher ( Desculpa: eu esqueci o seu nome. Será que era Renata?…) me disse, animada em me reconhecer e conhecer, que era minha “fã” e que acompanhava o blog, todos os dias. Imaginem, a minha sem-graceza…Quem tem fã é artista!
Artista então, somos todos nós, que damos conta de um monte de coisas ao mesmo tempo, combinado?
Já pensaram eu, precisando usar óculos escuros para não ser reconhecida, até em lugares fechados e durante a noite?
Quero nem pensar…
Mas na última noite, acabei usando óculos exatamente assim: num lugar fechado e escuro. Fugindo ao assédio? Também, nem tanto. Estava só me divertindo.
Depois de muito ensaio e promessa, finalmente ontem, conseguimos programar as agendas, dos adultos super-ocupados com a dos filhos super-desocupados( estão com as férias contadas): descemos à tarde para Vitória, arriscando assistir Avatar em 3D. Disse “arriscando” pois, conseguir ingresso para a família toda era tarefa meio difícil. Chegando ao cinema: assentos, apenas para a sessão das 21:40h. Eu, teria desistido e me contentado com Sherlok Holmes, mas a turma topou a espera. Fizemos uma horinha, no apartamento do filho.
O filme ameaça quebrar o recorde de bilheteria do próprio Cameron: até agora, já arrecadou mais de US$ 1,6 bilhão, superado apenas por “Titanic”, que rendeu US$ 1,8 bilhão. ( É muito dólar pro meu caminhãzinho!)
Apesar do horário, custamos a encontrar um lugarzinho bom numa sala de exibição lotada.
Depois, foi sentar na cadeira, colocar nossos óculos especiais e…viajar para Pandora, o planeta fictício criado pelo visionário Cameron.
Pandora é um planeta hostil para humanos que, não se contentando em explorar e destruir o próprio, resolvem dominar o povo nativo usando métodos, digamos assim…muito “humanos”.
Paradisíaco, selvagem, psicodelicamente colorido e fluorescente: assim, foi o planeta idealizado por Cameron.
A relação dos Nav’i com a natureza é, quase que literalmente, umbilical. Nota-se até, uma filosofia panteísta permeando a história.
Análises à parte, se o objetivo principal do filme era entreter e divertir, isto foi alcançado com louvor!
Terminada a sessão( às 00:25h), achei até que poderia levar os óculos como lembrança. Quem sabe assim, poderia enxergar o mundo à minha volta com outros olhos, tão coloridos quanto Pandora?…Quebrei a cara: já na saída, a moça do cinema recolheu minhas más intenções numa caixa, cheia de outras.
O jeito é improvisar, e tentar ver as coisas com estes “olhos que a Terra há de comer”, mesmo.
Estava então, sentada na sala acompanhada pelo filho mais velho, quando ele fez uma observação durante o fim de semana:
-Você não acha que esta sala está cheia demais, não?
-Cheia de quê? contra argumentei.
Ele não soube explicar: apenas, apontou as paredes e os detalhes sobre a lareira, que parecia preferir vazias…
Admito que sou mulher de fases: sou capaz de passar uma tarde toda pintando, ou pendurando quadros e, chegando ao fim, concluir que ficou tudo uma droga! Aí, é recomeçar o trabalho, depois de pendurar a plaquinha: “sob nova direção”.
Então, sugiro que todos coloquem seus óculos de lentes coloridas, para poder julgar com mais condescendência alguns dos meus “excessos” na sala da La( na versão do meu filho).
Depois que guardei o presépio de natal, ocupei a lareira com gaiola e um passarinho fake:
Este passarinho já sobreviveu à algumas quedas, precisando de “cirurgias reparadoras”:
As flores são fake, como os passarinhos:
Mantive as luzinhas de LED, cobertas por fuxicos:
Iluminaram a minha tarde:
Outro ângulo:
Pra ampliar, cliquem na imagem:
Os gatinhos e ursinhos, encomendados à Mara Porto, ficaram em cima da lareira, numa convivência pacífica com os passarinhos da gaiolinha rosa:
A mesinha de canto:
Troquei espelho (novamente!) de lugar:
Uma parte da minha parede de quadros( deu pra notar, que sou compulsiva por passarinhos e flores?!):
Este quadro de moldura vermelha, foi um antigo trabalho de patchwork que fiz há tempos e, acabei não concluindo o bloco( afinal, não tenho a agilidade das minha amigas Cecília e Helena). A proposta do trabalho é uma aplicação de tecidos, imitando vitrais. Gostava tanto dele, mas estava guardado, sem uso. Não virou panô. Ao menos, virou “quadrô”.
O quadro de Klimt, O Beijo, na verdade é uma bela reprodução, bordada pela Sandra Bessi: uma almofada, que também resolvi enquadrar.
Até o momento( 18/01/2010, às 18:00h), minha sala está assim:
Mas um comichão nas mãos já me “obriga” a pintar a parede, atrás do sofá ( odeio essa cor do móvel, que eu mesma escolhi! Vai entender…).
A cor pretendida para a empreitada? Uhm…Digamos, que estou pensando em algo que lembre isto:
Tá gostoso?…