"O pão nosso de cada dia…"

Hoje é um dia especial, comemorado em todo o mundo cristão: dia de tristeza e ao mesmo tempo, alegria. 

Jesus, a figura central dessa festa, gostava de falar por meio de parábolas. Muitas vezes as usava para descrever a si próprio:
“Eu sou a luz do mundo”, “o cordeiro”, “o caminho”, “a videira”, “a verdade”…
Mas nenhuma delas é tão significativa nesta data, quanto esta:
“Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.”
(João 6:51)

Até na oração que Cristo ensinou não poderia faltar: “o pão nosso de cada dia…”
E na sua última noite com os discípulos, antes de ser preso, “julgado” e crucificado, foi em volta de uma mesa que eles repartiram o pão(pela tradição judaica, sem fermento).

Deixo então uma receita que não é nenhuma novidade.
Quem já comeu no Outback conhece o “pão australiano” que servem como entrada: é um pãozinho de massa bastante escura, textura macia e sabor levemente adocicado, como o mel.
(Imagem, dAqui)

Procurei no Google e encontrei várias receitas, com poucas diferenças entre si. Acabei adotando esta aqui: a do ChefRS.

A primeira vez que a fiz, achei que o sabor de mel ficou muito longe! Resolvi acrescentar mais 1/4 de xícara( totalizando 1/2 x de mel)
Também usei 1/2 x de cerveja preta( do total de 1 e 1/2 x de líquidos que pede a receita original), mas pode-se acrescentar café solúvel, só para dar uma incrementada na cor do pão. Há quem use corante alimentício, a meu ver desnecessário.

Esta semana rendi-me à certas “modernidades” e adquiri uma máquina de fazer pão. Mas não arrisquei tanto: fiz apenas metade do processo na máquina, assando-o em forno comum.

Fora essas pequenas adaptações, a receita está toda explicadinha no link indicado.

Preparei um PAP da preparação manual do pão(conforme costumo fazer).
Começa-se juntando os ingredientes secos e, no centro, faz-se um covinha para acrescentar o líquido:

"Pão australiano"  etapa 1

Aos poucos, com movimentos circulares do centro para a periferia, secos e molhados são misturados:
"Pão australiano" estapa 2
Como a massa fica bem mole, faço movimentos de vai e vem, como se a estivesse rasgando:

"Pão australiano"  etapa 3
"Pão australiano" etapa 4

Depois de sovada, polvilho trigo nas bordas, o suficiente apenas para dar uma secada na massa. Uma espátula pode ajudar:

"Pão australiano" etapa 5

Se achar que a massa está grudando muito pode-se acrescentar um pouco mais de trigo( mas lembre-se: trigo em excesso poderá deixar seu pão mais seco ou pesado), até ficar esta bola macia:

"Pão australiano"  etapa 6

Colocar a crescer numa vasilha, envolvida em filme plástico( costumo deixar descansando no forno morninho, por aproximadamente 50′):

"Pão australiano"  etapa 7

Depois de levedada…

"Pão australiano" etapa 8

Abaixe a massa com a mão, sove-a mais um pouco, modele dois pães e acomode-os em fôrma previamente untada:

"Pão australiano" etapa 9

Novamente eles deverão crescer, por aproximadamente 30′.
Assá-los em forno médio(pré-aquecido) por 30′, ou até ficarem corados na superfície:

"Pão australiano"

Desenforme-os ainda quentes, mas espere pelo menos uns 15′, antes de parti-los:

"Pão australiano"

“Se quiser servir este pão com uma manteiga parecida com a servida no Outback, é simples: deixe a manteiga atingir a temperatura ambiente e bata-a na batedeira, em velocidade alta. Aos poucos, acrescente água gelada até a manteiga ficar areada. (Use no máximo 1/4 de xícara de água gelada para cada xícara de manteiga batida.)” Dica, dAqui!

"Pão australiano"

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Um papo e um pão

Já dizia nosso sábio “multimídia” Millôr Fernandes:
“Não ter vaidades é a maior de todas”.

(Imagem, dAqui)

Não que seja por pura vaidade, mas todos nós buscamos reconhecimento: uma necessidade humana, que pode influir na realização pessoal.
E a internet seria palco ideal para essa “fogueira de vaidades”( no bom sentido da frase, se é que ela possa existir!): onde os “fracos têm vez” e voz. E, entre estes, o maior de todos: eu! ( Mas isso também seria vaidade minha: orgulhar-me de ser humilde! rs)
Mas que atire o primeiro “mouse”, aquele que nunca cometeu alguma gafe blogsférica, de dimensões estratosféricas!…


Às vezes recebo e-mails, ou comentário de alguém, solicitando ajuda para divulgar e melhorar o próprio blog, na maioria das vezes, ainda incipiente.

Acontece que estaria aí, o principal motivo para a ansiedade dos “marinheiros de primeira viagem” nesse mar, que é a blogsfera:
Quando se é novato, principiante, tudo é mais difícil!
Mas quando encontramos alguém, que já tenha percorrido o mesmo caminho e se disponha a dividir conosco algumas dicas, mostrar atalhos, fica mais fácil!
Pensando nessas dificuldades(que também passei, e ainda passo!), há algum tempo senti vontade de fazer um post sobre o assunto. Mas aí, meu superego gritava:
“Quem sou eu, para ensinar alguma coisa?!”
E ainda correr o risco de passar por esnobe, posando de “blogueira experiente”, sendo que, há tantos outros nesse meio, há muito mais tempo que eu, e com blogs bem maiores que o meu?…

Deixando de lado essa vaidade, a de ser mal interpretada, gostaria apenas de dividir algumas experiências e impressões que tive, em pouco mais de 2 anos de blog: ideias que “podem dar certo” e o que, “geralmente, não funciona”.
A primeira dica, é:


-Não tem dica! Não tem mágica! Não existe “receita de sucesso”!
A internet é volátil, é instantânea, é “fast”! 
Alguém pode até ter uma vida longa e agitada como blogueiro, mas, se não se recicla, não se atualiza, em pouco tempo pode perder a “majestade”! 
Por isso é importante ler, pesquisar, informar-se. É bom, não somente para o sucesso do blog. É bom, principalmente, para quem faz o blog!

-“Paciência e persistência” deveria ser o mantra de todo o blogueiro.
Apesar da rapidez da internet, ninguém se faz conhecido e/ou reconhecido da noite para o dia.
Àquele que deseja participar desse mundo, deve lembrar-se que é um “trabalho de formiguinha”: Cada dia um pouquinho e, sempre!



-A net é uma via de mão dupla. Quem quer respeito deve começar, respeitando:
Erros de Português são inadmissíveis! Detonam com a credibilidade de qualquer um! ( A não ser, o ex-presidente Lula: este sim, blindado à críticas!)
Então, a menos que seja um ex-metalúrgico do ABC, de barba farta na cara, com um dedinho a menos na mão E e, que tenha governado um país da América do Sul: revise todos os posts, antes de publicá-los! 
Se tiver dúvidas( todos temos!), “peça ajuda aos universitários”, use o corretor ortográfico, ou, melhor ainda: recorra ao velho e bom Aurélio! 
Erros pontuais podem até ser relevados, mas ninguém gostaria de fazer fama de “assassino da língua”, logo na estreia do blog, não é?…
Isso é apenas em relação à forma da escrita. Quanto ao conteúdo, vai depender da formação de cada um.
Não caia no lugar-comum. Se vai tocar num assunto já conhecido, faça-o de uma forma original.
Há algum tempo, Stephen Kanitz escreveu sobre “Como escrever um bom artigo“: sem trocadilhos, um bom artigo, com dicas preciosas, que procuro colocar em prática sempre que escrevo.
  
-Procure aprender com os mais experientes. 
Seja humilde e observador. Todos precisamos de referências.
Veja o que admira nos sites e/ou ou blogs de sua preferência( o que não significa que vá usar Control+C/Control+V para copiá-los, literalmente!): isso pode ajudá-lo a escolher, que estilo imprimir ao blog, mas sempre, o “seu” estilo pessoal!


-Facilite a comunicação com os leitores:
Deixe seu nome e e-mail bem visível, na página principal do blog, e abra espaço para comentários.


-É importante preencher o perfil do Google com o endereço e e-mail do blog. Assim, cada vez que comentar num outro, qualquer um pode acessar seu blog ao clicar no seu perfil. Se já fez isso, não vai precisar repetir o link do blog, ao final de cada comentário.


-Escolha uma fonte fácil de ler e de tamanho razoável, pois quando a letra é muito pequena, dificulta, cansa, não é verdade?
Preste atenção se a cor da fonte, ou do fundo, são confortáveis aos olhos de quem lê. 
Se possível, opte por um layout mais limpo, mais leve.


-Use fotos de boa qualidade, e em bom tamanho. 
Por mais que haja a opção de ampliar, clicando nelas, não vai querer depender da preguiça do leitor, vai? Facilite!


-E, sempre, sempre: coloque os créditos das fotos, caso não sejam suas!


10°-Quem resolve fazer um blog é porque realmente se interessa pela blogsfera. 
Nada mais educado que fazer um comentário, caso goste de um post. 
Mas, não faça dessa oportunidade para troca de ideias e experiências, apenas uma chance para propagandear seu blog.
Quem fez o post, pesquisou antecipadamente, preparou-se, esforçou-se para caprichar no texto, nas imagens. O mínimo que poderia querer em troca seria que alguém lesse, e comentasse. Sobre o post, certo? 
É chato ler um comentário, tão abstrato sobre o assunto do post e, tão palpável em relação ao comentarista!
Claro que, ao fazer um comentário educado, simpático, pertinente, implicitamente já se estaria fazendo um boa propaganda sobre a pessoa que o fez. Consequentemente, sobre o que tem a mostrar no blog dela.


11°-Aproveitando o gancho: 
Não faça visitas e comentários, apenas para ser retribuído!
Apesar da blogsfera ser interativa, dinâmica, nem sempre é possível responder e dar atenção a todos. Entenda isso, como um processo normal. Mas, se realmente gostar do blog e voltar mais vezes, e comentar, isso o ajudará a se entrosar no meio.


12°-Além da assiduidade nas visitas a outros blogs é importante ser assíduo no próprio!
Deixar seu blog às moscas, demorando nas atualizações, desanima a quem vem fazer-lhe uma visita.
Cada um tem seu próprio ritmo, mas é preciso haver uma frequência na publicação de novos posts.


13°-Não queira abraçar o mundo com as pernas!
Por mais entusiasmado que esteja pela blogsfera, ninguém dá conta de atualizar 3, 4 blogs de uma só vez! Algum, ficará meio esquecido.
E vai, que aquele que o visitar a primeira vez, escolhe logo esse “blog esquecido”? Não volta mais!
Além de gerar uma dúvida, em quem visualisa seu perfil: “qual deles visito?”…
Escolha só o que consegue manter! E, seja dedicado.


E até o momento do fechamento deste post, esses foram os pontos mais importantes que me vieram à mente.
Não são mandamentos, já que não são 10 regras imutáveis.
Mas também não são, apesar do número “13”, dicas de azar para niguém! (Assim espero!…rs)


Dei apenas o pontapé inicial para o assunto ser discutido nos bastidores, nos comentários: cada um, contribuindo com ideias que considera importantes para dar um “plus” no blog.


Aproveito para pedir que deixem opinião, sobre o que acham que deveria ser mudado no Sala da La, para melhorar e facilitar o acesso. 
Estamos em processo de mudança: “ampla, geral e irrestrita”. Aceito sugestões.


Mas afinal de contas: 
“A gente veio aqui, pra comer ou conversar?”


Já que aturaram esse bla-bla-bla até agora, ao menos ofereço um pedaço de pão de canela em fatias, superdica de um site, que sempre foi minha fonte de inspiração(desde o tempo em que era blog: ele, e sua autora!): o de(couer)ação!

"Pão de canela em fatias"
Desde que o vi no site da Vivi, não o esqueci!
Não sosseguei, enquanto não o provei!
De tão macio, desmancha na boca,
O que provoca uma reação muito boa,
Como fazer esse poeminha xinfrim, 
Sem rima rica, mas só pra deixá-lo a fim!
"Pão de canela em fatias"

Aqui, tem o PAP com fotos!


De todas as dicas do post: “the best!”

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"A Hora do Pesadelo"

(Flickr de Cristian Montone)

Toda mãe tem uma tendência natural a achar que o filho está “magrinho” e que “não come nada”!
Prevendo uma possível reação de ceticismo diante de uma criança, tão cevada e serelepe, ela trata logo de chamar a atenção para um detalhe, só perceptível à mães cuidadosas: “olha só, como ele está amarelo!” e belisca as bochechas coradas do menino, mostrando a “prova irrefutável”.
Inevitavelmente, essa história termina no pedido clássico: “não dá pra passar uma vitamina pra ele, não, doutora?…”
Mas isso, de levar ao médico, é hábito moderno. Quem não se lembra, da época em que os pais obrigavam o filho franzino a tomar Biotônico?( Eu, não!)
Talvez esse instinto de superproteção seja uma forma de defesa da espécie, mas a verdade é que os ( maus) hábitos alimentares da criança são formados desde a mais tenra idade, influenciados diretamente pela mãe.

Geralmente a queixa comum “meu-filho-não-come” começa na passagem da fase de lactente para a primeira infância, por volta dos 2 anos. É um período em que a velocidade de crescimento diminui, naturalmente, e a criança deveria estar acostumada a comer de tudo, como os adultos da casa. E é aí, que mora o “perigo”… (Keeper of the Home)

Comer é um ato fisiológico, assim como beber, dormir, fazer cocô e xixi, mas geralmente as mães, além de não aceitarem o fato de que seus bebês crescem, entram em desespero, cada vez que há recusa na alimentação, ou, quando o filho não come o que ela julga ser o suficiente para que “sobreviva”.

É comum comparar o próprio filho com o da vizinha, sempre mais “parrudinho”, comprometendo a percepção da realidade: cada um, dentro de suas possibilidades genéticas, tem seu ritmo particular de crescimento.

A hora da refeição pode se transformar num campo de batalha: um vale-tudo, que começa com súplicas maternas e negociações, chegando à chantagens e ameaças, até a mãe declinar, por cansaço( e, quem a condenaria?!). O troféu do vencedor pode ser um pacote de chips, um Toddynho ou, um pote de Danoninho( pelo menos, “vale por um bifinho”!).
(Found in Mon’s Basement)

Em vez de aprender a comer direito, a criança passa a ditar o que “quer” e o que “não quer” incluir na sua dieta. E eu perguntaria: teria ela condições de decidir o que é melhor para a saúde? Em caso afirmativo, também deveríamos abolir a obrigatoriedade das vacinas.

É geralmente nessa época crítica que a mãe, citada no início do post, procura por ajuda médica: depois de cansar das acrobacias domésticas, à hora da refeição…
( Nada-a-ver com o nosso caso, porque isso “só acontece com o filho da vizinha”…) (Found in Mon’s Basement)

Desvendado um dos mais antigos mistérios da humanidade, o porquê do “meu-filho-não-come-nada”, partimos para a etapa seguinte: “meu filho-só-come-porcaria”! Aí então, a responsabilidade é dividida igualmente entre todos os demais membros da família, porque a qualidade da dieta da criança refletirá os bons ou maus hábitos, adquiridos no lar.
( Found in Mon’s Basement)

Quando tenho de orientar pacientes com colesterol alto, a pergunta mais comum, no fim da consulta, é: “vou ter de fazer esta dieta, por quanto tempo?”…Encaram a mudança de hábito como uma punição, por seus excessos alimentares e sedentarismo.

A maioria das pessoas torce o nariz, quando se fala em diminuir o consumo de alimentos industrializados, processados e hiper-condimentados, por outros, mais naturais e saudáveis. “Integral” virou sinônimo de ruim e sem graça. Será, mesmo?!
Incluí-los na dieta da família, sem estardalhaço, é a forma mais simples de torná-los habituais.

Muitas vezes, a falta de informação quanto a um preparo adequado e saboroso, prejudica a aceitação desses alimentos. Há mães que parecem torcer, para que os filhos não gostem dessa ou daquela comida: seria uma desculpa, para que não fosse obrigada a prepará-la, ou servir-se dela.Grãos mais duros, como soja, grão-de-bico e grão de trigo, que rendem gostosas saladas, não deveriam ser cozidos sem antes ficar pelos menos 6h, imersos em água fria. Esta hidratação prévia, além de diminuir o tempo de cozimento, facilita que fiquem todos uniformente macios.

Outro injustiçado é o arroz integral. Acham-no duro e de difícil preparo; particularmente, considero-o mais gostoso que o arroz branco e o preparo, bem mais simples. Duvidam?

Usarei como exemplo um tipo que gosto muito, pela mistura de grãos que contém: o Ráris, da Uncle Ben’s.
Aprendi com minha sogra, assim que casei. Desde lá( são mais de 20 anos!), tenho feito arroz integral da mesma forma:
Coloco-o na panela e cubro com água. Deixo levantar fervura por uns 5′, apago o fogo, tampo a panela e então a esqueço, até pouco antes da refeição. Nessa etapa, não se coloca nada de tempero! É um pré-cozimento, importante para hidratar o grão.
Passado esse período de “descanso”, é só completar o cozimento, acrescentando +/- 1/2 copo de água, agora, com os temperos: sal, alho, azeite, ou o que mais preferir.
Não costumo fritar nada: apenas, hidrato mais um pouco o arroz e volto a panela ao fogo, tampada, até evaporar todo o líquido. Fica macio e soltinho, como este aqui:
O que não dá certo, é querer fazer arroz integral na pressa, de última hora. Mas dessa forma, sempre dá certo!

Esta semana, resolvi fazer uma adaptação à minha receita tradicional de pão integral. Quem quiser dar uma olhadinha na original, com passo-a-passo, encontrará aqui.

Para a “licença poética”, pão integral de banana e chá, usei:

-3 bananas prata( pode ser nanica), picadas;
-2 copos( tipo requeijão, de 250 ml) de chá de cidreira morno;
-1/2 copo* de óleo de canola( pode usar outro);
-1/4 copo* de açúcar mascavo;
-1/2 colher de sopa rasa de sal;
-1 e 1/2 copo* de trigo integral;
-1 copo* de mistura integral: fibra e gérmen de trigo, aveia;
-2 colheres de sopa rasa de fermento para pão, granulado seco;
-Mais ou menos 600g de trigo branco.

*O copo usado como medida é sempre o de requeijão.

Numa vasilha funda, misturo aos líquidos: a banana picada, o açúcar, o sal, o fermento, as fibras e o trigo integral.
Aos poucos, vou incorporando a farinha branca e batendo, até dar ponto de sovar, fora da vasilha. Feito isso, ponho para crescer uns 50′.
Abaixo a massa crescida com as mãos, sovo mais um pouco e divido em 3 pedaços iguais.
Acomodo em formas para bolo inglês, untadas com óleo.
Deixo crescer mais uns 30′ e levo ao forno médio, pré-aquecido, por aproximadamente 30′.
Desenformar e fatiar o pão, só depois de frio.
Este, foi saboreado ontem à noite, com um doce artesanal de goiaba:
Como estava fazendo frio, deu vontade de preparar um suculento caldinho de aipim com legumes, para a janta: Não sou radical. Acho que, se adotamos uma dieta balanceada, não há motivo para não se render à uma “receitinha vintage” de bolo de laranja, vez em quando: com açúcar, bastante manteiga e ovos!

Esta receita é bem tradicional, no conteúdo e na forma de fazer. Se alguém quiser se arriscar, como diz a Nana, pode até ser um bom acompanhamento para um chazinho especial, nesta tarde de feriado.
Os ingredientes para este bolo de laranja, são:
-200 g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente;
-1 e 1/2 x de açúcar*;
-4 ovos( gemas e claras, separadas);
-2 copos( de requeijão) de suco de laranja;
-3 x de farinha de trigo;
-1 colher de sopa de fermento químico( “pó Royal”);
-1 pitada de sal;
-Raspinhas de laranja.
*A receita original pede 2 e 1/2 x de açúcar. Eu sempre coloco menos.
Modo de fazer:
Bater a manteiga e o açúcar até virar um creme, branco e leve.
Acrescentar as gemas, peneiradas e, uma a uma. Bater, até misturar tudo.
Acrescentar o suco, aos poucos.
Peneirar os ingredientes secos e incorporá-los ao creme.
Por último, envolver tudo em claras, batidas em neve firme.
Colocar em forma com furo no meio, untada e enfarinhada.
Levar ao forno médio, pré-aquecido, por aproximadamente 40′, ou até que, enfiando um palito, este saia seco.
Se quiserem “piorar” um pouco mais, podem jogar uma caldinha de laranja e açúcar por cima, assim que o bolo sair do forno.

Desenformar depois de frio e comer com parcimônia( se possível…):

( Amanhã, viajo para o RS. Retribuirei a visita que a amiga gaúcha Rosana Sperotto me fez, em fevereiro. Por coincidência, foi ela quem me deu a fôrma, usada para esse bolo.)
Espero que continuemos a nos encontrar por aqui, com mais novidades dessa curta viagem, que espero curtir muito.
Um bom feriado a todos, incluindo àqueles sem direito a feriado, como eu!
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Broinhas alemães

“Saiba,
Todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochete
e também eu e você.”

Pensando como iniciar o tema de hoje, lembrei da música “Saiba”: uma doce melodia que lembra canção de ninar, na voz gutural de Arnaldo Antunes. Essa mistura improvável rendeu uma interpretação temperada, como queijo e goiabada, no cd homônimo do artista, lançado em 2004( quase “furou”, de tanto que o ouvi, à época!).

Voltando no tempo, ontem resolvi fazer uma receitinha mais antiga: estava escrita numa folha avulsa de caderno, manchada de gordura.
Procurava por uma opção para o dia das mães, na igreja. Entre oferecer presentinho, que ninguém usa, pensei em algo comestível, mais fácil de agradar.
Long, long time ago… Na época em que Ana Maria Braga usava luvinhas, trabalhava na Record e eu ainda assistia Tv, gostava especialmente dos programas com o chef Álvaro Rodrigues: muito claro em suas explicações, ele sempre caprichava nos detalhes. É desse tempo, a receita de hoje: quando açúcar e manteiga ainda eram projetinhos de “vilões”…

Apesar da aparência rústica, essa broa é tão delicada que chega a desmanchar na boca. O sabor é suavemente doce, com o toquinho das raspas de limão e o carinho de ser “entalcado” por açúcar de confeiteiro.

Lembrando a música do Arnaldo, fico imaginando se teria sido fácil ser mãe de Hitler, ou Sadam Hussein. Que responsabilidades lhes caberiam, pelos homens que ajudaram a formar.
De um jeito, ou de outro, mães são seres sob eterna pressão. Precisam se equilibrar entre a firmeza e flexibilidade, como essa deliciosa broa: sequinha por fora, macia e úmida por dentro, doce, sem ser enjoativa, como toda mãe deveria ser.

Broinhas alemãs
Ingredientes:
30g de fermento fresco para pão, ou 2 cs de fermento para pão, granulado, instantâneo;
1/2 xícara de leite morno;
2 cs de açúcar refinado;
250g de manteiga sem sal;
1 ovo inteiro;
1cc de baunilha;
Uma pitada de sal;
450g de trigo, mais ou menos-o suficente para soltar das mãos.

Modo de fazer:
(Se usar o fermento fresco, é necessário fazer a esponja antes, misturando o fermento, o açúcar e o leite.
Substituí por fermento granulado, que pode ser acrescentado diretamente à massa e não altera o resultado.)
Misturei o leite, açúcar, manteiga, fermento, ovo, sal e acrescentei o trigo, aos poucos.
Quando ficar mais pesado para misturar na vasilha, despejar numa superfície enfarinhada:
A massa estará grudenta e mole, mas não se espante, pois durante a sova ela adquirirá boa consistência.Abrir a massa com a palma da mão, espalhando-a sobre a bancada:Junte-a novamente, rasgando a massa com as pontas dos dedos, num movimento de vai-vem:
Polvilhar o trigo aos poucos, enquanto faz esses movimentos de “junta-espalha”. Perceberá que, como num truque de mágica, a massa irá se juntar uniformemente, debaixo das mãos: Sem muito esforço, toda aquela massa disforme ficará deste jeito:Uma bola bem macia:Após crescer por 20′:
Dar uma sovada na massa e separar pequenas porções para fazer as broas:Fazer uma depressão no centro e colocar uma colher de sobremesa de doce de leite:

Fechar muito bem, evitando vazamento do recheio: Um detalhe importante é o seguinte: Só encontrei doce de leite em pasta, no supermercado, mas recomendo usar o doce de leite mais consistente(aquele de cortar), pois algumas broas podem “explodir” com o recheio fervendo no interior, deixando vazar seu conteúdo.
Colocar em tabuleiro, sem untá-lo, e levar ao forno moderado, por aproximadamente 30′.

As broas não chegam a corar por cima. Se tiver dúvidas se estão assadas, ou não, levantar com uma espátula e conferir se estão coradas embaixo.

Assim que tirá-las do forno, polvilhar açúcar de confeiteiro com raspinhas de limão:Saboreá-las, ainda mornas, é um privilégio!

Renderam 21 broinhas.
Recomendo guardar em recipiente fechado e consumir logo, pois o açúcar de confeiteiro fica úmido, quando exposto, mas duvido que durem muito…

Embaladas com celofane e fechadas num bonito laço de fita, poderiam ser uma boa opção para presentear.

Carpe diem, e: esqueça as calorias!

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Caracóis de limão

The Animal Blog

Há sempre algum cheiro, música ou sabor que nos remete à pessoas, lugares ou situações especiais. São sensações, que refrescam nossa memória.

Quando estava grávida do primeiro filho, enjoei do cheiro do detergente de coco. Deixei de usá-lo, até hoje. O desconforto acaba sendo uma viagem no tempo.

Desde que cheguei de SP, tentei reproduzir a torta de banana que comi na casa da Cynthia. Três tentativas frustradas depois e não consegui chegar àquele ponto, o ideal!
Contando à Ana Sinhana, outro dia, ela me disse que faltava a companhia dos amigos, pra ficar igual.
Ahn! Entendi, então! A tal da: pitadinha de “pó de pirlimpimpim” traria, aquilo e aqueles, “tudibom”, novamente!

Também resultado da minha experiência olfato-gustativa na casa da Ana, venho fazendo testes com uma receita de pão caseiro, tentando reproduzir o que lá comi.
Admito que também não ficou igual . Ainda não vendem o “pirlimpimpim” no supermercado.

Ficou diferente, mas muito bom!
Querem se jogar nessa aventura perfumada?

Antes, peço-lhes que deem uma olhadinha no PAP do pão de leite(quem ainda não conhece), pois a receita é uma variação desta. O modo de fazer, muito semelhante:

Pão doce de limão
Ingredientes:
-3 x de leite morno;
-1 x de óleo de canola;
-5 cs de açúcar;
-1/2 cc( colher de chá) rasa de sal;
-2 cs rasas de fermento biológico granulado, instantâneo;
-700 g, mais ou menos, de trigo;

Para o recheio: raspinhas de limão, manteiga ou margarina, açúcar refinado.

Já viram lá, no PAP do outro pão, que eu junto os ingredientes líquidos primeiro e, aos poucos, o trigo, batendo a massa numa bacia de plástico, até soltar das laterais. Deito-a na mesa para dar uma sovadinha e volto à vasilha para crescer, coberta, por 50′( Se o tempo estiver frio, pode ser deixada dentro do forno, morno).

Misturar uma quantidadade generosa de raspas de limão com a manteiga( ou margarina) e o açúcar. (Cuidado para não ralar a parte branca do limão, o que pode dar gosto amargo!)
Se quiser deixar seu pão ainda mais bonito, misturar as raspas de limão comum com o siciliano, o que rende uma patriótica cor verde-amarela! Como estava sem o segundo, usei de laranja:Depois de crescida, abaixar a massa, dividi-la em 3 pedaços iguais e abrir com um rolo, formando um retângulo.
Espalhar o creme de manteiga e limão, uniformemente:
Fechar, enrolando como um rocambole:Cortar pedaços, de mais ou menos 2 dedos de largura, achatar e levá-los a crescer, novamente, acomodados numa assadeira untada com óleo, por aproximadamente 30′:Colocar para assar no forno pré-aquecido, em temperatura alta, por aproximadamente 20′.
A surpresa, que antecipo:
O perfume exalado dos pães assando, tomará conta da casa.
Assim que retirá-los do forno, ainda quentes, o último “golpe de misericórdia”:
Um banho refrescante de suco de laranja, muito açúcar e, nada de pena, pincelados por cima dos pães!“Se a vida lhes der um limão, façam dele um pão de limão!”
(Por coincidência, acabou de sair do forno da Ana um perfumado pão de maçã…)
Um fim de semana mais feliz e de muitos cheiros…bons!
Xero!

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