Flores e viagem grátis!

Essa semana foi festejado o “Dia Internacional da Mulher”, o que me fez pensar nas mulheres especiais e essenciais da minha vida, como minha mãe. Mas existem aquelas que aprendemos a admirar, sem obrigação nenhuma, por pura empatia!

Assim fui apresentada à Silmara Franco, através de uma de suas crônicas: Brincadeira Séria foi a primeira que li e percebi, que estava diante de uma mulher consistente, com “sustança”.

Passaram-se 3 anos e a admiração só aumentou. Até nos encontrarmos em Campinas, para selar a amizade virtual. Minhas impressões a respeito da pessoa, por trás da escritora, confirmaram-se: linda e elegante, sorriso meigo, delicada, como tudo o que escreve.

Talvez porque ande numa fase mais sensível, com filho distante, repensando a vida, textos que falem sobre maternidade me toquem, mais ainda.

Essa semana ela mostrou seu Curriculum mater vitae, engraçado e comovente.

Mas gostaria de deixar um  presente de domingo:
Orquídeas
(Imagem do meu Flickr)

Além das flores, outro delicioso texto da Silmara, que me fez embarcar numa viagem no tempo:

Das lembrações essenciais

Fecho os olhos por cinco segundos: tenho um metro e dez de altura. Visto uma camiseta tamanho 6, estou doida por um picolé e não sei quanto custa a boneca que fala que acabo de pedir para minha mãe. Isso mesmo: eu sou criança.

Continuo. Ainda tenho um e dez, mas agora posso existir como se tivesse um e sessenta. Sinto como a primeira, penso como a segunda. E lembro, lembro, lembro.

Este é o exercício das lembrações essenciais, capaz de transportar adultos à infância distante, porém, com os cinco sentidos e a sabedoria (qualquer que tenha acumulado) de hoje. Para que serve? Aprender a se colocar no lugar do outro. Precisamente, no lugar de um filho ou filha que tenha um metro e dez e use camiseta tamanho 6. Um pouco mais, um tanto menos, não faz diferença. O importante é a parte de lembrar.

Suas memórias hão de se agitar e explodir igual pipoca no microondas. Ficarão cristalinas como a água da piscina onde você nadava com seu pai (e os dois pareciam muito maiores do que realmente eram, lembra?). Serão tão vivas quanto as cores da melhor fotografia que você já fez até hoje.

E então se dará conta que, na idade que seu filho tem agora, você também tinha vergonhas bobas – de perguntar para o moço da videolocadora se tinha A Bela Adormecida – e medos paralisantes, como quando acabava a energia em casa e você não tinha certeza se sua mãe estava por perto, até que ela clareasse o breu da sua angústia, tocando sua mão e dizendo “Estou aqui, vamos pegar uma vela na cozinha?”. Se lembrará da fúria no olhar da sua avó ao ver os antúrios dela no vaso (ideia sua para enfeitar a mesa), quando encarar seu pequeno confessando ter sido o autor dos desenhos à canetinha nas almofadas, porque achou que assim elas ficariam mais bonitas.

Vamos lá, você ainda está com um metro e dez de altura. Vai se lembrar, de repente, que também tinha dificuldade para cortar a pizza sozinha, e não entendia o olhar intolerante dos mais velhos.

Lembrará do seu pânico, solitário e silencioso, no primeiro dia de aula do primeiro ano, quando você não sabia se professores eram pessoas legais ou não, e se você ia poder comprar lanche na cantina, como faziam os alunos mais velhos (os ‘homens’ e ‘mulheres’ de nove anos).

Lembrará como os braços dos seus pais eram longos e alcançavam qualquer coisa no armário, e você se perguntava quando os seus também seriam assim.

Se conseguir realizar esse exercício, talvez você saiba que tudo o que pode fazer hoje – dormir e tomar banho na hora que quiser, por exemplo – representa o máximo da liberdade para seu filho.

Talvez saiba que o medo dele perder você é do mesmo tamanho que o seu de perdê-lo, embora ele ainda não saiba disso e apesar de cada um ter o seu motivo para.

Talvez saiba por que ele não entende como brócolis pode ser mais importante que biscoito recheado, e que o significado de “fazer sala” não é tão óbvio assim.

Confesso: eu havia me esquecido completamente de fazer esse exercício. Mas ontem o retomei. Passei o dia inteiro com um metro e dez de altura. E ainda não voltei ao meu tamanho normal.

( Silmara Franco-Blog Fio da Meada)

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“Carpe diem!”

Domingão rima com macarrão:
Macarrão do domingão
Mas não combina com complicação:
Almoço de domingo-“macarrão de strogonoff” porque, como bem descreveu minha amiga Silmara Franco, outro dia:
“Só massa salva!” ( Principalmente, mulher “desempregada” há 2 semanas!)
Mais cliques do domingo:
DSC09370
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Não perturbe! Pingo tirando uma sesta:
Pingo na sesta
A quaresmeira-anã desabrochou:
Quaresmeira-anã
Quaresmeira-anã
Quaresmeira-anã
E um texto traduzido e postado pela Vivianne Pontes, Dcoração, que compartilhei no Facebook e gostaria de aqui, também:
Filhos, pais, Carpe Diem e os tempos

Tocante! Inspirou meu domingo e, espero: inspire a semana de todos!
Plantem boas sementes e colham, o que de melhor encontrarem pela frente!

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Limpando as vistas

Hibisco
É um sentimento difícil de explicar.
Minha mãe mora distante desde que me casei, há mais de 20 anos. Mas quando nos falamos, depois dela passar uma temporada conosco, repete a mesma coisa…
Até estranho. Era de se esperar que já estivesse acostumada. Mas a danada incomoda, não importa a quem!
Não chega a ser tristeza mas faz chover nos olhos, só em pensar!
Em frente à casa
A vida segue seu curso normal, lembrando aquela música do muso da infância, o Ronnie Von:
“A mesma praça,
O mesmo banco,
As mesmas flores…”
As mesmas paredes…
Parede de pratos
Os mesmos quadros…
sala
Tem um diferente, ali no cantinho!
Parede de quadros
Lembrança, de uma amiga querida.
Presente de amiga
Lembranças que nos ligam, mais ainda!
Presente de amiga
“Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim.”

( O post não deve ter feito muito sentido mas, o pensamento viaja pela Alemanha: pela primeira vez, desde que o filho partiu, a saudade apertou. Mas isso é normal. Anormal seria não sentir. Acho…)

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Esconde -esconde

O inverno por aqui ainda não convenceu. Basta o Sol da manhã aparecer, para a temperatura subir. 
Hoje foi diferente: tempo nublado, desde a manhã. Mas geralmente os dias têm começado assim:

Manhã de inverno

As fotos da neblina do início da manhã foram feitas pelo filho mais novo.

Manhã de inverno

A névoa cobre a mata em volta da casa…

Manhã de inverno
Manhã de inverno

Não por muito tempo:

Manhã de inverno
Manhã de inverno

Umas das poucas compras que fiz no Rio foi um novo case para o meu violino.
Assim que abri o estojo, dois curiosos gatinhos apareceram e resolveram fazer um test driver

"Test driver"

O interior de veludo, macio e quentinho, teve aprovação unânime.

"Test driver"

“Daqui não saio. Daqui ninguém me tira!”
E os dois fizeram uma sinfonia silenciosa, regidos pelo meu filho do meio:
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Pescaria de domingo

Ainda não fiz a apresentação oficial, mas os 2 filhotes da Nina que ficaram conosco agora já tem nome e, de dupla famosa. 
Depois de um impasse com o filho mais novo, que teimava chamar os gatos por outros nomes( como se eles o atendessem!…) foi necessário negociação, até concordar chamá-los, de: Tonico e Tinoco!
Os dois são tão parecidos que um desconhecido poderia confundi-los, mas os de casa já aprenderam a diferenciá-los, na aparência e no temperamento:
O Tonico foi, dos quatro filhotes, o mais “vitaminado” de todos. Mas o que tem de grande, tem de medroso; independente disso é o meu preferido.
Como todo gatinho, não resiste a uma caixa!
Pronto para encomenda:

Pronta-entrega

Durante o dia eles somem pelo quintal. 
Para gatos, acredito não haver vida melhor que esta: comida à vontade, abrigo quentinho e, liberdade!
Tonico achou algo interessante, no pequeno lago em frente à casa:
Pescaria no lago
Uhm!…Seria a recriação do mito narcísico, em versão felina?
“Narciso”, de Caravaggio

Um narciso peludo e tigrado?…
Pescaria no lago
Mas apesar de julgá-lo “o maior gato”, Tinoco não é assim…tão afeito à contemplação e vaidades.
 Pescaria no lago
O interesse dele tem outros motivos…
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Apesar de herdar da mãe o talento para a caça, pescaria ainda não é a sua praia. 
Tentou outro ponto, em cima da ponte:
Pescaria no lago
Será que sai lanchinho, daí?…
Pescaria no lago
Ops! Pelo menos a isca, um caroço de ração, espera garantir:
Pescaria no lago
“Essa história de pescaria é cansativa e estressante. Tô com a língua de fora!”

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Melhor uma pausa, para recobrar o fôlego:

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“Uhm!…Mas esse raiozinho de Sol é como sonífero!”

Depois de um dia cheio, fim de tarde com céu pesado de nuvens e, lááá no meio…

Arco-íris

Um arco-íris!

Arco-íris

Falando em gatos, o japonês Maru já é praticamente um catstar na internet, mas, pra quem ainda não o conhece, vale também apresentação:
Boa semana!
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