A casa da Sandra

Quando publiquei o texto da Martha Medeiros, “Seu apartamento é feliz?”, a portuguesa Sandra Rodrigues escreveu-me, entusiasmada. Mantemos contato através do Facebook e, pra minha surpresa, descobri a “casa feliz” da Sandra, no Casa de Valentina. Gentilmente ela me enviou algumas novas fotos e, embora já publicado, vale a pena ver de novo.
Certamente, seria exemplo de uma casa com alma.

A Sandra não é designer de interiores, nem arquiteta, mas provou competência, ao decorar a própria casa com a maestria de um profissional experiente .
Optou por uma cartela de cores neutras( branco e cinza) como pano de fundo para pincelar de verde e tons naturais. O resultado? Uma casa arejada, iluminada, alegre, com uma pegada retrô.
A estante acomodou livros, vasos esculturais, plantas, uma TV antiga e até um mini-bar, organizado numa bandeja:

O sofá de linhas retas perdeu a sisudez com almofadas coloridas.

Não lembra uma casa nórdica?

Fibras naturais acrescentam calor à sala.

Amei o tapete com estampa retrô!
Uma parede de lembranças em P&B, contrastando com o cantinho verde:

O banheiro também ganhou atenção especial:

Tom vibrante na cozinha, pra deixá-la alegre e aconchegante:



No quarto do casal predominam cores sóbrias, mas a cabeceira amarela e as almofadas estampadas apimentaram o ambiente:


O quarto do filho já foi azulão( vale conferir, no Casa de Valentina) mas, para acompanhar o gosto do pré-adolescente, ficou branco:

Prateleiras sobre a cama, para deixar os objetos de estimação em destaque:

Jovialidade e humor com pop art:

Puxadores fizeram toda a diferença, na cômoda branquinha.

Não parece uma casa feliz?

Gostou da participação da Sandra?
Que tal, você, também?
Se tiver algo bacana para mostrar, entre em contato através do e-mail do blog. Quem sabe, não é o próximo?…

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Paçoca e caviar

Como escrevi no blog da Tanlup, presentear é uma arte que poucos dominam porque demanda certa paciência em observar o presenteado e suas preferências.
Não querendo ser injusta com o sexo masculino, mas: homens tendem a ser pragmáticos e objetivos na hora de escolher um bom presente, achando que o valor em dinheiro investido será proporcional ao prazer proporcionado a quem vai recebê-lo. Tal qual em outros assuntos(…) tamanho
(do presente) e o gasto não são garantia  de sucesso.
Independente da pressão comercial, o importante é aproveitar a época para externar nosso carinho e agradecimento (por que, não?) a quem nos ajuda e tolera o ano todo!
“Em casa de ferreiro, o espeto é de pau” portanto, ainda não escolhi presente para todos que gostaria, faltando-me tempo hábil
para tal( dinheiro, também!)Mas espero ao menos ajudar alguém a escolher os seus, dando aqui algumas dicas, antes do natal chegar.
Para os que gostam de música, indico 2 trabalhos:
(Sou da opinião de que não existe um estilo de música, melhor que outro; existe sim, música boa e ruim, assim como músicos bons e ruins.
E, quando se junta o melhor do popular com o melhor do erudito, então: tem-se o melhor desses 2 mundos!)
Estes cds abrem a Série Pixinguinha:
O projeto é resultado de uma garimpagem no acervo particular de Pixinguinha que contou com a participação do neto dele, também músico: Marcelo Vianna. Mostra a face de orquestrador do compositor e músico popular, mas há participações de cantores, como nesta pouco conhecida( pra mim) mas linda canção, parceria com Vinícius de Moraes, interpretada por Céu-Seule:
Os cds podem ser adquiridos isoladamente e têm preço médio de R$30,00.

Outra joia rara que me surpreendeu e emocionou foi descobrir Sivuca tocando com a Orquestra Sinfônica do Recife, no imperdível-Sivuca Sinfônico:
(Da Biscoito Fino, também na faixa dos R$30,00)

Se alguém ainda tiver alguma dúvida sobre a capacidade e preparo desse músico popular é só ouvi-lo tocar Moto Perpetuo, de Paganini: quase 6′ de rodopios em notas, sem intervalo! Eu, teria cãimbra nos dedos logo no 1° minuto!
Deixo outro presente, composição mais popular e conhecida-João e Maria, de Chico Buarque:
Enquanto isso, na casa da Cléia Dalva, Papai Noel bate à porta( com decoupage de guardanapos de papel, passarinhos e bolas de tecido)
E é recebido com enfeites, que ela mesma fez!
Quer dividir um pouco dos preparativos do seu natal conosco? Então, faça como a Myrian Rovida e a Cléia: mande suas fotos para o e-mail do blog-saladala.blogspot@gmail.com

Enquanto que por aqui, no sótão da casa, a mais nova mamãe posa de zelosa:
Mamãe NIna
Cut, cut!
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As luzes do natal

A maioria das cidades adquire um brilho especial todo fim de ano, embora exageros ocorram com frequência: ruas e praças são invadidos por enfeites de gosto duvidoso e, o que deveria embelezar, acaba em poluição visual!
Dentro de cada um, outra luzinha pisca: um escandoloso alarme a lembrar nossos “deveres” como generosos presenteadores. 
A sedutora pressão comercial pode resumir a tradição natalina em maratona de “bate- pernas” por shoppings lotados e tumultuados. 
Chego a sentir certo alívio ao ler o que a Rosana Sperotto escreveu outro dia, pois essa, deveria ser apenas uma época de preparos ritualísticos domésticos. Nosso “bate-pernas” deveria ser pela casa: da cozinha para a sala, da sala para o quarto porém, sem nos sobrecarregar a ponto de esquecer que, principalmente é tempo de alegria, confraternização e agradecimentos.
E a amiga sulista rendeu-se ao espírito natalino cuidando de cada detalhe da casa, a começar pela guirlanda, personalizadíssima:
Quem disse que natal é apenas de cores, como: vermelho, verde, prateado e o dourado?…

Ainda falando em rituais, a Myrian Rovida, psicóloga e amiga paulista, mandou-me umas fotos da sua casa sendo preparada para o natal:

Este ano será ainda mais especial, para ela e o marido, já que a família cresceu depois que adotaram uma garotinha.

Fico a imaginar, que o brilho dessas luzinhas só não é maior que o brilho nos olhos de cada membro dessa família.

E por aqui, por absoluta falta de tempo as luzes do natal são inauguradas, aos poucos…
Natal na cozinha
Natal na cozinha
Natal na cozinha
Habitantes temporários, na minha cozinha:
Natal na cozinha
Natal na cozinha
Esse pote estava cheio de cookies de chocolate, mas os meninos deram conta de esvaziá-lo. Hora de mais preparo…
Natal na cozinha
Natal na cozinha
Cozinha
Natal na cozinha
Semana passada a Rosana enviou-me a imagem de um castiçal feito com vela, encaixada numa fôrma virada. Adaptei a ideia e pensei em usar mini-fôrminhas de bolo com o nome de cada um, para marcar o lugar à mesa no jantar de natal. Aqui, uma comparação com o tamanho da caixa de fósforo:

Mini-castiçal

Que tal fazer como a Rosana e a Myrian e dividir um pouco do seu natal conosco?

É só mandar fotos dos preparativos para o e-mail do blog: 
saladala.blogspot@gmail.com

Ainda sobre espírito e compras de natal, tem contribuição minha no blog da Tanlup, hoje. Pode prestigiar, também!
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O acaso…

-Imagino Isaac Newton sentado sob uma macieira e, atingido na cabeça por uma maçã:

Fato corriqueiro para nós mas, o suficiente para um físico como ele elaborar as bases da Teoria da Gravidade.

-Arquimedes teria saído às ruas de Siracusa pelado, gritando “eureka, eureka!” após o insight que teve durante um banho: 
Archimedes Cries Eureka!
Observando o transbordamento da água da banheira ao entrar nela, estabeleceu as leis fundamentais da Estática e Hidrostática com o Tratado dos Corpos Flutuantes.
-O bacteriologista Alexander Fleming poderia ter jogado fora uma placa de cultura de bactérias contaminada por fungo, esquecida no seu laboratório durante as férias. Porém notou que, em volta da colônia contaminante as bactérias da placa não se desenvolveram, ao contrário: foram destruídas.
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Mero acaso, mais o espírito curioso do cientista, contribuíram para surgimento da penicilina, um dos mais importantes acontecimentos do século XX, o que rendeu a Fleming o prêmio Nobel pela descoberta.
Segundo outro importante cientista, Pasteur:
“O acaso só favorece aos espíritos preparados e não prescinde da observação“.
Ninguém precisa ser um cientista, nem mesmo amador, para saber aproveitar as boas oportunidades que o acaso lhes apresenta. Só lhe é indispensável: praticar o conselho acima.
Mas, falando sério, quantos poucos têm esse tal “espírito preparado” além de, uma baita sorte?!

Esta triste mesinha, por exemplo, foi encontrada no lixo por uma “sortuda”:

(Às vezes, fico injuriada com a minha sorte ou, falta dela! Por que, não encontro nada que me sirva jogado assim, no lixo?! Nem R$1,00 pra contar história?!…)

Julgou-se sortudo, quem jogou o “traste” da triste mesinha fora. Ou: os tantos outros que passaram por ela e, como na parábola do “bom samaritano”, a ignoraram.

Mas a pessoa de “espírito preparado”, a “boa samaritana”, a “Chapolin Colorado” que apareceu, para salvar a pobre mesinha do “cemitério do esquecimento dos móveis” foi esta bela mocinha:

A Thalita já deve ter ouvido isto, pelo menos umas 1.534 vezes!: “Achei-a parecida com a atriz Nathália Rodrigues.”
Mas a verdade é que a moça, não a atriz, mas a Thalita, é uma publicitária bombril: faz “1001 utilidades”!
Como está montando um apartamento sozinha, tem se esmerado em deixá-lo gracioso, mesmo sob SRO(Sérias Restrições Orçamentárias).
Foi o acaso que a colocou no meu caminho: ela deixou um recadinho aqui nos comentários e, ao visitá-la, deparei-me com um blog “cheirando a leite” e, mais ainda: tinta fresca, pó de serra, cola e um astral leve, que ela imprime ao que escreve e mostra.

O que me alegra em ver esses exemplos de gente, apaixonada por casa, decoração e crafts é porque me identifico: “é gente como a gente”, que trabalha em outro ramo, mas se interessa em aprender sempre mais.

Quando se junta interesse, criatividade, bom-gosto e algum talento para manualidades, poderá até não render um prêmio Nobel ou, uma mudança importante na História da Ciência mas, dar um salto na qualidade de vida de quem possui tais predicados.
Querem alguns exemplos disso?
Já vi muitos usos para caixas de feira, mas achei charmosa a transformação que a Thalita fez, nesta aqui:

Algumas demãos de tinta, rodízios, um tampo de vidro e: tchan-ram! Os livros antigos e raros que a moça coleciona ganharam uma “casa”, cheia de bossa!
O extreme make-over dessa “abóbora, que virou carruagem de Cinderela” podem conferir, aqui.

Adesivos podem cansar, se não aprendermos a diversificar seu uso. Como o fez, a Thalita: comprou uma cartela, pela bagatela de R$2,99…
(Reparem, na parede “rosa queimado” atrás dela: outra arte da moça!)
…E mudou a entrada do apartamento:
A esta altura, devem estar se perguntando:
“E o que aconteceu com a mesinha, achada no lixo?”
“Não contavam com a minha astúcia!”
Deixei-a para o final!

Depois de passar uns dias na UTI da Thalita, a mesinha virou esta paixão em vermelho:

(Ô, Thalita…tô pensando seriamente em jogar no seu lixo umas cadeiras e armário, que estão há meses na minha garagem, esperando por uma “samaritanagem” como essa. Depois, pego de volta. São meus! Ninguém me tira!…)
E o detalhe do puxador:
Para ver todos os detalhes dessa transformação, além de conhecer o simpático Casa de Colorir da Thalita, acessem aqui.
Fico torcendo, que se demore ainda em terminar de decorar o pequeno apartamento.
Depois, que se case, mude para uma casa maior e, comece tudo de novo, para nosso deleite…
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Preparando o ninho…

A previdente mamãe passarinho, e às vezes também o pai, (dependendo da espécie) costuma preparar um lugar especial para a chegada dos filhotes.
Minha amiga Kamila passa por essa fase: trabalha, estuda, cozinha, constrói, prepara e espera…a segunda da “ninhada” está à caminho.
Quando me pediu uma sugestão de lembrancinha para maternidade, dividi a responsabilidade com vocês, aqui.

Pois bem: ela decidiu. Nada do que foi sugerido, mas, agradecendo a nossa ajudinha, enviou-me as fotos da sua escolha, aproveitando a mesma ideia para enfeitar o bercinho do bebê e a porta da maternidade.
Quando me disse que gostaria de fazer um móbile, sugeri-lhe usar bastidor. Ficou assim:Também fez uma guirlanda de feltro e crochê: E as penosas coloridas, que servirão com lembranças: Não sei se alguém percebeu, mas eu sim. Quando vi a primeira foto, meu olho clínico bateu na cúpula de abajur florida, ao lado do berço, “captaram a minha mensagem”? Aceso ou apagado, valoriza qualquer cantinho.No quarto do menino mais velho, ela personalizou outro abajur, aplicando passarinhos:
Fiu, Fiu!

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