“O garoto do tambor”

The Little Drummer Boy é uma tradicional música de natal, interpretada por diferentes artistas ao longo dos anos. Fui apresentada a ela através de Bing Crosby e David Bowie, fazendo um dueto natalino que, de tão famoso, rendeu paródias.

A historinha por trás dela traduz o sentido do natal: podemos não ter nada digno para presentear um rei, mas esse, que se fez criança, nascido numa humilde manjedoura, fica em feliz em receber o melhor que podemos lhe dar.

Feliz natal!

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Acelerando as turbinas

Tô sumida há alguns dias, apenas dando uns pitacos rápidos lá no Facebook, só pra não entrar em “abstinência internética”. Mas a causa foi justa: semana de formatura do filho do meio. 
Tento resguardar, na medida do possível, a privacidade deles, afinal, o blog não é sobre a minha vida embora, não deixe de ser pessoal. Impossível dissociar o blog de sua autora, eu! Se estou triste se, alegre, isso acaba repercutindo por aqui também.
Este fim de ano promete: correria louca e, muita emoção! A ficha tá começando a cair, só agora…
Os filhos vão nos deixando e, ainda bem que, aos poucos, para dar tempo de nos acostumarmos à ideia.
Ele detesta aparecer, mas a ocasião me permite: 
Formatura
O “filho do meio”, como costumo chamá-lo, tem nome, claro! Nome de gente importante, o do avô materno: Vinícius. 
Ano passado relatei aqui, o contexto de uma difícil decisão tomada em família: uma separação temporária mas, necessária. Sofrendo bullying na escola que frequentava, achamos melhor que o menino fosse estudar em outra cidade, ficando com a avó durante a semana.
Mais de um ano depois desse primeiro corte no cordão umbilical que nos unia, tão doloroso à época, senti-me feliz ao constatar, especialmente neste fim de semana que, tudo valeu a pena!
Chegar num lugar onde sou apenas a “mãe do Vinícius” e só ouvir elogios a seu respeito, tanto pelo comportamento, quanto pelo desempenho escolar é recompensador.
Ele não apenas concluiu o Ensino Médio como o melhor aluno da escola, como também deixou marcas, fez amigos e, história.
Agora é prepará-lo para novos voos, mais altos, mais longos, necessitando de um período maior de ausência do ninho: em meados de janeiro de 2012 viaja para o “estrangeiro”, fazer intercâmbio.
Então, este post é pessoal. Muito pessoal! Não falar disso hoje seria omitir minhas “importâncias” e prioridades: o início de uma contagem regressiva, pra mim e pra ele…
Não me estranhem se me virem mais emotiva, daqui por diante…
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Para Zezé e Luciano

O “Astro” chegou ao fim, sem eu ter assistido ao menos um capítulo. 
Mas o fim que virou astro nos noticiários desta semana foi o da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano
Haveria possibilidade de final feliz para essa outra novela? 
A seguir, cenas do próximo capítulo, de: 
Fim de Festa“…
 
Rafinha Bastos, que está sendo processado pela família Camargo/Buaiz( Wanessa, o marido e, incluindo, o feto!), não perdeu a chance de se manisfestar:
“O triste não é a separação da dupla. O triste é a possibilidade de duas carreiras solos.”
( Dessa vez, tenho de concordar com ele!)

Estremecimentos até, separação, é coisa normal nesse meio. Mesmo, tratando-se de irmãos. Assim foi com Crystian&Ralf e Edson&Hudson. Parcerias para durar uma vida, como Pena Branca&Xavantinho, é coisa do passado…

Mas não os culpo. Não aguentaria nem 10 minutos. Imaginem os dois, 20 anos cantando juntos! Enjoa, né?…

Caso a previsão de Rafinha Bastos se concretize, não faltaria espaço na mídia para a ex-dupla:
Tão prolífico quanto a indústria sertaneja é o gospel. Ainda mais, o produzido por aqui! Esqueça o tradicional “Amazing Grace” porque, o que se denominou “música gospel” no Brasil fica bem longe disso! Na verdade, o mercado abraçou toda e qualquer manifestação musical “religiosa”, num ecumenismo de crenças, numa babel de ritmos. 
Não estou querendo dizer que um tipo é bom, outro, ruim, mas são estilos bem diferentes! Um tem identidade, berço, história. Outros são cuspidos a cada minuto nas rádios evangélicas, fazendo o maior sucesso! 
Zezé e Luciano, escutai: eis uma luz, no fim do túnel!

Apelando ao “santo Google” e, digitando: “como fazer música gospel”, deparamo-nos com vários links(sérios, outros, nem tanto) ensinando como. Também arrisquei alguns pitacos:
(Zezé&Luciano: anotai!)

1-Inicie as estrofes de maneira suave e conduza-as a um clímax, se possível, aumentando o tom e o som, permitindo ao intérprete demonstrar toda a sua extensão vocal. 
2-Algumas palavras e expressões não podem faltar, como: aleluia, glória, poder, milagre, unção, benção, vitória, altar, vento, chuva…
Para dar um ar mais “cult-religioso” à canção inclua palavras em hebraico, como: shekinah, Jeovah, shalom…
3-Repita, repita, repita…

Não sou especialista no assunto, nem quero aqui ferir susceptibilidades. Falo como uma evangélica que participa na igreja, especificamente, na área da música. Nesse assunto, assim como na hora de escolher perfume, cada um tem suas preferências.
Mas, seria apenas uma questão de gosto pessoal?
O que me parece é que, assim como na indústria do axé, pagode e sertanejo, o gospel foi sucateado e massificado: quem ouve um, ouve todos! As músicas são repetitivas, as letras vazias e a rima, pobre.

Zezé&Luciano: repensai! Não precisamos de mais números no mercado!

Vamos aprender com quem sabe, então.
Para relembrar, um filme dos tempos áureos de Whoopi Goldberg:
Vale, ainda, assistir a outro: “Resistindo às Tentações”, com Cuba Gooding Jr. e Beyouncé Knowles.
Elvis Presley, numa apresentação histórica, cantando “Paz no Vale”, aqui.
E, para quem não sabe, Bob Dylan compôs várias músicas gospel, recentemente reunidas no excelente “Gotta Serve Somebody-Gospel Songs of Bob Dylan”, interpretadas por cantores  do gênero.


Pensando bem, Zezé&Luciano: reconciliai-vos e, poupai-nos desse pecado musical!
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Sábado musical

Quando Freddie Mercury compôs Bohemian Rhapsody, em 1975, talvez nem imaginasse o sucesso mundial que faria com ela. Em 2008 foi eleita a melhor música pop de todos os tempos. Diferente de tudo o que se fazia à época(a começar pelo tempo de duração, de 05:26′!)as estrofes parecem ter vida própria, independentes uma da outra: balada, depois, solo de guitarra, em seguida ópera, hard rock e, finalizando, novamente balada. Certamente Freddie não pensou, na hora de compor, se seria algo comercial ou compreensível: fez, porque fez.



Música é assim: não é para explicar. É para sentir, com o entendimento e/ou as entranhas. Se somos movidos à raiva, tristeza, dor ou alegria, de certa forma ela atingiu o objetivo: o coração de quem a ouve, ou pelo menos, de quem a compôs.


Há pouco, na mesma semana em que adolescentes ensandecidas faziam plantão na porta do hotel onde estava Justin Bieber, outro astro da música( esse, não apenas um meteoro!) caminhava tranquilamente, quase anônimo, pelas ruas de Porto Alegre:

Imaginei eu mesma agindo como uma fã de Justin Bieber, se de repente topasse com Eric Clapton por aí, dando sopa nas calçadas…

(Blog do Amarildo: charge do dia 10/10)

Não pude ir ao show.  Mas, levei o mito para casa. Ao menos, no estojo com CD e DVD do último trabalho dele, Play the Blues, em parceria com Wynton Marsalis, considerado um dos melhores trompetistas da atualidade:
Marsalis também é o diretor artístico do Jazz at Lincoln Center, em Nova York.
Nesse show gravado ao vivo, com a participação de virtuoses do Jazz at Lincoln Center Orchestra, antigos blues foram selecionadas por Clapton e arranjados por Wynton. O resultado? Música para agradar a todos os sentidos, band-aid para doi-doi de coração! Para amantes do gênero e àqueles, nem tanto, tornarem-se!
Na verdade, em meio a tantos expoentes do jazz e música erudita, Clapton parece ser apenas um coadjuvante, o “garoto enturmado” e, muito bem!
São 10 músicas, em mais de 1 hora de execução: puro deleite! A mais longa delas, com de 12:20′ de duração, faz Bohemian Rhapsody parecer um jingle publicitário. Nem por isso, entediante: “Just a Closer Walk Thee”, tradicional gospel, é uma das mais comoventes do CD! “Careless Love”, sensual. E, não dirija depois de ouvir “Joe’s Turner Blues”: entorpecedora! “Layla”, sucesso de Clapton, ganhou reinterpretação “in blues” de Marsalis: ficou, ainda melhor!
Mas chega de escrever, afinal: “a gente tá aqui pra ouvir, ou pra conversar?…”
Deixo a primeira das músicas, “Ice Cream”, um refresco para o fim de semana: 
No site de Wynton Marsalis encontram-se aperitivos( trechos de todas as músicas do cd): ouça-as, sem moderação!
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Lanche charmoso

Falando em lanchinho, esta semana completei 1 mês da dieta. Nesse tempo voltei a ser criança, alimentando-me de 3/3h e precisando levar “marmita” para o trabalho. 
Uma forma de encarar o esforço com charme e bom humor é fazer de cada pequena refeição um piquenique, no meio da manhã e tarde.
Então a Laurina me apareceu com essas delícias de lancheiras térmicas, em tecido:
Misturinha 2
O patch de estampas coloridas e alegres, assim como a aplicação de frutinha, é resultado de uma parceria com a Carol, da Miau Miau Bolsas
Aqui, ela fechada:

Misturinha 1-fechada

Na parte interna dá para acomodar a garrafinha e lanche:
Misturinha 1
Eu já encomendei a minha.
A sua, pode pedir à Laurina Crafts.

Para animar o fim desta semana infantil, deixo uma das músicas do DVD e CD de Arnaldo Antunes, “Ao Vivo Lá em Casa”(2010), com várias participações especiais, incluindo a do tremendão Erasmo Carlos. Para comemorar os 50 anos de Antunes, o palco desse show foi montado  em cima da casa dele. Amigos e familiares formaram a plateia, num clima de “festa na laje”. E a música escolhida explica, de maneira simples, o que é a maturidade:
(Looks, no fim de semana…)
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