Limpando as vistas

Hibisco
É um sentimento difícil de explicar.
Minha mãe mora distante desde que me casei, há mais de 20 anos. Mas quando nos falamos, depois dela passar uma temporada conosco, repete a mesma coisa…
Até estranho. Era de se esperar que já estivesse acostumada. Mas a danada incomoda, não importa a quem!
Não chega a ser tristeza mas faz chover nos olhos, só em pensar!
Em frente à casa
A vida segue seu curso normal, lembrando aquela música do muso da infância, o Ronnie Von:
“A mesma praça,
O mesmo banco,
As mesmas flores…”
As mesmas paredes…
Parede de pratos
Os mesmos quadros…
sala
Tem um diferente, ali no cantinho!
Parede de quadros
Lembrança, de uma amiga querida.
Presente de amiga
Lembranças que nos ligam, mais ainda!
Presente de amiga
“Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim.”

( O post não deve ter feito muito sentido mas, o pensamento viaja pela Alemanha: pela primeira vez, desde que o filho partiu, a saudade apertou. Mas isso é normal. Anormal seria não sentir. Acho…)

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Despedindo-nos…

Perdão, se pareço repetitiva, mas estamos respirando “viagem do filho”, no momento.
No sábado combinei com alguns amigos mais chegados uma noite de sarau para a despedida oficial, depois de uma rodada de pizza caseira, com direito a um delicioso “bolo fudge de chocolate” de sobremesa.
A receita do bolo já foi indicada por aqui e é do infalível “Panelinha Receitas que Funcionam“. Modéstia à parte, o bolo ficou tão perfeito que não sobrou nada para a foto! Deixo uma, do próprio site:

Quanto à pizza, dificilmente saímos para comer fora, por achar que a caseira seja melhor que a da maioria das pizzarias que conhecemos.
Nada de especial mas, o segredo dessa pizza está na massa leve e no molho de tomate fresco.
Gosto muito de usar o tomate pelado, em lata: substitui os frescos, sem fazer feio. Depois dos temperos habituais, como: azeite, alho e cebola, acerta-se o sal e o azedume do molho com uma pitada de açúcar; deixa-se reduzir, até o ponto ideal.
A receita da massa, que rende até 4 pizzas grandes:
-1 e 1/2 xícara de leite morno
-50 g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
-2 ovos
-1/2 cs rasa de sal
-1 cs de açúcar
-1 cs de fermento granulado biológico seco
-1 cs de orégano
-1/2 xícara de amido de milho
-Mais ou menos 6 xícaras de trigo( ou, até dar ponto de sovar)

Modo de fazer
Misture os ingredientes líquidos primeiro acrescentando os secos, aos poucos: incorpore o trigo, até dar ponto de sovar e/ou soltar a massa das mãos. Forme uma bola e deixe crescer em local protegido, por aproximadamente 40′.
Unte 4 fôrmas para pizza com azeite.
Retire a massa crescida da vasilha, divida-as em 4 partes iguais, abra-as com um rolo e forre as fôrmas. Deixe crescer, por mais 30′ e asse-as em forno bem quente, por aproximadamente 10-15′.
Depois é só cobrir com molho e a cobertura da preferência. Voltar ao forno quente, até derreter o queijo.
No sábado, os sabores foram variados: atum, chester, marguerita, palmito com alho e portuguesa.

O sarau rendeu alguns bons improvisos. Os meninos( filho mais novo e o primo), liderados pelo que viajará em breve, passaram a tarde aos cochichos e armações.
O resultado: uma pequena peça, com direito a “defeitos especiais” de iluminação, sonoplastia, maquiagem, cenário e figurino. Uma superprodução caseira!:
“O doutor barba de bombril, seu assistente corcunda e o menino-robô superpoderoso”
Meninos "emcena"
O filho do meio foi o roteirista, produtor, diretor e ator: “interpretou” um cientista alemão, meio maluco que, com a ajuda do assistente pateta Boris( com um “r”, bem puxado: “Bórriz”!), inventaram um menino-robô cheio de superpoderes, como:
-Ir à China e voltar, num piscar de olhos(no bolso, trouxe um pequeno gato de cerâmica chinês para provar o feito)!
-Contar piadas sem graça, tipo:
“Como o sangue sabe por onde deve seguir?
Ele acompanha as plaquetas…”
-Desentortar uma banana, com a força das mãos.
-Engolir furadeiras e chaves de fenda.
-Chamar o assistente Boris, de: “in-com-pe-ten-te!”
-Dançar “break” como Michael Jackson.
Meninos "emcena"
Mesmo sem ensaio juntamo-nos ao final para tocar algumas músicas, a maioria de igreja, como esta:

Então, depois desse post “frankenstein”, só me resta esperar e desejar que a semana seja muito boa e, não nos apareça com nenhum monstro assustador!

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Nem spock explica!

Imagine se Dr. Spock, de Star Trek, fosse mandado à Terra em missão exploratória, traçar o perfil cultural do planeta e seus habitantes, em pleno 2011:
Primeiro é teletransportado a um baile funk, nalgum morro carioca. Depois das primeiras impressões e anotações vai parar num show sertanejo, no Brasil Central. Uma esticada até o Pará é descrita no roteiro como “paradinha imperdível”, com direito a degustação de uma cuia de tacacá enquanto acompanha milhares de pessoas sacolejando e dançando ao som de Calypso. Para concluir o tour com chave de ouro cai no meio de uma micareta, no Nordeste: num aperto literal é  jogado, de um lado para o outro, em meio à uma multidão pulando mais que pipoca na panela.
( Nada contra a música gaúcha mas, antes que pudesse pensar numa passagem pelos pampas é teletransportado de volta à nave mãe.)

No seu relatório de viagem ao Capitão Kirk faz um resumo do material coletado, com a máxima:
“Fascinante, Capitão, mas não vejo utilidade lógica para isso!”

Talvez a mente de um vulcano como Spock não seja capaz de entender essa música, que arrasta multidões no Brasil e faz tanto barulho lá fora. E, cá pra nós: não dá para imaginá-lo sambando ou dançando axé! Vamos fingir, que isso não é problema nosso.

Já contei por aqui, que meu filho do meio viajará em janeiro e passará 1 ano fora do país. Num dos primeiros contatos com a família que o receberá na Alemanha, perguntamos a eles se gostavam de música brasileira. Uma pausa, até nos mostrarem o pouco que conheciam da nossa cultura enquanto eu cochichava com o filho, ao lado: “só falta, agora, eles tocarem funk”! O filho chamou minha atenção: imagine se, na pátria de Beethoven e Bach, funk teria vez! Acontece que na família há duas adolescentes e, adivinhem o que nos mostraram?: Um legítimo funk carioca! Eu e meu menino nos entreolhamos e, caimos na risada!

Aí, fiquei pensando: qual é a cara do Brasil lá fora? O que identifica melhor nossa cultura para os gringos? Como nos explicaríamos ao Dr. Spock, por exemplo?!..
“Tente entender, Sr. Orelhas Pontudas: nosso mais famoso escritor é Paulo Coelho, embora façamos pouco caso dele. A música mais repetida e coreografada, no momento, é de um tal Michel Teló, embora a letra seja de gosto duvidoso( ou, melhor: indubitavelmente, de mau gosto!)…Simples, não?”
Também não entendi por que, justo nessa hora, ele saiu correndo desesperado, com as mãos na cabeça, esboçando pela primeira vez na vida alguma emoção: “I don’t understand! I don’t understand!…”

Algumas emoções são inexplicáveis, mesmo! Parafraseando RC: o importante é vivê-las!
Falando nisso e, nele, em Michel Teló: confessou que chegou a ficar “arrepiado”, ao ouvir Cristiano Ronaldo cantar o hit “Ai, se eu te pego…”
Só uma explicação, para o “arrepio” sertanejo: “É o amoooor!”

Mas estamos em clima de festa, de confraternização, afinal, é fim de ano! O amor deve reinar nos corações! Sertanejo deve abraçar metaleiro,  pagodeiro, dividir o mesmo sorvete com chicleteiro…
Eu juro:  tenho me forçado a um exercício de tolerância, afinal, essa mescla de raças, sabores, ritmos e culturas é o que nos faz brasileiros!

Sem perder a chance da última espetadinha:
Vendo as chamadas para o “Show da Virada”, na Globo, cheguei a ficar penalizada com aqueles que, por absoltua falta de opção e companhia, serão obrigados a acompanhar as atrações da noite com Zezé di Camargo&Luciano, Chitãozinho e Xororó, alguns da nova geração sertaneja, pagodeiros, axezeiros e, acreditem, até Karla Perez!
Sem preconceito: quer um conselho, para não ter dor de cabeça nesse fim de ano? Coma e beba com moderação, faça as pazes com quem precisa, se for o caso e,  o show da virada…na cama!

Em qualquer ritmo e, para todos os gostos: feliz 2012!
“Paz na Terra, aos homens de boa vontade!”
Ou, como diria nosso insensível vulcano:
“Vida longa e próspera!”

 

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Improvisos de natal

Alguns detalhes do nosso natal, incluindo a pequena árvore improvisada sobre a lareira:
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Os meninos foram encarregados de cortar alguns galhos dos ciprestes que temos em volta da casa. Depois, montei uma pirâmide com blocos de espuma floral. Na última hora, foi o melhor que pude fazer.
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Na véspera de natal a tarde esquentou por aqui: quase perdi a paciência com as confusões criadas entre o filho caçula e o primo. Mas, tudo terminou bem: os ânimos esfriaram-se, assim como a temperatura, e a noite de natal foi amena e agradável.
Acendemos velas, ligamos as luzinhas, cantamos, tocamos…
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Lemos uma passagem na Bíblia sobre o nascimento de Jesus, oramos, nos abraçamos, comemos…
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Há anos dividimos a noite de natal com uma família de amigos. Como todos gostam de música, improvisamos tocar uma, bem conhecida…

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