Noite de Talentos, quarta edição!

Pelo quarto ano consecutivo fizemos, no início deste mês, nossa tradicional “Noite de Talentos“.
A ideia é juntar os amigos da igreja para uma noite descontraída, com comida típica da época, música e representações.
Desta vez o tempo colaborou: nada de chuva e o frio, moderado, ideal para uma comemoração ao ar livre!
Arrumei a mesa no quintal, com tudo de mais colorido que tinha em casa:

Colchas, de crochê e fuxico, serviram de pano de fundo e a chita cobriu a mesa.
Servi primeiramente os alimentos quentes e salgados: foram dois tipos de caldo, agnoline e creme de aipim com carne seca, acompanhados por focaccia e pipoca.

Depois, os doces: mini-pretzels de canela, broinhas alemães, bolo de fubá, bolo de mamão, queijadinhas, canjicão, mini-tarteletes de banana com chantilly.
Para beber, refrigerantes e chás.

Tão corrido, que não deu pra fotografar todos os detalhes mas, uma dica, pra quem planeja algo parecido: faça uma lista dos ítens do cardápio e adiante o que puder.
Preparei antecipadamente os pretzels, focaccia e broinhas alemães já que, obrigatoriamente, devem ser servidos, assim que saírem do forno. Para isso, já congelei tudo nas fôrmas. Na tarde da festa tirei tudo do freezer e deixei descongelar, à temperatura ambiente, crescer para, depois, assar( é bom planejar, para sincronizar com o horário de servir).


Depois do lanchinho coletivo, a hora do “show”, que começou com a exibição de um vídeo, produzido pelo marido para o evento, com a participação especial do filho mais novo, como dublador do Lula.

Histórias, cantoria…

Música instrumental…


E, para os que não foram, a ideia do que perderam:

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Crumble de maçã, a coruja e o coração…

Quer daquelas receitas práticas e certeiras?
Vai de crumble de maçã, dica da Rita Lobo.

Como sempre, faço minhas adaptações: por não gostar de chocolate branco suprimi esse ingrediente. Em vez disso, reguei as maçãs com mel e suco de laranja.
A Rita usou bananas( e deve ficar tão bom, quanto), mas a maçã tem crocância e acidez ideais pra combinar com a doçura e cremosidade do sorvete, indispensável acompanhamento para essa sobremesa. Indico a marca Häagen-Dazs, menos doce e enjoativo.
Deve ser consumido, de preferência, no mesmo dia em que for preparado( de um dia para o outro continua muito bom, mas já não fica com casquinha tão crocante).
A calda de caramelo é a cereja do bolo: não deixe de fazer!

Falando em acompanhamentos trouxe de Porto Alegre alguns novos cds, todos, com boas parcerias:
Gambito Budapeste, de Nina Becker com o marido baterista Marcelo Callado.

O casal gravou no próprio apartamento e levou o tom intimista, mas dançante, para o cd.
Interessante é que, enquanto o trabalho era gestado, também, a primeira filha do casal. Fofos!

Fernanda Takai continua Pato Fu, junto com o marido, o guitarrista John Ulhoa, mas toca trabalhos paralelos como este, em parceria com o ex-guitarrista do The Police( lembram do Sting?), Andy Summers: Fundamental.

Cara de bossa nova, com pitadas de new age, enfim, não é exatamente o melhor trabalho de Fernanda, nada “fundamental” mas, gostoso.

O que me fisgou, dos 3, e não consigo parar de ouvir é o segundo álbum da cantora paulista Tiê, “A Coruja e o Coração“:

Pode não ter ouvido falar nela mas, com certeza, da música que embala os sonhos da romântica Maria Aparecida, em Cheias de Charme, irá se lembrar: “foi só piscar o olho e eu me apaixonei…”
Tiê é assim: só piscar o olho, embalar em sua doce voz e, apaixonar!

Essencialmente acústico (com: piano, violão, violoncelo, banjo, acordeon, bateria e percussão), Tiê também traz boas parcerias:
” A Coruja e o Coração traz participações do uruguaio Jorge Drexler, Marcelo Jeneci, Karina Zeviani e Hélio Flanders em composições autorais, além de parcerias e versões de músicas de Thiago Pethit, Dorgival Dantas e Tulipa Ruiz. A produção é de Plínio Profeta – que tocou todos os instrumentos com a cantora em seu disco de estreia, Sweet Jardim (2009).”( Revista Rolling Stone-9 de março, 2011).
É de Marcelo Jeneci*, por exemplo, a dramática sanfona de “Só sei dançar com você”, uma das mais belas faixas do cd. A música é conhecida na voz de Tulipa Ruiz, outra cantora nada Efêmera.
*Já falei dele, aqui, lembra?

Começamos com doçura do crumble de maçã, terminamos com a doçura da música e voz de Tiê:

Boa semana!

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Feitos pra ouvir!

Nunca tive a pretensão de ser crítica musical, mas indico aqui o que gosto de ouvir; apenas, uma opinião pessoal, que pode ser levada a sério, ou não.
O que tem tocado no meu radinho de pilha ultimamente são dois cantores e compositores nacionais.
Arnaldo Antunes sempre surpreende, estética e sonoramente.
Em 2010, comemorando 50 anos, convidou amigos e parentes para um show, ao vivo, num palco armado no teto de sua casa. A festa rendeu o cd e DVD “Lá em Casa”.
Gravado em dezembro do ano passado, o show Acústico MTV comemorou 30 anos de carreira do artista. Lançado em maio desse ano, contou com participações especiais e uma banda da pesada: Edgard Scandurra, Curumin, Marcelo Jeneci, Betão Aguiar e Chico Salem.

Como o palco montado no telhado de sua casa, esse, não foi menos original: giratório, como um carrossel, iluminação especial, cavalinhos e clima lúdico.

A maioria das músicas já é conhecida, tanto de trabalho solo anterior, quanto na voz de outros artistas, todas, composições de Arnaldo e parceiros( da época dos Titãs e Tribalistas). Mas há duas inéditas: Dentro de um Sonho” e “Ligado a Você”.

O show está em turnê pelo país e, sorte de quem puder acompanhar, ao vivo!

Outro mais recente, por quem me apaixonei:
A revista Rollng Stone considerou o disco de estreia de Marcelo Jeneci( cantor, compositor, acordeonista, pianista, guitarrista) “Feito pra Acabar” como um dos melhores de 2010.
O cantor Jeneci estreou há pouco, mas há mais de 10 anos tem carreira musical como instrumentista.
O pai dele, o pernambucano Manoel Jeneci, consertava eletrodomésticos e instrumentos musicais enquanto “Marcelo tocava piano e treinava nas sanfonas que os clientes do pai deixavam para consertar, mas não tinha seu próprio instrumento. O problema foi resolvido quando um dos habitués da oficina de seu Jeneci, Dominguinhos, resolveu presentear o menino com uma peça de sua coleção. Marcelo tirou passaporte e iniciou seu primeiro trabalho como músico profissional, com a sanfona do mestre, ao lado de Chico César, atualmente seu parceiro na faixa “Felicidade”, que, não por acaso, abre o primeiro disco do compositor.”

A doce voz feminina que acompanha Jeneci na maioria das músicas é da estudante de Psicologia, canto e violoncelo Laura Lievore. De timbre suave, quase infantil, Laura chega a lembrar Fernanda Takai.
Como definir o estilo de Marcelo Jeneci? Difícil.
As músicas são simples e gostosas como comida caseira, nem por isso, tediosas e pouco criativas. Não há graves, agudos, nem firulas que exaltem virtuosismo vocal dos intérpretes; o efeito colateral? Pode provocar desejo de acompanhar, cantando, todas as faixas, sem temer desafinos constrangedores.
Nota-se influência do pop-rock nacional, iê-iê-iê e até da música brega!
É o caso da quinta faixa, “Quarto de Dormir”: a música inicia em tom de Odair José e finda, com cara de rock progressivo do Pink Floyd. Uma das parcerias com Arnaldo Antunes.
Salada musical? Pode ser. Mas, salada boa!
O encarte do cd traz letras e ficha técnica escritas, cada uma, em cartões, como se fossem imagens de Polaroid: original e simpático.
Enfim, um disco para quem está apaixonado ou, querendo apaixonar, curtir.
A música “Pra Sonhar” foi composta para o casamento de Jeneci; ganhou clipe usando cenas reais, enviadas por casais do Brasil todo, inclusive, do próprio.
Pra sonhar…

Marcelo já tem o aval de artistas conhecidos, como Arnaldo Antunes, Chico César, Vanessa da Mata, Zélia Duncan…
Falta o seu…

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O eterno “bom garoto”

“Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.” (Salmos 90:10)
Talvez o salmista estivesse melancólico, ou sofrendo as dores da velhice ao escrever esse versículo.

A verdade é que, até bem pouco tempo atrás, a expectativa de vida( sem falar de qualidade) não ia muito além dos 50 anos de idade.
Porém a Medicina, Ciência e Tecnologia possibilitaram grandes avanços nessa área. Fala-se até, na possibilidade do homem viver 1000 anos!

Arnaldo Antunes teve uma visão mais real e otimista sobre o assunto ao escrever Envelhecer, às vésperas de completar 50 anos:
“A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer…”

Certamente, uma das maiores vantagens da maturidade é a liberdade: liberdade para escolher exatamente o que quer, ou não fazer, sem deixar-se cercear pela opinião alheia, apenas, pelo bom senso.

Coincidência, ou não, Paul McCartney, que em breve completará 70 anos, sentiu-se à vontade para fazer um trabalho, diferente de tudo que já tinha feito até agora: comparando grosseiramente, seria como se o vocalista do Metallica resolvesse cantar bossa nova!
Quem já escreveu o nome na história da música não precisaria provar mais nada. Mas em vez de se aposentar e viver das glórias do passado ele continua por aí, namorando, cantando, compondo, fazendo shows e, o que mais lhe der vontade.

É a impressão que se tem ao ouvir o repertório escolhido para “Kisses on the Bottom”, último trabalho de Paul lançado recentemente.
Até o título, de duplo sentido(além da carinha de levado, na capa do cd), parece ser uma grande pegadinha( de gente grande!): algo para ser curtido, sem grandes expectativas. Mas, nada de desleixo!

A maioria das músicas são conhecidas da década de 20-40, aprendidas na infância de Paul e, com certeza, influenciadoras do seu trabalho na juventude. Exceção para 2 delas, inéditas, compostas por ele.

As interpretações são intimistas, contidas, parecendo de alguém que acabou de estrear no ramo, o jazz. Nem por isso, mostrou-se inseguro.
Paul McCartney Kisses On The Bottom Album
Diana Krall tocou piano e fez a maioria dos arranjos rítmicos para ele, além das participações de Eric Clapton e Stevie Wonder.
As gravações dividiram-se em diferentes estúdios: Londres, Los Angeles e Nova Iorque.
Resumindo: não é trabalho de amador!

Já que o último post lembrou o “dia dos namorados”, uma outra dica para ser ouvida a dois, de rostinho colado.

Neste singelo clip, com Natalie Portman, é apresentada oficialmente uma das músicas inéditas de Paul, “My Valentine”( com a guitarra inconfundível de Eric Clapton):

Em clima de romance: bom fim de semana!

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Curtinhas

O tempo está curto.
Curtas do Facebook( até conseguir me reorganizar):
“Comportamento repetitivo”
Eu, fazendo gracinha:

Filho, fazendo o mesmo:

‎”Ovelha negra, até o fim!”
Ser neto de Rita Lee não me parece simples. Imaginem os comentários dos coleguinhas de escola, no início da semana:
-Viram que a vovó do Lee Jr aprontou mais uma?
-É?
-Acabou o show, na sala do diretor!
-Irado, veio!
Se não fosse assim, não seria Rita.

Mulheres despeitadas, abracemos a mais nova campanha do Governo:
“Brasil, contra a peitofilia!”

O programa mais sem sentido, com o cara mais chato, os bolos mais bregas do mundo: Cake Boss, com Buddy Valastro!
E, cá pra nós: antes de “bonito”, bolo tem de ser gostoso! Buddy parece usar cimento e cuspe, no lugar de trigo e ovos! Argh!!

“Se fosse fazer intercâmbio, acho que ia pra Nova Zelândia!”, filho caçula, já me alertando um projeto radical…rs

Ô, lá na minha casa!
http://www.theselby.com/3_16_10_SeanMacPherson/index.htm

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