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Noite de Talentos, quarta edição!

Postado por Laély, no dia 22-08-2013 - Categoria: arranjos,crochê,decoração,Música - 5 Comentários

Pelo quarto ano consecutivo fizemos, no início deste mês, nossa tradicional “Noite de Talentos“.
A ideia é juntar os amigos da igreja para uma noite descontraída, com comida típica da época, música e representações.
Desta vez o tempo colaborou: nada de chuva e o frio, moderado, ideal para uma comemoração ao ar livre!
Arrumei a mesa no quintal, com tudo de mais colorido que tinha em casa:

Colchas, de crochê e fuxico, serviram de pano de fundo e a chita cobriu a mesa.
Servi primeiramente os alimentos quentes e salgados: foram dois tipos de caldo, agnoline e creme de aipim com carne seca, acompanhados por focaccia e pipoca.

Depois, os doces: mini-pretzels de canela, broinhas alemães, bolo de fubá, bolo de mamão, queijadinhas, canjicão, mini-tarteletes de banana com chantilly.
Para beber, refrigerantes e chás.

Tão corrido, que não deu pra fotografar todos os detalhes mas, uma dica, pra quem planeja algo parecido: faça uma lista dos ítens do cardápio e adiante o que puder.
Preparei antecipadamente os pretzels, focaccia e broinhas alemães já que, obrigatoriamente, devem ser servidos, assim que saírem do forno. Para isso, já congelei tudo nas fôrmas. Na tarde da festa tirei tudo do freezer e deixei descongelar, à temperatura ambiente, crescer para, depois, assar( é bom planejar, para sincronizar com o horário de servir).


Depois do lanchinho coletivo, a hora do “show”, que começou com a exibição de um vídeo, produzido pelo marido para o evento, com a participação especial do filho mais novo, como dublador do Lula.

Histórias, cantoria…

Música instrumental…


E, para os que não foram, a ideia do que perderam:

    Crumble de maçã, a coruja e o coração…

    Postado por Laély, no dia 16-09-2012 - Categoria: dicas de cd,Música,receitas - 8 Comentários

    Quer daquelas receitas práticas e certeiras?
    Vai de crumble de maçã, dica da Rita Lobo.

    Como sempre, faço minhas adaptações: por não gostar de chocolate branco suprimi esse ingrediente. Em vez disso, reguei as maçãs com mel e suco de laranja.
    A Rita usou bananas( e deve ficar tão bom, quanto), mas a maçã tem crocância e acidez ideais pra combinar com a doçura e cremosidade do sorvete, indispensável acompanhamento para essa sobremesa. Indico a marca Häagen-Dazs, menos doce e enjoativo.
    Deve ser consumido, de preferência, no mesmo dia em que for preparado( de um dia para o outro continua muito bom, mas já não fica com casquinha tão crocante).
    A calda de caramelo é a cereja do bolo: não deixe de fazer!

    Falando em acompanhamentos trouxe de Porto Alegre alguns novos cds, todos, com boas parcerias:
    Gambito Budapeste, de Nina Becker com o marido baterista Marcelo Callado.

    O casal gravou no próprio apartamento e levou o tom intimista, mas dançante, para o cd.
    Interessante é que, enquanto o trabalho era gestado, também, a primeira filha do casal. Fofos!

    Fernanda Takai continua Pato Fu, junto com o marido, o guitarrista John Ulhoa, mas toca trabalhos paralelos como este, em parceria com o ex-guitarrista do The Police( lembram do Sting?), Andy Summers: Fundamental.

    Cara de bossa nova, com pitadas de new age, enfim, não é exatamente o melhor trabalho de Fernanda, nada “fundamental” mas, gostoso.

    O que me fisgou, dos 3, e não consigo parar de ouvir é o segundo álbum da cantora paulista Tiê, “A Coruja e o Coração“:

    Pode não ter ouvido falar nela mas, com certeza, da música que embala os sonhos da romântica Maria Aparecida, em Cheias de Charme, irá se lembrar: “foi só piscar o olho e eu me apaixonei…”
    Tiê é assim: só piscar o olho, embalar em sua doce voz e, apaixonar!

    Essencialmente acústico (com: piano, violão, violoncelo, banjo, acordeon, bateria e percussão), Tiê também traz boas parcerias:
    “ A Coruja e o Coração traz participações do uruguaio Jorge Drexler, Marcelo Jeneci, Karina Zeviani e Hélio Flanders em composições autorais, além de parcerias e versões de músicas de Thiago Pethit, Dorgival Dantas e Tulipa Ruiz. A produção é de Plínio Profeta – que tocou todos os instrumentos com a cantora em seu disco de estreia, Sweet Jardim (2009).”( Revista Rolling Stone-9 de março, 2011).
    É de Marcelo Jeneci*, por exemplo, a dramática sanfona de “Só sei dançar com você”, uma das mais belas faixas do cd. A música é conhecida na voz de Tulipa Ruiz, outra cantora nada Efêmera.
    *Já falei dele, aqui, lembra?

    Começamos com doçura do crumble de maçã, terminamos com a doçura da música e voz de Tiê:

    Boa semana!

      Feitos pra ouvir!

      Postado por Laély, no dia 26-08-2012 - Categoria: dicas de cd,Música,vídeos - 6 Comentários

      Nunca tive a pretensão de ser crítica musical, mas indico aqui o que gosto de ouvir; apenas, uma opinião pessoal, que pode ser levada a sério, ou não.
      O que tem tocado no meu radinho de pilha ultimamente são dois cantores e compositores nacionais.
      Arnaldo Antunes sempre surpreende, estética e sonoramente.
      Em 2010, comemorando 50 anos, convidou amigos e parentes para um show, ao vivo, num palco armado no teto de sua casa. A festa rendeu o cd e DVD “Lá em Casa”.
      Gravado em dezembro do ano passado, o show Acústico MTV comemorou 30 anos de carreira do artista. Lançado em maio desse ano, contou com participações especiais e uma banda da pesada: Edgard Scandurra, Curumin, Marcelo Jeneci, Betão Aguiar e Chico Salem.

      Como o palco montado no telhado de sua casa, esse, não foi menos original: giratório, como um carrossel, iluminação especial, cavalinhos e clima lúdico.

      A maioria das músicas já é conhecida, tanto de trabalho solo anterior, quanto na voz de outros artistas, todas, composições de Arnaldo e parceiros( da época dos Titãs e Tribalistas). Mas há duas inéditas: Dentro de um Sonho” e “Ligado a Você”.

      O show está em turnê pelo país e, sorte de quem puder acompanhar, ao vivo!

      Outro mais recente, por quem me apaixonei:
      A revista Rollng Stone considerou o disco de estreia de Marcelo Jeneci( cantor, compositor, acordeonista, pianista, guitarrista) “Feito pra Acabar” como um dos melhores de 2010.
      O cantor Jeneci estreou há pouco, mas há mais de 10 anos tem carreira musical como instrumentista.
      O pai dele, o pernambucano Manoel Jeneci, consertava eletrodomésticos e instrumentos musicais enquanto “Marcelo tocava piano e treinava nas sanfonas que os clientes do pai deixavam para consertar, mas não tinha seu próprio instrumento. O problema foi resolvido quando um dos habitués da oficina de seu Jeneci, Dominguinhos, resolveu presentear o menino com uma peça de sua coleção. Marcelo tirou passaporte e iniciou seu primeiro trabalho como músico profissional, com a sanfona do mestre, ao lado de Chico César, atualmente seu parceiro na faixa “Felicidade”, que, não por acaso, abre o primeiro disco do compositor.”

      A doce voz feminina que acompanha Jeneci na maioria das músicas é da estudante de Psicologia, canto e violoncelo Laura Lievore. De timbre suave, quase infantil, Laura chega a lembrar Fernanda Takai.
      Como definir o estilo de Marcelo Jeneci? Difícil.
      As músicas são simples e gostosas como comida caseira, nem por isso, tediosas e pouco criativas. Não há graves, agudos, nem firulas que exaltem virtuosismo vocal dos intérpretes; o efeito colateral? Pode provocar desejo de acompanhar, cantando, todas as faixas, sem temer desafinos constrangedores.
      Nota-se influência do pop-rock nacional, iê-iê-iê e até da música brega!
      É o caso da quinta faixa, “Quarto de Dormir”: a música inicia em tom de Odair José e finda, com cara de rock progressivo do Pink Floyd. Uma das parcerias com Arnaldo Antunes.
      Salada musical? Pode ser. Mas, salada boa!
      O encarte do cd traz letras e ficha técnica escritas, cada uma, em cartões, como se fossem imagens de Polaroid: original e simpático.
      Enfim, um disco para quem está apaixonado ou, querendo apaixonar, curtir.
      A música “Pra Sonhar” foi composta para o casamento de Jeneci; ganhou clipe usando cenas reais, enviadas por casais do Brasil todo, inclusive, do próprio.
      Pra sonhar…

      Marcelo já tem o aval de artistas conhecidos, como Arnaldo Antunes, Chico César, Vanessa da Mata, Zélia Duncan…
      Falta o seu…

        O eterno “bom garoto”

        Postado por Laély, no dia 20-04-2012 - Categoria: dicas de cd,Música,vídeos - 3 Comentários

        “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.” (Salmos 90:10)
        Talvez o salmista estivesse melancólico, ou sofrendo as dores da velhice ao escrever esse versículo.

        A verdade é que, até bem pouco tempo atrás, a expectativa de vida( sem falar de qualidade) não ia muito além dos 50 anos de idade.
        Porém a Medicina, Ciência e Tecnologia possibilitaram grandes avanços nessa área. Fala-se até, na possibilidade do homem viver 1000 anos!

        Arnaldo Antunes teve uma visão mais real e otimista sobre o assunto ao escrever Envelhecer, às vésperas de completar 50 anos:
        “A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer…”

        Certamente, uma das maiores vantagens da maturidade é a liberdade: liberdade para escolher exatamente o que quer, ou não fazer, sem deixar-se cercear pela opinião alheia, apenas, pelo bom senso.

        Coincidência, ou não, Paul McCartney, que em breve completará 70 anos, sentiu-se à vontade para fazer um trabalho, diferente de tudo que já tinha feito até agora: comparando grosseiramente, seria como se o vocalista do Metallica resolvesse cantar bossa nova!
        Quem já escreveu o nome na história da música não precisaria provar mais nada. Mas em vez de se aposentar e viver das glórias do passado ele continua por aí, namorando, cantando, compondo, fazendo shows e, o que mais lhe der vontade.

        É a impressão que se tem ao ouvir o repertório escolhido para “Kisses on the Bottom”, último trabalho de Paul lançado recentemente.
        Até o título, de duplo sentido(além da carinha de levado, na capa do cd), parece ser uma grande pegadinha( de gente grande!): algo para ser curtido, sem grandes expectativas. Mas, nada de desleixo!

        A maioria das músicas são conhecidas da década de 20-40, aprendidas na infância de Paul e, com certeza, influenciadoras do seu trabalho na juventude. Exceção para 2 delas, inéditas, compostas por ele.

        As interpretações são intimistas, contidas, parecendo de alguém que acabou de estrear no ramo, o jazz. Nem por isso, mostrou-se inseguro.
        Paul McCartney Kisses On The Bottom Album
        Diana Krall tocou piano e fez a maioria dos arranjos rítmicos para ele, além das participações de Eric Clapton e Stevie Wonder.
        As gravações dividiram-se em diferentes estúdios: Londres, Los Angeles e Nova Iorque.
        Resumindo: não é trabalho de amador!

        Já que o último post lembrou o “dia dos namorados”, uma outra dica para ser ouvida a dois, de rostinho colado.

        Neste singelo clip, com Natalie Portman, é apresentada oficialmente uma das músicas inéditas de Paul, “My Valentine”( com a guitarra inconfundível de Eric Clapton):

        Em clima de romance: bom fim de semana!

          Curtinhas

          Postado por Laély, no dia 31-01-2012 - Categoria: facebook,filhos,Música - 4 Comentários

          O tempo está curto.
          Curtas do Facebook( até conseguir me reorganizar):
          “Comportamento repetitivo”
          Eu, fazendo gracinha:

          Filho, fazendo o mesmo:

          ‎”Ovelha negra, até o fim!”
          Ser neto de Rita Lee não me parece simples. Imaginem os comentários dos coleguinhas de escola, no início da semana:
          -Viram que a vovó do Lee Jr aprontou mais uma?
          -É?
          -Acabou o show, na sala do diretor!
          -Irado, veio!
          Se não fosse assim, não seria Rita.

          Mulheres despeitadas, abracemos a mais nova campanha do Governo:
          “Brasil, contra a peitofilia!”

          O programa mais sem sentido, com o cara mais chato, os bolos mais bregas do mundo: Cake Boss, com Buddy Valastro!
          E, cá pra nós: antes de “bonito”, bolo tem de ser gostoso! Buddy parece usar cimento e cuspe, no lugar de trigo e ovos! Argh!!

          “Se fosse fazer intercâmbio, acho que ia pra Nova Zelândia!”, filho caçula, já me alertando um projeto radical…rs

          Ô, lá na minha casa!
          http://www.theselby.com/3_16_10_SeanMacPherson/index.htm

            Limpando as vistas

            Postado por Laély, no dia 28-01-2012 - Categoria: meu quintal,Minha casa,Música,natureza,paredes,quadros na decoração - 15 Comentários

            Hibisco
            É um sentimento difícil de explicar.
            Minha mãe mora distante desde que me casei, há mais de 20 anos. Mas quando nos falamos, depois dela passar uma temporada conosco, repete a mesma coisa…
            Até estranho. Era de se esperar que já estivesse acostumada. Mas a danada incomoda, não importa a quem!
            Não chega a ser tristeza mas faz chover nos olhos, só em pensar!
            Em frente à casa
            A vida segue seu curso normal, lembrando aquela música do muso da infância, o Ronnie Von:
            “A mesma praça,
            O mesmo banco,
            As mesmas flores…”
            As mesmas paredes…
            Parede de pratos
            Os mesmos quadros…
            sala
            Tem um diferente, ali no cantinho!
            Parede de quadros
            Lembrança, de uma amiga querida.
            Presente de amiga
            Lembranças que nos ligam, mais ainda!
            Presente de amiga
            “Tudo é igual, mas estou triste
            Porque não tenho você perto de mim.”

            ( O post não deve ter feito muito sentido mas, o pensamento viaja pela Alemanha: pela primeira vez, desde que o filho partiu, a saudade apertou. Mas isso é normal. Anormal seria não sentir. Acho…)

              Despedindo-nos…

              Postado por Laély, no dia 08-01-2012 - Categoria: filhos,Música,receitas,vídeos - 24 Comentários

              Perdão, se pareço repetitiva, mas estamos respirando “viagem do filho”, no momento.
              No sábado combinei com alguns amigos mais chegados uma noite de sarau para a despedida oficial, depois de uma rodada de pizza caseira, com direito a um delicioso “bolo fudge de chocolate” de sobremesa.
              A receita do bolo já foi indicada por aqui e é do infalível “Panelinha Receitas que Funcionam“. Modéstia à parte, o bolo ficou tão perfeito que não sobrou nada para a foto! Deixo uma, do próprio site:

              Quanto à pizza, dificilmente saímos para comer fora, por achar que a caseira seja melhor que a da maioria das pizzarias que conhecemos.
              Nada de especial mas, o segredo dessa pizza está na massa leve e no molho de tomate fresco.
              Gosto muito de usar o tomate pelado, em lata: substitui os frescos, sem fazer feio. Depois dos temperos habituais, como: azeite, alho e cebola, acerta-se o sal e o azedume do molho com uma pitada de açúcar; deixa-se reduzir, até o ponto ideal.
              A receita da massa, que rende até 4 pizzas grandes:
              -1 e 1/2 xícara de leite morno
              -50 g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
              -2 ovos
              -1/2 cs rasa de sal
              -1 cs de açúcar
              -1 cs de fermento granulado biológico seco
              -1 cs de orégano
              -1/2 xícara de amido de milho
              -Mais ou menos 6 xícaras de trigo( ou, até dar ponto de sovar)

              Modo de fazer
              Misture os ingredientes líquidos primeiro acrescentando os secos, aos poucos: incorpore o trigo, até dar ponto de sovar e/ou soltar a massa das mãos. Forme uma bola e deixe crescer em local protegido, por aproximadamente 40′.
              Unte 4 fôrmas para pizza com azeite.
              Retire a massa crescida da vasilha, divida-as em 4 partes iguais, abra-as com um rolo e forre as fôrmas. Deixe crescer, por mais 30′ e asse-as em forno bem quente, por aproximadamente 10-15′.
              Depois é só cobrir com molho e a cobertura da preferência. Voltar ao forno quente, até derreter o queijo.
              No sábado, os sabores foram variados: atum, chester, marguerita, palmito com alho e portuguesa.

              O sarau rendeu alguns bons improvisos. Os meninos( filho mais novo e o primo), liderados pelo que viajará em breve, passaram a tarde aos cochichos e armações.
              O resultado: uma pequena peça, com direito a “defeitos especiais” de iluminação, sonoplastia, maquiagem, cenário e figurino. Uma superprodução caseira!:
              “O doutor barba de bombril, seu assistente corcunda e o menino-robô superpoderoso”
              Meninos "emcena"
              O filho do meio foi o roteirista, produtor, diretor e ator: “interpretou” um cientista alemão, meio maluco que, com a ajuda do assistente pateta Boris( com um “r”, bem puxado: “Bórriz”!), inventaram um menino-robô cheio de superpoderes, como:
              -Ir à China e voltar, num piscar de olhos(no bolso, trouxe um pequeno gato de cerâmica chinês para provar o feito)!
              -Contar piadas sem graça, tipo:
              “Como o sangue sabe por onde deve seguir?
              Ele acompanha as plaquetas…”
              -Desentortar uma banana, com a força das mãos.
              -Engolir furadeiras e chaves de fenda.
              -Chamar o assistente Boris, de: “in-com-pe-ten-te!”
              -Dançar “break” como Michael Jackson.
              Meninos "emcena"
              Mesmo sem ensaio juntamo-nos ao final para tocar algumas músicas, a maioria de igreja, como esta:

              Então, depois desse post “frankenstein”, só me resta esperar e desejar que a semana seja muito boa e, não nos apareça com nenhum monstro assustador!

                Feliz ano novo!

                Postado por Laély, no dia 01-01-2012 - Categoria: Minha casa,Música - 9 Comentários

                sala natal
                Parede sala
                paz

                  Nem spock explica!

                  Postado por Laély, no dia 29-12-2011 - Categoria: Música,textos - 19 Comentários

                  Imagine se Dr. Spock, de Star Trek, fosse mandado à Terra em missão exploratória, traçar o perfil cultural do planeta e seus habitantes, em pleno 2011:
                  Primeiro é teletransportado a um baile funk, nalgum morro carioca. Depois das primeiras impressões e anotações vai parar num show sertanejo, no Brasil Central. Uma esticada até o Pará é descrita no roteiro como “paradinha imperdível”, com direito a degustação de uma cuia de tacacá enquanto acompanha milhares de pessoas sacolejando e dançando ao som de Calypso. Para concluir o tour com chave de ouro cai no meio de uma micareta, no Nordeste: num aperto literal é  jogado, de um lado para o outro, em meio à uma multidão pulando mais que pipoca na panela.
                  ( Nada contra a música gaúcha mas, antes que pudesse pensar numa passagem pelos pampas é teletransportado de volta à nave mãe.)

                  No seu relatório de viagem ao Capitão Kirk faz um resumo do material coletado, com a máxima:
                  “Fascinante, Capitão, mas não vejo utilidade lógica para isso!”

                  Talvez a mente de um vulcano como Spock não seja capaz de entender essa música, que arrasta multidões no Brasil e faz tanto barulho lá fora. E, cá pra nós: não dá para imaginá-lo sambando ou dançando axé! Vamos fingir, que isso não é problema nosso.

                  Já contei por aqui, que meu filho do meio viajará em janeiro e passará 1 ano fora do país. Num dos primeiros contatos com a família que o receberá na Alemanha, perguntamos a eles se gostavam de música brasileira. Uma pausa, até nos mostrarem o pouco que conheciam da nossa cultura enquanto eu cochichava com o filho, ao lado: “só falta, agora, eles tocarem funk”! O filho chamou minha atenção: imagine se, na pátria de Beethoven e Bach, funk teria vez! Acontece que na família há duas adolescentes e, adivinhem o que nos mostraram?: Um legítimo funk carioca! Eu e meu menino nos entreolhamos e, caimos na risada!

                  Aí, fiquei pensando: qual é a cara do Brasil lá fora? O que identifica melhor nossa cultura para os gringos? Como nos explicaríamos ao Dr. Spock, por exemplo?!..
                  “Tente entender, Sr. Orelhas Pontudas: nosso mais famoso escritor é Paulo Coelho, embora façamos pouco caso dele. A música mais repetida e coreografada, no momento, é de um tal Michel Teló, embora a letra seja de gosto duvidoso( ou, melhor: indubitavelmente, de mau gosto!)…Simples, não?”
                  Também não entendi por que, justo nessa hora, ele saiu correndo desesperado, com as mãos na cabeça, esboçando pela primeira vez na vida alguma emoção: “I don’t understand! I don’t understand!…”

                  Algumas emoções são inexplicáveis, mesmo! Parafraseando RC: o importante é vivê-las!
                  Falando nisso e, nele, em Michel Teló: confessou que chegou a ficar “arrepiado”, ao ouvir Cristiano Ronaldo cantar o hit “Ai, se eu te pego…”
                  Só uma explicação, para o “arrepio” sertanejo: “É o amoooor!”

                  Mas estamos em clima de festa, de confraternização, afinal, é fim de ano! O amor deve reinar nos corações! Sertanejo deve abraçar metaleiro,  pagodeiro, dividir o mesmo sorvete com chicleteiro…
                  Eu juro:  tenho me forçado a um exercício de tolerância, afinal, essa mescla de raças, sabores, ritmos e culturas é o que nos faz brasileiros!

                  Sem perder a chance da última espetadinha:
                  Vendo as chamadas para o “Show da Virada”, na Globo, cheguei a ficar penalizada com aqueles que, por absoltua falta de opção e companhia, serão obrigados a acompanhar as atrações da noite com Zezé di Camargo&Luciano, Chitãozinho e Xororó, alguns da nova geração sertaneja, pagodeiros, axezeiros e, acreditem, até Karla Perez!
                  Sem preconceito: quer um conselho, para não ter dor de cabeça nesse fim de ano? Coma e beba com moderação, faça as pazes com quem precisa, se for o caso e,  o show da virada…na cama!

                  Em qualquer ritmo e, para todos os gostos: feliz 2012!
                  “Paz na Terra, aos homens de boa vontade!”
                  Ou, como diria nosso insensível vulcano:
                  “Vida longa e próspera!”

                   

                    Improvisos de natal

                    Postado por Laély, no dia 25-12-2011 - Categoria: Minha casa,Música,natal,vídeos - 29 Comentários

                    Alguns detalhes do nosso natal, incluindo a pequena árvore improvisada sobre a lareira:
                    DSC08232

                    Os meninos foram encarregados de cortar alguns galhos dos ciprestes que temos em volta da casa. Depois, montei uma pirâmide com blocos de espuma floral. Na última hora, foi o melhor que pude fazer.
                    DSC08233
                    DSC08236

                    Na véspera de natal a tarde esquentou por aqui: quase perdi a paciência com as confusões criadas entre o filho caçula e o primo. Mas, tudo terminou bem: os ânimos esfriaram-se, assim como a temperatura, e a noite de natal foi amena e agradável.
                    Acendemos velas, ligamos as luzinhas, cantamos, tocamos…
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                    Lemos uma passagem na Bíblia sobre o nascimento de Jesus, oramos, nos abraçamos, comemos…
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                    Há anos dividimos a noite de natal com uma família de amigos. Como todos gostam de música, improvisamos tocar uma, bem conhecida…