O melhor pudim do mundo!

Nem sempre o simples é mais fácil de fazer.
Prova disso é o tradicional pudim de leite, uma das minhas sobremesas preferidas!
Mas, não pode ser qualquer pudim! Tem de ter aspecto, textura e sabor ideais: um caramelo castanho e calda abundante, textura lisa, acetinada e leve, sem furinhos( apesar de que, há quem prefira com furinhos) e, não muito doce.
De tanto errar, numa coisa, ou noutra, acabei entregando os pontos e deixando pra lá.
Mas sou brasileira e, não desisto nunca!
Nos últimos tempos tenho insistido e, já sei muitas maneiras de como não fazer um bom pudim! Agora, confiante de que posso chegar muito próximo à perfeição( só mais umas quinhentas tentativas, talvez…).
Exageros à parte, a verdade é que, quanto mais fazemos, melhor fazemos!

Diferente do natal, essa passagem de ano foi bem mais tranquila e feliz: além do retorno do filho( ainda que, apenas pra passar uns dias) pude programar melhor a ceia, adiantando as sobremesas, no dia anterior.
Toda a correria do natal deu lugar à serenidade e alegria.
Até o clima ajudou: a véspera de ano novo foi um dia ameno e ventilado.
A mesa começou a ser arrumada no fim da tarde:

E como não pode faltar, nessas datas especiais, flores naturais:

Acompanhados de amigos mais chegados recebemos o ano novo com um culto familiar. Mais uma oportunidade de agradecer e renovar os votos para um novo ciclo de tempo.
Depois, à ceia.
Para a mesa de sobremesas fiz alfajores, mas dessa vez resolvi banhar alguns em chocolate meio amargo:

O que é bom fica ainda melhor!

A minha tradicional torta de limão também não poderia faltar:
Torta de limão
Até que enfim, chegamos ao pudim!
Quem me animou a fazê-lo, mais uma vez, foi a Paula, do The Cookie Shop, com dicas de um, sem furinhos:
pudim sem furinhos
Gosto de receitas que vêm recheadas com histórias e a Paula tem esse dom: de nos alimentar a alma e a barriga!
Para acessar o link com as dicas e receita dela é só clicar no nome do site( assim, como as outras receitas citadas neste post).
Mas, como sempre, faço minhas adaptações e não poderia deixar de compartilhá-las, aqui(apesar de não ser nenhuma novidade, para a maioria):
Pudim de leite sem furinhos
( Rende um belo pudim para uma grande família)
-2 latas de leite condensado
-4 latas de leite( usando-se como medida, a mesma lata de leite condensado)
-6 ovos
-1 xícara de açúcar( para a calda de caramelo)
Pré-aqueça o forno, em temperatura média, enquanto esquenta água para o banho-maria.
Leve o açúcar para caramelizar, numa fôrma de furo no meio( esse aí é o meu calcanhar de Aquiles: a maior chance de erros! Mas, com calma, pode-se chegar a um caramelo bonito). Deixe esfriar na fôrma, enquanto prepara o pudim.
Numa vasilha misture todos os outros ingredientes com um fouet( ou colher). Passe tudo por uma peneira.
Deite, delicadamente, essa mistura na fôrma preparada com caramelo.
Leve ao forno, em banho-maria, com a fôrma coberta por papel alumínio, por aproximadamente 1 hora e 15′. Na dúvida, com 1 hora abra o alumínio e fure o centro do pudim com uma faca. Se ela sair limpa, pode tirar.
Deixe esfriar na forma. Não desenforme!
Leve à geladeira, por no mínimo 4 horas.
Se tiver alguma dificuldade para soltar o pudim da fôrma, leve-a à chama do fogão, para esquentar um pouco o fundo: soltará, com mais facilidade.
Desenforme e, permita-se essa delícia porque, o “melhor pudim do mundo” é aquele que dá certo!

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Limpando as vistas

Hibisco
É um sentimento difícil de explicar.
Minha mãe mora distante desde que me casei, há mais de 20 anos. Mas quando nos falamos, depois dela passar uma temporada conosco, repete a mesma coisa…
Até estranho. Era de se esperar que já estivesse acostumada. Mas a danada incomoda, não importa a quem!
Não chega a ser tristeza mas faz chover nos olhos, só em pensar!
Em frente à casa
A vida segue seu curso normal, lembrando aquela música do muso da infância, o Ronnie Von:
“A mesma praça,
O mesmo banco,
As mesmas flores…”
As mesmas paredes…
Parede de pratos
Os mesmos quadros…
sala
Tem um diferente, ali no cantinho!
Parede de quadros
Lembrança, de uma amiga querida.
Presente de amiga
Lembranças que nos ligam, mais ainda!
Presente de amiga
“Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim.”

( O post não deve ter feito muito sentido mas, o pensamento viaja pela Alemanha: pela primeira vez, desde que o filho partiu, a saudade apertou. Mas isso é normal. Anormal seria não sentir. Acho…)

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Começando com o pé direito

O velhinho foi-se tranquilamente no sábado, sem fazer estardalhaço, pelo menos aqui em casa.
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A cerimônia de despedida foi bem simples: depois do culto familiar fiz passar um castiçal com uma vela acesa, quase se consumindo, pela mão de cada presente, enquanto um agradecimento por 2011 e um pedido para 2012 era feito. Ao final da contagem regressiva, a vela foi apagada: assim nos despedimos do velho ano.
Depois, à mesa de comida:
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Lembram-se da caixinha para impressão, que postei aqui?
Fiz biscoitinhos de cacau, embalei-os em saquinho de celofane e recheei-as. Aproveitando a ideia dos “biscoitos da sorte” pedi ao meu menino do meio que escrevesse recadinhos, tipo previsões ou ideias para o ano novo. As mensagens foram bem criativas, bem ao estilo dele.
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A mesa das crianças:
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O cardápio foi simples: salada de lentilhas, chester, farofa, arroz branco.
Mesa de apoio
A mesa de doces, uma tentação!
Mesa de tentações
Enfieei o pé na jaca, ou melhor: a boca nas rabanadas, feitas pela minha mãe!
Mesa de doces
Também fiz torta africana( cacau, côco e abacaxi), minha mãe, pavê de maracujá com brigadeiro mole e, na cesta de coração: manga seca, trazida pela sogra.
A salada de lentilhas com bacalhau foi uma ideia da revista Estilo deste mês, muito simples e saborosa:
Salada de lentinhas e bacalhau
Cozinhei 500g de lentilhas, dessalguei e desfiei mais ou menos a mesma quantidade de bacalhau. Depois, passei-o no azeite e alho. Antes de tirar do fogo acrescentei azeitonas pretas, salsinha e cebolinha picadas. Misturei à lentilha, cozida e escorrida, mais 2 cs de tomilho, 1 pimentão pelado e picado. Acertei o sal e azeite. O toque final ficou por conta das rodelas de cebola douradas, dispostas por cima da salada. Pode servi-la morna, ou fria.

Só mais um recadinho, para começar o ano:
No fim de semana fiz um breve retiro virtual.
Nesse meio tudo parece lindo, maravilhoso, perfeito! Encarregamos-nos de criar o perfil de uma vida ideal. Acontece que, não sou um personagem de mim mesma: sinto tristeza, raiva, desânimo, medo de que as coisas piorem, que as pessoas piorem, incluindo, eu…
Mudar um móvel de lugar, transformar a casa, fazer um “extreme make over” doméstico é bem mais fácil e simples que mudar a nós mesmos. Mas a esperança nas pessoas não deve ser a “última a morrer”, como diz o ditado. Não pode morrer, nunca!
O desconhecido torna-nos frágeis. Mudanças amedrontam. Porém, devemos crer que vem para melhorar. Podem até não ser grandes, drásticas; pequenas, sutis já fazem uma grande diferença.
Nosso destino não está escrito nas estrelas, muito menos num “biscoito da sorte”. Nós mesmos tratamos de o escrever e reescrever, todos os dias. Como diz aquela música conhecida:
“Depende de nós…”
Um 2012 abençoado, para todos!

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Improvisos de natal

Alguns detalhes do nosso natal, incluindo a pequena árvore improvisada sobre a lareira:
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Os meninos foram encarregados de cortar alguns galhos dos ciprestes que temos em volta da casa. Depois, montei uma pirâmide com blocos de espuma floral. Na última hora, foi o melhor que pude fazer.
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Na véspera de natal a tarde esquentou por aqui: quase perdi a paciência com as confusões criadas entre o filho caçula e o primo. Mas, tudo terminou bem: os ânimos esfriaram-se, assim como a temperatura, e a noite de natal foi amena e agradável.
Acendemos velas, ligamos as luzinhas, cantamos, tocamos…
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Lemos uma passagem na Bíblia sobre o nascimento de Jesus, oramos, nos abraçamos, comemos…
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Há anos dividimos a noite de natal com uma família de amigos. Como todos gostam de música, improvisamos tocar uma, bem conhecida…

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