Brunch para Vinícius

Escrevo este blog há quase 5 anos. Nesse período, muita coisa mudou( outras, nem tanto): a casa, os gatos que passaram por ela, o corpo, a família…
Pra quem me acompanha há mais tempo, a história já é sabida. Pra quem não, entenderá melhor este post se, antes, ler um outro: “De mãe pra filho“.
Resumindo: tenho três filhos, quase todos, de barba na cara. Pra quem não acredita, olha os “meninos”, aí:
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A verdade incontestável da vida: os filhos crescem. E, se vão…
Conosco, apenas o mais novo, que acabou de completar 14 anos. O mais velho faz faculdade, na capital, e o do meio resolveu ir pra mais longe, bem longe…O tempo não para: são quase 2 anos…
Há uma semana ele voltou, para uma visita rápida. E, como não poderia deixar de ser, a gente quer mimá-los, de todas as formas!
A avó materna não pôde vir ao seu encontro. Mandou, lá de Belém, delícias regionais, que ele tanto gosta.
No seu último sábado no Brasil saboreou frango com jambu, no tucupi e, de sobremesa, açaí.

“Será que meus filhos terão alguma reminiscência da maneira como tempero nossa comida? A gente nunca sabe o momento, exato ou inexato, em que vai entrar para o rol de lembranças de alguém. Qualquer ação ou atitude podem virar protagonistas; preciso me lembrar disso, para caprichar mais nas coisas.
Será que, n’algum momento da vida, eles tentarão recuperar algum sabor de suas infâncias? Experimentarão, quando grandes, algo que não tenha sido feito por mim, fecharão os olhos por alguns segundos e se pegarão dizendo ‘Parece a torta de legumes da mamãe’ ou ‘É igual ao creme de abóbora que ela fazia’?
No fundo, a gente quer é ser lembrada. E o alimento é a memória afetiva mais forte que existe. É o primeiro presente que ganhamos, ao nascer. Onde fica a boca do mundo?”

Foi o que a Silmara Franco escreveu, no último post.
Concordo com ela! Trago algumas recordações gustativas e olfativas da infância, como um pão de canela que minha mãe costumava fazer.
Acredito piamente que, cozinhar é uma forma de acarinhar. Uma das formas. Cada um tem a sua…
Um bom compositor faz música, eu, embora não me considere tão boa cozinheira, comida. É a minha sonata, para olhos e paladar.

Então, antes mesmo dele chegar, decidi por uma despedida em volta da mesa, junto com alguns amigos. E foi, assim:
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Depois de uma semana de tempo fechado, chuvoso e frio a manhã de domingo estreou, com um belo dia de Sol: perfeito, pra montar a mesa no quintal!
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As opções salgadas do cardápio: sanduíche, no pão integral, de atum e pepino*, quiches( tomate seco/cogumelos frescos), cuscuz marroquino, focaccia integral com tapenade de azeitonas, receita do Panelinha.
*Para o recheio do sanduíche piquei pepino japonês em cubinhos bem pequenos, acrescentei um pouco de sal e deixei escorrer numa peneira. Depois, sequei o excesso de água em papel toalha e acrescentei ao recheio de creme de ricota e atum. Acertei o sal e a pimenta. Os pedacinhos de pepino dão uma textura crocante ao creme.
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Opções doces: torta de ricota( com geleia de morango e geleia de goiaba), bolo gelado de abacaxi, bolo de mamão e aveia, biscoitinhos de nata.
As bebidas servidas foram suco e chocolate quente.
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Flores na mesa, colchas no varal, mix de louças: se você gosta de cores, não há contraindicações!
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Como ele viajaria à tarde, a ideia do brunch foi a mais viável: um café da manhã mais tarde, com cara de almoço.
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O importante era deixar todos à vontade.
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E teve música especial, de despedida…
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E um breve momento de reflexão, dirigido pelo nosso pastor:
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Ficar longe até que não é tão difícil, hoje em dia. Difícil, mesmo, é dizer “auf wiedersehen”!

“Dê a quem você Ama :
– Asas para voar…
– Raízes para voltar…
– Motivos para ficar… ”
(Dalai Lama)

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“Carpe diem!”

Domingão rima com macarrão:
Macarrão do domingão
Mas não combina com complicação:
Almoço de domingo-“macarrão de strogonoff” porque, como bem descreveu minha amiga Silmara Franco, outro dia:
“Só massa salva!” ( Principalmente, mulher “desempregada” há 2 semanas!)
Mais cliques do domingo:
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Não perturbe! Pingo tirando uma sesta:
Pingo na sesta
A quaresmeira-anã desabrochou:
Quaresmeira-anã
Quaresmeira-anã
Quaresmeira-anã
E um texto traduzido e postado pela Vivianne Pontes, Dcoração, que compartilhei no Facebook e gostaria de aqui, também:
Filhos, pais, Carpe Diem e os tempos

Tocante! Inspirou meu domingo e, espero: inspire a semana de todos!
Plantem boas sementes e colham, o que de melhor encontrarem pela frente!

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Banquete da tarde

Como pode alguém, mesmo ausente, ser tão presente?
Acho que a isso os poetas chamam, de: saudade.

Quando o filho do meio despediu-se de mim, no aeroporto internacional do Rio, colocou a mão no meu ombro e, olhando nos meus olhos, fez-me uma recomendação solene: que eu tomasse conta da horta dele. Também deveria fotografar a alface e cenoura ali plantadas, para que ele pudesse acompanhar o crescimento, mesmo de longe.
Dividindo a responsabilidade com o filho mais novo, o resultado já pode ser conferido e levado à mesa:
Horta do filho
A concorrência com as lagartinhas é feroz, mas o primeiro desbaste rendeu uma deliciosa salada de alface baby. As cenouras ainda não cresceram o suficiente.
Horta do filho
Numa dessas idas ao quintal, o que podemos encontrar:
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O marido se encarrega de colocar alpiste, canjiquinha e frutas para alimentar visitantes comuns por aqui:
Banquete de sanhaço
Os sanhaços andam em bando e se deliciam com o banquete oferecido.
Banquete de sanhaço
Banquete de sanhaço
Canarinhos, rolinhas e bem-te-vis também fazem a festa.

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Limpando as vistas

Hibisco
É um sentimento difícil de explicar.
Minha mãe mora distante desde que me casei, há mais de 20 anos. Mas quando nos falamos, depois dela passar uma temporada conosco, repete a mesma coisa…
Até estranho. Era de se esperar que já estivesse acostumada. Mas a danada incomoda, não importa a quem!
Não chega a ser tristeza mas faz chover nos olhos, só em pensar!
Em frente à casa
A vida segue seu curso normal, lembrando aquela música do muso da infância, o Ronnie Von:
“A mesma praça,
O mesmo banco,
As mesmas flores…”
As mesmas paredes…
Parede de pratos
Os mesmos quadros…
sala
Tem um diferente, ali no cantinho!
Parede de quadros
Lembrança, de uma amiga querida.
Presente de amiga
Lembranças que nos ligam, mais ainda!
Presente de amiga
“Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim.”

( O post não deve ter feito muito sentido mas, o pensamento viaja pela Alemanha: pela primeira vez, desde que o filho partiu, a saudade apertou. Mas isso é normal. Anormal seria não sentir. Acho…)

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Reunindo a família

No último fim de semana foi aniversário da minha mãe. É bom poder comemorar essa data juntas, pois uma grande distância geográfica nos separa, a maior parte do tempo(ela mora em Belém e costuma visitar-nos essa época do ano).

Na quarta ela se despede do ES mas, sempre que passa por aqui, deixa um rastro de benfeitorias, na casa e na alma da gente: costura roupas e lençóis rasgados, com paciência de Jó( aliás, acho que mãe deve vir de fábrica com visão de super-homem, para enxergar o que a maioria não vê!), cuida, conversa, escuta, elogia, puxa a orelha, quando necessário…

Não sei se, em homenagem a ela, a chuva deu uma trégua; tempo suficiente, para animar uma almoço no quintal. Porque, dia ensolarado e ameno, não se pode desperdiçar!
Tarde sobre a mata
Montamos a mesa no quintal, à sombra mutante de um grande cipreste( a sombra muda de lugar, conforme a hora do dia).
O almoço foi simples e regional: frango no tucupi, arroz branco e farofa.
Porém, o mais gostoso é poder bater papo com os amigos.
Aniversariante
Foto não-oficial:
Aniversário da mãe
Cores e flores, para completar o clima de descontração:
Cores e flores
As sobremesas são as minhas preferidas. E, a preferida das preferidas dela, é a torta de limão que faço!
Sobremesas
Misturei bolo fudge de chocolate, receita do Panelinha, e a tentação calórica ficou mais irresistível ainda( sem falar, no açaí do Pará)!
O cardápio não seguiu nenhuma combinação ou lógica, apenas, o “querer agradar a todos”!
Bolo fudge
Mas achei que laranja e marrom combinavam bem:
Capuchinha
Um descuido e minha torta teria queimado mas, consegui salvá-la a tempo!
Torta de limão
E a dupla do barulho:
Dupla tentação
Um presente a mais, além do dia ensolarado, foi a coincidência na floração da cerca viva de murta:
Murta florida e perfumada
O muro verde já alcança quase 3 m de altura e circunda toda a casa, abraçando-nos com seu delicado perfume, quando em flor.
Aproveitei, para deixar um buquê no lavabo:
Murta perfumada no lavabo
E foi assim que mais um dia terminou por aqui:
Entardecer
Quero pensar que, da próxima vez que minha mãe voltar, a família estará toda reunida, inclusive, com o Vinícius, “que está na Alemanha”…

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