Não aprendi dizer adeus…

Não sei se vou me acostumar
Olhando assim nos olhos teus…
Maizena
Sei que vai ficar nos meus
A marca desse olhar…
Meu programa preferido!
Não tenho nada pra dizer
Só o silêncio vai falar por mim…
Camuflagem: Maizena no edredom
Não aprendi dizer adeus mas
Tenho que aceitar que amores
Vem e vão são aves de Verão…
Colinho
…Se adeus me machucar
O inverno vai passar, e apaga a cicatriz.
Camuflagem: Maizena no edredom
Essa é a forma que escolhi pra me despedir da Maizena, vítima de uma acidente doméstico, hoje. Embora não seja fã de Leandro e Leonardo, foi a música que me veio à cabeça nessa hora triste.
E não adianta filosofar sobre a efemeridade e fragilidade da vida, ainda mais, de um gatinho: despedidas são sempre dolorosas. A gente não acostuma!
Nem adianta perguntar: “por quê”? Não há resposta que conforte.
Mas há uma certeza: foram dias felizes, tanto pra ela, quanto pra nós.
Nosso lar e nosso coração continuam abertos para receber mais um gatinho, e:
Começar de novo…
Vai valer a pena…
Ter me machucado, ter sobrevivido…

Atualizando:
Queria agradecer o carinho e solidariedade de todos mas, gostaria de esclarecer o seguinte: não faço adoção irresponsável, nem faço tipo, aqui no blog ou Facebook, visando despertar a simpatia alheia.
Tenho mais dois gatos, que estão conosco há bastante tempo.
Meus animais são bem tratados, vacinados, castrados, acarinhados…Apenas um, tenho certeza de que foi envenenado. Outros 2 sumiram, sem deixar provas ou pistas.
Minha casa e quintal são grandes: impossível cercar tudo, ainda mais, em se tratando de gatos! Eles vivem soltos. Gosto, assim. Acho que eles, também.
O que aconteceu com a Maizena foi uma fatalidade, um acidente, dentro de casa, que me reservo o direito de não entrar em detalhes.
Acabei de receber um e-mail, no mínimo, cruel: recebi “conselhos” para não adotar mais, como se eu fosse uma louca, a “louca dos gatos”, uma irresponsável!
Mas acredito piamente que podemos fazer a vida um do outro, humanos e gatinhos, um pouquinho melhor!
Os bichos não me assustam. As pessoas ainda, sim.
Beijo pra todos!
Obrigada pelo apoio!

Leia Mais

Recomeço!

Você chora um dia e acha tudo normal, afinal, era o seu gatinho de estimação!
No segundo dia chora, de novo! Dá um desconto: não era apenas um “gatinho de estimação”, mas um gatinho de estimação que dividia a cama com você, todas as noites!
E vem o terceiro, o quarto, o quinto…depois de 1 semana chorando, chega a se perguntar se isso seria normal, aceitável: uma atitude madura para uma mulher de 42, quase 43, mãe de 3 filhos crescidos, profissional liberal…
Pergunta ao marido: “tô sendo infantil?”
Ele consola, também consternado com a perda.
Não convencida, consulta o filho mais velho, estudante de Psicologia.
Fica mais à vontade com a resposta que ouviu:
“Quem sou eu, pra julgar o seu luto?!…”

Então, a minha semana foi assim: liguei no “programa automático” e dei conta do básico.
Deixei o blog meio de lado, só conferindo as mensagens de solidariedade que, se não trazem o Chuvisco de volta ao menos, consolam! Obrigada!

Cheguei a me questionar se não seria carência, ou mesmo egoísmo da minha parte pensar em adotar mais um bichano, afinal, já se foram 3, em 6 meses! E tem o Pingo e a Nina, que estressam cada pequena mudança na fauna doméstica( pelo menos, até que se acostumem). Ao mesmo tempo, sei que podemos cuidar e oferecer um lar a outro gatinho necessitado. Em troca, muitas alegrias! Amar é um risco, afinal!

Assim, desdo o início da semana procurei por outro filhote: cheguei a ver alguns mas, não é você que os escolhe e sim, o contrário!
Até que…bem, voltava hoje da corrida com o Hulk( ele, metade da língua pra fora!), quando paramos nesta fábrica de biscoitos(mostrado num post anterior, lembram?) para beber água:
Fábrica de biscoitos
Cumprimentei a Claid, dona da fábrica, e perguntei se conhecia alguém que tivesse um gatinho para adoção. Por coincidência(ou, atendendo as minhas preces…) a Joici, filha dela, não tinha 1 mas, 4!
Não preciso dizer qual foi minha reação, né?…
O resultado do namoro:
Camuflagem: Maizena no edredom
Esse floquinho de neve camuflado no meu edredom é uma gatinha, muito doce. Algodão doce. Mas vamos chamá-la “Maizena”, sugestão da própria Joici, aceita na mesma hora!
Camuflagem: Maizena no edredom
Não substitui o Chuvisco mas, cobre uma parte do rombo que a falta dele fez no meu coração.
Estamos em processo de “apaixonamento”…
Maizena
E, lembrando um comentário da Margit no post anterior quero cantar:
“Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti…”

Adote um gatinho, adoce a vida, adicione mais sabor ao seu dia a dia!

Leia Mais