Só pra variar….

(Imagem: dAqui)

Escrever pra mim é um hobby; prazer que cultivo aqui, através do blog. Por isso não me preocupo muito em focar num assunto específico: é o que “dá na telha” do dia. Quem acompanha o Saladala já deve ter percebido isso. 
Mas, antes que me risquem do rol dos blogs de decoração darei uma pequena pausa na viagem, literal ou “na maionese”, para mostrar duas salas de jantar românticas.

A tradicional Mangueira já provou, há muito tempo, que verde e rosa combinam bem:

HGTV

E esta sala de jantar passou por uma transformação, nada radical, que fez toda a diferença no resultado final:

Reforma sala de jantar - a tabela

Veja o antes, aqui: Crafty Nest.
Gostou do candelabro? Também passou por uma reforma. 
Veja o antes:

lustre antigo - antes

Alguns cristais, pintura, novas lâmpadas de LED e, uma transformação surpreendente.
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Lanternas personalizadas

Diferentes formas de customizar lamparinas e abajures, como nesta lanterna de papel, tipo japonesa:

Bluelantern1
Mini bandeirolas, costuradas num viés e aplicados com cola:
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Fonte: Oh dee doh
Tutorial, aqui: You had me at bonjour
Castiçais coloridos ganharam instalação elétrica( bocal e lâmpada comum) e cúpula com fru-frus:
Nesta outra luminária, sobras de couro foram montadas como uma saia em volta da lâmpada:
Imaginei que tiras de feltro e até pedaços de gravatas não usadas substituiriam muito bem a ideia original.
O inconveniente do projeto anterior, apesar do bonito efeito em cascata é que o lustre vedaria completamente a passagem de luz pelas laterais.
Marido é do contra, dizendo: “primeiro coloca a luz, pra depois tirá-la!”
Mas acho que os projetos seguintes seriam aprovados:
Uma bonita e escultural cúpula antiga foi desnuda, para ser coberta posteriormente com retalhos de tecido e adereços:
Lampshade DIY
Lampshade DIY
Ideia similar, com aplicação de contas de madeira:
Ou este lustre bacana, reaproveitando potes de vidro:

Easter Pastels - Summer Nights Shimmering Shooting Stars Sparkling Clear Glass Fruit Harvest Ball Mason Jar Chandelier Lights - UpCycled ReCycled Hanging Pendant Lighting Fixture Swag Light - Wedding - Party - Holiday - Mothers Day Treat
Etsy

Falando em iluminação e reciclagem, curiosidade foi encontrar esse vídeo mostrando uma ideia literalmente luminosa, ecológica e a custo zero-a transformação de garrafas pet em “lâmpadas”:
Gostou da ideia? Explicação mais detalhada, aqui.
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Do quintal à cozinha

A estiagem por aqui tem castigado bastante.
Ainda que tenhamos um sistema de coleta de água de chuva no quintal, nem todas as caixas são suficientes para manter a horta produzindo 100%, nessa época do ano.Alguns temperos são mais resistentes e é bom contar com esse apoio à cozinha, logo ali, sempre à mão.
Além do apoio do Pingo, que adora conferir as ervas aromáticas na horta!
Aqui, cheirando as delicadas folhas da erva doce:

Pingo na horta
Considerando-se o dono da casa e seus arredores, não há nada que façamos sem que ele antes ache necessário dar o aval.
Aqui, no meio da menta, tomilho e capim cidreira, enquanto eu colhia outros temperos:
Pingo na horta
A floração miúda do manjericão é um plus de beleza para essa erva, que já é saborosa e extremamente aromática:
Manjericão florido na horta
Não resisti e colhi alguns galinhos para fazer um arranjo bem simples-além de delicado, perfuma a cozinha:
Flor de manjericão
A couve chinesa rendeu pequenas flores amarelas:
Flor de couve chinesa
Flor de couve chinesa
Flor de couve chinesa
Outra surpresa, não rara, foi a visita de um beija-flor:
Visita matinal
Cansado, pousou sobre o pendente improvisado com fôrma de silicone:
Visita matinal
O pendente original não resistira ao calor de uma lâmpada incandescente mal escolhida: derreteu.
A forma escultural da fôrma de silicone lembrava minha infância e até ganhei uma de verdade, de alumínio, da
amiga Rosana.
Depois do presente original, a minha fôrma genérica foi deixada de lado: não gostava do bolo, assado nela. Então, cortei um pedaço do cone central da fôrma, que se encaixou perfeitamente à ponta do pendente de luz:
Visita matinal
Há poucos dias a Vivianne mostrou o vídeo de uma reportagem do Mais Você, no evento Morar Mais por Menos: além de ensinar como fazer um pufe de pneu, há boas ideias para copiar, inclusive, pendentes de luz feitos com fôrminhas de alumínio coloridas. Vale a pena conferir!
Ah! e podem ficar tranquilos: o colibri conseguiu libertar-se, antes que o “resgate” dos gatinhos da casa chegasse.
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Um mar de nuvens…

Pairava sobre minha cabeça, antes de viajar: TPM, ou Tensão Pré Moleza. Mal que sofro, sempre que decido viajar sozinha: muitos detalhes a resolver antes da partida e aquela dorzinha na consciência, por deixar a família e trabalho para trás, enquanto passeio.
A ansiedade foi compartilhada com a
Rosana, mas assim que o avião decolou, pude finalmente respirar aliviada: ou eu “relaxava e aproveitava”, como a nossa digníssima ex-ministra da terapia* “
sabiamente” havia aconselhado, ou perderia meu tempo.*Ops! Não era bem essa pasta que ela (des)cuidava…
Logo pude ter certeza de que, novos horizontes estavam se abrindo à minha frente, sob os meus pés…
Mar de nuvem
Lembrei daquela música, interpretada por Leila Pinheiro, e pensei que estava indo para a serra, não a do luar, mas a gaúcha, pra “afinar o instrumento de dentro pra fora”.
Então, procurei “manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo…”
Pousei, nas nuvens…
Fim de tarde
Cheguei à noite em Porto Alegre e, apesar da chuva fina e fria, a recepção calorosa preparada por Rosana e família, dissiparam todas as eventuais nuvens de incertezas:
Mesa posta, ao lado de um foguinho na lareira, jantar especial, feito pelo chef Vicente Sperotto , a alegria do reencontro das amigas e uma fome de boas experiências fizeram-me esquecer o cansaço da viagem e o plantão do dia anterior.

Comi o melhor risoto de shitake e filé da minha vida!
De entrada, experimentei figos ao forno, com recheio de gorgonzola e nozes: uma delicadeza de sabor que explodia na boca, de tão macio!
(Quem disse que a maçã foi o fruto proibido e tentador, com certeza nunca saboreou figo, dessa forma!)

Acho que o chef acrescentou algum ingrediente secreto à comida: como resultado, sobrou energia e animação para estender a conversa em volta da mesa, até o início da madrugada.
Como costuma dizer minha sogra: “barriga cheia, coração contente”.

Manhã seguinte, o programa era subir a serra.
Sem pressa, fomos parando pelo caminho e aproveitando os ares e a paisagem bucólica:
Cena bucólica
E, como toda história que se preze tem uma trilha sonora de fundo, o fog cinza que dominou o dia anterior, sentiu-se envergonhado diante de nossa animação e tirou o time de campo. Em seu lugar…“Here comes the Sun” !
Nada de “inverno solitário”. O sol chegou, “os sorrisos voltaram aos rostos” e enquanto “o gelo derrete”, eu “digo que está tudo bem”…
Plátanos
Ao longo do caminho vi muitas casinhas simples, de lambri de madeira, coloridas, antigas porém, bem conservadas. Via a fumaça, saindo de suas chaminés. Casas vivas. Calor humano. Falhei, em não registrar.
Esta aqui é de inspiração alemã, mas não tinha mais ninguém morando ali:
Serra gaúcha
Em Nova Petrópolis, uma paradinha para um passeio pelos jardins da praça central:
Nova Petrópolis
E pelo labirinto verde:
( Não me arrisquei a entrar: havia esquecido meu novelo de lã, em casa…)
Nova Petrópolis
Chegamos à Gramado, final da tarde do sábado.
Não havíamos almoçado e estávamos famintas por boa comida!
Rosana sugeriu um café no
Hotel Ritta Höppner, no estilo dos contos de fada da Bavária:
Fachada do Hotel
Registrei a delicadeza desta pintura, emoldurando uma das janelas do hotel:
Janelinha decorada
À entrada do salão, que lembrava àqueles, de filmes de Hollywood da década de 30, uma plaquinha feita à mão:
Ritta Höppner
O lustre vintage reforçava o clima cinematográfico:
Salão de chá
O pendente com luz indireta dava um certo ar nostálgico e romântico:
Mesa de chá
Mas o melhor, ainda estava por vir…
Chá no Ritta Höppner
Saímos dali, sentindo-nos verdadeiras divas!
Mas acho que, diva que é diva, não se empanturra, de: chazinho, chocolate quente, leves e aerados wafles com cobertura de creme ou calda de morango, folhados e doces deliciosos!
No máximo, diva aceita um chá com torrada( e, sem manteiga!)!
Mas isso não é vida de diva!

Concluímos que a tal teoria, a da “barriga cheia”, é que estava certa:
Barriga cheia, coração contente
Deixamos o Ritta Höpnner e seguimos viagem até Canela, onde fomos recebidas numa Aldeia dos Sonhos
Mas, não era sonho?!
A mais pura realidade: um frio de rachar e nós, exaustas depois de um dia, cheio de novidades!

Acomodadas num chalé quentinho, entricheiramo-nos sob as cobertas, cada uma na sua cama, para um curto sarau. Jane, Rosana e eu, revesamo-nos na leitura de algumas crônicas de Eduardo Galeno: surpresa boa, descoberta nessa última viagem.
Pra fechar o divertido dia, optamos pelo alto-astral e alegria do musical Mamma Mia, que mereceria um post especial. Rosana entregou os pontos e não sabe como o filme terminou.
Mas esta nossa história, diferente do filme, ainda mal começou…

(Aproveitando a semana de gauchices, não poderia perder o mote e comentar a atuação pífia da nossa seleção, sob o comando do gaúcho Dunga, que está mais para o anãozinho Zangado…Acho que aquele casaco horroroso que estava usando é que não lhe caiu muito bem. Tudo bem, que ainda vem mais jogo pela frente. Quem sabe, ele mude o visual e a seleção, a atuação, para melhor?…Vamos torcer!)

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