“Com que roupa eu vou?”

Hoje senti-me como num episódio de “Esquadrão da Moda“, um de meus programas preferidos:

Havia levado pra casa algumas peças de roupa de frio; queria que o menino do meio as visse com toda calma e comodidade mas, ele protestou:
“Não quero que faça mais isso! Onde já se viu, um rapaz da minha idade* ter a roupa escolhida pela ‘mamãe’?!”
*Ele tem 17 anos e, em 1 semana viajará sozinho para a Alemanha.

Após algumas negociações concluímos que o reclamante compraria as peças do enxoval que ainda faltavam, desde que eu pudesse opinar( afinal, o cartão de crédito era meu); mas a palavra final era dele, isso deixou bem claro! (Embora não soubesse distinguir malha, moletom, suéter de lã, camisa social…)!

Depois de muito bate-perna em shopping, reecontramo-nos para avaliar o saldo das compras: até que se saiu bem! E, o mais importante: sentindo-se realizado por ter feito tudo sozinho( com alguns pitacos meus, reitero!)! “Sabe que, eu gostei disso?!”, revelou-me. ( Anticonsumista convicto, ao contrário da mãe, ele me pareceu entusiasmado com a experiência!)

A introdução foi apenas para contextualizar: nos preparativos finais para essa longa viagem,  pouco tempo tem me sobrado para navegar na internet. Peço perdão também, pelos comentários não respondidos. Tudo a seu tempo…

Falando em corujices, só para o blog não ficar às escuras enquanto me organizo…
2011-owllamp.jpg
Oh dee doh

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Cordel Encantado

Hoje, cometi algumas pequenas infrações:
-Não saí para a caminhada vespertina com o Hulk;
-Consequentemente, fiquei sem queimar algumas calorias;
-E tudo isso, por um motivo “fútil”!
Enquanto o Hulk ficava a “ver navios”, eu ficava plantada em frente à TV, só para ver:

As chamadas antecipavam o que seria uma superprodução. 
“Cordel” encantou-me!
Cenários de “cair o queixo”, tomadas cinematográficas, figurinos caprichadíssimos!
Mistura de contos de fadas com literatura de cordel, passa-se em tempo indefinido. “Licença poética”, que permite alguns absurdos. 
A rainha interpretada por Berta Loran, por exemplo, foi curiosamente caracterizada: usa vestes nobres, próprias da corte europeia do século XVIII, porém, com óculos modernosos. 

Uma boa surpresa foi o retorno de Débora Bloch&Luiz Fernando Guimarães às novelas. 
Parceiros, desde a época da extinta TV Pirata e amigos na vida real, a dupla de vilões de Cordel já provou ter carisma. E charme:
Para a sofisticada condessa Úrsula: chapéus, casquetes e tiaras na cabeça; cores sóbrias, escuras nos vestidos, muita renda, bordados, brilhos e para arrematar, joias, muitas joias!…

Até o núcleo de cangaceiros saiu-se digno de passarela.
Duvidam? 
Afinal, “moda não é coisa de homi do sertão, num sabe?”
Reparem, então, nas tachinhas aplicadas à manga do casaco de couro do Capitão Herculano:
-Ficou “pai d’égua”, Sr. rei do cangaço!

E a mocinha da história( na verdade, a filha desaparecida do rei de Seráfia do Norte) tem tudo para lançar moda:
A doce Açucena usa saias e vestidos longos, sempre artesanais. 
A saia mostrada acima, toda em renda, é uma verdadeira loucura!
Já surgiu com uma, de patchwork e o vestido de noivado promete…

Mas, isso é tudo ficção! Desconhecemos exemplos  de tendências noveleiras que tenham extrapolado para a vida real, certo?…

A abertura da novela, toda em xilogravuras é outro encanto!

Ponto, também, para a música-tema: de Gilberto Gil, com participação especial de Roberta Sá.

Enfim, apesar de não ser uma noveleira disciplinada: nota 10, para Cordel Encantado! Espera-se: que siga, mantendo o mesmo ritmo e nível do capítulo de estreia.

Falando nisso, sabem como são feitas as xilogravuras?
Ficheiro:Woodct early.demo.jpg
Xilogravuras do século XVI. Fonte: Wikipedia

É uma técnica bastante antiga, provavelmente de origem chinesa. Difundiu-se na Idade Média. 
De maneira muito resumida, a xilogravura é estampada com um carimbo em alto relevo, esculpindo-se o desenho numa matriz de madeira.

As xilogravuras tornaram-se bastante populares no Nordeste: 
Ilustram literatura de cordel: encontrada em feiras populares do Nordeste, contando histórias em forma de versos e rimas. 
Ganhou esse nome, pois os livrinhos são expostos em varais, pendurados num cordão: 

(Imagem, dAqui)

O Nordeste inspira.
Marcelo Rosenbaum criou uma linha de móveis, a Caruaru. Com armários:
Arcas:

Cadeiras:


Cadeira Pá

Luminária:

E mais, aqui!

Quanto ao Hulk e à minha contagem de calorias, vou ter que programar as caminhadas para antes da novela.
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Pendente de naperons

Minha avó materna crochetava muito bem. Assim como minhas tias. Mas elas não costuravam.
Minha mãe, que costurava muito bem mas não crochetava nada, não me ensinou a costurar, muito menos a crochetar! ( Mãe, eu perdoo essa pequena falha!)

Antigamente, casa de mulher prendada tinha centrinho de mesa, toalha, capa para filtro, botija de gás e até para liquidificador, tudo de crochê, lembram?
(Imagem, dAqui)

De lá para cá o crochê caiu no limbo dos trabalhos manuais, assim como o ponto cruz. 
Mas voltou repaginado e com força total na decoração.
Exemplo disso são as diferentes formas de reutilizar naperons, termo que aprendi no de(couer)ação, com a Vivianne Pontes.
Fiquei absolutamente apaixonada por este pendente, um lindo patch de naperons:
As sombras produzidas dão um certo ar dramático ao ambiente:
doilylamp3.jpg
Vendido, aqui: reMade USA
Querem tentar reproduzi-lo? 
Não tem PAP, mas eu daria um chute:
Os naperons poderiam ser montados e costurados, um a um, sobre uma bola. 
Concluída a costura, seria a hora de impermeabilizar ou engomar, a fim de que o pendente de crochê mantivesse a forma, depois de estourada a bola que o sustenta. 
Se alguém conseguir fazer algo parecido, ensine para nós, ok?

Mais fotos:
The Styles Files: blog e Flickr.



Atualizando:
O Casa de Valentina é um dos sites que costumo acompanhar, mas confesso não ter visto o mesmo tema, lá. 
A Lucila mostra uma sequência de imagens com o PAP do pendente de naperons, aquiAo menos, não chutei longe.
A Sheila deu a dica e a Beth deixou uma frase Shane Waltener sobre naperons:

“Naperons são como filtros de sonhos, cada nó segurando um pensamento, uma memória. A soma disso faz parte da história de um lugar.”  
Obrigada pela contribuição nos comentários.
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Empório Canela

Precisaria passar “sebo nas canelas” pra dar conta de mostrar todos os lugares interessantes que ainda faltam, da minha última viagem ao RS.
Empório Canela foi uma das visitas que rendeu:
No centro de Canela, próximo à Catedral de Pedra
Catedral de Pedra
Fica a pequena, mas simpática loja, de fachada vermelha:
Empório Canela
Como o nome antecipa, Empório Canela parece uma daquelas mercearias antigas, à beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco: comida, uma pequena livraria, sebo, objetos antigos ou artesanais à venda.
Logo à entrada, nota-se que se trata de um lugar diferente, que valoriza o passado:
Entrada
Encantei-me com este espelho bisotado, de linhas curvas e moldura de flores, entalhadas em madeira:Espelho à porta do Empório
Meus olhinhos não sabiam pra que lado olhar! Não queria deixar passar nenhum detalhe, como esta luminária, em cima do balcão de recepção:
Abajur
Apesar de não fumar, achei interessante o aproveitamento de caixas de charuto importadas, coladas à base do abajur.

Ou às vitrolas antigas, onde quem sabe(?) poderíamos ouvir Tim Maia, cantando: “Me dê motivo, pra ir embora…”
Vitrolas
Mas, não vá embora, ainda não!
Reparou, no detalhe da florzinha, no chão de cimento queimado?
Então, “oia pra cê vê”, como alerta em bom mineirês:
Detalhe no piso
Na vitrine, a máquina da vovó:
Máquina antiga na vitrine
Em um dos ambientes da casa, transformada em loja, uma parede com pratos e espelho antigos:
Espelho e pratos
Apaixonei neste bandô de cortina, todo feito em fuxicos:
Bandô de fuxicos
Fuxicos, do tamanho de uma bolacha Maria, feitos em tecido de estofamento, ganharam a forma lúdica de grandes pirulitos coloridos:
Fuxico em detalhe
O banheirinho, vale uma visitinha, mesmo àquele que não esteja apertado…
Plaquinha do banheiro
Ah! Eu me mudaria para este banheiro fofo, vintage, retrô, mulherzinha, puro galmour!…
DSC07248
A cortina com guirlanda de flores artificiais é kitsch, mas, dentro do contexto, ficou “chikhis”:
Cortina do Banheiro
E o pendente vintage virou um detalhe rico, dentro do banheiro!
Pendente vintage
A pia foi amor à primeira vista!
Pia de louça
Olha, que louça!
Pia de louça
Banheirinho com direito à tina, para um banho vintage:
Tina para banho
Saí de lá com as mãos recheadas de comprinhas, nem tão pequenas assim, mas resolvi deixar para um próximo post, para não encompridar a conversa…
Mais fotos, no meu Flickr
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