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Chanel, a blogueira!

Postado por Laély, no dia 04-04-2013 - Categoria: gatinhos,Hulk,sobre o blog - 20 Comentários


Alô, alô, humanos leitores do Sala da La! ( Dirijo-me especificamente a essa espécie pois, certamente deve haver fãs felinos e caninos deste excelente, maravilhoso, hiperbólico, incomensurável e incomparável blog!! E não é por ser da minha humana, não, viu?! Mas, se ela me adotou é porque tem bom gosto em tudo o que faz!).
Acabei de completar 1 aninho, cheguei à maioridade e conquistei novos espaços! Sou uma jovem muito gata ou, uma gata muito jovem, como preferirem. Aprendi, rapidinho, a me comunicar! Afinal, vendo o exemplo de outros animais famosos que estão bombando, aí pela internet( como o meu ídolo-guru Borges, o Gato e aquela cachorrinha espevitada, a Estopinha), não poderia deixar de me inspirar e fazer menos, afinal, já nasci com nome famoso!
Então, vou contar um segredinho pra vocês:
Minha humana anda meio chateada; diz não estar dando conta de administrar vida pessoal, profissional, atletal, virtual…Não sei por quê?
Olha quanta coisa euzinha, tão pequenininha, do tamanho de um botão consigo fazer, num dia:

Meu dia começa cedo. Não por vontade própria mas, vejam bem, meus amigos, que abuso: minha humana sai da cama assim que o dia clareia, todos os dias da semana, ou pra ir ao hospital( será que ela tá doente?), ou treinar pra um tal de “maradona”, onde eles correm um montão e, no final, não ganham nenhunzinho sachê  de Whiskas( será que a Lala tá ficando lelé?)! Então, sou obrigada a despertar do meu sono de princesa quando despejada de cima dela, logo pela manhã.
Tudo bem. Mas não sem antes me alooooongar!
Então ela me serve um bom desjejum, na minha tigela de ração, e depois não a vejo por um bom tempo.
Enquanto isso tomo conta da casa mas, todo o cuidado é pouco!

Há mais dois gatos, que não vão muito com a minha fuça…
Um deles, fui advertida assim que cheguei, deve ser respeitado: é o mais velho, magnânimo e sábio dos felinos mas, nem sempre está de bom-humor.

Ele tem uma marca de pirata na cara( acho que, pra não deixar dúvida do quão valente seja!). Tenho um pouquinho de medo desse tio, mas até que é legal comigo.
Difícil, mesmo, é a Nina! Movida à inveja, acredito, pois não consegue ser tão linda quanto eu! Desde que vim pra cá ela me persegue. Mas vai ter de me engolir! Ops! Não tão literal, assim!

Ela é a protegida do menino da casa, uma filhinha de filhinho, eu diria. Como sou mais esperta, escolhi ser a filhinha da mamãe( embora seja meio rebelde, admito!).

Às vezes fazemos uma DR( Discussão de Relação) e ficamos um bom tempo, uma de frente pra outra: aquela que desviar o olhar primeiro, perde e sai correndo!
Não sei por que, mas quando minha humana está por perto sinto que tenho superpoderes, minha confiança aumenta: até rosno, manifestando minha opinião contrária!

Mas o que eu gosto, mesmo, é de explorar, conhecer outras visões do mundo…

Mas sei que serão discretos e saberão guardar segredo sobre essas minhas aventuras. Sabem como é: minha humana já tem preocupações demais, na cabeça.
Uma delas é sobre um gigante bobo que guarda o quintal: eles o chamam de Hulk e já é um senhor de 9 anos.
Talvez por não ser mais um cachoroto(ou, cachorro garoto) ele voltava mancando das corridas( a coisa mais estúpida, pra mim, porém, o programa mais legal pra ele!). Então a nossa humana o levou a um doutor, que não é o mesmo que trata de gente, entendem?
O cachorrão tá lá, cabisbaixo, proibido de fazer uma das coisas que mais gosta. E eu até teria uma pontinha de pena dele, não fosse o fato de que correr e se cansar não é nada bom! Ele deveria levantar as patas ao céu dos cachorros e agradecer, por não ser mais obrigado a fazer isso!

Mas, não! O cão (tá provado: não é tão inteligente quanto nós, gatos!) tá meio deprimido e estressado, a ponto de se machucar.
O médico cachorral mandou que lhe colocassem um cone engraçado na cabeça. Voltou pra casa, ontem, assim:

Acho que vou tentar aproximar-me dele para dar-lhe uns bons conselhos, um consolo, mas não sei se vai adiantar, nem ao menos, se vai me entender, porque falo em gatês fluente, enquanto ele, caninês.
Diria-lhe que, uma das melhores coisas do mundo é afiar as garrinhas no sofá, fazer uma boa sessão de alongamento, caçar lagartixas e praticar horas e horas de esforçado descanso! Acham que ele vai me ouvir?
Geralmente quando chega a noite a minha humana está tão cansadinha, que tem ido mais cedo pra cama. E eu, junto, porque ela não me deixa ficar assistindo à TV, nem no computador, sozinha( só agora, à tarde, que ela se descuidou e eu, aproveitei!).
Apesar disso tudo, estamos todos bem!

Viram quanta coisa eu faço de bom, num só dia? Mais uma: salvo a minha humana da vergonha de não conseguir atualizar o próprio blog( que incompetente!)! Então, se faço, faço-o( e até, melhor!) por ela!!
E, se estão sentindo falta( mesmo que não tenha recebido autorização para tal), prometo publicar umas fotinhas dela, ok? Prometem que não me entregam? É apenas uma prova de vida…
Vou mostrar alguns looks que só a Chanel aprovaria…

(Volto e, logo, se não for descoberta!! Sou a ghost writer cat: dorei a experiência!!)
Como diria meu ídolo, o Borges:
Lambeijos!

    “Borges, o gato”

    Postado por Laély, no dia 13-01-2013 - Categoria: gatinhos,textos - 2 Comentários

    Blog, em ritmo de férias…
    Os ailurófilos (amantes de gatos) provavelmente já conhecem, mas gostaria de indicar um blog que é prato cheio para amantes e simpatizantes dos felinos: trata-se do Borges, o gato.
    “Borges é o gato subcelebridade da web que vive o maior Reality Cat do mundo. Foi adotado por @emanoelleoname e @cacofonias em 26 de setembro de 2011. É exímio caçador de mouses e adora ler os livros de seu xará, o escritor Jorge Luís Borges.”
    Borges, o gato, assume a autoria dos posts, que vão desde fotos de suas travessuras, memes até historinhas pra cat dormir.
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    Então, a dica cultural de hoje é um texto felino muito interessante:

    A madeira ganhou vida e voou

    Fãs,

    Quando eu era pequeno, vovó tinha um tucano em sua casa (veja aqui: http://borgesogato.com/2012/02/04/que-passarinho-grande/) e eu não conseguia caçar o tucano porque ele era muito grande. Com o tempo, eu cresci e já não queria caçar o tucano, não por causa do seu tamanho, mas porque descobri que ele era de madeira. O tio Grey quando chegou em seu castelo, transformou o tucano de madeira em um adorno seu.

    É de surpreender que, outro dia, tio Grey entrou assustado em nossa suíte e disse que seu pássaro de madeira tinha ido embora. Quando olhamos pra casa do vizinho, tava lá o tucano em carne, osso e bico. Tio Grey perguntou como podia ser, se ontem ele era madeira pura, agora tava por aí voando. E eu expliquei pro Grey que já tinha lido nos livros várias histórias assim, de homem que era de barro e saiu andando; de um menino que foi esculpido em madeira e saiu falando… o tucano era mais uma história dessas que são tão verdade que parecem contos de fadas.

    Ass.: Borges, o gato – @borgesogato
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    O tucano de madeira era o adorno do tio Grey
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    Nós ficamos impressionados quando o tucano de madeira saiu voando e nos deixou
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    O tucano ganhou vida, deixou o castelo do tio Grey e foi pousar na varanda do vizinho

    Prazer em conhecê-lo, Borges!
    Pra quem quiser acompanhar as peripécias do gato no Facebook é só curtir a Fan Page dele!

      Proposições para o ano novo

      Postado por Laély, no dia 11-01-2013 - Categoria: Engraçadinhas,gatinhos,vídeos - 6 Comentários

      Vivo aqui escrevendo sobre metas, empenho e disciplina para cumpri-las. Já tenho as minhas, pra este ano.
      Já fez as suas?
      Outro dia assistia à uma entrevista no “Sem Censura” com um tipo de especialista em administração do tempo. Uma das dicas básicas que ele deu, que parece muito simples de cumprir: “faça uma lista!” Assim, você impõe prioridades e não fica ocupando a mente com tarefas do tipo: “lembrar tarefas”, deixando a cabeça mais livre para a criação e para a ação.
      Pessoa desorganizada e esquecida como sou, essa é uma dica que sempre coloquei em prática.
      Tá no topo da minha lista, apesar das dificuldades e crises que me abatem, todos os dias: que eu veja, que eu escute! Ter uma percepção apurada do que se passa à nossa volta, das coisas boas e ruins, é um passo pra se viver melhor. Assim entendo.
      Então, só pra lhes provocar um sorriso e arejar a cabeça, depois desse papinho raso de autoajuda…

      Carpe diem!

        Resumo da semana

        Postado por Laély, no dia 18-11-2012 - Categoria: gatinhos,pães,receitas - 11 Comentários

        Mais uma semana corrida e, de corrida!
        Porém bateu o desejo de fazer uma outra, direto pra minha cozinha, assistindo ao programa da Rita Lobo(guru e musa!), o Cozinha Prática, no GNT!
        Ela tem essa capacidade: transformar o ato de cozinhar, em algo aparentemente simples!
        Já era noite, mas a vontade, imperativa. Resultado: desliguei o forno, perto das 23h. O resultado valeu a pena!
        Focaccia Integral com tapenade de azeitonas
        A focaccia deve ter um sério problema de personalidade, digno de terapia: parece uma pizza, mas não é; um pão, mas não é.
        Independente de nomeações burocráticas, surpreendeu-me a crocância e sabor desse “pão com cara de pizza”.
        Para acompanhar, uma pastinha de sabor acentuado: tapenade de azeitonas.
        Focaccia Integral com tapenade de azeitonas
        A receita da focaccia integral com tapenade de azeitonas pode ser acessada no site do GNT( com o vídeo do programa), aqui.
        Lá a Rita explica tudinho mas, as minhas dicas são:
        Cuidado na finalização, com o sal grosso: beem pouquinho!
        Para a tapenade ficar menos salgada é aconselhável lavar as azeitonas e alcaparras, escorrendo-as antes de usá-las.
        Se não tiver nozes, use castanhas. Também acrescentei 2 filezinhos de anchovas( em vez do molho shoyu).
        A focaccia é deliciosa, quando recém-tirada do forno! Para recuperar a crocância e gosto de massa fresquinha é só esquentar alguns pedaços numa chapa, ou até mesmo, frigideira( sem untar!).

        O almoço de sábado foi dica de outro queridinho dos programas de culinária: Claude Troisgros, no “Que Marravilha-Romance“: risoto de petit pois e pera, com redução de vinagre balsâmico.
        Risoto de petit pois e pera, com redução de vinagre balsâmico
        Essa temporada está imperdível: o chefe recebe um casal famoso em sua cozinha, enquanto prepara um prato especial para eles.
        O risoto serviu à Cynthya Howlett e Du Moscovis, que não comem carne.
        Não é o nosso caso: acompanhei com filé mignon.
        Foi o melhor risoto que já fiz! ( Usei arbório, no lugar de “arroz envelhecido”.)
        Receita, aqui!

        Da meia maratona do ES, semana passada…

        Pegamos a estrada novamente, dessa vez, para uma corrida de 10 Km, em Guarapari(com uma turma de gente boa, do “Clube do Corredor de Santa Teresa“):

        Amanhecendo em Vitória, o Sol prometia…

        Mas, chegando em Guarapari, chuva fina e um belo arco-íris nos receberam!

        Nada que levasse nossa animação por água abaixo!

        Quem não gosta nada de esforço é a Chanel!
        Meu nome é Pregui...ops! Chanel!
        Ela também prefere Sol à chuva.

          Lagarteando…

          Postado por Laély, no dia 08-10-2012 - Categoria: gatinhos - 6 Comentários

          Há tempos não falo dela. É tímida. Esconde-se. Mas é só eu deitar na cama pra Chanel pular em cima de mim, ronronando.

          “O gato é uma maquininha
          que a natureza inventou;
          tem pêlo, bigode, unhas
          e dentro tem um motor…
          Lagarteando
          Mas um motor diferente
          desses que tem nos bonecos
          porque o motor do gato
          não é um motor elétrico…
          Lagarteando
          É um motor afetivo
          que bate em seu coração
          por isso faz ronron
          para mostrar gratidão…
          Lagarteando
          No passado se dizia
          que esse ronron tão doce
          era causa de alergia
          pra quem sofria de tosse…
          Lagarteando
          Tudo bobagem, despeito,
          calúnias contra o bichinho:
          esse ronron em seu peito
          não é doença – é carinho.”
          (“O ron-ron do gatinho”-Ferreira Gullar)

            Como domar um gato

            Postado por Laély, no dia 25-08-2012 - Categoria: facebook,gatinhos,textos - 19 Comentários

            Essa semana passei pela traumatizante tarefa de dar um comprimido à Chanel. Não, que nunca tivesse feito isso antes: com os outros, mais dóceis, achara que fosse capaz. Mas a gata é praticamente uma selvagem!
            A situação foi desanimadora. Tentei, sozinha, enfiar-lhe o comprimido goela abaixo: entre mortos e feridos saí arranhada e ela, assustada, correu pra longe, depois de cuspir o remédio.
            Segunda tentativa…também frustrada.
            Então, pedi ajuda aos universitários!
            O Facebook é praticamente um oráculo! Um reduto de gateiros, onde fui ganhar confiança e dicas que me ajudassem.
            As orientações foram diversas. Houve até quem sugerisse usar uma armadura( minhas mãos agradeceriam!), mas em uma coisa foram unânimes: não é “fácil, extremamente fácil” como parece!
            Chanel e o raio de Sol
            (Mó cara, de: “tô nem aí, tô nem aí!…”)

            Então a Fátima Zapella compartilhou um texto, muito interessante, que aproveito pra dividir com vocês:

            “COMO DAR COMPRIMIDO A UM GATO”

            1. Pegue o gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebê.
            Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boquinha do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas enquanto segura o comprimido na palma da mão. Quando o amorzinho abrir a boca atire o comprimido lá para dentro. Deixe-o fechar a boquita e engolir.2. Recupere o comprimido do chão e o gato de detrás do sofá. Aninhe o gato no braço esquerdo e repita o processo.3. Vá buscar o gato no quarto e jogue fora o comprimido meio desfeito.

            4. Retire um novo comprimido da embalagem, aninhe o gato no seu braço enquanto segura firmemente as patas traseiras com a mão esquerda.
            Obrigue o gato a abrir as mandíbulas e empurre o comprimido com o indicador direito até ao fundo da boca. Mantenha a boca do gato fechada enquanto conta até dez.

            5. Recupere o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guardarroupa. Chame a sua esposa.

            6. Ajoelhe-se no chão com o gato firmemente preso entre os joelhos, segure as patas da frente e de trás.
            Ignore os rosnados baixos emitidos pelo gato. Peça à sua esposa que segure firmemente a cabeça do gato com uma mão enquanto força a ponta de uma régua para dentro da boca do gato com a outra.
            Deixe cair o comprimindo ao longo da régua e esfregue vigorosamente o pescoço do gato.

            7. Vá buscar o gato no trilho da cortina e retire outro comprimido da embalagem. Tome nota para comprar
            outra régua e consertar as cortinas.
            Cuidadosamente varra os cacos das estatuetas e dos vasos do meio da terra e guarde-os para colar mais tarde.

            8. Enrole o gato numa toalha grande e peça à sua esposa para se deitar por cima de forma que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco.
            Coloque o comprimido na ponta de um canudinho de beber, obrigue o gato a abrir a boca e mantenha-a aberta com um lápis. Assopre o comprimido do canudinho para dentro da boca do gato.

            9. Leia a bula inclusa na embalagem para verificar se o comprimido faz mal a humanos, beba uma cerveja para retirar o gosto da boca.
            Faça um curativo no antebraço da sua esposa e remova as manchas de sangue do carpete com o auxílio de água
            fria e sabão.

            10. Retire o gato do barracão do vizinho. Vá buscar outro comprimido.
            Abra outra cerveja. Coloque o gato dentro do armário e feche a porta até o pescoço de forma que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato com uma colher de sobremesa. Utilize um elástico como estilingue para atirar o comprimido pela garganta do gato abaixo.

            11. Vá buscar uma chave de fendas na garagem e coloque a porta do armário de novo nos eixos. Beba a cerveja.
            Vá buscar uma garrafa de whisky.
            Encha um copo e beba. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data de quando tomou a última vacina contra tétano. Aplique compressas de whisky na bochecha para desinfetar. Beba mais um copo.
            Jogue a camiseta fora e vá buscar uma nova no quarto.

            12. Telefone aos bombeiros para virem retirar o desgraçado do gato de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpa ao vizinho que se espatifou contra o poste, enquanto tentava desviar-se do gato em fuga.
            Retire o último comprimido de dentro da embalagem.

            13. Amarre as patas da frente às patas de trás do filho da puta do gato, com a mangueira do jardim, e em seguida prenda firmemente à perna da mesa da sala de jantar. Vá buscar as luvas de couro para trabalhos de jardinagem na garagem. Empurre o comprimido para dentro da boca da besta seguido de um grande pedaço de carne. Seja suficientemente bruto, segure a cabeça do corno na vertical e despeje-lhe um litro de água pela goela abaixo para que o comprimido desça.

            14. Beba o restante whisky.
            Peça à sua esposa que o leve ao pronto-socorro e sente-se muito quieto enquanto o médico lhe costura os dedos, o braço e lhe remove os restos do comprimido de dentro do seu olho direito. A caminho de casa ligue para a loja de móveis para encomendar uma nova mesa de jantar.

            15. Trate de tudo, para que a sociedade protetora dos animais venha buscar o gato mutante fugido do inferno.
            Telefone para a loja de animais e pergunte se têm tartaruguinhas.

            Não precisa levar ao pé da letra. É só uma brincadeirinha.
            Mas, resumindo a história: desisti do comprimido. Apelarei a outra forma de apresentação, mais fácil de aplicar.
            Se todas as dicas anteriores não ajudarem, a Suzan Afonso enviou-me um video( dessa vez, sério!), com dicas úteis de uma veterinária:

            Que tipo de gato é o seu: anjo, demônio?
            Todos iguais: indispensáveis!
            Aninhados

              Aristogatas

              Postado por Laély, no dia 05-08-2012 - Categoria: gatinhos,textos - 14 Comentários

              Hoje passamos boa parte do dia sobressaltados: Chanel fugiu pelo quintal, assustada, sumindo no meio do mato. Revezamo-nos nas buscas( eu, marido e o filho mais novo), sem sucesso.
              Faltei compromisso à noite pra ficar em casa, consolando o filho. Com o coração apertado, afinal, sofremos muitas perdas seguidas, nesses últimos meses…
              Uma sensação de impotência amar um bichinho que pode agir tão estupidamente.
              Finalmente, o alívio na hora da janta: Chanel foi encontrada, escondida sob o sofá da sala.
              Mas o susto fez-me questionar, se teria coragem de adotar outro gatinho. Não sustentaria a dúvida por muito tempo: ter a companhia deles compensa qualquer percalço…
              Chanel e eu!
              (Trato feito: Chanel fica com as caixas, eu, com os sapatos!)

              O que me fez buscar um texto da Marta Medeiros, tentando explicar essa atração que os gatos provocam.
              Compartilho com vocês:

              Aristogatos

              Nunca imaginei ter um bicho de estimação por uma questão de ordem prática: moro em apartamento, sempre morei. E se morasse em casa, escolheria um cachorro. Logo, nunca considerei a hipótese de ter um gato, fosse no térreo ou no décimo andar. Quando me falavam em gato, eu recorria a todos os clichês pra encerrar o assunto: gato é um animal frio, não interage, a troco de quê ter um enfeite de quatro patas circulando pela casa?

              Hoje, dona apaixonada de um gato de cinco meses (e morando no décimo andar), já consigo responder essa pergunta pegando emprestada uma frase de um tal Wesley Bates: “Não há necessidade de esculturas numa casa onde vive um gato”. Boa, Wesley, seja você quem for. Gato é a manifestação bíblica da elegância, é uma obra de arte em movimento. E se levarmos em consideração que a elegância anda perdendo de 10 x 0 para a vulgaridade, está aí um bom motivo para ter um bichano aninhado entre as almofadas.

              Só que encasquetei de buscar argumentos ainda mais conclusivos. Por que, afinal, eu me encantei de tal modo pelo bichano? Comecei a ler outras frases irônicas e aparentemente pouco elogiosas. Mark Twain disse que gatos são inteligentes: aprendem qualquer crime com facilidade. Francis Galton disse que o gato é anti-social. Rob Kopack disse que se eles pudessem falar, mentiriam para nós. Saki disse que o gato é doméstico só até onde convém aos seus interesses. Estava explicado por que gamei: qual a mulher que não tem uma quedinha por cafajestes?

              Ser dona de um cachorro deve ser sensacional. Lealdade, companheirismo, reciprocidade, eu sei, eu sei, vi o filme do Marley. Cão é boa gente. Só que o meu cachorro preferido no cinema nunca foi da estirpe de um Marley. Era o Vagabundo, sabe aquele do desenho animado? O que reparte com a Dama um fio de macarrão, ambos mastigam, um de cada lado, e mastigam, mastigam até que (suspiro… a emoção impede que eu continue). Eu trocaria todos os príncipes loiros e bem comportados da Branca de Neve e da Cinderela pelo livre e irreverente Vagabundo, que foi o personagem fetiche da minha infância. E lembrando dele agora, consigo entender a razão: aquele malandro tinha alma de gato.

              Imagino que, com essa crônica, eu esteja revelando o lado menos nobre do meu ser. Pareço tão sensata, tão bem resolvida, tão madura – quá! – tenho outra por dentro. Que vergonha. Levei mais de 40 anos para me dar conta de que não faço questão de uma criatura que me siga, que me agrade, que me idolatre, que me atenda imediatamente ao ser chamado, que me convide pra passear com ele todo dia. Sendo charmoso, na dele e possuindo ao menos alguma condescendência comigo, já tem jogo.

              Cristo, um simples gato me fez descobrir que sou mulher de bandido.

                3…2…1…

                Postado por Laély, no dia 06-07-2012 - Categoria: gatinhos,Pingo,viagens - 11 Comentários

                De repente bateu uma carência fora de hora no Pingo, uma “força estranha no ar”…
                Colo
                Desejo de ficar mais pertinho…
                “Não se vá!…”
                Carente
                A afoita Chanel foi mais clara, na proposta:
                Delivery
                “Mas não posso levá-la comigo, Chanel: ‘é dia de corrida, bebê’!”
                fazendo as malas
                Estou aqui, entre o mar de Ipanema e os Dois Irmãos, na contagem regressiva para a prova de domingo…
                Eu e os "Dois Irmãos"
                ( Foto: Lucia Simões)
                Conferindo, que o “Rio de Janeiro continua lindo…”

                  Looks e Chanel

                  Postado por Laély, no dia 17-06-2012 - Categoria: gatinhos,looks,Moda - 18 Comentários

                  Depois de mais de 1 semana sem postar os looks, voltamos à nossa programação normal.
                  O comprimento mimolet é “perigoso” às mais baixinhas, como eu, pois pode achatar a silhueta. Mas quando experimentei este modelo de cintura mais alta( que alonga as pernas), gostei do resultado:
                  Dia de princesaDia de princesa
                  Headband, regata e saia mimolet: Maria Filó
                  Cardigã: Folic
                  Bolsa:Uncle K
                  Cinto: Cantão
                  Sapatilha: New Order
                  Eu me senti como uma princesa, nessa saia rodada. A headband de couro dourada coroou a produção:
                  Dia de princesa
                  O jeans imita uma trama de tricô.
                  Bailarina
                  No início da semana, muito gripada, não estava disposta a complicar na escolha da roupa. O estilo “lady” é um dos que mais combina comigo. Um dos motivos que me fez apaixonar nesta saia, repetida, no dia seguinte:
                  LadyLady
                  Regata de veludo: Shop 126
                  Cinto purpurina: Luíza Barcelos
                  Saia mimolet: Maria Filó
                  Sapatilha: Ferrucci
                  Bolsa: Uncle K
                  Mas como não sou de me apegar a um só estilo, seguuura peão!!
                  Segura peão!Segura peão!
                  Camisa vichy: Leeloo
                  Calça flare e bolsa: Cantão
                  Bota

                  Pra colocar ordem na casa, militar:
                  MilitarMilitar
                  Echarpe: Bobstore
                  Bolsa: Colcci
                  Chemisie e bota cano alto

                  Mais “relax”, no dia seguinte:
                  DouradaDourada
                  Vestido em malha: Dress To
                  Bolsa: Colcci
                  sapatilha: Ferrucci
                  Dourada
                  A saia ou vestido mullet é uma outra cilada: confesso que o comprimento curto, na frente, mais comprido, atrás, causou-me certa estranheza, desde a primeira vez que vi:

                  Mas gostei desta saia, menos “modernosa” e mais clássica:
                  MulletMullet
                  Camisa e saia mullet, em crepe
                  Cinto purpurina: Luíza Barcelos
                  Sandália meia pata: Luz da Lua
                  Mullet
                  Domingo de Sol, roupa igualmente ensolarada:
                  SoftSoft
                  Blazer jeans: zapping
                  Regata de malha
                  Cinto: Uncle K
                  Saia: Sommer
                  Sapatênis patch
                  Mochila de lantejoulas: Cantão
                  Brilhos e patch
                  Falando-se em moda, um dos ícones de elegância foi Coco Chanel:

                  Inspiração para o nome da nossa mais nova gatinha, nem tão nova assim, já que está conosco desde que a Maizena nos deixou:
                  Chanel
                  Chanel, aliás, é uma das irmãzinhas da Maizena.
                  Chanel
                  Preta e branca, a combinação da elegância.
                  Chanel
                  Ao contrário da irmã, essa é muito tímida e assustada: basta um barulho estranho, um movimento brusco para fazê-la sumir, embaixo da cama. Como um lobsgato, à noite transforma-se: sobe na cama, brinca, ronrona, dorme de conchinha comigo. Estamos nos conquistando.

                  E nesta semana vai ter promoção, por aqui. Fiquem de olho!

                    “Importância do gato na meditação”

                    Postado por Laély, no dia 26-05-2012 - Categoria: gatinhos,textos - 15 Comentários

                    Costumo não dar atenção aos escritos do Paulo Coelho. Puro preconceito, talvez…mas quando li o título desse texto, publicado no jornal A Gazeta, domingo passado, imediatamente minhas orelhinhas ficaram em pé e a curiosidade felina falou mais alto.
                    Leitura gostosa, como carinho na barriguinha de gato.
                    Folga

                    Importancia do gato na meditação

                    by PAULO COELHO on JANUARY 21, 2010

                    Paulo Coelho

                    Tendo recentemente escrito um livro sobre a loucura ( Veronika decide morrer) , vi-me obrigado a perguntar o quanto das coisas que fazemos nos foi imposta por necessidade, ou por absurdo. Por que usamos gravata? Por que o relógio gira no “sentido horário”? Se vivemos num sistema decimal, porque o dia tem 24 horas de 60 minutos cada?
                    O fato é que, muitas da regras que obedecemos hoje em dia não tem nenhum fundamento. Mesmo assim, se desejemos agir diferente, somos considerados “loucos” ou “imaturos”.
                    Enquanto isso, a sociedade vai criando alguns sistemas que, no decorrer do tempo, perdem a razão de ser, mas continuam impondo suas regras. Uma interessante história japonesa ilustra o que quero dizer:

                    Um grande mestre zen budista, responsavel pelo mosteiro de Mayu Kagi, tinha um gato, que era sua verdadeira paixão na vida. Assim, , durante as aulas de meditação, mantinha o gato ao seu lado – para desfrutar o mais possível de sua companhia.
                    Certa manhã, o mestre – que já estava bastante velho – apareceu morto. O discípulo mais graduado ocupou seu lugar.
                    – O que vamos fazer com o gato? – perguntaram os outros monges.
                    Numa homenagem à lembrança de seu antigo instrutor, o novo mestre decidiu permitir que o gato continuasse frequentando as aulas de zen-budismo.
                    Alguns discípulos de mosteiros vizinhos, que viajavam muito pela região, descobriram que, num dos mais afamados templos do local, um gato participava das meditações. A história começou a correr.

                    Muitos anos se passaram. O gato morreu, mas os alunos do mosteiro estavam tão acostumados com a sua presença, que arranjaram outro gato. Enquanto isso, os outros templos começaram a introduzir gatos em suas meditações: acreditavam que o gato era o verdadeiro responsavel pela fama e a qualidade do ensino de Mayu Kagi, e esqueciam-se que o antigo mestre era um excelente instrutor

                    Uma geração se passou, e começaram a surgir tratados técnicos sobre a importancia do gato na meditação zen. Um professor universitário desenvolveu uma tese – aceita pela comunidade acadêmica – que o felino tinha capacidade de aumentar a concentração humana, e eliminar as energias negativas.
                    E assim, durante um século, o gato foi considerado como parte essencial no estudo do zen-budismo naquela região.

                    Até que apareceu um mestre que tinha alergia a pelos de animais domésticos, e resolveu tirar o gato de suas práticas diárias com os alunos.
                    Houve uma grande reação negativa – mas o mestre insistiu. Como era um excelente instrutor, os alunos continuavam com o mesmo rendimento escolar, apesar da ausencia do gato.
                    Pouco a pouco, os mosteiros – sempre em busca de idéias novas, e já cansados de ter que alimentar tantos gatos – foram eliminando os animais das aulas. Em vinte anos, começaram a surgir novas teses revolucionárias – com titulos convincentes como “A importancia da meditação sem o gato”, ou “Equilibrando o universo zen apenas pelo poder da mente, sem a ajuda de animais”.

                    Mais um século se passou, e o gato saiu por completo do ritual de meditação zen naquela região. Mas foram precisos duzentos anos para que tudo voltasse ao normal – já que ninguém se perguntou, durante todo este tempo, por que o gato estava ali.


                    trecho do meu livro “Ser como um rio que flui”

                    Paulo Coelho’s Blog