











Comentei esta semana, no Facebook, como este ano voou.
Certamente o tempo para nós, adultos, passa numa velocidade diferente do que para as crianças.
Tá looonge, mas ainda lembro: 1 ano demorava muito!…Aniversário, então: um século!
O meu menino mais novo está crescendo: hoje completa 12 anos. Percebo nele, não apenas mudanças físicas; comportamentais, principalmente. Aquele que não se importava em arrumar os cabelos antes de sair de casa, hoje me pede para comprar-lhe um pente. Também não usa boné, porque “amassa os cabelos”…
São as sutilezas da maturidade, afinal, ninguém dorme pequeno e acorda, já crescido.
E, se um ano na vida de uma criança significa muito, imaginem, dois!
Longe da festinha temática de 10 anos, dessa vez ele pediu-me “algo simples”, como no aniversário do irmão mais velho. Atendi. Comemoramos, no feriado:
Brigadeiros não poderiam faltar:







Andei pesquisando alguma ideias para festas infantis e me deparei com este site, direcionado ao tema:
Sara’s Party Perfect. Perfeito, para quem tem pequenos e busca inspiração, afinal, festa de criança perfeita pra mim é aquela em que ela se diverte.










Era uma vez, uma menininha que gostava de viajar. Mas não, da maneira comum. Não queria chá, não queria café, nem mesmo Coca-Cola e até seu chocolate! Às vezes, ela só queria mesmo tomar um “chá de sumiço” e fugir da correria do mundo real para um mundo de faz de conta…
Mas aí, a Dona Responsabilidade a chamava num cantinho e lhe desfiava uma lista de tarefas que ela precisaria cumprir, antes que devesse se apresentar ao inflexível Sr. Tempo( Sr. Te, para os íntimos, que eram muito poucos!). Era advertida, com toda a razão:
“Quem avisa, amiga é, sua cabecinha de vento( dizia assim, até com uma certa doçura na voz)…Você precisará prestar contas, a quem não aceita desculpas esfarrapadas!” ( Aí, já tinha mudado o semblante, juntando as sobrancelhas no centro da testa, coçando o queixo e imaginando a situação delicada…)
A menina, muito teimosa, insistia nos devaneios. Afinal, crianças são crianças e não deveriam ser sobrecarregadas, ela tentava se convencer.
Se fosse como nos tempos de antigamente, imitaria sua amiguinha Ofélia e faria a viagem ali mesmo, sem sair do lugar, lendo algum livro proibido:
…Embora ela também gostasse de viajar dessa maneira mais normal, não comum; apesar, de não ter a mesma coragem da amiga para encarar”O Labirinto do Fauno”.
Optou então, por um meio de transporte mais plugado, mais antenado…afinal, nossa heroína moderna não dispensa superpoderes virtuais!
“Viajou na maionese” e mergulhou no mundinho de fantasia que a internet lhe piscava, com grandes e coloridos letreiros luminosos: “Festinha à fantasia, logo ali!”, apontava a placa. Nem pestanejou!
Ignorando as advertências da Sra. Re ( às vezes, ela se sentia até íntima daquela senhora tão séria!), deixou-se levar por caminhos de sonho, cor de rosa princesa; e olha, que ela não precisou de nenhum chazinho de alice! “Chegando lá, todos gritaram: ai que horror, a perereca desmaiou!”
-Ops! Mas que história é essa, menina?!
-Nada não, só uma musiquinha da época que eu era mais criancinha ainda, uns 30 e tantos anos atrás( disse isso, porque nessa história o tempo passa, mas as crianças não envelhecem)!
A musiquinha pipocou na cabeça, assim que viu a plaquinha no quintal encantado:
“Beije um sapo”“Oh, tudo o que eu queria! Afinal, toda princesa que se preze tem direito de beijar o seu próprio sapo encantado!” exclamou a menina, enquanto seus olhinhos brilhavam! Viu suas duas joinhas refletindo no grande espelho, onde espalhava a poção mágica vermelha na boca:
Falando sério: o que seria de nós, viciados em internet, sem os técnicos em informática?…
Certamente, pessoas mais conectadas e consequentemente, mais felizes!
Ontem, depois que o técnico (ir)responsável, mexeu nos Pcs do hospital onde eu estava de plantão, perdi a conexão com o mundo!
Dramática, eu?! Nada! Logo nesses tempos, em que você é encontrado até dentro do banheiro, se depilando e fazendo outras coisas mais restritas ainda, ficar desconectada é uma provação de paciência! “Tudo pelo social”! Passou, passou.
Como não queria cobertura amanteigada, a receita me agradou bastante: é tipo um marshmallow, com gelatina. Usei uma de tutti frutti azul e também não coloquei todo o açúcar que pedia a calda. Depois de muitos minutos na batedeira, consegui uma consistência de suspiro, de suave tom azul. Como não tenho material de confeitaria, enchi um saquinho e cortei a ponta, para cobrir os bolinhos.
Comprei sacolinhas de pão, imprimi carinhas de monstros e montei um kit para brinde. Meus meninos não têm hábito de balas, doces, chicletes e refrigerante, mas para entrar no clima de travessuras, coloquei na sacolinha: dentadura de vampiro, pirulito de boca dentuça, bombons, chiclete “paralisante”( não provei), copinho desmontável, canetinha “smile”, lápis com borracha coloridos. O suficiente pra fazer a festa das crianças:
Como ideia da Nana, do Manga com Pimenta, fiz a minha receita de pão de leite e recheei com mini-salsichas de frango. Avisei que eram dedinhos de crianças, assados. Eles estranharam, mas não sobrou quase nenhum para apontar!
Também fiz o mesmo pãozinho de leite com mini-hambúrgueres caseiros. Ficaram com uma carinha bastante peralta, não acham?Apesar da vontade de avançar, os meninos foram muito educados e acataram o meu pedido( quase, uma ameaça!)
para aguardar mais um pouco, enquanto eu acabava de arrumar a mesa:
Os canapés de ratinho, também foi ideia que copiei da Mara.
Abasteci potinhos com balas de dentaduras e minhocas. Têm uma “deliciosa” consistência de borracha, mas os meninos deram conta, entre uma brincadeira e outra.
Deixei o “monstro dos biscoitos” cuidando das sacolas de brinde, enquanto eu cuidava das crianças:
Finalmente, a hora de juntar os meninos para cantar parabéns, com o aniversariante todo suado e satisfeito ao centro, escondido pelo bolo:
Também a mãe: toda suada, descabelada, cansada, foi escondida pela fotógrafa. Mas tudo bem, que o protagonista apareceu.
Atacar!
Depois que descobri o quanto é simples alugar uma cama elástica, cheguei à conclusão que numa festa infantil, ela pode significar até 50% do sucesso. O resto, fica por conta da pipoca, brigadeiro, bolo de chocolate e refrigerante. Como já disse, não precisa muita coisa para agradar criança.
E assim, as crianças foram despedidas com um sorriso no rosto…
Tirando alguns poucos incidentes, como a fuga do Hulk, que aproveitou um portão esquecido aberto, mais um menino esquecido na minha casa, acabou tudo bem: