"As preferidas do chef"

Pernas, pra que te quero?

Meia pata multicor

Para escondê-las sob uma saia longa, coberta de corações:
Saia romântica
‘Paixonei nessa estampa e no movimento que a saia ganha, ao andar.
Blusa de malha e cinto de veludo: Dress To
Saia longa: Dimpy
Sandália meia pata: UZA

Falando em bater perna, esta semana fui à Vitória e encontrei a Ivanete, fonoaudióloga que conheci através do blog e está sempre por aqui, comentando. 
Depois da sessão de cinema, pausa para uma conversa, Coca-Cola e passeio pela livraria do shopping:
Encontro com a Ivanete em Vitória
Ficamos numa sessão que é a nossa cara: Infantil.
Mas o que acabei mesmo levando foram 3 livros de culinária. 
Acho que precisaria de um projeto, tipo o que Julie Powell fez com o livro de Julia Child, para dar conta de executar as receitas dos últimos livros adquiridos. 
Folheio as páginas, admiro as fotos, analiso os ingredientes, salivando e planejando: 
“Quando tiver mais tempo quero fazer essa receita, ou essa, ou outra…” Dúvida cruel. E deliciosa!
Mas, numa coisa não teria dúvida!

Imagine se você precisasse correr ao supermercado mais próximo para comprar fermento porque, justo na hora de fazer um bolo, percebeu que não o tinha em casa. Saiu sem pentear os cabelos, de chinelos mesmo e, naquele moletom velhinho.
Enquanto escolhe o fermento na gôndola do mercado, eis que aparece à sua frente um homem lindo, loiro, de olhos azúis, fala mansa, perguntando se não gostaria de uma ajuda para o jantar?
Que resposta daria ao educado chef, diante das câmeras de TV( esquecendo o mico!)?
Esse é o mote do programa de Curtis Stone, Chef a Domicílio, no Discovery Traveling&Living.

Mas agora, acorde! O gato, quer dizer, o chef australiano ainda não fez nenhum programa no Brasil. Mesmo assim, quer levá-lo para casa?
Para não criar celeuma e ciúme, levei apenas o livro:   
Belo livro!
Receitas doces, salgadas, ideias para lanches rápidos, preparo de carnes, frutos do mar, biscoitos: o livro é bem variado.
Cookie de manteiga de amendoim com pedaços de chocolate
Eu amo cookies! 
Curtis Stone
E rosa!

Ainda não pude testar nenhuma dica do loiro, mas deixo estas panquecas quentes com mirtilo:
Panqueca quente com mirtilo
Descrição do próprio Curtis:
“A ricota torna esta panqueca tão macia quanto um travesseiro…os mirtilos…à medida que esquentam durante o cozimento, se rompem e liberam seu suco, tornando as panquecas suculentas e leves. O sabor fresco de hortelã e a adstringência do iogurte natural não as deixam ficar doces demais.”


Não tem mirtilos? Faça-a com morangos!
Panqueca quente de mirtilo
Então leve a receita pra casa, teste-a e diga se ele tem razão.
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Acredita em fada madrinha?

Desde que surgiram, programas que promovem transformações( makeovers) viraram febre na TV, inclusive, com adaptações tupininquins. 
Na onda das transformações pessoais entraram até os apresentadores do Fantástico:
O sucesso é sinal inequívoco de que nossas necessidades estão cada vez mais específicas e especiais: há programa para colocar em ordem sua vida financeira, afetiva, sua geladeira, seus armários e closets, seus filhos birrentos e indisciplinados, sua casa, seu casamento, seu carro, suas rugas na cara e dentes desalinhados…enfim, uma versão moderna e globalizada de “fada madrinha”. Mas, não se anime tanto: isso também demonstra nossa inabilidade em dar conta de tudo.

Particularmente não sou fã dos “excessos criativos” de um dos mais famoso deles, o “Extreme Makeover”, apesar de admitir que o “chororô” coletivo ao final de cada episódio seja contagioso.

Gosto mais das lágrimas que o Esquadrão da Moda ( What Not to Wear) provoca: aquelas de riso. Desde a época das britânicas Trinny&Susannah, que usavam de ironia fina para alfinetar suas “vítimas”, até o humor mais rasgado dos americanos, Stacy&Clinton. Sem falar nos verdadeiros “milagres” que eles conseguem promover, além da visível melhora na autoestima de quem participa, por mais duras que as  observações do casal de especialistas possam parecer, a princípio.

Embora seja difícil acompanhar os episódios, por vezes me pego pensando se teria coragem de participar de um “reality show” como esses. Você teria?…

A craft-designer, blogueira e autora de livro Joy Cho, sim. 
O resultado de expor um pouco da sua casa e estilo pessoal valeu a pena. Impressiona!

Joy pediu ajuda à designer Emily Henderson, do programa da HGTV, Design Star( não transmitido no Brasil), para dar uma repaginada na casa em que vive com o marido, Bob.

Em seu blog, Oh Joy!, ela conta detalhes dessa transformação, a começar pela sala, que era assim:

De cara percebe-se que Joy tem estilo e bom gosto, investindo em quadros de ilustradores, peças de design e móveis de inspiração vintage, como pés palito e as cadeiras Eames:

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Emily manteve móveis e objetos, fazendo uma rearrumação. 
O toque dramático ficou por conta da aplicação do papel de parede com flores douradas, produto da loja de Joy:
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O baú, ao lado do sofá, virou uma estilosa mesa de canto( mas esse truque a gente já conhece, né?).
Amei o bufê cinquentinha, além do tapete azul e pufe dourado!

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Os quadros ganharam destaque e uma nova disposição na parede:
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A sala de jantar foi pintada num suave tom de azul:
Os vasos em forma de cabeça migraram da sala de estar para a mesa de jantar( ver a primeira foto).
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AFTER dining_room2
Colocaria minha casa à disposição, de olhos fechados, para transformações como essa! 


Mais fotos do antes e depois, no Flickr de Joy Cho.
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Saindo de fininho

Uma cena inesquecível de Vale Tudo é quando o canalha e corrupto Marco Aurélio, que todos esperavam ter um fim trágico, ou triste, foge de avião dando uma banana para o país. Ele é o vice-presidente, que desvia dinheiro da empresa de aviação de Odete Roitman. 

A novela é antiga mas o tema, atual. Talvez por conta disso a reprise seja um tremendo sucesso do canal Viva.

Embora o destino de Marco Aurélio tenha sido uma surpresa, ninguém estranhou tamanha desfaçatez, afinal, como diz o ditado: “Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”.

Enquanto o personagem de novela deixava o país para não ter de se acertar com a Justiça, muitos outros filmes( de ficção, e estrangeiros! Deve ser perseguição!) mostram justamente o contrário: 
Se está devendo, foge para onde?…
“Republica das Bananas: Brazil!”
É a “arte imitando a vida”.

Acompanhando as notícias nacionais dos últimos dias, parece-me que estou no meio de uma tela surrealista!
(The Paranoiac Visage, 1935, de Salvador Dali)

Seria a vida imitando a arte? Ou seria eu, que não entendo direito( ou, de Direito)?…
Cesare Battisti foi libertado na madrugada desta quinta-feira. Após deixar o presídio da Papuda, em Brasília, Battisti entrou em um carro, acenou para a imprensa e seguiu para um hotel sem dar entrevistas.
(Imagem, dAqui)
Tem condenado por assassinatos na Itália sendo solto, em nome de uma tal de “soberania nacional”…

Tem ministro da Casa Civil sendo substituído, porque não quer “falar” dos seus “negócios particulares”…
E o mais inacreditável é a presidente da República quase chorar, na despedida oficial do amigo( “muy amigo!”) e o mesmo sair, aplaudido de pé pelos colegas parlamentares!

-Peraí! Deixa eu entender:
Por que ele saiu, mesmo?!
Ah, sim. Isso não é da nossa conta, mas está nas contas dele…

Foi assim no caso Dirceu, Erenice…por coincidência, antecessores de Palocci. 
(E os jornalistas alvoroçados, durante a apresentação do nome da nova ministra, levantaram a hipótese conspiracionista de “uma maldição na Casa Civil”…Sem esquecer, que nossa atual presidente já ocupou o mesmo cargo.)
Se o Legislativo pressionar, pedir explicações, ameaçar abrir CPI há sempre uma saída digna: 
O aeroporto, como fez o Marco Aurélio, de Vale Tudo?!
Não! É só tirar do cargo que, logo, logo todo mundo esquece!
É?!…
Depois eu volto com assunto mais ameno, porque esse não vale!
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Um toque de cor

Já repararam como é comum fazer metáforas, usando cores para expressar sentidos e sentimentos?:
“Na hora H ele amarelou.”
“Ficou verde de raiva.”
“Tô azul de fome!”
“Vermelho de vergonha.”
“Hoje a coisa tá preta!”
“O branco da paz.”

Na animação Mary&Max, a pequena Mary usava um anel( brinde, vindo numa caixinha de cereais) que mudava de cor, conforme os sentimentos que tinha:
Se o anel realmente funcionasse, qual seria a cor que melhor representaria a tristeza?

Se usasse um desses nos últimos dias talvez ficasse cinza, marrom, ou até “cor de burro quando foge”…

Uma das cenas mais comoventes da animação é quando Max, que sofre de Síndrome de Asperger, confessa à sua correspondente, que gostaria de saber chorar, como todo mundo. 
Mary resolve enviar-lhe um presente único, prova de sua devota amizade: imagina uma cena bem triste, como um gatinho sendo atropelado e, sem muito esforço verte algumas lágrimas, cuidadosamente guardadas numa garrafinha e enviadas ao amigo, do outro lado do oceano.

Na vida real, nem sempre conseguimos segurar as lágrimas como Max, nem contê-las numa só garrafinha, como Mary.
Choramos quando sentimos dor(no corpo, ou na alma). E, por mais que seja difícil admitir, aceitar: A dor é um mal necessário. É um desconforto que nos obriga a reagir.

Os primeiros capítulos do livro de Gênesis narram a história da criação e queda do homem. 
Após a desobediência do primeiro casal, Deus então diz à Eva:
“…Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos;”

Desde lá é a mesma história:
Já estreamos neste mundo, chorando.

Parir e nascer são atos dolorosos. Ao menos, compensadores. 
Mudanças de atitude e comportamento às vezes são gestadas, não sem um certo esforço; paridas, em meio à dor e choro. Ao menos, que a cada dia venha ao mundo um novo “eu”, melhor que o anterior.
Eu tô aqui, tentando equilibrar-me…

Blusa de malha e crepe: Farm
Cardigã de linha
Calça: Calvin Klein
Sapato de verniz: UZA
Bolsa: Cantão


E hoje disse à manicure que, para compensar o baixo astral, queria uma cor gritante nas mãos.
Coincidentemente, a mesma cor estava nos pés: 
Verniz&verniz
Esmalte: “Toque de Fúria”, Risqué
Sapato verniz cereja: UZA

Às vezes é necessário usar uma centríguga emocional para separar a essência, o que realmente importa, a verdade que move, do bagaço de ressentimentos e mágoas que devem ser descartados.
Não há receita pronta; cada um tem seus truques para driblar a tristeza.

Assistir a um bom filme e ouvir música pode ajudar. Se juntarem as duas coisas, melhor ainda!
Até deixei de lado a história triste do “gatinho atropelado” e sorri um pouco, assistindo a um episódio de Glee. 

Sem fazer feio, o grupo interpreta Somebody to Love, do Queen:

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Guerra das panelas

A extinta TV Pirata fez humor, numa era APC( Antes do Politicamente Correto). Alguns personagens ficaram marcados na memória do povo, como o impagável Barbosa, interpretado por Ney Latorraca:
Um dos quadros mais engraçados do semanal era o TV Macho(fazendo paródia ao TV Mulher, na década de 80). Os tipos mais ogros, mais desajeitados, mais rudes eram os seus apresentadores: o arquético do “macho”, no sentido mais pejorativo possível!
Inesquecível era a sessão culinária: 
Nem a Palmirinha era tão desajeitada! 
Mas o quadro é apenas uma caricatura, que não retrata totalmente a realidade: os grandes e mais famosos chefs da atualidade são homens. E, basta observar os programas de culinária da TV paga ou, àqueles relacionados à gastronomia, para constatar que a maioria é estrelada por…homens.
Mas isso não prova que “eles” cozinham melhor que “elas”. 
Segundo participantes da promoção lançada no último domingo, comidinha boa não precisa de técnica culinária sofisticada, inovadora e, preparada apenas por chefs formados na Cordon Bleu de Paris. Comidinha boa mesmo tem tempero de mulher; tem pitadas de mãe. 
Mesmo que não tenha muita intimidade com as panelas dá sempre um jeito de agradar, nem que seja descobrindo o telefone de restaurante pra encomendar um rango especial, como no caso do nosso apresentador do TV Macho.
A promoção relâmpago provocou a memória olfato-gustativa dos participantes. 
As comidas de mãe mais relembradas nos comentários não foram nada sofisticadas: de macarrão do domingão a arroz doce, de bolinho de chuva à carne de panela, o que mais marcou a infância dessas mulheres foi o tempero, o toque de Midas, o toque de mãe. Este foi o único diferencial, pois, como diz o ditado: “mãe, só tem uma!” Tempero dela, também.

E foi justamente a filha que lembrou da carne de panela da mãe, que ganhou o brinde da promoção: um caderninho de receitas para registrar as preferidas, como no tempo da mamãe.
Caderno de receitas
Fiz uma lista com os nomes das participantes, por ordem de entrada, desconsiderando comentários duplicados. Por uma questão de justiça com quem cumpriu o que foi pedido nas poucas regras da promoção, também não considerei os comentários sem endereço de e-mail. Considerei todos aqueles que entraram, até a hora de eu fazer o sorteio, no total: 54 comentários válidos.

Agradeço de coração a quem dividiu um pouco da sua memória conosco.

E a escolhida pelo sistema Random foi uma blogueira muito querida, assídua aqui no blog:
Parabéns, Josi!
Escreva aí no caderninho, uma receita com gostinho de alegria!
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