Risoto, torta de limão e brigadeirão

Mais uma vez a internet deixou-me na mão, fim de semana.
Resolvi caprichar no almoço do sábado: o filho mais velho chegaria de Vitória, trazendo um primo.

Na MasterClass do MasterChef Australia, semana passada, ensinaram a preparar um risoto simples. É um prato bastante conhecido, mas certos detalhes fazem toda a diferença:
-O carnaroli é considerado pelos gourmets o melhor arroz para risoto, porém o arbório é o mais usado: ambos são mais duros que o comum( por isso não viram papa, quando cozidos) e, ricos em amilopectina( responsável pela cremosidade).
-Para cada porção de arroz(xícara medida ou, copo) devem-se usar 3( da mesma medida) de caldo( carne, legumes ou peixe, dependendo do acompanhamento).
-Coloque o caldo para ferver numa panela.
-Use uma frigideira grande para refogar o alho e cebola, picados, no azeite e manteiga.
-Acrescente o arroz, misture tudo, até que fique com um belo aspecto brilhante e, completamente envolvido nos temperos.
-Acrescente o vinho branco seco ao arroz, misture até que absorva tudo. Mantenha em fogo baixo.
-A partir daí poderá incorporar o caldo fervente, aos poucos( 1 a 2 conchas, de vez).

E a dica do MasterChef que achei mais interessante contradiz a maioria das receitas que eu conhecia: em vez de mexer com uma colher, sem parar, a orientação é manipular o arroz, o mínimo possível, impedindo que se quebre e fique grudento, ao final. Em vez disso a frigideira deve ser chacoalhada, de um lado para outro, toda vez que se acrescenta o caldo. À medida que é absorvido acrescente mais; continue chacoalhando, até que o arroz fique cozido mas, “al dente”.
Acerte o sal, se necessário.
Dessa forma o risoto fica cremoso e, ao mesmo tempo, soltinho.
Para o acompanhamento usei tiras de filé mignon grelhadas na manteiga de ervas e, ao final do cozimento, acrescentei fatias de shitake.
Um pouco mais de manteiga e queijo ralado para finalizar e, pronto pra ser devorado:
Risoto de filé e shitake
A fome dos que esperavam pelo almoço impediu uma apresentação melhor.

No dia anterior preparei as sobremesas. Uma, para agradar a mim: torta de limão
Torta de limão
Torta de limão
Outra, para agradar meus filhos chocólatras:
Brigadeirão
Para o Brigadeirão usei:
-1 lata de leite condensado.
-1 medida( a mesma lata de leite condensado) de leite.
-1 lata de creme de leite, sem soro.
-4 ovos.
-2 colheres de sopa de chocolate ao leite, em pó.
-2 colheres de sopa de cacau em pó.*
*Se preferir seu pudim um pouco mais doce, em vez do cacau use somente o chocolate ao leite: 4 cs, ao todo.
Modo de fazer:
Bata tudo no liquidificador.
Unte uma forma de furo no meio com manteiga.
Pré-aqueça o forno, enquanto esquenta a água para o banho-maria.
Deite a mistura batida na fôrma untada, cubra-a com alumínio e leve ao forno, em banho-maria, por aproximadamente 50′.
Espere esfriar, completamente, antes de desenformar. Se tiver dificuldades de soltar o pudim da fôrma, aqueça um pouco o fundo na chama do fogão.
Pode servir com calda de chocolate e raspas de chocolate ao leite.
Brigadeirão

Leia Mais

IrinyXGisele

Quando vi o comercial da Hope, sorri…

Achei interessante a forma maliciosa e bem-humorada de tratar alguns estereótipos. 
A capacidade de rir de situações corriqueiras é uma das características que nos diferenciam de seres irracionais, como a ameba, por exemplo.
Mas, isso é apenas a minha impressão! 
Ainda bem que temos alguém mais capacitado a pensar e julgar por nós, na Secretaria de Políticas para as Mulheres: a ministra Iriny Lopes conseguiu ver “mensagens subliminares” nessa campanha…

Acusando-a de “sexista”, tentou tirar a propaganda do ar. Pegou mal. Para a ministra, que voltou sua retalhadora, digo, metralhadora, contra a programação da Globo:

Blog do Amarildo

Do pouco que assisti da novela, achei-a morna. Uma penca de personagens, que ainda não se sabe a que vieram. O núcleo do “motorista espancador”, mais uma “encheção de linguiça”, assim como “encheção de saco” a adolescente, filha dele: entra capítulo, sai capítulo, e ela só dança( literalmente, o funk!)
Mas os autores de novela já aprenderam com o IPOBE: a trama tá meio chué?…É só inventar uma intriga com direito a muitos sopapos, que o negócio esquenta!
A polêmica com a ministra, então, parece até coisa arranjada!

Meu menino mais novo, que não assiste novela da Globo mas não perde um capítulo da novela política, comentou comigo:
“Mãe, e se fosse o contrário: uma mulher que batesse num homem, a Iriny ia se intrometer?…”
Cá com meus botões, pensei, se não seria “sexista”, o ministério pelo qual Iriny responde. Parece até que as “políticas femininas” se resumem em saber, nos bastidores, o que vai acontecer nos próximos capítulos da novela das oito!
Deixa pra lá que, dessa briga quero distância!
Para os próximos capítulos do blog proponho uma brincadeirinha: já que estamos na semana da criança, tentarei montar os looks fazendo alguma referência ao universo infantil. 
  
Falando em brigas, lembrei de um desenho que era uma graça(embora a ministra, talvez, pudesse considerá-lo um incentivo à violência infantil): “Mucha Lucha”!
Os personagens frequentavam uma escola de luta livre usando fantasias e máscaras.
Para mim isso é puro saudosismo, pois na minha infância os telequetes eram famosos. Ted Boy Marino, um dos “lutadores”, virou astro, participando posteriormente da turma dos Trapalhões:
Hoje saí de casa preparada para a luta, companheiros!
GladiadoraGladiadora
Gladiadora: Schutz
Vestido nuvens: Cantão
Bolsa: Uncle K
Gladiadora
Luta insana: dar conta de todos os compromissos!
Leia Mais

I love Emma!

Broches vintage, pérolas, laços, cardigãs, cores suaves, babados, saias, vestidos, estampas delicadas, batom nude ou rosa: “lady like” é como definiria melhor o estilo de Emma Pilsbury(Jayma Mays), de Glee.
Nos comentários do post de sexta a Déia, de A Casca da Cigarra, resolveu fazer-me um desafio. E eu, aceitei. 
Já que o tema era Glee, sugeriu-me que montasse um look inspirado na professora Emma.
Imagens: dAqui
A orientadora do Colégio McKinley é doce, meiga, justa, verdadeiramente interessada no bem estar de seus alunos, solidária e ética com os colegas. Só um defeitinho: é obssessiva-compulsiva por limpeza e tem verdadeira fobia de germes!
Apaixonada pelo diretor do coral, professor Will Schuester, o primeiro beijo entre os dois só aconteceu no capítulo final da primeira temporada:
Suspirei pelos dois, mas também, pelo trench coat verde e a boina que ela usava, numa produção muito fofa.
O romance não durou muito, mas afinal, o que seria da história se não tivéssemos por quem torcer?…
Nesse clima de conto de fadas, gostaria começar o look do sábado pelos pés…
O tamanco nude, da coleção Vivienne Westwood para Melissa foi amor à primeira vista: ao colocá-lo no pé senti-me a própria Cinderela, calçando seu sapatinho de cristal.

Melissa nude

Parece até confundir-se com a cor da pele.
Pura coincidência, o tamanco combinou com uma clutch que eu já tinha, também da Melissa( coleção Isabela Capeto):
Lady like
Vestido: Farm
Clutch e tamanco nude: Melissa
Clutch Melissa-Isabela Capeto
Para complementar o visual lady like, nada mais adequado que um vestido delicado e maquiagem suave: 
Lady likeLady like
Logo cedo o tempo exigia um cardigã, dispensável mais tarde.
Então: desafio cumprido?…
Leia Mais

A culpa da beleza

Ignorar ou desprezar os recursos estéticos disponíveis hoje em dia seria como não acreditar na ida do homem à Lua ou, no ataque terrorista às torres gêmeas. 
Mas, onde ficaria o limite “saudável” para a utilização desses? A linha tênue, que separaria cuidado e amor próprio de vaidade excessiva, doentia?   

Angela Bismarchi
(Ângela Bismarchi ou, algum fake dela mesma)

Vaidosa assumida, tento policiar-me para não perder a noção do ridículo: encarnar um tipo estranho e sair por aí botocada, cinturinha lipada, siliconada, com aplique no cabelo, sobrancelha pintada de henna, minissaia, barriga de fora expondo um piercing e salto agulha, tudo junto, misturado e num mesmo pacote, o da “superfêmea pasteurizada”!

Quase respiro aliviada, ao lembrar que tenho 3 filhos homens(o que diminuiria em muito minhas chances de cair em tais armadilhas!)Ufa!
( Embora tenha lá meus truquezinhos, para burlar a fiscalização!)

Em Fina Estampa há um claro confronto entre duas mulheres:
A sofrida e lutadora Griselda( Lília Cabral), mãe de família que, abandonada pelo marido, abdica de qualquer vaidade e convenção social para cuidar dos 3 filhos.
Já 
Teresa Velmont( Cristiane Torloni) não se preocupa com outro, que não seja ela mesma. Exibe, sem aparentar nenhuma culpa, a riqueza e beleza que tem. Seria um exemplo, de: “mulher bem resolvida”.


E se fosse possível fazer uma experiência genética com as duas? 
Talvez, chegássemos bem perto do ideal feminino de perfeição: o caráter de Griselda somado à esbelteza, beleza e altivez de Teresa. O contrário, porém, seria um desastre!
Pensando bem:
Vaidade e virtude são autoexcludentes?  
Ou seria apenas mais um clichê(como aquele a respeito da mãe: a boa é aquela que sofre, que sabe “padecer no paraíso”): mulher “virtuosa” é a que vive só para a casa e os filhos, a ponto de esquecer de depilar o buço, ou as pernas?( Nada contra quem opta pelo estilo mais “natural”, digamos assim. Estou apenas aproveitando o exemplo da novela.)


A “culpa” pode não ser de Griselda. Nem de Teresa. Mas, da simetria.
 

Explico:
Uma pesquisa feita por cientistas europeus “sugere que pessoas de traços faciais simétricos, consideradas mais atraentes, tendem a ser egoístas por acreditarem em sua autossuficiência.”
O assunto é matéria, numa das páginas virtuais da Veja: Diz o Estudo
Mas os pesquisadores pedem cautela; que não seja feita nenhuma análise superficial e generalizadora a respeito: não é prova, de que Brad Pitt é egoísta e o Tiririca, uma versão masculina de Madre Teresa de Calcutá. Nem tanto, nem tanto.
Mas, pensando bem(e, em frente ao espelho), acho que eu deveria aceitar melhor meu nariz grande, apontando para a esquerda…
Quanto à história de novela, já se espera pela “grande virada”: personagem boazinha, que começa pobre e descuidada, termina rica e glamourosa.

 

Ah, se na vida real fosse fácil assim…

Leia Mais

Opostos que se atraem

Esta semana foi declarada oficialmente aberta, a temporada de férias escolares.
O que para alguns é motivo de pesadelo, pois o trabalho pode dobrar com meninos em casa, para mim é puro prazer: com dois filhos mais velhos estudando em cidades diferentes esta é uma ocasião para aproveitar a presença deles e mimá-los, o quanto possível!
Aproveito também, para colocar as temporadas dos seriados preferidos em dia. O programa predileto tem sido participar de maratona Glee com o filho do meio, fã ardoroso
( também, de House)
O seriado que agora passou a ser exibido nas tardes de sábado da Globo, mas há muito é sucesso da Fox, é uma mistura de novelinha com musicais e coreografias caprichadíssimos! 
Todos os atores também cantam e dançam, o que imprime veracidade aos números. 
Confesso que, acompanhar as venturas e desventuras desse adolescentes comandados pelo professor Will Schuester, é mais viciante que novela global! A série já ganhou vários prêmios.
Fico analisando quais seriam os ingredientes principais para todo esse sucesso: elenco bem afinado(literalmente, inclusive), agilidade no desenvolvimento do enredo com reviravoltas surpreendentes, falar de forma leve sobre temas difíceis, como bullying e preconceito, música boa e muito, muito humor( negro, muitas vezes!).
Mas a história não seria a mesma, sem se calcar em bons personagens.
A vida dos meninos do Glee Club e, principalmente, do esforçado professor Schuester seria bem mais fácil sem as trapaças da treinadora Sue Sylvester, uma obcecada por vitórias! Mas, com certeza, a história não teria tanta graça. 
Sue é a típica treinadora durona, implacável, que não mede esforços para atingir seus objetivos, mesmo que tenha de aplastrar seus opositores, sempre destilando um humor ácido, assim como o Dr. House. Mas, no fundo no fundo ela é uma sentimental. 
A decoração de sua casa é hilária: tropeçam-se em troféus, espalhados pelo chão e armários, e ela comanda a serviçal com um megafone, por onde ordena que lhe faça um shake de vitaminas.
Sem o azedume de Sue, a doçura dos outros personagens de Glee poderia ficar enjoativa.
Um time de losers( perdedores)?
Não diria isso: já ganharam meu coração.

Sou eu uma fã ardorosa dessa mistura de opostos: o frio com o quente, o doce com o salgado, o azedo e o doce, o feminino e o masculino, o infantil e o adulto…
Aplico o princípio ao me vestir: 

Colegial

Uma hora a gente incorpora a colegial…
Colegial

Casaco: ELLUS
Camisa polo: Cavalera
Bolsa: Uncle K
Saia xadrex: acervo pessoal
Tênis nude: AREZZO
Capa para notebook: Imaginarium

Quem disse que na vida tem de ser tudo igual?…
Máquina de escrever
Aí, no outro dia, baixa uma vontade de aparecer mais adulta, mais classuda…
Bilcolor

Casaco: Cantão
Saia lápis
Scarpin bico fino, piton nobuck e verniz: Dumond

"Clássico"
Falando em bicolor, a mistura bem temperada do doce com o azedo rendeu um casamento perfeito:
Bolo de chocolate e morango
Chocolate com morango!
Bolo de chocolate e morango
Queria algo especial para os meninos no fim de semana e, que ao mesmo tempo, não me desse tanto trabalho. 
Optei pela minha receita infalível, de: 
Bolo de Chocolate( Devil´s food cake)
Ingredientes da massa:
-1 x + 2 cs de leite;
-1 e 1/2 cs de suco de limão;
-1 e 3/4 x de farinha de trigo;
-1 x de açúcar( Se preferir mais doce, pode usar mais 1/2 x acúcar);
-1 e 1/2 c de chá de bicarbonato de sódio;
-1/2 x de manteiga sem sal( 100g);
-2 ovos grandes;
-60 g de chocolate meio amargo derretido e esfriado;
-1 cc de essência de baunilha;
-1 cs de café granulado solúvel;
-Pitada de sal.
Modo de fazer:
Pré-aqueça o forno moderado(180°c)
Misture o leite e o limão e reserve, até que fique talhado.
Derreta o chocolate em banho-maria, ou no microondas. Espere esfriar.
Bata a manteiga, em temperatura ambiente, com o acúcar. Acrescente os ovos, a essência, o leite azedo e o chocolate. Misture todos os ingredientes, até ficar homogêneo.
Prepare uma forma redonda de 25 cm, untando o fundo e colocando papel manteiga. Unte também o papel.
Despeje a massa e leve pra assar por aproximadamente 30-40′ ou, até que, enfiando um palito, ele saia limpo.

Para o recheio, bati uma caixinha longa vida de creme de leite( própria para chantilly) e, reservei na geladeira.
Cortei o bolo já frio ao meio e espalhei um vidro de boa geleia de morango, nas duas metades.
Montei o bolo, assim:
Camada de bolo com geleia+chantilly+metade de cima do bolo.
Preparei uma ganache derretendo no microondoas chocolate meio amargo picado, com uma colherzinha de manteiga.
Depois de derretido o chocolate acrescentei creme de leite, uma colher de rum e açúcar de confeiteiro peneirado( opcionais, esses dois últimos).
Usei a ganache com cobertura.
Esta é uma receita que dá pra fazer de olhos fechados: não há mistério, só é preciso usar os ingredientes em temperatura ambiente e optar por um bom chocolate. ( Dessa vez usei uma barra de Lindt meio-amargo, com raspinhas de laranja).
Bolo de chocolate e morango
Pergunta, se a mistura foi aprovada…
Nem preciso responder.

Agora que demos conta da primeira temporada de Glee, House que nos aguarde…
Leia Mais