“Afinal, aonde iremos parar?”

Era um dia frio, em Boston. O ano, 1967. A tradicional maratona a se iniciar, a 71a. Entre os participantes, uma única mulher. A primeira, a disputar uma corrida de longa distância. Até então, nada no regulamento contra, muito menos, a favor, afinal, completar 42 Km não era um feito para o “sexo frágil”. Mas Katherine Switzer não pensava, assim. Ela simplesmente queria correr e preparou-se pra isso. Treinou, com afinco e disciplina. Inscreveu-se, como “K. Switzer” e, no tão esperado dia, lá estava ela!
Leia Mais

Dicas da semana

Não costumo tirar férias, no máximo, uns dias de folga no ano, que trato de aproveitar pra sair da rotina.
Pausas são necessárias pra arejar as ideias e manter “a mente quieta e a espinha ereta”. Não precisa muito: Pode ser um dia na cozinha, testando novas receitas, ou uma tarde no cinema, ou uma noite assistindo aos programas favoritos, ou lendo um livro interessante, uma viagem de fim de semana…
Quando fui ao Rio no último mês, pra correr a maratona, agendei um retorno ao Jardim Botânico. Lá encontrei um casal de amigos que curte fotografia, porque esse belo cenário serviu de pano de fundo para a última exposição do fotógrafo Sebastião Salgado: “Gênesis“.

Na alameda principal, sob a sombra das palmeiras imperiais centenárias, era possível apreciar algumas das fotos ampliadas, uma pequena amostra da exposição, de quase 250 fotografias, sediada no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico.

Sebastião Salgado é um fotojornalista brasileiro, natural de Aimorés-MG, mundialmente reconhecido. Este seu último trabalho, “Gênesis”, demorou 8 anos para ser concluído. Foram “30 viagens utilizando aviões de pequeno porte, helicópteros, barcos e canoas para atingir os pontos mais remotos do planeta”( Fonte: G1).
Em vez de mostrar a degradação, lugares, paisagens, culturas, fauna e flora ainda intocados.
Uma viagem no tempo/espaço e  imersão noutras culturas.

( Euzinha, dentro, literalmente, da exposição. Imagem: José Rodrigo Otávio.)
Todas as fotos são em preto e branco(marca registrada do fotógrafo*), conferindo um realismo dramático e clareza de detalhes que chamam a atenção! Obras de arte, esculpidas pela natureza e registradas por um homem.
*”Transformar cores em cinza me permite fazer a abstração da cor e focar no que realmente quero fotografar. Além disso, a pessoa vê a foto em preto e branco e pode imaginar a cor como ela quiser e interagir com a obra”.( Sebastião Salgado)

Dá pra se sentir dentro de um documentário da BBC!
A exposição é dividida em 5 sessões, conforme os lugares visitados pelo fotógrafo: Planeta Sul, Santuários, África, Terras do Norte e Amazônia&Pantanal. Cada uma dessas é separada em ambientes de cores diferentes, relacionadas ao tema.
Sobre seu encontro com etnias e tribos tão isoladas no planeta, Salgado afirmou:  “É um reencontro com nós mesmos, não evoluímos nada no que é essencial a vida, somos os mesmos.”

A exposição já passou por Londres, Toronto e Roma. Terminou no Rio, essa semana, seguindo para São Paulo( a partir de setembro, no SESC Belenzinho). Gaúchos, mineiros e capixabas terão o mesmo privilégio.
Um ótimo programa pra se fazer em família, especialmente, com crianças curiosas. Mas, para aproveitar a “viagem” é preciso ir com calma, esquecer do tempo, ler as legendas, saber onde foram feitas as imagens e, em que condições. Assim, vale!
Ficou triste porque a exposição não passará pelo seu estado ou, se já viu, gostaria de rever? Seus problemas acabaram! A editora Taschen e Benedikt Taschen publicaram o trabalho num livro e o preço é bem acessível(R$140,00).

Na entrada da exposição é possível conhecer uma edição especial para colecionador, bem maior que a comum( e, bem mais cara!):

Um documentário sobre o projeto e obra de Salgado também será lançado em breve, dirigido pelo cineasta alemão Wim Wenders e pelo filho do fotógrafo, Juliano Salgado.
Criador explica a criatura, num cenário que conheço muito bem: o encontro das águas do Rio Negro com o Solimões!

Ainda como dica de leitura para esse finalzinho de férias, sugiro outros dois lançamentos:
Moda Intuitiva“(Editora LaFonte), da publicitária, escritora, cronista de moda e “modelo uma vez por dia” Cris Guerra( antes que blogs de looks diários virassem uma febre, Cris já tinha o “Hoje Vou Assim“, hoje, um site).

Leitura leve e agradável, o mote do livro é ser um “não manual de moda”.”Este livro se presta a uma função, mais do que qualquer outra: afastar você das regras e o aproximar da sua essência.”

“Se um striptease desnuda uma mulher completamente, o ato de vestir fala ainda mais sobre ela. Roupas contam trechos da nossa história-quanto mais vestimos, mais revelamos.”
Mestre de cerimônias muito respeitado, o estilista Ronaldo Fraga apresenta a autora: “No seu corpo, roupa é frase, cor é sintaxe, botão é letra”.
Precisa de mais recomendação?
Muitas dicas de como usar a moda, do seu modo, e belas fotos da modelo-escritora( mas, não necessariamente nessa mesma ordem!).

Um Gato de Rua Chamado Bob“- A história da amizade entre um homem e seu gato, Editora Novo Conceito, virou best seller( “London Times”).
A história de um gatinho laranja, que deu novo sentido à vida de um músico, dependente químico e morador de rua.

Além de ser completamente apaixonada por felinos, gosto de ler histórias reais de superação.
Este já veio muito bem recomendado:

Vai resistir?…

Leia Mais

Tarteletes de limão e merengue com pimenta

Alice no País das Maravilhas, Gato de Cheshire
Gosto de repetir aqui, o diálogo entre Alice e o gato Cheshire( de Lewis Carroll):
“Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir – respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir – disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas – replicou o gato.”

Clichê, ou não, sem metas e objetivos pouco se avança.
Cado um que responda por si e eleja suas prioridades e alvos.
Falando nisso, minha planilha de treinos para a maratona tem sido preenchida, a cada semana. Estamos no Km 28, dos 35Km a serem alcançados, até meados de maio.
E quando se abraça um projeto como esse, responsabilidades e compromissos( que envolverão não apenas o tempo empregado nos treinos, mas também, toda a sua rotina) fazem parte do pacote: alimentação, descanso, administração do tempo livre, tudo pode interferir na performance.

Um dos hábitos simples que resolvi assumir (pensando não somente na corrida, mas, na saúde) é a diminuição, até abolição total do açúcar na minha rotina. Tenho me saído bem, até agora.
Mas isso não significa que não caia em tentação. Faz parte do tempero da vida fazer certas concessões…

A Pequena Cozinha em Paris” estreou há pouco, no GNT, com a apresentação da chef e escritora inglesa Rachel Khoo, radicada em Paris há alguns anos.

A lindinha, de ascendência malaio-chinesa-austríaca, desmistifica a cozinha francesa em sua pequena e fofa cozinha, como sugere o título do programa.
Num dos episódios ela mostrou uma tortinha de aparência incrível! Apaixonei!

Era uma tortinha de toranja( grapefruit) e merengue com pimenta do reino.
Algumas semanas se passaram, mas não, minha vontade de testar a receita.
Acontece que meu fôlego anda comprido, mas meu tempo, curto.
Hoje decidi. E fiz!

E dei saltitos de alegria, ao conferir o resultado final!

E passei debaixo da mesa, e fiz: “Uuhmmm!”, depois de provar um pedaço!

E senti-me com superpoderes de uma chef experiente, estreando meu supermaçarico!

Depois dessa tortura visual, tentação adocicada, a receita, no site do GNT:
Tortinhas de toranja e merengue com pimenta
Sugiro a quem não é muito experiente na cozinha ler todas as minhas impressões e dicas antes de aventurar-se e, garanto-lhes, é mais simples do que aparenta:
-Grapefruit é uma fruta difícil de encontrar por aqui. Substituí por um limão siciliano, suco e raspinhas+uma laranja, para o creme do recheio.( Usei raspinhas do siciliano na massa e no merengue da cobertura, também.)
-Depois de frio, achei que o creme ficou mais firme que o desejado. Misturei um pouco de creme de leite fresco e atingi a consistência desejada.
-Peneire todas as gemas, antes de usá-las: isso impedirá que fique com gosto, ou cheiro de ovo.
-Leva bastante açúcar, nas 3 camadas. Então, pegue leve! Prefiro usar metade do que pede a receita e, depois de provar, acrescento mais, se julgar necessário. Não gosto de nada muito doce e enjoativo.
-Susto grande, quando vi a quantidade de fermento químico para a base da torta( 2 colheres de sopa, segundo a receita!). Acho que houve um erro de tradução. Acrescentei apenas  1 colher de chá de fermento.
-Ela usou aros, para moldar as bases das tortinhas. Como não tinha muitos, substituí por fôrminhas de tarteletes, com fundo removível, de 10 cm. Não foi necessário usar saco de confeitar: a massa ficou macia, mas firme o suficiente para ser manipulada; pode-se polvilhar as mãos com trigo, assim fica mais fácil espalhar nas fôrminhas, sem grudar. Para coquetéis sugiro fôrminhas menores: renderiam mais unidades e ficaria uma apresentação bem mais delicada!
-Também absolutamente dispensável untar as fôrmas.
-A massa fica com uma consistência, entre biscoito e bolo. Se quiser manter a crocância da base pode-se fazer, biscoito e creme, separados e, com antecedência, deixando o merengue para a hora da montagem. Esse, em menos de 15′ estará pronto.
-O biscoitinho da base vai em forno baixo, por 30-35′, até corar.
-O creme deve estar frio, para ser usado. Logo depois de sair do fogo, cobri-lo com filme plástico, bem aderido, pra não criar película.
-Pra quem não termômetro, como eu, pra controlar a temperatura da calda de açúcar é só seguir as dicas da Rachel: mantenha uma pequena vasilha com água gelada à mão. Em menos de 10′, quando a calda estiver borbulhando, teste, pingando um pouco dela na água gelada: é em ponto de bala mole.
-Peça ajuda a alguém: enquanto um bate as claras, outro despeja a calda, ainda quente, nas beiradas da vasilha, em fio, até o suspiro esfriar.
-0 merengue é hidrófilo, por isso, se não quiser que suas tortinhas fiquem suadas, ou moles demais, o ideal é montar perto da hora de servir.
-Se não tiver um maçarico, leve ao forno, até corar o merengue.

Prepare-se para muitos elogios! ( Coisa chata, né?…)

Leia Mais

Morar mais por menos

Sonho de consumo de todos nós, assim como: comer mais por menos, ou vestir mais por menos…
Pra quem é antenado, a notícia terá gosto requentado, mas o evento segue no Rio de Janeiro até dia 04 de novembro, portanto, boa opção de programa para o fim de semana prolongado: trata-se da mostra Morar Mais por Menos, que desafia arquitetos e designers de interiores a misturar soluções acessíveis e de baixo custo( muitas vezes, aplicando a máxima: “faça-você-mesmo”) a ítens de maior valor, na decoração.
Ambientes diversos, como este delicado quarto de bebê:

Base de cor neutra pontuada por tons pastéis, berço de MDF, galho decorado com luzes e nuvens tridimensionais de papel.
A cozinha de tijolos à vista ganhou descontração com a pintura de rua; cones de sinalização serviram de base para a mesa de vidro.

A mesa de bobina de madeira já nem é novidade, mas o que me deixou de queixo caído foi a parede forrada emoldurando a geladeira retrô azul-ambiente sóbrio e aconchegante:

Lona de cadeira de praia virou prateleira e o cano à mostra, apoio para cabides de roupas:

Caixas de plástico-mais espaço para organização neste quarto feminino, sem falar na graça do cabideiro de registros de água:

Todas as fotos são do blog da Ana Medeiros, A Casa que Minha Vó Queria.
Mais imagens, no site do GNT e Casa e Jardim.

Funcionamento da mostra: de 27 de setembro a 4 de novembro.
Horário: de 3ª a sábado, das 12h às 22h; domingo, das 12h às 21h.
Ingressos: R$ 20,00 de terça a sexta-feira e R$ 30,00 (sábados, domingos e feriados)
Local: Av. Epitácio Pessoa, 4.866 – Lagoa
Telefone para informações:              21-2512-2412      

Leia Mais

Casas “cheias de charme”

Já contei por aqui que virei noveleira, desde a estreia de Cheias de Charme. A trama é divertida e o elenco, afiadíssimo, mas outra coisa que curto muito é reparar nos cenários.
O lugar onde mora, assim como o figurino, ajuda a reforçar a imagem de cada personagem.

A casa pink de Chayene é a cara da rainha do eletro-forró: “over” é pouco, para descrevê-la!

O quarto da estrela parece uma suíte temática de motel.

Mas isso é o “estilo Chayene” de ser.

Incomparavelmente mais “clean” é a mansão dos Sarmento porém, um símbolo da ostentação.

Menos tediosa é a área em volta da piscina: chama a atenção, o enorme banco com almofadões.

Em matéria de decoração, os mocinhos( ricos ou pobres) da novela ganham dos vilões!
Exemplo disso é o apartamento da advogada boa-praça Lygia:

Muitos toques de cor e a cozinha tem um lindo papel de parede estampado com pássaros:

Mas o que me chama a atenção é o criado-mudo, no quarto de Lygia: uma cômoda antiga, repaginada com uma vibrante cor amarela.

O apartamento de Liara (jovem viajada e antenada com a últimas tendências de moda e arte) reflete esse seu estilo descolado, misturando estilos: sofá de patchwork, peças de design (como as cadeiras tolix), obras de arte, geladeira vintage(que ganhou pintura do namorado, artista de rua)…

Das empreguetes, Maria do Rosário é a mais romântica. Na primeira parte da novela(antes de ir morar com o namorado, Inácio) o quarto dela tinha esse clima:

Papel de parede vintage, colcha artesanal e pisca-pisca na parede.

Não é inspirador?
através da guia de brilho
através da família ikea ao vivo
Rosário provavelmente aprovaria essas ideias.

Quer uma peça de impacto, como a geladeira customizada de Liara, ou a cômoda repaginada de Lygia?
Uma referência:

Glamour/Referans design blog

Já participou da promoção “Amor, perdas e meus vestidos“? Não é nenhuma novela, mas o capítulo final será nesta quinta-feira!

Leia Mais