Rita Lobo, na Estilo

Falar de alguém que admiramos é fácil. Por isso a mencionei várias vezes aqui, começando com uma resenha sobre “A “Conversa chegou à cozinha”, lançado de 2008:

O post acabou perdido na mudança de layout do blog, mas o livro é de crônicas, todas, escritas por Rita Lobo e, claro, concluídas com uma receitinha deliciosa.
Na Estilo desse mês podemos conhecer um pouco da intimidade dessa ex-modelo, mãe, dona de casa, escritora, autora do site de culinária Panelinha e, mais recentemente, apresentadora do programa Cozinha Prática, no GNT, na matéria:
Casa da Rita Lobo, na Estilo
O programa (que vai ao ar às noites de quinta) é gravado no próprio apartamento de Rita, localizado num prédio dos anos 60 no bairro dos Jardins, SP.
Antes que se mudasse com a família para lá, o apartamento passou por uma reforma: a parede que separava a cozinha da sala de jantar foi derrubada, integrando assim os dois ambientes, afinal, para Rita, a cozinha é a alma da casa!
Casa da Rita Lobo, na Estilo
Bem iluminada e ventilada, a única coisa que a separa dos demais ambientes é a bancada de madeira rústica( freijó maciço):
Casa da Rita Lobo, na Estilo
As banquetas no chão de madeira convidam a uma conversa informal, enquanto a comida é preparada.
Na parede lateral da cozinha, pintada com tinta esmaltada verde-escolar, Rita anota a agenda das crianças e os ingredientes que precisa comprar:
Casa da Rita Lobo, na Estilo
Muitas das peças e móveis do apartamento foram garimpados pela própria Rita. Este lustre de murano da sala de jantar foi arrematado, depois de 2 anos de persistentes visitas a um antiquário:
Casa da Rita Lobo, na Estilo
A mesa é uma Saarinen( do finlandês Eric Saarinen, anos 50) e as cadeiras tubulares com encosto de palha, da década de 20:
Casa da Rita Lobo, na Estilo
Das suas andanças pelo mundo Rita guarda lembranças, exibidas pela casa. Durante a reforma, algumas paredes foram descascadas até os tijolos:
Casa da Rita Lobo, na Estilo
Na revista Estilo desse mês, mais fotos( em melhor qualidade) e detalhes.

Então, sempre que posso, às quintas aguardo ansiosamente Rita vir à minha casa, com alguma receita fácil e dica de culinária imperdível.
O “pão piadina” virou queridinho, desde a primeira vez que o fiz:
Taco de carne no pão piadina
Já experimentei a massa integral mas, para fazer o taco, uso fubá, na mesma proporção ensinada na receita( 2 xícaras de trigo branco+1 xícara de fubá. Nesse caso, a quantidade de leite diminui, para 1 xícara).
Taco de carne no pão piadina
Tacos de carne, no pão piadina integral( ou, de fubá) são uma excelente opção de almoço, ou lanche:
Taco de carne no pão piadina
Refeição leve, completa e gostosa! Dica da Rita.
Quer saber como faz? Aqui:

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Provocações

O Dcoração é um site que dispensa apresentação. Vivianne Pontes, a autora, também. 
Além de conhecimento técnico na área a Vivi é culta, escreve bem, consegue ser simpática com seus leitores e ainda foi capaz de reservar uma manhã, de seus dias atarefados, para bater perna pelo centro do Rio com alguém que ela ainda não conhecia pessoalmente: eu( encontramo-nos em junho). Enfim: é uma fofa! Referência, não só pra mim, mas para muitos do meio. 
Uma de suas grandes qualidades ao escrever é a capacidade de síntese: chegar aonde quer chegar, cortando fundo, interpretando o que sentimos, mas que não conseguimos definir muito bem.
Assim, com o post de ontem: “Os grandes mitos dos pequenos espaços”
O que mais chamou minha atenção foi o 5° mito discutido por ela, aquele que dita: 
“Tenha apenas 1 ponto focal”, um objeto que “puxa o olhar”, nas palavras dela. 
Gostei dessa expressão.
Pensei naquela pessoa que se destaca, no meio de uma multidão, capaz de despertar sua atenção. 
Naquele sapato, na vitrine, que faz você dar meiavolta e parar, só para admirar.
Aquele “algo desejável”, no qual o olhar dá um zoom.
Aquela surpresinha, capaz de fazer abrir um sorriso…

Aproveitando o tema já desenvolvido pela Vivianne: o que lhe provoca esse “puxa”,na decoração?
Poderia ser um objeto impactante, escultural…
Um quadro, ou tapete…
Um móvel diferente…
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Uma cor, fora de lugar…

Um papel de parede, ou escultura flutuante…
Apartment Therapy

Pelo que entendi da aula da professora Vivi, escolher “apenas 1 ponto focal” é apenas mais um mito. O que importa, como explicou, é a “harmonia”.

O mesmo princípio pode ser aplicado no vestuário: escolher uma peça de destaque( sapato, bolsa, blusa…) para provocar olhares…
Pensando bem, depois do revival anos 80 com o novo-velho color blocking, isso também virou mito…
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Casa escandinava

A casa de An-Magritt Moen, Romantisk Retro, é do século 19.
Apaixonada por design de interiores e rehab de móveis, conseguiu montar um ambiente acolhedor, para ela e a família:

A sala é de tons neutros, como nas listras do tapete.
A mesa rústica ganhou rodízios.
Neste outro ambiente, a antiga mesa teve os pés cortados e instalados rodízios, para ficar na mesma altura do sofá:
A prateleira em L apoia ilustrações e fotos de família.
Uma Tolix, cadeira vintage de design francês, acompanha o piano.
No quarto, suaves tons de lavanda:
E o bufê antigo ficou mais colorido, sem precisar de pintura:
O meu ambiente preferido, numa casa:
Adorei as pinceladas de turquesa, em diferentes tons!
Saudação, na entrada:
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Metamorfoses

(Via Flickr)

Ontem à noite estava de plantão e, entre uma zapeada e outra pela TV, parei no SBT, durante a entrevista que a Marília Gabriela fazia com o Lucas Lima( mais conhecido como o “marido da Sandy”), no “De Frente com Gabi”.
Para minha surpresa e, derribando preconceitos bobos que nutria pela família dos músicos gaúchos( incluindo os sertanejos Lima, herdados do lado da mulher) conheci um Lucas diferente do que imaginava: desembaraçado, engraçado e inteligente, resumindo, um fofo! 
O que me fez pensar na polêmica tola em torno da declaração de Sandy à revista Playboy.

Adriane Galisteu fica pelada, mas, quem se despe de preconceitos e, sem tirar uma única peça de roupa, chama muito mais a atenção pela declaração( não se sabe ainda o contexto)foi a “boa” menina Sandy.
No início do ano já fora motivo de alarde a propaganda que a cantora(ex?) fizera para uma marca de cerveja de duplo sentido.
Não entendo a estupefação provocada pelas últimas aparições na mídia, da menina que cantava com o irmãozinho:
“O que que você foi fazer no mato, Maria Chiquinha?”
E será que ela precisava ficar no mato, depois de grande?…
Sandy cresceu, tornou-se uma linda mulher, mas continua sendo: Sandy. Não, a Maria Chiquinha.
Alguns apegam-se à imagens que a mídia vende, esquecendo-se de que as pessoas passam por mudanças, têm suas opiniões, amadurecem. Não precisam ser iguais( quem disse?), mas continuam sendo as mesmas(entende?).
O negócio é abrir os olhos e ver que há variações, tão sedutoras quanto à imagem original que projetamos, de uma pessoa ou objeto. E são essas nuances que tornam a vida mais interessante: uma boa surpresa, como a que tive com o “marido da Maria Chiquinha”.

O mesmo olhar poderia ser aplicado à decoração.
As imagens a seguir são do vol.III do livro de Casa Cláudia-“150 ideias de decoração”, lançamento da Abril:

Lançamento Abril

As fotos escolhidas mostram objetos antigos que, renovados, ganharam importância na composição de um ambiente, sem contudo perder a essência do que sempre foram: doces recordações do passado.

Regina Strumpf misturou o tom verde cítrico da parede com almofadas e roupa de cama em tons vermelhos, para criar um clima acolhedor neste quarto feminino:
Quarto cítrico
Destaque para o criado-mudo renovado:
Quarto cítrico
Também renovada foi esta minicômoda, que ganhou pintura e novos puxadores para servir como mesinha de cabeceira, noutro quarto:
Minicômoda na cabeceira
 A partir de um louceiro de madeira herdado da avó e reformado, a arquiteta e designer Adriana Yasbek definiu os matizes desta cozinha:
Cores vibrantes na cozinha...
Mais vibrante e ousado, impossível!
(A mancha branca na parede não é nenhuma falha na pintura, nem manifestação sobrenatural: apenas reflexo do flash da máquina, já que a foto foi feita à noite, com pouca luz.)

Falando em mudanças, da decoração para a moda: Há dias em que a gente está bege, básica, “Renda”. Em outros quer ousar, experimentar algo diferente, como o Hippie Rua, da Impala:
"Hippie rua"
Num dia a gente acorda meio moleque:
Xadrez
Calça: Animale
Sapato liberty e chapéu: Richard’s

Camisa de linho: acervo pessoal
Óculos: Folic
Bolsa: Cantão
Xadrez
Noutro, mais mocinha…
Romântica
Vestido: Açúcar Moreno
Cardigã de linha
Sandália: Ferrucci
Romântica, até…
Romântica
Se fosse sempre igual seria chato.
São pinceladas que damos na vida, mudando as nuances a cada dia…
Tarde de Sol
Agora, releve a viajada na maionese nesse final de post(só para contextualizar a última foto) e vamos  direto ao túnel do tempo:
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Acredita em fada madrinha?

Desde que surgiram, programas que promovem transformações( makeovers) viraram febre na TV, inclusive, com adaptações tupininquins. 
Na onda das transformações pessoais entraram até os apresentadores do Fantástico:
O sucesso é sinal inequívoco de que nossas necessidades estão cada vez mais específicas e especiais: há programa para colocar em ordem sua vida financeira, afetiva, sua geladeira, seus armários e closets, seus filhos birrentos e indisciplinados, sua casa, seu casamento, seu carro, suas rugas na cara e dentes desalinhados…enfim, uma versão moderna e globalizada de “fada madrinha”. Mas, não se anime tanto: isso também demonstra nossa inabilidade em dar conta de tudo.

Particularmente não sou fã dos “excessos criativos” de um dos mais famoso deles, o “Extreme Makeover”, apesar de admitir que o “chororô” coletivo ao final de cada episódio seja contagioso.

Gosto mais das lágrimas que o Esquadrão da Moda ( What Not to Wear) provoca: aquelas de riso. Desde a época das britânicas Trinny&Susannah, que usavam de ironia fina para alfinetar suas “vítimas”, até o humor mais rasgado dos americanos, Stacy&Clinton. Sem falar nos verdadeiros “milagres” que eles conseguem promover, além da visível melhora na autoestima de quem participa, por mais duras que as  observações do casal de especialistas possam parecer, a princípio.

Embora seja difícil acompanhar os episódios, por vezes me pego pensando se teria coragem de participar de um “reality show” como esses. Você teria?…

A craft-designer, blogueira e autora de livro Joy Cho, sim. 
O resultado de expor um pouco da sua casa e estilo pessoal valeu a pena. Impressiona!

Joy pediu ajuda à designer Emily Henderson, do programa da HGTV, Design Star( não transmitido no Brasil), para dar uma repaginada na casa em que vive com o marido, Bob.

Em seu blog, Oh Joy!, ela conta detalhes dessa transformação, a começar pela sala, que era assim:

De cara percebe-se que Joy tem estilo e bom gosto, investindo em quadros de ilustradores, peças de design e móveis de inspiração vintage, como pés palito e as cadeiras Eames:

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Emily manteve móveis e objetos, fazendo uma rearrumação. 
O toque dramático ficou por conta da aplicação do papel de parede com flores douradas, produto da loja de Joy:
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O baú, ao lado do sofá, virou uma estilosa mesa de canto( mas esse truque a gente já conhece, né?).
Amei o bufê cinquentinha, além do tapete azul e pufe dourado!

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Os quadros ganharam destaque e uma nova disposição na parede:
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A sala de jantar foi pintada num suave tom de azul:
Os vasos em forma de cabeça migraram da sala de estar para a mesa de jantar( ver a primeira foto).
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AFTER dining_room2
Colocaria minha casa à disposição, de olhos fechados, para transformações como essa! 


Mais fotos do antes e depois, no Flickr de Joy Cho.
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