Ser criança…

Ser criança é continuar brincando“, por Eugênio Mussak.*

Alguns mitos precisam ser derrubados. Um deles é que a infância termina quando ficamos grandes. Quem pensa assim considera que infância é apenas uma fase da vida, um ciclo biológico durante o qual o corpo cresce rápido e importantes mudanças fisiológicas acontecem. Mas há quem ache que infância é mais do isso, que é um estado de espírito, cheio de qualidades valiosas, e, ao pensar dessa forma, aceitam que ela não termina com o tempo; ao contrário, persiste por toda a vida, convivendo com a fase adulta. Estou neste grupo.

Há pelo menos três qualidades na criança, necessárias para permitir sua interação com mundo em que acabou de chegar: a curiosidade, a imaginação e a transgressão criativa. A primeira serve para que ela acelere o processo de percepção e entendimento do mundo; a segunda para que ela crie, em sua cabecinha, o mundo que ela deseja, sem as mazelas que ele vai percebendo que existem; e a terceira para que ela ouse modificá-lo para dar lugar a esse mundo ideal.

O problema é que nós teimamos em acabar com essas qualidades quando crescemos, porque alguém – provavelmente um adulto chato –, disse que elas não combinam com ser sério e responsável. Ora, o que seria dos inventores, dos artistas, dos poetas, dos cientistas e dos grandes promotores de mudanças se eles não tivessem conservado em si a curiosidade, a imaginação e a transgressão?

Aliás, foi Einstein que disse que a imaginação é mais importante que o conhecimento. E depois foi tirar aquela foto de língua para fora, brincando com o fotógrafo, e com o mundo.
Dia das crianças

*Eugenio Mussak é professor, palestrante e escritor brasileiro. Apesar de formado em Medicina dedicou sua vida à educação e, desde 1998, à educação corporativa. É articulista da revista Vida Simples.
Página no Facebook: Eugenio Mussak 

(A linguaruda à D sou eu, muito antes de conhecer Einstein…)

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I love Playmo

Nossas prioridades e interesses mudam, conforme a fase e idade: quando criança, sonhava com uma daquelas bonecas que pareciam bebês de verdade. Hoje poderia comprar uma; já não quero mais. Agora, o que me faz revirar os olhinhos: sapatos.
O filho mais novo, um pré-adolescente de quase 13 anos, outro dia andava preocupado, sorumbático, meditabundo(ah, finalmente pude usar tais palavras!…): não se divertia com as mesmas coisas dantes. A “trilha do calango”( que costumava subir, por trás da casa, e foi assim apelidada por ele) já não tinha tanta graça. Mas ainda se diverte com a montanha de pecinhas e bonequinhos de Lego montados e desmontados diariamente, numa brincadeira que mais parece enredo de “A História Sem Fim”.
Ele não conheceu Playmobil, brinquedo da época da mãe. Mas a mãe, também não: assim como a boneca desejada, esse ficava fora das possibilidades financeiras da família.
Mas há gente que cresce( ou, não cresce nunca) e continua fixado à certas “coisas do passado”.
Imagem compartilhada via Facebook( sem créditos, desculpe!) prova que se pode fazer releitura lúdica de uma paixão de infância:

E já que estamos na semana da criança, uma dica da amiga carioca Milena Orlando: I Love Playmo, no Facebook e Instagram.

A psicóloga e colecionadora Maria Misk Moyses fotografa( Instagram) seus bonequinhos( cerca de 500) em cenários reais, simulando situações cotidianas, uma mais bacana que a outra!

E a outra dica, pra quem é de BH:
A exposição “O minimundo Playmobil”, com os famosos bonequinhos dos anos 80 da Maria Misk Moyses estão no shopping DiamondMall, até dia 14 de outubro!
Mais informações, aqui.

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Canto de estudo

O especialista em design de interiores Maxell Gillinghan-Ryan é o autor de um dos sites mais conhecidos do mundo virtual: o Apartment Therapy.

Mas antes desse sucesso ele era trabalhou como professor. Costumava fazer visitas anuais a casa de seus pequenos alunos.
Essa experiência foi relatada no livro “Terapia do Apartamento-Transforme seu lar em oito semanas”:
“As visitas à casa dos meus alunos me levaram a identificar dois problemas muito comuns. O maior deles era a estimulação excessiva. Muitas vezes isso vinha na forma de muita bagunça ou muito tempo assistindo à TV ou outra mídia; às vezes, mas não sempre, os próprios pais eram a causa do ambiente superestimulante. O outro problema comum era a falta de ritmo da vida diária….As crianças que iam melhor na escola eram aquelas cuja família incentivava ritmos e rituais saudáveis em casa.
Embora esses lares saudáveis não fossem parecidos, todos eles tinham características comuns: eram silenciosos e organizados e, embora não fossem grandes em termos de metros quadrados, pareciam espaçosos e arejados. Não havia livros e brinquedos por todos os lados. Não havia fotos emolduradas cobrindo todas as paredes. O lugar em que as crianças brincavam não era o mesmo lugar em que estudavam.”

Levando em consideração essas dicas de especialista deixo algumas sugestões, do próprio Apartment Therapy, como inspiração para criar um canto de estudo, ou leitura para as crianças:
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Mesa grande ou pequena, em L ou reta, banco gasto ou cadeira de design: pode variar; mas há características, em comum: pintura sóbria, prateleiras para organizar material e objetos, que personalizam o cantinho.
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Gostei muito da imensa bancada acima, provavelmente, compartilhada por irmãos: espaço para todos!

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Levando susto!

Semana que vem, logo depois do “feriado dos mortos”, meu caçula faz 12 anos. 
Em cima da hora não dá para inventar muita coisa, mas já provei aqui, com uma festinha monstruosa( há exatos 2 anos!), que não é preciso muito para agradar.

Acho meio forçada essa história de importar tradições. Alguns chegam ao exagero de comemorar o “dia de ação de graças”, um feriado típico americano, nada a ver com a nossa história! Mas o Halloween vem se firmando, aos poucos, como “festinha cool entre os antenados”.
Aderindo ou não à ideia, encontrei um projeto fácil de fazer, que poderia encaixar-se muito bem numa “festa monstruosa”, por exemplo:

Halloweenmask

Halloweenmasks
Com tesoura, papel, cola e palito dá para fazer com as crianças, as caras mais monstruosas e divertidas!
Tutorial aqui, no Bloesem Kids! Mas quem deu a ideia, com todos os passos, foi a Teri Dimalanta, do Giddy Giddy.

Não satisfeita, achei estas bandeirolas em papel recortado para incrementar a festa, com PAP, aqui:
Um “búuuu!” no mau-humor!


Atualizando:
Mais ideias apareceram, via Facebook, àqueles que desejarem mergulhar de cabeça nesse tema:
Compartilhei essa ideia da Katia Bonfadini na minha página no Facebook: aqui.
E a sugestão da Miria Birillo foi um link, do Paneloterapia:
Obrigada às duas, e àqueles que prestigiarem nossa página por lá!
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Aprendendo a lição

Especialistas recomendam que, para criar na criança o hábito de estudar deve-se estabelecer uma rotina, com horários e local apropriado.


O desafio para a húngara do blog Kicsi Ház foi criar dois locais de estudo diferenciados, usando materiais reciclados.
O resultado saiu na Éva Magazine, aqui e aqui: para meninos e meninas, respectivamente, comprovando que é possível criar um cantinho aconchegante, sem gastar muito.
Para o menino, uma mesa antiga foi toda reformada e recebeu um alegre tom de azul turquesa, com puxadores exclusivíssimos:

Bichinhos de plásticos serrados( o que pode nos parecer esquisito, para os meninos pode ser bem engraçado!) foram parar nas gavetas, papel decorado, no tampo da mesa…
As prateleiras ganharam porta-trecos( é só pregar a tampa de enroscar, na parte inferior):

konyhai polc másképp

Cestos plásticos viraram uma estante original:
caixotes de livros
Latinhas pintadas, porta-lápis…

decorativos da parede ou caneta

Para a menina, tons e sobretons de rosa:
As caixinhas de ovos coloridas guardam pequenos objetos.
Ganchos, numa placa de madeira, e vidros pintados, com alças de arame para pendurar:

cabide porta

Latas decoradas com renda:

caneta lacy

E esta foi pintada, depois coberta com renda, para então receber uma demão de tinta spray
( como num molde vazado):

Enfeite de caixas

Não são ideias lindas? Então, que tal estudar como colocá-las em prática?
Mais imagens, nos links acima.
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