Amarelando

Mexericas
No último fim de semana visitamos o sítio da minha sogra.
Em frente à casa, um pé de tentação, carregadinho de mexericas. 
Assim que desci do carro dediquei-me a pescar as melhores frutas, saboreando-as ali mesmo, debaixo da sombrinha da árvore.
Fazendo a feira
Mas o tempo, que andava ensolarado, mudou no meio da semana com a chegada de uma frente fria.
Quis trazer um pouco da luz e sabor desses últimos dias para o nosso fim de semana, com o tom alegre e vibrante do laranja e amarelo em imagens do Flickr( link, abaixo):

Mirrors and chairs
(dAqui)


Hello...beautiful!
(dAqui)
Kitchen
(dAqui)

Para encerrar, imagem sugestiva para fazer no fim de semana:

Um quarto acolhedor e quentinho:


(dAqui)

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"Turquesa: a missão"

Como na tradicional seção do Design*Spongeconvido-os a um sneak peak pelas últimas modificações que fiz na cozinha, completando post anterior:

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O panô de cupcake faz parte de um kit, encomendado à Ana Sinhana.
Por aqui, a cozinha é entrada principal:
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Além de pintar as paredes, troquei o assento de todas as cadeiras:
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Usei um pedaço de toalha plástica que ganhei da Ana Sinhana, da coleção de Marcelo Rosenbaum: opção mais fácil de limpar e conservar, sem falar na lindeza da estampa! 
(Fiz trocas anteriores, com o meu super grampeador Rocama.)
As latas em cima dos armários foram substituídas por cerejinhas de luz: 
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“Detalhes tão pequenos…”

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Os homenzinhos de gengibre também são criação e presentes da Ana:

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Dela também, kit de velas e fósforos de maçã:

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A outra ponta do balcão:

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Ganhei de uma amiga esta colherzinha fofa, que veio junto com uma caneca de gatinhos, no último café que organizei em casa:

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A inscrição gravada no cabo é mais fofa, ainda: “Uma colher de devoção”.

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A parede atrás da geladeira ficou assim:

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Montei meu quadro usando contact no fundo, colando a palavra “Amour” em MDF e aplicando borboletas:

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Pode até ser que amanhã eu enjoe, resolva tirar tudo e pintar as paredes de branco, mas, enquanto isso não acontece é assim que vai ficar…
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"Em busca da cor perdida"

Imagem, dAqui

Falando em coisas espinhentas e dolorosas, fazer e/ou receber críticas seria um bom exemplo: algo, nada fácil! Principalmente, quando achamos que estamos abafando e chega alguém, despejando um balde de água fria sobre nossas supostas pretensões.


Embora(confesso!) me seja bastante difícil engolir, juro que tento, abaixada a poeira dos ânimos exaltados, extrair a verdade, nua e crua, contida nas críticas. Afinal, até espinhentos cactus produzem belas flores.


Assim procuro encarar, quando isso acontece aqui no blog. Por mais desagradável, e às vezes até grosseiro, que um comentário anônimo possa ser, separa-se apenas o que for proveitoso. O resto, o bagaço, como escrevi aqui ontem, deve-se descartar.


Já faz algum tempo fiz algumas modificações na minha cozinha e, como de costume, resolvi mostrar. 
Lembro do único comentário(que poderia muito bem ter sido escrito pelo ácido Dr. House) desaprovador: dizia que eu era brega, ou cafona, ou algo parecido
( já esqueci!)…que minha cozinha era um amontoado de coisinhas sem sentido e que eu deveria seguir algum estilo específico. 


Passada a raiva pela grosseria, a segunda parte desse comentário vem martelando na minha cabeça, desde então. 


Em matéria de decoração serei sempre uma novata nessa escola, àvida por novidades! É para isso que vivemos aqui e lá, na internet: buscando inspiração e informação para melhorar nossa casa, não é mesmo? 


Cheguei à conclusão que posso até ser “brega”, ou kitsch, mas gostaria então que minha cozinha fosse um brega&kitsch com inspiração vintage.


Aos poucos vou mudando uma coisinha aqui, outra ali, esperando chegar em algo mais harmonioso, “estiloso”, como meu crítico anônimo destacou.


Cor é um detalhe, do qual não abro mão. 
Turquesa virou ideia fixa: uma cor vintage,  ao mesmo tempo, alegre e tranquila.
Os exemplos a seguir, bem que poderiam servir-me de boas referências(quem sabe, a quem procura o mesmo, também?):

Depois de pintar, repintar e re-repintar minha cozinha, cheguei num tom de turquesa que me agradou.
Mas, isso já seria outra história…
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Brincando é que se aprende

(Imagem, dAqui)

Início da semana fiz um post despretensioso, analisando superficialmente algumas propagandas voltadas ao público feminino e/ou, usando a figura feminina.
O assunto foi motivo para alguns interessantes comentários, ratificando a ideia de que “mulheres evoluídas” não se rendem a “feminismos”. Nem “machismos”. Substituir um paradigma por outro é trocar “seis por meia dúzia”.

A Vivianne Pontes foi uma das mais enfáticas. Escreveu:
“…passa-se a velha mensagem de que os trabalhos domésticos são tarefa feminina — não por imposição da sociedade, não por construção cultural, mas simplesmente porque os homens não são talhados para isso. Coitadinhos. Eles são sujos, são seres das cavernas, são bestas. As mulheres, ao contrário, são naturalmente limpinhas e organizadas. Elas se regozijam com cheirinho de eucalipto. Nada mais óbvio do que notar que aí passa-se também um padrão de comportamento: ei, você, mulher desorganizada, você não é feminina o suficiente.”

Culpa é o combustível que move a maioria de nós, mulheres.

Então penso( “logo, existo!), no quanto somos responsáveis por confirmar, fundamentar, sustentar alguns comportamentos viciados, maus costumes…
Querem uma prova disso?: 
-Qual mulher não se sente a “superpoderosa” ao ser chamada com urgência para trocar uma fralda suja, porque o “papai não tem muito jeito pra isso”? 
É o superpoder limpafralda!
-E, quando o filho já grandinho, apela para a mamãe fazer aquele “ovinho frito, que só mãe sabe fazer”?! 
Lá vem ela, toda faceira, com seu superpoder de cozinheira.
Afaga nosso ego de mãezona e mulherzona fazer esses “servicinhos”, que só mulher sabe fazer tão bem!
Nada contra os tais “serviços”, que fiz, faço e faria com todo o prazer! A questão é, que: Seria isso, uma atribuição específica feminina?

Mea culpa! (Olha ela aí, de novo!)

Outro dia o filho mais velho, já um universitário, morando sozinho, confessou-me, em tom de pedido de socorro:
“Preciso aprender a fazer arroz, feijão e fritar um ovo!”

Simples, não?…
Devo tê-lo ensinado a fazer coisas muito mais difíceis, mais complexas, mas não: arroz, com feijão e ovo frito!
Ainda há tempo!

Talvez por isso tenha encantado-me tanto, esta cozinha de brincar:
Brincadeira, para criança, é coisa séria. 
E a mãe do Harry, o menininho da foto na moldura vintage, parece ter lembrado disso ao montar esta graciosa cozinha: 
A pia com fogãozinho, assim como a cadeirinha colorida são da IKEA. (Oh, IKEA! Como I queria que você viesse pra cá!…)
Mas todos os detalhes, das prateleiras com aplicação de sainha de renda, até os utensílios de cozinhas e embalagens de comida foram cuidadosamente pensados para deixar a brincadeira, o mais próximo possível do real!

E para que tirem suas dúvidas, se o pequeno Harry gostou de brincar na cozinha, ou não…
Negócio sério! 
Negócio fofo!
Quero uma dessas pra mim!
Fonte: Dos Family
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Gostaria que estivessem aqui…( 1° capítulo)

Diálogo entre mãe e filho :
-Eu não consigo entender como Fulano* pode ser amigo de Cicrano*; um é “tão assim” e o outro é “tão assado”!…
-As pessoas não precisam ser parecidas pra se tornarem amigas.
(*Os nomes são fictícios mas a história, real.)
A primeira afirmação denota imaturidade e preconceito. Se alguém aqui achou que foi o filho que a fez, caiu na mesma cilada que condenou, pois foi ele quem deu o puxão de orelha na mãe, no caso: eu.
Colocando em prática a lição aprendida, esta semana acolhi amigas de sotaque, estado e história de vida bem diferentes da minha.
Quando contei a alguns que receberia pessoas que não “conhecia” na minha casa, devo ter causado estranheza: “Mas, como assim?!”…
Lancei descompromissadamente uma isca nesse mar virtual, há algum tempo: a promoção “Que cara tem a sua casa?” . Para minha surpresa, pois sou pescamadora(pescadora amadora), pesquei “peixes grandes”: pessoas especiais, que me acompanharam desde então. Assim foi com a Rosana Sperotto.
Começamos a tocar uma amizade pelos bastidores, como numa orquestra afi(n)ada: muitas vezes eu pensava uma coisa e ela complementava; noutras, era o contrário.
Houve sincronicidade, até na hora de nos conhecer: tivemos a mesma ideia, ao mesmo tempo.
Combinamos mostrar o encontro fazendo posts irmãos, não gêmeos, pois cada uma o descreverá do seu jeito.
A Rosana é mestra em contar histórias, vocês entenderão. Ela é jornalista, e faz parte da profissão dela saber usar bem as palavras. Além disso, o plus: é uma pessoa com mel, um docinho suave, nada enjoativo. Ainda como prêmio acabei conhecendo a Jane, também jornalista e amiga de muitos anos da Rosana, que a acompanhou nessa aventura pelas terras capixabas.
O trio, “armado”…
Confirmada a vinda, mudei minha área de atuação para guia turístico e tracei toscamente uns roteiros, para que voltassem ao RS com uma boa impressão do ES. Uma semana é pouco; alguns programas acabaram ficando de fora, por absoluta falta de tempo.
No primeiro dia, demos uma voltinha pela orla de Vitória e Vila Velha. Pra que possam entender melhor: Vitória é uma ilha, unida ao continente por pontes. Vila Velha é uma das cidades mais próximas, do outro lado da ponte.
Aqui, a praia de Itaparica, em Vila Velha:
(Para ampliar, clique na imagem)
Já era final de tarde na terça quando rumamos para um dos poucos lugares públicos abertos num dia de feriado: o shopping. Resolvemos fazer um programinha imperdível: assistir ao filme Julie&Julia, motivo inclusive de uma promoção aqui no blog.
Fazendo uma horinha, enquanto aguardávamos a sessão pipoca( sem pipoca):
A paisagem que serviu de moldura para o encontro-Terceira Ponte e ao fundo, o Convento da Penha:Algumas risadas e lágrimas depois…Meryl Streep ganhou (mais) um Globo de Ouro por sua atuação impecável: parece ter crescido uns 20cm para interpretar a Julia Child, no filme.
Gostei tanto que fui dar uma olhadinha na cozinha de verdade de Julia Child, doação que ela fez ao Museu Nacional de História Americana, em Washington, antes de trocar sua casa por um asilo, já velhinha.
A cozinha foi projetada e adaptada para que essa grande mulher
( literalmente: Julia tinha 1,88m) pudesse trabalhar em casa e gravar os programas para a TV americana, depois que o casal voltou da França e se estabeleceu em Cambridge.
No filme vemos Paul, o marido apaixonado e dedicado, montando pessoalmente um quadro para organizar as panelas da mulher: numa cena que demonstra essa ternura e cuidado, ele se debruça sobre o painel e desenha o contorno de cada panela, facilitando o armazenamento.
Analisando as imagens, percebi que já havia mostrado o painel-paneleiro em um post antigo sobre organização,
aqui : Apartment Therapy
No link acima, podem encontrar o tutorial para esse painel. Falta arranjar um Paul, disposto a executar o projeto.
Aqui, a cozinha em exposição permanente no museu, onde Julie Powell foi fazer uma reverência à sua guru:
Gastronautas amadores

Quem quiser conhecer mais sobre a história de Julia Child poderá saborear o livro “Minha Vida na França” ( está na minha cabeceira há uns 2 meses, aguardando uma vaga na minha agenda…). Como bônus, além da leitura há fotos maravilhosas como a que abriu o post, evidenciando a intimidade, bom-humor e diferença física entre o casal, a começar pela altura: Julia era maior que Paul. Mas como já demonstramos, é uma diferença irrelevante.
No Garfadas on line poderão conhecer a história dessa cozinha, famosa para os americanos.
Não têm uma coleção de panelas, tão digna quanto a de Julia Child?
“Invente, tente, faça alguma coisa diferente”…

( Perdi o link dessa empresa de adesivos gringa. Quem souber, pode informar.)
Quanto àquela outra história de encontro entre blogueiras, poderão acompanhar virtualmente por aqui. Mas isso, só nos próximos capítulos…

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