Mão de mãe

Nem sempre é fácil decidir o que fazer no quarto dos filhos.
Decoração temática corre o risco de não acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança e logo se tornar ultrapassada.

Aqui, 2 exemplos de mães que arregaçaram as manguinhas e, com bom gosto e criatividade, fizeram interpretações diferentes para os quartos dos filhos, usando o mesmo tom de azul.(Amo essa cor!)

Maya pintou um incrível mural de árvore, optando por tons sóbrios nos móveis e poucos detalhes de cor nas paredes:O quarto do pequeno Deven ganhou tranquilidade e leveza.

O móbile de passarinhos sobre o berço foi inspirado neste aqui.
ohdeedoh

Já Lynn-Anne criou, junto com a filha adolescente, um quarto vibrante e feminino:
No fundo do armário romântico foi aplicado papel colorido.
Dá para perceber que a menina tem paixão por pinguins, o que pode ter sugerido os tons frios de azul e branco, assim como o papel de parede de urso polar.
Kilt coloridíssimo sobre a cama de ferro ajudou a dar uma aquecida no quarto. Reparem nos puxadores diferentes, também coloridos, da cômoda branca.Por coincidência, também um móbile de origami com tsurus sobre a cama, projeto que a própria adolescente deu conta de fazer:
sweet sweet life
Ao lado da cama, um assento flutuante.
Mais detalhes e imagens, no link acima e no Flickr de Linn-Anne.
Atualizando:
A Daniela Koidara, arquiteta e designer brasileira que mora na França, está em clima de espera pela Heleninha.
Mas ela não apenas espera. Daniela “é gente que faz”:
Vale a pena dar uma olhada no quartinho que ela, junto com o marido, está montando para a chegada da filhinha. Passarinhos, também são a inspiração.
Aqui, ó!
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Fuxico da mamãe

Continuando a série “mamãe que fez”, ela, que não perde um capítulo da novela internética “Sala da La”, mandou-me esta foto, meio atrasada, de uma colcha que fez para dar de presente a uma amiga( não sei se teria tanto desprendimento assim, por melhor que fosse a amizade!):
Bem que poderia ilustrar com honra, o post sobre colchas artesanais que fiz há pouco, não é?

Será que essas paixões se herdam?! Ensinam-se, ao menos.
Minha mãe trabalha desde os 15 anos. Começou, dando aulas. Aprendemos, eu e meu irmão mais velho, a ler e a escrever com ela. Vida corrida, sempre!
Mas lembro que, bem criancinha, não repetia um vestidinho na igreja. Sempre tinha um modelinho novo, que ela copiava das vitrines de butiques, discretamente, num papel que tirava da bolsa; comprava um tecido parecido, os aviamentos, costurava e, ninguém poderia dizer que não era o mesmo da loja!
Minha mãe não tinha muito tempo para ensinar a costurar e por isso, eu até hoje tenho medo de usar a máquina, que fica guardada no sótão, para ser acarinhada, azeitada e usada, apenas uma vez por ano, quando ela me faz uma visita. Aí então, a máquina trabalha o mês todo, para compensar o ostracismo do restante do ano. Acho que não a uso por ter complexo de “feia adormecida”…Pode ser que, perca o controle da máquina, a agulha penetre sem dó o meu dedo e então, eu caia em sono profundo e só um príncipe, como Jude Law, possa ser capaz de me acordar( o que nunca aconteceria, pois ele tem compromissos mais importantes e princesas mais bonitas para atender…)
Voltando a máquina do tempo, muito tempo atrás:
Minha mãe não tinha tempo.
Sentava, em frente à máquina( de costura) no domingo, e só levantava depois de terminado o trabalho: uma roupa nova pra mim, ou para o meu irmão( ela nunca foi muito boa com roupa de homem), alguma coisa para a casa, ou para ela, o que sempre vinha em último lugar.
O tempo passou e a menininha aqui, que só vestia o que a mamãe fazia, virou adolescente e, devo confessar: eu era muuuito chata( será que ainda sou?)!…Difícil de agradar( agora, que tenho 2 adolescentes, entendo minha mãe)! Não gostava da cor, não gostava do modelo, não gostava do tecido…A mãe, já perdendo a paciência, “ameaçava” não mais costurar para mim. Ainda bem, que não cumpriu a promessa e continua me agradando até hoje…
A colcha não é minha, mas bem que hoje em dia, eu saberia dar valor a ela:
Agora, minha mãe já sabe disso…
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Fuxico da mamãe

Continuando a série “mamãe que fez”, ela, que não perde um capítulo da novela internética “Sala da La”, mandou-me esta foto, meio atrasada, de uma colcha que fez para dar de presente a uma amiga( não sei se teria tanto desprendimento assim, por melhor que fosse a amizade!):
Bem que poderia ilustrar com honra, o post sobre colchas artesanais que fiz há pouco, não é?

Será que essas paixões se herdam?! Ensinam-se, ao menos.
Minha mãe trabalha desde os 15 anos. Começou, dando aulas. Aprendemos, eu e meu irmão mais velho, a ler e a escrever com ela. Vida corrida, sempre!
Mas lembro que, bem criancinha, não repetia um vestidinho na igreja. Sempre tinha um modelinho novo, que ela copiava das vitrines de butiques, discretamente, num papel que tirava da bolsa; comprava um tecido parecido, os aviamentos, costurava e, ninguém poderia dizer que não era o mesmo da loja!
Minha mãe não tinha muito tempo para ensinar a costurar e por isso, eu até hoje tenho medo de usar a máquina, que fica guardada no sótão, para ser acarinhada, azeitada e usada, apenas uma vez por ano, quando ela me faz uma visita. Aí então, a máquina trabalha o mês todo, para compensar o ostracismo do restante do ano. Acho que não a uso por ter complexo de “feia adormecida”…Pode ser que, perca o controle da máquina, a agulha penetre sem dó o meu dedo e então, eu caia em sono profundo e só um príncipe, como Jude Law, possa ser capaz de me acordar( o que nunca aconteceria, pois ele tem compromissos mais importantes e princesas mais bonitas para atender…)
Voltando a máquina do tempo, muito tempo atrás:
Minha mãe não tinha tempo.
Sentava, em frente à máquina( de costura) no domingo, e só levantava depois de terminado o trabalho: uma roupa nova pra mim, ou para o meu irmão( ela nunca foi muito boa com roupa de homem), alguma coisa para a casa, ou para ela, o que sempre vinha em último lugar.
O tempo passou e a menininha aqui, que só vestia o que a mamãe fazia, virou adolescente e, devo confessar: eu era muuuito chata( será que ainda sou?)!…Difícil de agradar( agora, que tenho 2 adolescentes, entendo minha mãe)! Não gostava da cor, não gostava do modelo, não gostava do tecido…A mãe, já perdendo a paciência, “ameaçava” não mais costurar para mim. Ainda bem, que não cumpriu a promessa e continua me agradando até hoje…
A colcha não é minha, mas bem que hoje em dia, eu saberia dar valor a ela:
Agora, minha mãe já sabe disso…
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