Se a vida lhe der um limão…

Faça um bolo/pão de limão!
Hoje resolvi testar uma receita que me fisgou pela boa estampa:

O que me intrigou: é um bolo com nome de pão, ou seria um pão, com jeito de bolo?…
Na verdade a massa leva fermento químico, como um bolo normal, mas a consistência lembra a de um pãozinho bem macio. O preparo é bastante simples.
A receita original leva mirtilos (substituídos por uvas passas) e está no: My Sweet Savanah.
Minha versão, sem a cobertura de açúcar e suco de limão:
Pão de limão
Pão de limão
1/3 xícara de manteiga
3/4 de xícara de açúcar
3 colheres de sopa de suco de limão*
2 ovos
1 1/2 xícaras de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de sal
1/2 xícara de leite
2 colheres de sopa de limão casca ralada
1 xícara de blueberries frescas
*Usei limão siciliano.
Modo de fazer
Misture a manteiga, açúcar, ovos e suco de limão. Peneire a farinha, o fermento e sal em uma tigela.
Adicione a mistura de farinha à mistura de ovos, alternando com o leite. Não mexa mais. Misture delicadamente os mirtilos e a casca de limão.
Unte e enfarinhe uma fôrma de bolo inglês.
Deite a massa na fôrma preparada.
Asse em forno médio, pré-aquecido, por aproximadamente 30′.
Pão de limão
E na semana em que perdemos o multimídia Millôr, Chuvisco resolveu reler algumas das famosas frases do escritor:
Chuvisco e Millôr
Mas não deu conta e entregou os pontos!

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“Morrer não tem perdão.” (Millôr Fernandes)

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Curta as curtas…

Da minha página no Facebook desta semana:
13/11

Ataque de preguiça

“Derrubados, por um ataque domingueiro de preguicite aguda: eu e Chuvisco! Temos cura?…”

“Um fantástico no Fantásttico: Amyr Klink!
Vale a pena ver de novo!
‘Só pensamos em ter carro, casa, marca de roupa, mas tudo isso é provisório’, disse ele, no quadro ‘O que vi da vida‘.”

14/11
“Tadinha da Griselda, né? Tão azarada! Além de ficar milionária, escolher entre Guaracy, Pereirinha e Velmont, realmente é uma covardia! 
Ela nem liga para as aparências!…
Como diria Millôr Fernandes: 
‘Não ter vaidades é a maior de todas.'”

“Filho mais novo parou de chorar pelo gatinho, morto há 10 dias, provavelmente, envenenado. Mas, longe de se conformar:
-Mãe, ainda sinto falta do Tonico.
-Também, meu filho.
E emendou:
-Quem não gosta de bicho, animal é.”


15/11
“A Priscila Zantti fez a minha receita de ‘torta africana’, substituindo abacaxi por morango. Taí a sugestão, pois só mau-humor não combina com chocolate!”

16/11
‎”Além da polêmica”
Campanha publicitária da Benetton.
Fotomontagens que, a princípio, podem parecer desrespeitosas, remeteram-me ao ideal de paz que John Lennon escreveu em ‘Imagine’. 
É preciso enxergar a ideia, por trás da imagem. E a ideia é boa.”
Amarildo, como sempre, afiadíssimo!


18/11
Ainda, Amarildo, falando em “viagens”…
E, nostálgica…
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Sessão nostalgia

Hoje foi dia de tirar a roupa mais antiga da naftalina.
Por dentro da saia de cintura alta, a bata virou blusa:
ArtesanalArtesanal
Bata: Le Lis Blanc
Saia lápis
Espadrilha: AREZZO
Bolsa de patchwork da mamãe
Óculos: Chilli Beans


Apesar de surrada, é uma das peças que mais gosto de usar.
Detalhe bordado
A bolsa de patchwork foi um presente da minha mãe:
Bolsa da mamãe
E quem foi que disse, que só mulher repara em sapatos?
Achei muito curiosa, uma foto que saiu no jornal A Gazeta de hoje. Quis reproduzi-la, aqui: 
(Foto, de Fábio Vicentini)

“Pelo estilo off-road, parece que o governador do Rio, Sérgio Cabral( à esquerda), veio ao Estado disposto a gastar sola de sapato em defesa dos royalties* do petróleo. Como bom anfitrião, Casagrande recebeu o colega em estilo mais formal. Só está faltando um pouquinho de graxa nos dois pisantes.”

*Sérgio Cabral veio ao estado encontrar-se com o governador Renato Casagrande, para discutirem sobre a nova lei de divisão dos royalties de petróleo. Só o ES, estado produtor, assim como o RJ, perderia cerca de R$1,2 bilhão com a mudança na legislação.

Por aqui, só se fala nisso…


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Ocupações da semana…

Ando juntando peças, como num quebra-cabeças, depois de ver o quebra-quebra no interior de um Conselho Tutelar de SP provocado por “menores infratores”. Corrigindo, e usando a entonação grandiloquente que meu filho mais novo gosta de fazer: “menores, em conflito com a lei”!


Quem não viu a matéria, destaque no JH e JN do dia 23 poderá conferir, aqui.

Coincidentemente, o Estatuto da Criança e do Adolescente( uma sigla que, clama por trocadilhos!) completou a maioridade há pouco: em 21 anos poderíamos dizer que muita coisa mudou mas, para melhor?!…

Apesar de considerável avanço, uma lei de primeiro mundo, já não seria hora de fazer um balanço geral e ver o que poderia ser melhorado?

Dos 5 menores que, praticamente, demoliram o Conselho Tutelar em SP depois de tentar assaltar um hotel, 2 deles escolheram voltar às ruas. 
É um ciclo contínuo e autofágico: 
Abandono->drogas->infrações leves->retenção temporária->”liberdade”->abandono->mais drogas->infrações mais graves->morte?…cadeia?…

Que futuro terão, essas crianças sob a “proteção” do Estado e do ECA? 

“Ah! Mas depois dos 18( se chegarem a tanto!), isso já não é problema nosso! Garantias( quais?!), apenas enquanto forem ‘indefesas’! Depois, é cada um por si e o Estado contra todos!”

É tanta hipocrisia, fechar os olhos e achar que estamos fazendo nossa parte!
As crianças que voltaram às ruas, o fizeram de livre e espontânea vontade, porque a “lei não permite nenhum tipo de restrição à liberdade para menores com até 11 anos de idade. “

E eu me pergunto, se isso não seria negar-lhes outro direito: o direito à uma casa, família, limites, possibilidade de recuperação e chance de reintegração na sociedade!…

Ou, na sua casa, é seu filho de 5 anos quem manda?… 
Ele estaria habilitado a dirigir? Decidir o que comer, que horas dormir, se vai à escola, ou não, se toma o remédio ruim que o médico prescreveu, ou não, o que vê na TV ou acessa na internet?…
Bem, em algumas famílias pode-se até dizer que são eles que realmente mandam; e “limite”, uma palavra que se encontra apenas no dicionário! Mas, acredito que esse não seja o cenário ideal para o desenvolvimento sadio deles( não apenas eu, mas a maioria dos especialistas, pedagogos e psicológos).

Por que então, “crianças em conflito com a lei” não teriam mesmo direito?


A mim parece que, uma política paternalista e permissiva com “pequenas infrações”, adotada não apenas em nosso país, venha trazer sérias e imprevisíveis consequências no futuro.


Impossível não linkar com os recentes episódios  de balbúrdia, depredação, saques e até mortes ocorridos na Inglaterra. 
O que começou com uma pequena “manifestação” furiosa, após a morte de um jovem em confronto com a polícia, acabou ganhando dimensões inimagináveis. 
Turbas de jovens encapuçados saíam durante a noite, aterrorizando a população de vários bairros britânicos. 
E, o que queriam? Lutar contra a mais tradicional democracia no mundo? Não. Apenas, locupletar-se com eletroeletrônicos, roupas de marca, bebidas e o que mais de valor pudessem levar das lojas destruídas. 
Jovens ricos estavam entre os saqueadores e vândalos, inclusive, um menino de 9 anos!


A polícia falhou em coibir precocemente o que seria “apenas uma legítima manifestação popular”. 
Logo essa massa de desordeiros mostrou ao mundo que, de movimento político e social não tinha nada! 
Faltaram limites: os limites da lei!


Os especialistas em educação ressaltam a importância de dar limites à criança e, deixar que aprendam a lidar com as consequências diretas de seus erros. 
Não foi assim que aprendemos de nossos pais?: 
“A sua liberdade vai, até onde começa a do outro”.


Nas páginas amarelas da Veja de 17/08 há uma entrevista com o psiquiatra britânico Anthony Daniels. Ele trabalhou por 15 anos com criminosos e viciados em drogas, no sistema prisional da Inglaterra. 
Considerado polêmico, critica intelectuais que defendem teses sociológicas e psicológicas para justificar comportamentos marginais:
“Negar sua( a dos infratores) capacidade de discernimento é o mesmo que diminuir sua humanidade.”


Em relação aos viciados em drogas que se envolvem com o crime para sustentar o vício, ele defende que, se houver recusa a tratamento numa clínica de reabilitação, que sejam presos.


“A maneira como vemos o vício de drogas é errada. Tratamos os viciados como vítimas, incapazes de ser responsabilizados por suas escolhas…Não existe droga tão viciante a ponto de ser impossível livrar-se delas.”

E na segunda-feira, 600 integrantes do MST ocuparam uma fazenda da Cutrale, no interior de SP. 
Em 2009, a mesma fazenda foi invadida por eles. Durante a ocupação que durou 9 dias, a sede foi depredada e destruída, pés de laranja( produtivos!) arrancados com trator, e ainda surgiram denúncias de furtos. Todas as acusações foram veementemente negadas pelos invasores, embora o vandalismo tenha sido filmado por policiais. 


Como num verdadeiro arrastão de manifestantes, o MST seguiu a semana ocupando rodovias federais e a sede de um outro tipo de “fazenda”: o próprio Ministério, em Brasília.


Ao contrário das invasões ocorridas há 2 anos, desta vez não se noticiou nenhum quebra-quebra, transcorrendo tudo, até agora, pacificamente.
O que mudou?…
Talvez o governo anterior tenha feito “vista grossa”, permitindo, digamos assim, “liberdade de ação” maior aos manifestantes. Não parece ser a mesma linha da atual administração. 
Dilma tem se ocupado em colocar a casa em ordem…

Charge do dia 19/08: Amarildo
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Na pátria do Zé Carioca

Tenho desenvolvido teoria, nada científica, de que, nesta plaga verde amarela a lógica funcionaria ao inverso…

verde e amarelo

Ao contrário do que apregoa a redundante obviedade do verso de Aquarela do Brasil: “esse coqueiro” não dá coco.  Dá pizza, dá abacaxi, mas coco, mesmo, deve dar em pé de moleque!
Ou então, a maioria dos políticos viveria em país diferente do nosso! A cor da bandeira deles seria cor de rosa, a presidente, Pollyanna, no Senado, o Chapeleiro Maluco e o ministro mais importante, Pinóquio: enfim, um país de faz de conta, que Alice adoraria conhecer!
Enquanto por aqui, no país real do Real, analisando os acontecimentos políticos mais recentes, retrospectivamente, procuro por subsídios que sustentem minha tese esdrúxula da “lógica reversa”. Se não, vejamos:
-Quando um ministro, acusado de enriquecimento ilícito, abdica alegando não querer atrapalhar o “debate político” significa, que: o debate que ele deseja evitar é…em torno de si mesmo, lógico!
Blog do Amarildo

-Outro ministro alega ter ótima relação com a presidente, pouco antes de ser exonerado. Seu nome é sumariamente ignorado pela presidente “amiga do peito”, na cerimônia que empossou o ministro substituto. 
Entenderam?…

E quando se diz, que: “nesse mato tem coelho”, “onde há fumaça há fogo” e “isso não está me cheirando bem”…
Cheirinho
Em nossa humilde lógica parece haver algum sentido. Não, na do ex-ministro da Agricultura:
Após semanas de rumores de corrupção em sua pasta, desmente aqui, acusa ali e, numa entrevista à imprensa afirma, todo serelepe: “Tô firme como uma rocha”. 
Ou seria: como gelatina, em caminhão de mudança?…
Flexibilidade
É coisa de maluco, mesmo…
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