Aprendendo com Gaby

A palavra “cool” tenta definir o indefinível; aquela reação, ao vermos algo que desperte nossos sentidos e nos faça exclamar: “Uh, que bacana!”
Gaby Amarantos é “over” mas também, “cool”!
Está na TV, rádios, revistas…
Com 1,66m e 76Kg a cantora foge do padrão de beleza convencional, mas demonstra não se importar muito com isso:
“Meu peso não me incomoda; isso só incomoda os outros”, assim declarou à revista Cláudia ( edição de julho), quando foi desmontada…

E remontada (com direito à decotão e casquete com LED), em toda sua exuberância!
Gaby Amarantos
Neta de escrava, mãe solteira, cheinha, Gaby não se rendeu ao que chamou de “coitadismo”. “Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.
Mesmo não sendo fã do techno-brega, confesso-me fã dessa mulher de atitude!
Apesar do visual “poluído”, montado, quase uma “drag queen” a moça nasceu para brilhar!
Parodiando aquela propaganda de shampoo, se não fosse assim, não seria tão Gaby!

Para alguns parece simples sair do padrão e, mesmo assim, não causar estranheza; chamam a atenção, pela espontaneidade com que se assumem diferentes. Isso pra mim é ser “cool”.
Isto pra mim é ser “cool”:
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Um flat antigo, em Buenos Aires, ganhou jovialidade e descontração com pinceladas de vermelho no branco e muito bom humor.
O mix de texturas, sofás de diferentes épocas, padronagens de tecido não pesou, na decoração da sala: contribuiu, o aproveitamento da luz natural e a parede rústica de tijolos, pintada de branco.
Na sala de jantar, prateleiras deixam toda a louça à mostra, e a mesa antiga convive bem com as cadeiras estilo escritório:
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Três pendentes de luz vermelhos destacam a cozinha americana. O letreiro de lanchonete dita o tom de descontração.
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Na varanda, toldo listrado de vermelho controla a entrada de luz. Espaço para cultivar temperos e espreguiçar no sofá:
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Não é cool?

Via Full House e Remodelista.

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"Entra e toma um cafezinho…"

Assim, fomos recebidas na pequena casa, sempre de portas abertas, da artista plástica Natasha Faria.
Reparem que usei o verbo no plural feminino: “recebi-das“. Logo, estava acompanhada por outra mulher, também blogueira, crafter respeitada e amiga virtual, que se materializou numa pessoa especial nessa minha última viagem. Ainda manterei um “cadinho” de suspense, pois quero mostrar aos poucos o resultado dessa agradável manhã, de produtiva visitação. Foi dessa amiga, a ideia de dar uma paradinha no ateliê-casa da Natasha, à caminho da sua própria casa.
Era como se estivesse no interior do nordeste brasileiro, mas logo ali: em Joaquim Egídio, Campinas, SP.

Mal chegamos, cumprimentamos, fui apresentada, e já recebemos o convite para nos dirigir aos fundos da casa, onde tinha café fresco e pão caseiro na mesa, parecendo até que estavam preparados para receber visitas( e todos sabem que, me oferecer um bom e perfumado pedaço de pão, é um dos caminhos mais curtos até meu coração…): Fico impressionada como podemos encontrar gente, tão talentosa e criativa, em qualquer parte desse nosso país! Assim é, na casa da Natasha. Ela, artista plástica, junto com o marido, artista de teatro, e a filha, artista dos instrumentos(acordeon e violão), apresentam espetáculos de bonecos( mamulengos) em um teatro improvisado, num dos cômodos da casa. Tudo muito simpático, colorido e popular!

Nos fundos da casa, a cozinha aberta lembra aquelas da roça, com uma mesa rústica num canto e, no centro das atenções, um fogão à lenha.Uma simplicidade cativante: Como muito bem escreveu a Vivianne, num post sobre design dinamarquês, hoje:

“…o bom gosto é sinônimo de modéstia.”E me senti assim: modestamente à vontade naquela casa, na companhia daquelas pessoas, que estavam abrindo portas pra mim, não só das suas casas…Achei o clima da casa, tudo-a-ver com o trabalho da Natasha.
Esta, é uma das bonecas que ela faz, em papel machê:

No caso, a saia da boneca é a cúpula de uma luminária.
Tudo é muito colorido, lúdico, lembrando o teatro popular de bonecos…
Enquanto a lareira não esquenta, uma réstia de luz de lamparina ilumina…
Colorido com colorido, não combina?…
Aqui, um sofá velho ganhou vida, nesse cantinho de sala, apenas com um lençol de chita por cima:
Um espelho simples, mas com moldura original:
Um casal respeitável, como naquelas fotos antigas:
Gostei tanto do quadro, que acabei trazendo comigo.

Outros coloridos, pregados numa porta, igualmente colorida:Bonecos e mais bonecos…

Quem disse que pintura descascada não pode ter seu charme?
É pátina natural, feita pelo artista “tempo”…
Reparem no contraste da pintura lascada com o chão, impecavelmente encerado!
Uma ciranda nordestina que cabe na palma da mão:
A entrada do “teatro”:
“Respeitável público!”…
O camarote VIP é uma cama, coberta de chita e jogada no chão:
Como não era dia de espetáculo, os artistas estavam aproveitando a folguinha pra descansar e colocar o papo em dia…
Instrumentos da “orquestra” popular:
Não dá vontade de sentar e esperar pela próxima apresentação?…
Infelizmente, o tempo não me permitiria. Mas capturei alguns detalhes:
Falando em tempo, minha amiga me lembrou que não tínhamos muito.

Despedimo-nos da Natasha, uma versão de saias do Sr. Gepetto, “inventora de sonhos” e de bonecos, tão simpáticos quanto ela:Em frente à “fábrica de sonhos”, uma beleza real, obra prima da natureza:
Quem quiser conhecer mais do trabalho dessa família de artistas, pode acessar o site deles, aqui:

Quem quiser conhecer mais dessa história de encontros, pode continuar seguindo por aqui, ou então, adiantar-se um pouco e pular para o blog da Cynthia, outra amiga que encontrei nas minhas andanças por aí, num dia de visita mais urbana…
Atualizando: Meu encontro em SP, no centro chique de Vila Madalena, também foi relatado aqui, pela “mulher impossível” Jane Murback.
Aguardem as cenas dos próximos capítulos…
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Casa de campo de sonhos

Hoje pela manhã o meu pequeno falou, com ares de importância: “já tenho uma década de vida!”
Pois, é! Daqui a pouco, nem vou mais poder chamá-lo de pequeno!
Por conta disso, e de ter me comprometido de fazer uma comemoraçãozinha para os colegas dele, estou um pouco ausente, além de uma dor nas costas que grudou em mim, desde o final de semana, e de estar preocupada com o estado de saúde do gato, que passou o dia cabisbaixo.
Pra não ficar em falta, deixo imagens de uma casa de campo no Uruguai, com ares de Provence e Toscana: uma mistura muito bem dosada entre o rústico e o romântico:
O quarto, com painel de patchwork, dossel de tule e mesinha de cabeceira antiga, monta um cenário ideal para bons sonhos:
Banheiro com piso de lambri branquinho, luz natural através de janelas amplas, filtrada por cortinas leves. Tudo muito suave:

Cozinha de parede rústica e patchwork no piso:
Na sala, como moldura do que parece ser uma imensa lareira, novamente um patchwork de azulejos:
O contraste do bruto com o delicado:Outro ângulo da cozinha:
Quarto infantil: balanço e cores suaves.
Um lavabo rico em detalhes-espelhos, tecido na parede e mistura no piso:
Vi no Decorology.
Extraído da versão em espanhol da ELLE.
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