Cama ensolarada

A correria dos últimos dias provocou um engavetamento nos looks da semana. Para completar, hoje o Flickr não aceitou fazer nenhum up load de fotos. 
Confesso também, que me faltou ânimo. Ando tão cinza quanto o tempo lá fora, com céu nublado e chuvinha fina:

Mas que venha a chuva, porque dela precisamos muito!

Como declarou a Fernanda Montenegro, na revista Cláudia deste mês: 
“A vida é começo e recomeço. Todo amanhecer guarda uma primeira vez. Eu me levanto e penso: ‘Opa, tenho uma estreia hoje!'”

Acho que a frase se encaixa na imagem abaixo:
Uma cama alegre, ensolarada, convidativa!
Imagem do Flickr.
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Princesas modernas

Era uma vez…numa terra muito distante…uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico…
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: –Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre…
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
-Eu, hein?…nem morta!

(Luís Fernando Veríssimo)

Não se fazem mais princesas como antigamente, não é verdade?…

Que bom!

Há quem considere a cerimônia de hoje como mise-en-scène, um espetáculo para inglês ver( e brasileiro, e americano, e japonês e alguns milhões de pessoas, espalhadas pelo mundo!), depois do fracasso que foi o último grande casamento principesco( por sinal, o dos pais do noivo): o príncipe fez propaganda enganosa, pois estava mais para sapo.

Mas não há como resistir a uma espiadinha! 

Nem que seja, para admirar a simplicidade e elegância da noiva( e a cara de apaixonada feliz?!):
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(Imagem, dAqui)

Kate demonstrou ter confiança no próprio brilho, optando por um modelo clássico de vestido que lembrou em muito o de outra estrela classuda, Grace Kelly:
(imagem, dAqui)

“Daqui pra frente, tudo vai ser diferente” para os recém-casados, mas, numa coisa todos são iguais: “quem casa, quer casa”.
Em relação a isso, o casal de pombinhos não tem com o que se preocupar: a residência oficial dos noivos será a antiga moradia londrina da rainha Elizabeth, a  Clarence House, avaliada em US$ 76,68 milhões(Fonte: O Globo):
Agora, ao “ninho de amor”, nós, meros plebeus não temos acesso.
Mas imaginar como seria a cama de uma princesa não é proibido.
Apesar de plebeia Kate estudou em boas escolas, pois é de família rica. É jovem, bonita, elegante, esportista. Não duvido que seja uma romântica, que espera enfim ter encontrado seu “príncipe encantado”.
Para românticas princesas, uma cama coberta de flores, literalmente:


Apartment Therapy

É uma romântica mais sóbria?
Que tal esta outra opção, então?:

(Imagem, dAqui)

Podem dizer que isso é piegas mas, o amor é lindo, na riqueza ou na pobreza, na beleza ou na feiura…

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E que sejam “felizes para sempre!”
(Suspiros…)
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Vamos combinar?

"Não perturbe!"
Às vezes sinto-me uma incompetente ao constatar que minha cama vive meio desalinhada, descombinada e, muito frequentemente, com resquícios de pêlos, denunciando a liberdade dos gatos. 
Tudo bem, eu entrego: é cama de gato. Quando eu virar gente, me ajeito.

Vendo os detalhes de uma casa na Noruega
( sempre eles!), chego a invejar a capacidade que têm de dominar as cores, tão bem! E assim, parecendo tão despreocupados em cumprir regras!

A diversidade de estampas dos tecidos é de apaixonar: uma, mais linda que a outra!
A combinação descombinada deixou o quarto suave e acolhedor, com um jeito bem retrô.
Notem que apesar de usar o amarelo, um tom quente, a combinação ganhou harmonia com o tom mais frio, o azul.
Fundo branco e cores pastéis conferiram suavidade ao ambiente.
Mais detalhes, aqui.
O quarto da criança, na mesma casa, não foge ao tema retrô:

Aqui, optou-se por tons quentes, alegres. 
Mais uma misturinha boa!

A dona da casa é frequentadora de brechós e mercado de pulgas. 
O carrinho de bebê em perfeito estado foi um achado! Seria uma réplica, daquele usado numa das cenas mais inesquecíveis do cinema, em “Os Intocáveis”?…
Apenas divagação minha, mas o quartinho convida…

Quer ver mais? 
Aqui!
E o que parece ser o mesmo quarto, numa outra arrumação e combinação de estampas e cores:


Muito rico, não?

Quer aprender mais, de cores e combinações?
Cíntia Essinger, arquiteta e urbanista, foi uma das convidadas do De(couer)ação que deu uma aulinha sobre como usar o disco de cores
Corre !
O blog norueguês também vale uma visita demorada( e olha, que não sou Caco Antibes!): Mamma Tamo.
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Cama de princesa

Num tempo em que existiam fadas, magos, castelos encantados e cavalheirismo, o príncipe de um reino muito, muito distante e, muito, muito rico resolveu casar-se. (Na verdade ele cedera à pressão do rei e da rainha, seus pais, que ameçavam deserdá-lo caso não se decidisse!). 
A fim de ganhar mais um tempo como bon vivant o príncipe aceitou a ideia, desde que fosse aberta uma concorrência pública para escolher a futura esposa. Ele fez exigências e impôs regras rígidas: não lhe serviria qualquer princesa; tinha de ser “a princesa”!
Os pais suaram a roupa real para atrair as mais belas e bem preparadas candidatas, de todo o reino! 
O príncipe, alegando ora um defeito, ora outro rejeitou, uma por uma.
Abriram concorrência para atrair princesas de outros reinos, então.( E, como naquele tempo não havia internet, nem tradutor Google, demorou-se muito, muito tempo até que a mensagem chegasse a reinos muito, muito distantes!…Mas o príncipe, “estranhamente” não se abalou.)

Certa noite já era tarde e chovia muito, os servos do palácio haviam se retirado para seus aposentos quando, misteriosamente alguém tocou insistentemente a campainha. O rei tentou usar o interfone real, mas a tempestade havia desligado a energia. A rainha, não querendo incomodar o sono real do marido, tranquilizou-o: “deixe que eu resolvo isso!”
Depois de descer os 300 degraus que separavam o quarto real da entrada, já que o elevador do palácio também estava desligado, olhou pelo “olho mágico” da porta e viu uma moça, toda molhada e descabelada do lado de fora: mesmo descomposta, parecia ser confiável; abriu-lhe a porta.
A moça, toda suja, batendo o queixo de frio, apresentou-se como princesa de um reino muito distante e explicou que sua carruagem ficara longe dali, encalhada na lama durante a chuva.
Um tanto insegura, a rainha resolveu dar um voto de confiança à moça descabelada: convidou-a a entrar, deu-lhe roupas secas e preparou-lhe um quarto para dormir.
Antes porém, teve uma ideia para testar a veracidade das informações que recebera: Empilhou vários colchões, muito macios e, sob eles colocou uma pequena ervilha. “Vamos ver, se essa moça é princesa de verdade…”, pensou a esperta rainha.
Pela manhã, curiosa, ela foi conferir como passara a noite, sua misteriosa visita:
-Dormiu bem, minha filha?, perguntou a rainha.
-Se não fosse por um caroço debaixo da cama, talvez dormisse melhor. Estou toda dolorida!, respondeu a delicada moça, segurando o bocejo.
A rainha chamou então a seu marido, o rei, o filho, príncipe, e apresentou aos dois a moça que seria a futura mãe dos herdeiros daquele reino. Finalmente, a procura pela “princesa de verdade” chegara ao fim…
(Livre adaptação da história de Hans Christian Andersen: “A princesa e a ervilha”)

(Do ilustrador francês Edmund Dulac)

Moral da história:
-As aparências podem enganar.
-Se for para ter frescura, ao menos que seja “frescura de princesa”!…

A primeira vez que ouvi contar essa história foi no de(couer)ção, da Vivianne Pontes, mas história boa é boa, em qualquer época.
Para os que gostam de viver um conto de fadas e têm príncipes e/ou princesas em casa, deixo duas releituras dessa história:
2010-12-01-princess.jpg
2010-12-01-princess2.jpg
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