Viagem "de grátis"

Brincadeirinha, gente. Aqui, é território livre para o intercâmbio de boas ideias.
Depois de 10 dias de férias, retorno como um bumerangue.
Aconselho a quem estiver planejando passear de avião, nessas férias: vá de GOL, de VARIG, ou de TAM mas, não vá…de gripe.

Um resfriado me pegou nesses últimos dias e viajar, com o “nariz de cachoeira” e o ouvido doendo, não foi experiência nada agradável. Bem, se foi a única coisa ruim, não tenho de que me queixar, não é?
Uma das coisas boas de sair de férias é poder voltar. Não, que a casa da mãe não seja agradável, mas nada como chegar, carregada de boas lembranças, além de: polpa de açaí congelada, bombons de cupuaçu e, um pouco mais gorda, depois de toda essa boca livre…
Sem falar, na recepção calorosa que tivemos( bem, pelo menos, a mais calorosa que um gato poderia dar!)
Das coisas chatas do retorno das férias, além do desfazer as malas: quando o sujeito, animado depois de 30 dias à toa, convoca os amigos ( que ficaram trabalhando, enquanto ele se divertia) para uma sessão de vídeo, ou fotos com o tema: “Férias da Família Buscapé”. Como bons e educados amigos que são, ninguém tem coragem de pedir pra adiantar aquela parte, da: “criança entediada com o dedo no nariz”…
Como sou uma boa amiga ( da onça), prometo não submetê-los a esta situação embaraçosa, mas peço licença e mais um pouquinho da paciência de vocês, para lhes mostrar algumas fotos de Belém. Depois disso, prometo não tocar mais no assunto( até a próxima viagem, talvez…)
Combinado, então?
Como aqui é território democrático, podem pular esta parte, se o desejarem.
Só não vale dormir e babar no sofá!…
Cuidado para não cochilarem com “x”, do contrário poderão provocar acidente, com o agravante de “nomicídio” doloso da língua portuguesa!

Para quem não conhece Belém, 10 dias é pouco tempo para aproveitar todas as possibilidades que a cidade oferece. Não é o meu caso, que já fui por lá várias vezes. Gostaria de ter voltado em alguns lugares, o que não foi possível por falta de tempo.
Também tivemos muita sorte com o clima: dias agradáveis, nem tão quentes, nem tão chuvosos. Nesta época do ano, é comum chover o dia inteiro, todos os dias( apresento-lhes: o inverno, no norte do país)!
Cena 1:

Um dos lugares agradáveis que visitamos, foi o Parque da Residência: área arborizada, bem no centro de Belém, onde moravam os governadores.
Além do casarão que dá nome ao parque e de toda área verde em volta, há: orquidário, coreto, um pequeno anfiteatro, um vagão de trem que virou sorveteria e um bom restaurante self-service. O interessante do restaurante, é que a estrutura foi feita em madeira e vidro, como num aquário climatizado: saboreia-se a deliciosa comida, aproveitando a paisagem em volta. Aqui, a antiga residência do governador:Na área em frente, a estátua do intelectual e escritor Ruy Barata: O menino ao lado não é um intelectual, mas um gozador que adora aparecer bem na foto!
Estas são apenas algumas das muitas espécies de orquídeas, espalhadas pelas árvores do parque:Parada obrigatória: o vagão de trem restaurado, que virou sorveteria Cairu. Exposto dentro do parque, o Cadillac da décado de 50, todo restaurado:Era usado pelos governadores, apenas nos desfiles de setembro.
Deem-me licença, que agora…”vou de cadillac, ‘cê sabe…tava morrendo de saudade…”

Cena 2: corta, para São Miguel do Guamá.( Lembram- se, que prometi voltar à cidade da Eliene?)
Chegando lá com a família toda e não é, que a “mulher severino, simplesmente fez tudo ?!”
Já tinha até providenciado “iate, para um cruzeiro pelo caribe do norte”…
Menos, menos, digo: não menos, mais!
Ela fez um pit stop na lua de mel( ó, coitada!…), só pra dar atenção a um grupo de “turistas branquelos”, que nunca haviam andado de barco na vida!…
(Também, nem tanto…Eu vim do Amazonas, ora! Tão me estranhando?!… )
Mas, é verdade. E provo:
Subindo o rio Irituia, à D( é assim mesmo, Eliene?)… A lavadora Brastemp dos ribeirinhos: direito à piscina com tobogã para entreter os curumins, enquanto a mamãe trabalha…

A região também tem canyons:Depois de um almoço regional, um regional banho no rio:Só pra garantir a “boia” da noite, uma isca para um futuro peixe na brasa… Já nos despedindo…
Pausa, para experimentar o tacacá na chegada( Puro “olho grande”. O negócio esquenta!…): Se o comer demais causar problema, a ambulancha resolve(?!)…
Aproveitem para dar uma olhadinha, lá no blog da Eliene: ela mostra mais detalhes do belo casamento, inclusive, uma outra foto do nosso encontro( é, que eu sou tímida e não gosto de aparecer por aqui…)
(Eliene, muito obrigada, em meu nome e de toda a minha família, por sua hospitalidade e simpatia!)

Cena 3:
De volta à Belém, Cidade Velha, lugar onde a cidade começou e onde foram construídos os principais monumentos, recuperados há pouco tempo: a Catedral Metropolitana da Sé, a Igreja de Santo Alexandre, que atualmente é sede do Museu de Arte Sacra da cidade, o Forte do Castelo e a Casa das 11 Janelas.
Encontramos muitas construções antigas pela cidade e região metropolitana: casarios, que lembram a influência da colonização portuguesa.
Triste, é ver o centro histórico de uma cidade, degradado. “Privilégio” este, não só de Belém, mas da maioria das grandes cidades no Brasil. Todos perdem. Mas há iniciativas sérias, aqui e lá, para conservação e restauração do patrimônio.
Encontrei esta casa, transformada em restaurante, ainda em bom estado: Reparem, a lindeza dos azulejos:
A igreja de Santo Alexandre:
Inaugurada em 1718 e atualmente, depois de restaurada, sedia o Museu de Arte Sacra da Cidade: Não é permitido tirar fotos no interior, mas os altares, esculpidos em gigantescas peças de madeira, impressionam. Vale a pena visitar.
Em frente, a Catedral Metropolitana da Sé, restaurada e reinaugurada há pouco tempo:
Portal de madeira, com vitrais:Uma parte do teto da catedral( foto tirada sem flash): A luz vespertina, filtrada pelas janelas de vidro, desenha janelas virtuais coloridas na parede oposta:
A torre da igreja, emoldurada pelas mangueiras da praça:
Na mesma quadra, a Casa das 11 Janelas( cadê as outras 4?…): Só um minuto, que eu preciso “estacionar” meu navio…Casario, em volta do Forte do Castelo. ( Cansadas de guerras…)
Às margens do rio, o Ver-o-Peso( e a chuva se formando…):
A Casa,vista do Forte:
(Tenho um monte de canhão! Vão encarar?…)

Portal do Forte:

Cena 4:
“O derradeiro dia”
Vamos ver se advinham para onde fomos, no domingo anterior à nossa partida…
“Pegue a esteira e o seu chapéu
Vamos para a praia que o sol já vem…”

Aproveitamos a ilha de Mosqueiro.

Imaginem uma praia bucólica, com muitas árvores à margem, areia branquinha, ondas, maré…Mas, as aparências podem enganar…
A praia, não é de mar, mas de rio. Isso mesmo! Uma delícia!
Esta, é a praia do Marahu:

…Onde comemos um peixe assado aproveitando a brisa do rio, ao som nostálgico, de:
“Adeus, amor
Eu vou partir
Ah, eu vou me embora…”
Lembram dessa? Ah, vai ficar na saudade da minha infância: Benito di Paula, era o que bombava na época! ( Tão rindo de quê? Melhor, que Bonde do Tigrão!)
Com todo o respeito aos admiradores de Joelma, Calypso e afins, mas Benito, ainda continua sendo uma opção melhor…

Provando que rio pode ter onda, um pedaço de menino, quase carregado pela turbulência da água( eu disse: “quase”!):
Depois de comer o peixe, fomos nadar em outra praia, mais adiante: ParaísoO nome, faz jus ao lugar.
Difícil, foi arrancar a turma toda de dentro d’água: já se achavam peixes…
Demos uma voltinha pela vila e encaramos um congestionamento diferente…
Pois, é. Post longo.
Cansaram?
Eu, cansei…
O jeito, foi aproveitar o colo da mãe e a companhia do tio e irmã.
Desde que voltei, estou derrubada. Não é saudade. É sinusite, mesmo. (Devo sobreviver…)
Agradeço a
companhia e paciência, durante esse passeio turístico.
Quem se animou a conhecer mais coisas da cidade de Belém , clica aí nesse link, do site oficial de turismo do Pará.
“Hasta la vista, baby!”
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Turista sofre(?!)…

Continuando a saga de exploração das delícias amazônicas, ontem fizemos outro passeio pela região metropolitana de Belém. Como sempre, o programa baseou-se na preocupação máxima do dia: “o que, ou onde, iremos comer hoje?”
De manhã, visitamos o Hangar: espaço para convenções e shows, com tecnologia de última geração. Na sala de espera do nosso guia, um vaso de cerâmica marajoara da maior lindeza, digo, maior grandeza: Decidido nosso programa: comer peixe, à beira do rio, no município de Icoaraci.
Fomos, ao encontro da tradicional chuva de Belém:A parte mais difícil: decidir o prato principal. Escolhemos 3, à base de pirarucu, o maior peixe de escamas da região amazônica.

Pirarucu no tucupi: Pirarucu frito, no arroz de jambu: Pirarucu no leite de coco: O pirão estava maravilhoso, também!
O restaurante, na orla de Icoaraci, era bem tradicional. Logo à entrada, um espelho antigo, estilo veneziano, de tirar o fôlego! Também, umas esculturas interessantes.
Encontrei esta, do falecido e famoso: “MeuNomeÉEnéas!” rsrs… Sem palavras…rsrsrs! À beira do Rio Pará, uma igreja antiga: Outras construções antigas:As plaquinhas de indicação dos banheiros, com bonequinhos de Lego: Achei a ideia muito simpática! Depois do almoço, um passeio pela orla e lojinhas de cerâmica marajoara, tradicional da cidade: Levei umas peças que espero, cheguem à salvo em casa.
Fechando com chave de ouro, o programa do dia: beber água de coco, à beira do rio, sentindo a brisa: Tá bom. Estou aqui curtindo, enquanto vocês trabalham, mas repito o apelo histórico de um nosso ex-presidente, que “serviu de inspiração” para esta música, famosa na voz de Vanessa da Mata: “Não me deixe só!”
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Diário de bordo II

Comunico, a todos os eventuais “4 gatos pingados”( Ai, como estará o Pingo?!…) que porventura possam ter sentido a minha falta: estou muito bem, obrigada!
Após um leve revertério intestinal, desconforto também sofrido pelo marido e filho mais velho, estou tinindo, novamente. O mal passageiro ocorreu provavelmente, devido à “sustança” exagerada da comida regional; minha mãe acha que podem ter sido as muitas castanhas do Pará, in natura, consumidas no dia da chegada. Quem mandou, não ser comedida?!…
Aliás, “comer na medida” aqui no Pará, é missão quase impossível! Desde que chegamos, nossas atividades giram em torno de: comer, comer, e comer!
Não, que não haja nada de mais interessante a se fazer em Belém, mas vir ao Pará e não aproveitar os sabores locais, é como ir ao Vaticano e não ver o papa.

Belém é uma grande metrópole, com um quê de Bombain, na Índia: trânsito caótico, não importando a hora do dia e o dia da semana e ruas, com sistema de coleta de lixo deficiente…Mas, como estou de férias e não preciso conviver com isso diariamente, inconvenientes como esses não chegam a me estressar. E, que não me venham falar mal do Norte comigo, pois estariam comprando briga!
Aqui, uma visão de parte da cidade ( Belém parece mais organizada e tranquila, vista aqui de cima…): Eu, metendo a cara, literalmente, em um dos 69 sabores de sorvete da Cairú, a mais famosa e mais gostosa da cidade:Numa feliz coincidência de datas, cheguei a tempo de conhecer e participar do casamento de uma amiga muito especial, que conheci através do blog: trata-se da simpática, esfuziante, colorida, divertida…que mais, para descrever sua personalidade?…Alguém aí, advinha?…Quem falou: Eliene, Mulher Severino Faz Tudo, acertou!
Fomos, eu e o marido, até a cidade onde ela mora: São Miguel do Guamá, a cerca de 2 horas de Belém.
Uma maravilhosa surpresa, ao chegar: o lugar onde foi realizada a cerimônia, era às margens do rio que leva o nome da cidade. Uma paisagem, simplesmente linda!
Pelas janelas da pequena capela, o que se vê são as corredeiras do rio Guamá: A capelinha fica escondida num pátio, atrás desses prédios: O prédio antigo, mostrando marcas do tempo( não consegui descobrir de que ano era a construção):
Aqui funcionou um colégio de freiras, no passado:
Reparem na lindeza do teto, no pátio interno: Na capelinha, muitas pinturas nas paredes: Chão de ladrilhos: A luz matinal, filtrada pelas janelas vazadas: Outras pinturas: Não é uma capela Sistina, mas é um encanto! No tempo em que não havia pudores, em relação a cores: Um cantinho…e uma santa… A parede em verde água, parece até papel de parede: Conheci o noivo, o José, que não se casou com a santa Maria, mas com a espevitada Eliene. O respeito só me permite admitir que ela não faz propaganda enganosa: entre outros atributos, o noivo é muito simpático e educado… (rsrs)
O dia estava lindo, a cerimônia foi simples, mas emocionante, os noivos estavam radiantes…Ah! Como é belo o amor! O diácono que celebrou o casamento fez uma tocante reflexão sobre a família. Confesso: não contive uma lagrimazinha, ao final…
Apesar de ser o centro das atenções e precisar dividi-la com todos, a noiva desdobrou-se em carinho conosco. Carregou-nos para o almoço, que seria no quintal da casa da mãe.
O teto do “cerimonial”, onde foi realizada a festa( muitos açaizeiros):
Entre os poucos convidados, apenas os mais íntimos dos noivos: família e amigos( e eu, ali de penetra…)
Música ao vivo, e animada!

“O embate do buquê”:
Era tanto comedoria! Entre os muitos pratos, alguns típicos: pato no tucupi, açaí com tapioca, acompanhado de pirarucu frito, ou camarão frito…
Na mesa de doces, um mais gostoso que o outro. Nenhum, mais saboroso que o de cupuaçu ( nem, o tradicional brigadeiro!)

No Amazonas, um ditado popular:
“Carapanã encheu, voou!”
E foi assim, que levantamos acampamento no início da tarde. Promessas de um breve retorno, combinando passeio de barco, banho no igarapé e na cachoeira. Devemos retornar na quarta, agora com o resto da família.
Na despedida, ainda uma indagação penosa da noiva: “mas vocês não vão esperar pela sobremesa?!…”Como é que é? Onde caberia?!…
Das mãos de uma noiva prendada, recebi uma lembrancinha especial do casamento: sacola de algodão com as iniciais dos noivos, travesseirinho, Havaianas coloridas.
Aqui, o registro desse feliz encontro:
‘Té mais, Eliene!
‘Té mais, pessoal!
A seguir, cenas do próximo capítulo…
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