Votando às origens

Outro dia o caçula “acusou-me” de dar mais atenção ao Facebook, que ao blog.
Nego! Distanciei-me dos dois, indiscriminadamente, por falta de tempo. Mas, sabe aquela mãe que trabalha fora e não esquece do filho, em casa? Essa, não sou eu!…
O blog completou 3 anos de existência(quase um adolescente, nesse meio virtual!), no último dia 29. “Fez aniversário e a mãe, nem lembrou!”: renderia título de filme melodramático.
Embora admita falhas, já passei da “fase estressar”: dou conta do que posso e, sei que me esforço para tal. Mas nesses 3 anos, passei por muitas:
Fase do coelho- produzindo freneticamente, às vezes, postando até mais de uma vez por dia.
Fase da angústia existencial-“será que sou visível na blogsfera?”
Fase da insegurança-“não sou tão bom quanto fulana…”
Fase da culpa-“não dou conta!”
Fase da aceitação-“Devo, não nego. Pago, quando puder!”(Não sei, se seria um sinal de “maturidade virtual”.)
Espero nunca chegar à “fase de acomodação”. Manter um blog atualizado é trabalhoso, só não justifica “deitar em berço esplêndido” e, relaxar.
Então, mesmo que atrasado, enquanto houver inspiração para inspirar: vida longa ao blog! ( E a todos que nos inspiram, todos os dias! Amém!)

Falando em inspiração, casa e decoração há tempos não apareciam por aqui. Voltemos às origens:
O que chamou minha atenção esses dias foi um aconchegante hotel, com cara de casa, no centro histórico de Lisboa:
Baixa House, via Remodelista.
O prédio é do Século XVIII, construído logo após o terremoto que devastou Lisboa, em 1755.
Ficheiro:1755 Lisbon earthquake.jpg
“Gravura em cobre de 1755 mostrando Lisboa em Chamas e o tsunami varrendo o porto.”

Recentemente passou por uma reforma que lhe deu ares contemporâneos, preservando o charme histórico da edificação.
São 2 a 3 apartamentos por andar, com: sala, quarto, cozinha e até varanda. Cada um, tem nome de jardim.
A decoração é simples, despojada: mistura móveis garimpados em mercado de pulgas com peças de design. Há também detalhes do artesanato e cultura portuguesa, como azulejos e tapetes de tear.
Gostei do frescor dos quartos: muita luz natural, paredes e piso de madeira claros, almofadas e tapetes coloridos, papéis de paredes floridos de inspiração vintage, enfim, uma mistura elegante.

A seguir, um “sneek peek” pelos apartamentos(para mais detalhes, fotos e informações, visitar o link do hotel):
“Apartamento Belem”


“Fronteira”

“Alorna”

2° piso-“Estrela”



“Jerônimo”


3° piso-“Necessidades”



4° piso-“Eduardo VII”


“Gulbenkian”


5° piso-“Príncipe Real”


“Ultramar”


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Banco de entrada

Um projeto executado por Angela Ferdig e mostrado no Remodelista:
Banco rústico
Para o banco rústico, Angela usou apenas uma prancha de madeira reciclada onde foram fixados pés de metal. Ganchos na parede, espelho e cestos complementaram a entrada da casa:
Banco rústico

Simples e acolhedora.
Para conhecer o blog da Angela: Kriselkeeper

Aproveitando o mote, darei uma paradinha de descanso pra tomar um fôlego.
Bom fim de semana!

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Jantando com Julia Child…

Terça fui à Vitória. Cheguei final da tarde e tratei de correr, para resolver o que precisava.
Por volta das 21:00h, já estava tão cansada e as mãos, tão cheias de sacolas, que resolvi dispensar o burburinho da praça de alimentação no shopping e a companhia dos adolescentes na fila do Subway.( Semana passada, tive a “sorte’ de ter logo à frente, um grupo de adolescentes de uma competição de natação: uns 8 jovens, com muita fome, e muita energia! Imaginem, a minha impaciência na fila!…)
À umas 2 quadras do apartamento do filho, descobri um lugarzinho simples, mas que serve uma verdadeira iguaria do norte, coisa que eu só comia na minha infância, lá no Amazonas: ta-pi-o-ca! Tem de falar assim, de boca cheia, porque ela enche d’água, só em lembrar!
(Foto: sugestão de consumo)
Enquanto aguardava o preparo das minhas, após escolher uma, com generoso recheio de carne seca e outra, de coco ralado, leite condensado e queijo coalho, pedi um suco de cupuaçu para acompanhar. Chegou, estupidamente gelado! Não sei qual o prazer de beber uma cerveja, mas o suco estava muito melhor, sem dúvida! Ainda melhor, acompanhado da leitura do livro Julie&Julia!
Sabe como é, tapioca é preparada com carinho, e sem pressa: o índio planta a mandioca, extrai a fécula, que deve ser deixada de molho na água para descansar, de um dia para o outro, depois a gente escorre a água, põe a secar ao Sol, até trincar a superfície, raspa a goma e a passa na peneira, esquenta uma frigideirinha anti-aderente e polvilha a fécula sobre ela, espalhando delicadamente uma fina camada que, por obra de alguma pajelança, une os floquinhos numa panqueca branca, de consistência liguenta.
Julia Child adoraria explicar essa receita, tirada lá, dos recônditos da memória da minha infância, quando via minha mãe preparando. Um quitute regional, legítimo representante da slow food. Claro, que pulamos etapas, né?…Não vi nenhum índio, lá perto da lanchonete.
Os primeiros 3/4 do livro, já havia lido sofregamente, como uma esfomeada engolindo algum “combo de isopor” do McDonald’s! ( Que aliás, é nosso vizinho de prédio!)
O 1/4 que me resta, estou fazendo em ritmo de ta-pi-o-ca. Ou, como a Julie descreve no livro: saboreando aos poucos, assim como deve ser feito com um bom pedaço de fígado de boi.
Cheguei ao apartamento, ainda em tempo de dar uma faxina nos banheiros, que mais pareciam “sítio arqueológico”: camadas de de sujeira na pia( “ah, vai…nem tanto assim!” tentou me convencer o filho, que está morando sozinho.)
Banheiro limpinho, filho advertido seriamente, banho tomado, atirei-me exausta no sofá-cama da sala, desmaiando de sono.
Acostumada com a tranquilidade de Santa Teresa, onde somos acordados por passarinhos fazendo festa nas árvores do quintal, estranho sempre o barulho da grande avenida, em frente ao apartamento. Mas, amo a vista de lá:
Esta eu fiz, ainda espreguiçando no sofá:

O apartamento tem o básico do básico e não lembra nem um pouco o excesso de cores que espalho, na casa em Santa Teresa. Sabe como é: cada coisinha a acrescentar, vai para a “mesa de negociações” com o filho, já que é ele que está morando por lá.
Aqui, o sofá que me acolheu:
O apartamento tem dois quartos. Um deles é o do casal, com decoração espartana:
Um banquinho que trouxe de SP, comprado na Cinerama, serviu de cabeceira e suporte para o abajur, customizado por mim:
(Almofadas na cabeceira: Mara Porto)
Comprei o livro: Chico Buarque-Histórias das Canções, de Wagner Homem.
Espero dar conta de ler, nas micro-férias de dezembro.
Julie&Julia, preciso terminar, antes da estreia do filme.
Falando nisso, já participaram da promoção? É só clicar na imagem do livro, à D.
(A tapioca não vai com o livro)
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Decoupage em móveis

Às vezes, a gente tem aquele móvel que não é lá aquela coisa, mas cumpre modestamente bem a missão a qual é designado. Dá até pena se desfazer dele. Eu, tenho vários desse tipo em casa, incluindo banquinho, gaveteiro e criado mudo. Nos planos ( bem futuros), uma renovaçãozinha básica pra dar uma alegrada no visual do móvel e da casa, tornando-o objeto único e personalizado.
Encontrei alguns exemplos bem factíveis de renovação com decoupage, mas pode ser possível que alguém nunca tenha feito isto. Para dar uma ideia, encontrei este vídeo com uma explicaçãozinha básica da técnica:

Compreendido o “como”, mostro agora o “onde”:
Um objeto que ficaria muito simpático no quarto da criança, num cantinho de brincar ou de leitura. Já vi uma escrivaninha de quarto infantil, toda aplicada de gibis. Para inciantes, um banquinho de linhas retas é mais fácil: Aqui em casa não teria muito material, pois os poucos gibis são do Garfield e da Mafalda. Além de não ter coragem de usá-los, as tirinhas são em preto e branco, e o efeito mais interessante é dado pelas páginas coloridas. Mas, tenho guardados muitos manuais de montagem de legos, justamente pensando em uma reutilização futura.
Esta cadeira e eu, foi paixão à primeira vista: Ficou tão retrô! Começando, pelo modelinho simpático da cadeira.
Agora, outro exemplo com um criado mudo ultrapassado, que lembra muito os que tenho no meu quarto:

Aqui, o passo-a-passo dessa transformação.
“Velharia: aguarde-me!”
Demais créditos, nas imagens.
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Comprinhas, nada básicas…

Tudo bem, que a hora é de arrocho, que preciso apertar o cinto, pois a prioridade é manter o filho em Vitória, mas, deslumbramentos à parte, fiz umas aquisições fofas nas últimas semanas. Precisar, não precisa, mas que uma boa comprinha é melhor que Prozac, ah, isso é! Só não pode substituir o ter pelo ser, de resto, não vamos nos torturar por pequenezas, pois levar a vida com equilíbrio e leveza, é um dos segredos do bem-viver.
Por exemplo: o meu anão de jardim, que não vive no jardim, mas na área de serviço, estava meio solitário. Até que, encontrei boa companhia para ele: um príncipe-sapo, ou um sapo-príncipe, talvez. O cantinho que ficou meio “kitsch”, mas acho que nasceram, um para o outro:
O sapinho, é um regador de plástico que encontrei na Tok&Stok; não resisti e levei pra casa. ( Só não quis experimentar dar um beijo nele. Vai, que ele vira o Jude Law…)

Gente! Mas, o que isto faz por aqui?!
Foge ao tema “coisinhas de casa”, mas tem tudo a ver com uma das minhas paixões: sapatos. Esse, da Luíza Barcelos, estava paquerando a estação toda, mas achei meio caro. Como entrou na promoção, fugi ao regime que me impus, de não comprar nada pra mim, enquanto não acabasse de montar o apartamento em Vitória. (Dá pra perdoar? Abafa o caso, tá?!)
Voltando ao assunto…
Tigelinhas com arzinho oriental:
( Gostei da caixinha de madeira que veio junto. É claro, que vou reciclar e usá-la de alguma forma!)

“Meu pintinho amarelinho” ( Não! É branquinho!)
Saleirinho, da Tok&Stok. Não levariam para casa, também?
Já mostrei o meu lavabo, aqui. Apenas, um detalhe a mais: a lata antiga, serviu para guardar o papel higiênico reserva ( Jarbas está ai, pra isso mesmo!).
Achei interessante o lavabo na casa da Lucila, do Casa de Valentina. Não tenho vergonha de confessar que colei a ideia dela, já que resolvi dar um toque de humor ao lavabo e brincar um pouco com as visitas:
A plaquinha, também foi aquisição recente:
O armário de metal que consegui montar, na cozinha do novo apartamento:
Ainda não chegou o sofá-cama do apê, mas tem banquinho: pai e filhote.
O maior, comprei na Tok&Stok e o nanico, no Carrefour. Lembrou-me o banco Goma, design da Renata Moura, mostrado no blog da Ana Cláudia Cavalcanti.
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