Tirando o pó…

O historiador, jornalista e crítico literário( além de, pai de Chico) Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro “Raízes do Brasil, descreveu o “desleixo” como uma “palavra que o escritor Aubrey Bell considerou tão tipicamente portuguesa como ‘saudade’ e que, no seu entender, implica menos falta de energia do que uma íntima convicção de que ‘não vale a pena…’.” ( Destaque meu.)
A depressão, também um tipo de abandono( de desejos, planos e perspectivas…), poderia ser considerada “desleixo” emocional: um “dar de ombros” para o cotidiano, como se nada valesse realmente a pena.
O desânimo pode ser tanto, que não se tem vontade de explicá-lo. Como cantaria Lulu: “deixa assim ficar subentendido…”
Ou, como naquele samba antigo:
“Só melancolia os meus olhos trazem
Ah, quanta saudade a lembrança traz…”

O compositor exprime sentimentos através da sua música. Já eu, tento fazê-lo, escrevendo. Dessa vez, nem isso.
Não queria chamar atenção, despertar pena ou, indiferença.
Ao contrário de Paulinho da Viola, que ao ver sua Portela passar alegrou-se e cantou:
“Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar”, queria cantar o mesmo, mas sobre ela, a tristeza.

Se eu fosse um empresário abastado, ou líder político qualquer, poderia desembolsar R$22 mil e pagar pacote anti-stress num spa famoso: talvez, voltasse melhor. Como não sou, restam-me “terapias alternativas”: estourar plástico-bolha, ou enfiar a cara no trabalho( enfiar o pé na estrada e correr, também ajuda)!

Não sei se explica meu sumiço mas, espero, que me exima de culpa.
Porque, se até o papa se sente fraco, dobrado pelo peso da idade e responsabilidades, a ponto de abdicar de tão elevado cargo e ignorar um “chamado” divino, quanto mais, eu!
Fechei pra balanço, com direito à plaquinha na porta, de: “Não perturbe!”
Precisamos aprender com os gatos a lamber algumas feridas, sozinhos. Acho que nos devemos isso( e, aos outros), de vez em quando.

Pelo mais óbvio dos motivos( daqueles admissíveis, pelo menos…): o retorno do filho para a Alemanha.
Despedimos-nos no Rio, há cerca de 2 semanas. E parece que lá se foi parte de mim. Sobrou o vácuo…

Embora tudo tenha sido combinado previamente e, racionalmente, concordado e apoiado tal decisão, não sabia o quão difícil seria dessa vez. Da primeira, tinha certeza que voltaria…

Li a crônica da Danuza Leão, na Cláudia de janeiro. Tenho de concordar com ela: planos a curto, curtíssimo prazo podem salvar o dia, seu humor!
Sim, precisamos de planejamentos a médio e a longo prazo, de objetivos( e de buscar meios, para que os alcancemos!) mas, viver de expectativas futuras a perder de vista pode gerar frustrações. Pensemos longe porém, sem tirar os olhos do aqui-agora!

O blog completou 4 anos, final de janeiro.
Admito: fui mãe desnaturada e não lhe acendi nenhuma vela, não festejei; nem mesmo convencida estava de que haveria motivo para fazê-lo. Mas é importante lembrar.
Acho que aqueles me acompanham nesse tempo todo amadureceram, junto comigo e o SaladaLa.
Recebi e-mails, algumas mensagens pelo Facebook: todos, de simpatia. Sem cobrança. Apenas, recadinhos: “você faz falta”, “seu blog me inspira”…
Como continuar achando que “não vale a pena”?!
Então, pensei que uma hora precisaria sair do casulo e admitir, também: sou como o papa ou, depois dessa mudança de paradigma, como qualquer outro filho de Deus.
Pensei no recado indireto que a Danuza me deu( bem lembrado, pela amiga Rosana Sperotto) e comecei este post. Sendo coerente com o que escrevi, lá em cima, “desleixadamente” posterguei sua conclusão.
Há 1 semana, ensaio: abro o editor, escrevo, apago, fecho…releio, no outro dia. Acho tudo uma pieguice…
Talvez esteja enferrujada.
Dizem que no Brasil o ano só começa depois do carnaval. Não sou de folia, mas declaro oficialmente aberto o 5° ano do blog!
Não sei como será daqui pra frente, se “tudo diferente” mas, a curto prazo meu plano é este: desencantar, desencalhar, desempoeirar, desempoleirar, desopilar…
É hora, mesmo que atrasada, de festejar!

“Eu refleti na lição
Da minha vida insana:
Cuide bem daqueles que você chama de seus
E mantenha as boas companhias.”
( Queen)
Um abraço bem grande!

( E esse cara, aí de cima, foi aprovado no Studienkolleg bei den Universitäten des Freistaates Bayern, em Munich. Traduzindo: por enquanto, mais um ano longe. Propus-me, então, a não fazer planos num prazo maior que esse…)

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70 Comentários

  1. Estou com você!
    Dê as paradinhas necessárias,mas não desista.
    O blog é lindo e você escreve muito bem.
    Parabéns para o filhote, para a mamãe e para o blog pelo aniversário.
    Beijo

  2. Laély,Parabéns!Pelo blog,pela iniciativa de voltar a nos deliciar com seus textos,parabéns por se inventar diariamente e nos envolver no seu cotidiano, entre a casa é sua rsrsrrsr.

  3. Oi Laély!!! Quem de vez em quando não precisa dar uma fechada para balanço? E o princípio é simples e procuro dizer sempre no blog: temos que escrever quando estamos dispostas, pois este não pode ser um sacrifício… cada um tem uma forma de enfrentar os problemas e você deve ser daquelas que assim como eu lutam tanto, têm que ser fortes todos os dias, mas de vez em quando precisam de um tempo… é humano!!! Grande abraço!!!
    http://www.arquitrecos.com

    1. Alguém me mandou uma frase, no Facebook, que me identifiquei, mais ou menos, assim:
      “Às vezes choramos, não porque somos fracos, mas porque cansamos de ser fortes.”
      Abraço!

  4. Laély
    Fico feliz por estar de volta, te acompanho aqui no blog e no facebook como Mimos e Tetéias(artesanato).
    Parabéns pelo filho e parabéns pelo blog.
    Grande abraço.

  5. Oi Laély,
    reforço aqui minha admiração pelo pessoa que você demonstra ser, pela força que tens ,ainda que nesses dias pareça ensvaida, e pelo amor que rege sua vida, pessoal, profissional e aqui deste espaço que gosto tanto!!!
    Não posso deixar de dizer que igualmente ao que aconteceu com a partida do seu Vinicius no ano passado, chorei mais uma vez… Estarei aqui e mesmo que virtualmente, se precisar, pode contar comigo na torcida, orações e pesamentos positivos para que supere tudo isso ou pelo menos consigas “tocar” tua vida!!
    Grande beijo,
    Leila

  6. Laély, penso que a essência do seu blog sempre foi o selo de autenticidade contido nos seus textos, expondo com coragem suas alegrias e tristezas…essas coisas que fazem parte da vida real. É real que você formou um filho pra vida, com coragem suficiente pra deixar e levar um coração dividido entre a alegria da conquista e a tristeza da distância. Há menos pra dizer e mais pra sentir e deixar que o tempo faça a sua parte de deixar acostumar com a nova realidade. Fique bem, os laços de afeto deixam rastros de vazio mesmo. Faz parte do pacote. Pelo menos é isso que tento enfiar na minha cabeça desde que, há duas semanas, despedi também um filho para um ano no exterior. Beijo carinhoso!!!

    1. É o que conseguiu resumir numa frase, Margarete: “coração dividido entre a alegria da conquista e a tristeza da distância.”
      Mas considero que, pior que o distanciamento geográfico( cada vez mais relativo, nos dias de hoje) é o distanciamento afetivo.
      Coragem pra nós!
      Beijo!

  7. É realmente muito custoso ver um filho sair de casa, para ir viver tão longe. Só posso imaginar, mas mesmo assim, creio que seja extremamente dificil, para uma mãe.
    Penso que só acreditando que ele está a viver a vida dele, o sonho dele, possa servir de algum conforto.
    Beijinho

  8. Ai, Amiga (posso te chamar assim? É que também sou mãe… por isso me sinto próxima.), te entendo tanto! Quando leio sobre esse afastamento, minha garganta fecha e meus olhos se enchem dágua, como se fosse comigo. Consigo perfeitamente me colocar no teu lugar. Deve ser tudo muito confuso. Queremos vê-los felizes, voando, e, ao mesmo tempo, pertinho de nós. É muito difícil aceitar a distância por tanto tempo. Acho que eu sentiria falta de tocar, de cheirar e beijar. Afinal, é como se fossem parte de nós. Pelo menos eu sinto assim.
    A parte boa (tem que ter uma né?) é que tudo passa e um dia ele volta. Enquanto isso não acontece, não se sinta piegas nem nada, escreva quantas vezes quiser pq isso é sim uma forma de terapia, de desabafar. Mas acho ótimo tb a ideia dos projetos a curto prazo pq distrai e faz a gente esquecer um pouco do tempo. Boa sorte com seus projetinhos (não menos importantes), força, muita força pra vc respirar e seguir em frente firme e feliz e parabéns pelo niver do blog. Não comento sempre mas gosto muito desse seu espaço, viu?
    Ah… mais uma coisa… se eu fosse vc dava uma boa relaxada mergulhando naquele lago maravilhoso que uma vez vc fotografou com o Hulk. Espero que te ajude um pouquinho.
    Um beijo e um abraço bem apertado!

    1. Se escrevo sobre situação”tão pessoais,” é por acreditar que são comuns a todos. Acabamos nos identificando e, na troca de experiências, enriquecemo-nos mutuamente.
      Tenho consciência de que preciso manter-me equilibrada. Até, para que esse filho se sinta em paz e, com o empenho que lhe é característico, invista nos próprios sonhos.
      Só mudei a rotina, em relação à internet. Desliguei, uns dias. Mas em relação às outras atividades tenho mantido a regularidade.
      Ontem fizemos uma corrida de aventura, num belo trecho. E o Hulk me acompanhou, como sempre. Espero mostrar algumas imagens de lá.
      Obrigada pelo carinho.
      Beijo!

  9. Parabéns ao seu filhote, certamente, ele vai longe. Sei bem o quê você sente, chegamos há mais de quinze dias e o meu coração continua apertado, mas vai passar…sei que vai. E assim será com você, um dia por vez. Parabéns pelo blog, todos os dias vinha aqui dar uma espiadinha…ver se tinha algo novo, e hoje pela manhã, ao abrir meu email, lá estava…atualização do Sala da La. E cá estou eu. Cuide-se! Beijocas!

  10. A Taia aí em cima é expert em longas distâncias e, como vemos, ainda sente as separações. Esses buracos que ficam de coisas corriqueiras são incômodos, a gente meio acha que não tem o direito de sentir tristeza na alegria do outro. Mas pode, tem gente que, indo, deixa um vazio difícil de explicar. Sugiro inverter o plano a curto prazo: em vez de esperar o filho vir, projete uma ida à Alemanha. Tira o foco, passagem, como vou falar alemão, que cidades vamos visitar…
    E há pouco tempo, quando quase parei o ArteAmiga, uma amiga me disse: espaça mais, mas não pára. Tem quem gosta e vai sentir falta. E de sentir falta agora você entende bem.
    BJô

    1. Oi, Jô!
      Lembro do que me escrevera, antes. São fases e, como o blog é pessoal, emprestamos nossos humores a ele. Enquanto achar que o que faço vale a pena pra mim, ou para alguns, vamos em frente.
      Tenho meus compromissos para este ano, assumidos com o Vinícius, inclusive. Focarei nisso.
      Bom ano pra nós!
      BeiJÔ! rs

  11. Por um momento achei que você iria renunciar!
    Não deveria ser assim, mas um blog nos cobra, ou nós mesmas nos cobramos, mas como bem disse, precisamos por vezes ser como os gatos a lamber a ferida sozinhos.
    Parabéns pelo filho e quem sabe logo não teremos aqui belas fotos germânicas feitas pelo seu olhar?!
    Bj

  12. Laély, o nome do seu blog é perfeito para essa sala de terapia em grupo. Damos e ouvimos opiniões que nos faz refletir e repensar pensamentos, posturas e escolhas pessoais, hábito muitas vezes subtraído no corre corre do dia a dia. Além dos assuntos pessoais com as as quais muita gente se identifica, inclusive eu, suas escolhas de esporte\saúde, receitas, amor aos animais, cuidado com a casa, escolhas musicais, conhecimento instrumental, respeito às pessoas e espírito livre fazem de você uma pessoa inteira, que está aí pra absorver a vida na sua totalidade, e com alma. Portanto, seu blog é, antes de tudo, um lugar cheio de vida onde, como você diz, trocando experiências, enriquecemo-nos mutuamente. Essa abertura de fronteiras, proporcionada pelos encontros virtuais, dá-nos a chance de encontrar um nível de compreensão que às vezes é limitado nas pessoas mais próximas de nós o que, em última instância, alivia a alma de angústias. E muitas vezes o elixir da cura ou da aceitação seja apenas ter alguém que nos entenda. Penso que a regularidade de postagem no blog deve ter ligação mais com esse sentido de troca, e aí ele sempre será prazeroso, do que com a quantidade de posts em si. Parabéns pelo aniversário do blog e por todo o conteúdo nele contido, arquivo que é de parte da sua vida e pela parte que entrega às pessoas somando um valor incalculável. Tomo a liberdade de sugerir (… quase como um mantra) nesse momento, a música ” Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”, que fica melhor na voz da maravilhosa Bethânia. Abraço com afeto.
    http://www.youtube.com/watch?v=yKZaoUNXzn0

    1. Margarete, responder ao seu comentário renderia um post, sabia? Porque, ultimamente tenho repensado muitas posições e condutas minhas. Entrei numa crise de identidade virtual, diria, questionando se o que faço seria de alguma relevância. Não é muito, mas a internet tem seus empregos, como facilitar essa interação de ideias, de interesses.
      Aqui exponho o exterior, mas o interior, também. E uma certa dose de coragem é necessário a ambas as ações, principalmente, à segunda. Nada fácil.
      Claro que há disfarces, máscaras, superficialidades nesse picadeiro de vaidades, mas somos obrigados a exercitar a tarefa de nos condensar, de extrair o sumo do que somos e pensamos. Se esse polaroid não é confiável?…O tempo há de mostrar.
      Podemos até nos enganar, mas aquele que sabe fazer uma criteriosa filtragem não se deixa levar por aparências.
      Obrigada por tirar um pouco do seu tempo e dividir suas opiniões, aqui.
      Demorei um tempo pra responder. Às vezes ainda me custa pensar. Mas é assim que vamos organizando as ideias.
      Abraço!

  13. Sabe La , ausencia de filho eh coisa muito dificil . Nao vou contar minha historia , mas filhos podem partir de jeito muito duro .
    Quando eles vao pra viver a vida , a vida que eles estao construindo e tao bem , mesmo que longe da gente , devemos alegrar nossa alma .
    Seu filho ta logo ali , maduro , bacana … porque voce soube dar a ele as asas pra voar . Porque ele sabe que tem porto seguro em voce sempre e entao ele pode ir , buscar nos ares , novos mares , conquistar sonhos .
    A voce foi dado a dadiva de poder olhar o voo dele com orgulho e saber que pode demorar um pouquinho , mas o porto dele eh seguro ao seu lado .
    Um beijo grande
    Sandra

    1. Fiquei emocionada com suas palavras, Sandra. Penso da mesma forma.
      Meu filho é um considerado um “cara bacana” e, em pouco tempo conseguiu fazer-se respeitar, é querido. Isso me alegra muito. Se não afasta a tristeza da falta material, física que ele faz, ao menos conforta e e anima o coração.
      Obrigada.
      Um beijo!

  14. Oiiiii! fiquei emocionada lendo seu texto, sei bem o que é ter saudade dos filhos! Os meus três moram fora!
    E você nunca está “atrasada”, sempre chega na hora certa!
    beijo

  15. Para usar um pouco a música,escolhi aqui livremente o que acho de todas as mudanças,seja com relação aos caminhos do blog e das nossas vidas.
    Com voces Lulu Santos:
    Nada do que foi será
    De novo do jeito que já foi um dia
    Tudo passa
    Tudo sempre passará

    A vida vem em ondas
    Como um mar
    Num indo e vindo infinito

    Tudo que se vê não é
    Igual ao que a gente
    Viu há um segundo
    Tudo muda o tempo todo
    No mundo

    Não adianta fugir
    Nem mentir
    Pra si mesmo agora
    Há tanta vida lá fora
    Aqui dentro sempre
    Como uma onda no mar

    Beijos,

  16. Laély, que, que vim aqui tão pouco (mas a conheço, através de blogs em comum), senti sua ausência. Como a tenho na minha lista de blogs, esperava sua atualização.
    Entendo o seu motivo, não deve ser nem um pouco fácil ter o filho tão longe. Tenho filha que mora em Brasília e sofro enormemente com a distância (tb por causa dos netos). Mas sempre que a saudade aperta, penso que ela está feliz por lá e isso é o que importa, que eles estejam bem. Um orgulho ter um garotão cuidando de sua vda, tão novinho, buscando seu futuro.
    Olha o lado bem, “vai ter” que ir visitá-lo periodicamente, né? rs
    É assim mesmo, um dia de cada vez.
    Acalme seu coração de mãe, pelo menos temos os recuros da internet, que nos aproxima deles.
    Beijo!

    1. Sinto muito orgulho pelo potencial que ele tem de crescer mas, principalmente, pelo que já é.
      A internet ajuda, sim, inclusive, com pessoas que nos “aturam” e apoiam virtualmente.
      Obrigada.
      Um beijo!

  17. Pois é, fez seis anos que saí do Brasil e ainda não me acostumei e olhe que estou com eles pelo menos três vezes no ano. O bom é que nossos projetos são para curto prazo, no ano passado, ali por setembro, já estávamos com nossa planilha para esse ano pronta. Temos todas as datas de saída organizadas, a próxima é na segunda semana de maio, depois setembro e depois dezembro. Isso facilita, porque sei que de um modo ou de outro chegará, então, o melhor que faço é relaxar e curtir o momento atual, ainda que por dentro não esteja ‘toda boa’…beijos!

  18. Olá Laély, Leio o seu Blog mais ou menos há uns 3 anos, é lindo bem escrito, animado, doce e cheio de vida….
    Gostaria de dar os Parabéns a você e ao seu filho pelo Studienkolleg in München, um lugar lindo como esse, sou carioca e também fui viver na Alemanha com 18 anos ….e agora estou com 38… Vivo na Argentina sou casada e tenho 2 filhos, tenho uma filha de 13 e tenho certeza que ela tb como o seu filho irá estudar na Alemanha algum dia…. Te entendo quando diz que falta um pedaço…minha mãe passa por isso até hoje…;) Vai visitar o seu querido filho…Munique é linda!!!! =) Um beijo Carolina Rodrigues , Villa Rumipal . Córdoba Argentina

  19. Parabéns ao filho pela aprovação ! Consequencia de vários fatores (eu penso): capacidade, inteligencia, esforço, fruto da boa educação dos pais, oportunidade !
    Lá, tão feliz de ver suas palavras ! Querida, como diz a musica (tb): “deixa a vida me levar” … e vá seguindo. Independente da frequencia, vc sempre será muito prestigiada. Muita força e alegria pra vc e, que bom que deu largada neste quinto ano do blog !!! Eu não tinha mais lhe enviado e-mails por respeito ao seu momento, mas estou sempre aqui se precisar conversar.
    Beijão

  20. Pq estes danados, insistem em pegar um avião, podiam ir logo ali e voltar no final de semana, mas fazer o que? minha filha ficará um ano longe, estudando também, fazendo o que ela mais queria. Só passou um mês eu ainda não tô feliz! tô conformada, mas queria ela por aqui. Seu blog é muito legal, vai ali dá uma respiradinha e volta logo por favor! abs.

    1. É a vida deles, Silvia, que não podemos, nem devemos viver. Cuidemos da nossa, cultivemos sonhos, façamos planos.
      Colocar nos ombros dos filhos a responsabilidade por nossa satisfação pessoal e felicidade é tarefa árduo, injusta, antinatural.
      Assim como os queremos felizes, ficarão se nos enxergarem da mesma forma. Pelo menos, mais sossegados.
      Abraço!

  21. Laely, saudade é uma mistura de alegria e tristeza.
    Gosto demais dos looks que vc apresenta.As receitas, nem se fala! E estranhei o tempo que
    não houve os posts. Que bom que voltou!

    1. Verdade, Cláudia. “Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos”. Bob Marley
      Mas a gente chora com um olho e sorri com o canto da boca.
      Obrigada e um abraço!

  22. Os psicólogos falam que um filho não rompe o cordão umbilical da mãe ao nascer. Rompem na maior idade, no seguir a vida sem depender emocionalmente dos pais. O seu filho rompeu o cordão umbilical na Alemanha. E acredite, a vida dele só tende à brilhar!! (Isso não quer dizer que ele vai te abandonar, você entendeu)!!

  23. Laély, na sua ausência pensei: acho que a Laély está meio desanimada, talvez por conta da saudade do filho ou cansaço, enfim, to ficando meio bruxinha (rs). Há tempo pra tudo nessa vida, inclusive para o desanimo, retiro, recolhimento, viver a dor da saudade, sei lá.
    Voce é sempre super bem vinda, podia demorar o tempo q fosse, que as fíeis escudeiras estariam por aqui.
    Feliz aniversário para o blog e muita, muita garra nesse ”sair do casulo”.
    bjs e tudo de bom!

    1. Pode ser que não seja uma bruxa, mas com certeza é uma pessoa sensível, Ana.
      Acho que nós mulheres temos essa qualidade, esse “sexto sentido” mais elaborado. Com os filhos, ainda pequenos, treinamos o tempo todo até descobrir o que querem, o que sentem.
      Obrigada pelo carinho.
      Beijo!

  24. Laély, sou mãe de filhomúnico, um rapazinho de 13 anos, que, hoje, pensa cursar uma faculdade que não há na nossa cidade. Dias desses me vi assustada com o fato de que se seu sonho se concretizar teremos, eu e meu esposo, 5 anos pela frente para prepará-lo para essa fase. Acredito que a distância é um detalhe quando os filhos alçam seus primeiros vôos solo. Atém Panula Toller escreveumuma canção a respeito intitulada Barcelona 16 (vale a pena conhecer a letra). Permita-se viver esse momento mas mirando horizontes temporais que possam sustentá-la na preparação dos seusmoutros filhos. Afinal, acho que se seu primogênito foi aprovado numa universidade estrangeira não sempre questionar o mérito damsuamformaçao familiar. Parabéns!

    1. “Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo”, já cantava a música.
      Nada como o tempo pra nos mostrar que v~e-los felizes, realizados e autônomos é o que importa.
      Um abraço e obrigada!

  25. Que bom que você voltou, enquanto lia seu texto imaginei que fosse falar que ia parar o blog e já estava me entristecendo… Tenha força e fé e saiba que suas palavras, sua força de vontade e dedicação fazem bem a muita gente!!!
    Grande beijo,

  26. Ás vezes é necessário, às vezes somos forçadas a dar uma parada e refletir, recuperar as forças e voltar à superfície …. O ar fica mais puro e voltamos com garra ! Força e coragem ! Para vc e todos nós!
    Bjsss

  27. Oi,
    Te conheci hoje e me emocionei lendo seu texto, é duro estes momentos, mas infelizmente são necessários. Normalmente, temos uma maneira egoísta de pensar que criamos nossos filhos para nós, que ficarão sempre debaixo de nossas asas, protegidos, como gostaríamos. Mas, não é assim e, se pensarmos bem, fizemos o mesmo com nossos pais. Talvez não por uma ida tão longe ou não saindo de casa tão cedo. Mas, as vezes precisamos aprender a dar liberdade para aqueles que amamos, para que eles possam amadurecer e nós a nos desprendermos. Infelizmente, é uma etapa da nossa vida, dolorosa, saudosa, mas necessária.
    Estou torcendo para superar logo!
    Um grande beijo

  28. Oi, Laely, já há um bom tempo passo por aqui (até já te enviei e-maile comentei) para ver a quantas você anda e sempre me alegro com tudo: com seus pães, suas festas, seus textos, seu esforço para correr a maratona etc. Meus dois filhos estão casados e só os vejo uma vez por mês pois todos têm os seus afazeres. Minha filha casou há 4 anos e só o ano passado (casou com 29 anos e era muito agarrada comigo) resolvi redecorar a suíte dela e fazer suíte para hóspedes, tamanha a dificuldade de chegar lá e ver tudo vazio! Acho que as pessoas têm mesmo é parar e curtir (curtir no sentido literal da palavra) a sua dor, a sua inquietação, aquele sentimento de não-sei-o-quê que nos assola quando sentimos uma falta imensa de algo, alguém, ou uma parte de nós mesmos, desse nós que vamos sendo ao longo das décadas. Se já está se sentindo bem para voltar, volte; caso contrário, continue entrando em contato com o seu “eu” de agora, esse “eu” convalescente. Acredito que nessa cidade onde mora, nesse paraíso que é sua casa, o tempo de lamber as feridas que nem gato está no fim. Beijos, abraços, volte para nós quando puder pois nossos corações e braços estão abertos que nem os do Cristo aqui no Rio de Janeiro, Tereza.

  29. “Você é responsável por tudo que cativas”, somos mais de 2000 seguidores, alguns anônimos como fiu até agora, há mais de 3 anos. Já aprendi, ri, chorei e me emocionei com suas histórias tão bem escritas. Parabéns pelos 5 anos! Espero que venham mais 5.
    Filhos são jóias de Deus, que Ele dá para os pais cuidarem, só que às vezes, essas jóias precisam tomar rumos diferentes para servirem aos propositos que lhes foram reservados.
    Evite chorar em frente de seus outros filhos, porque eles poderão se sentir desprezados e se no futuro quiserem tomar o mesmo rumo, talvez deixem de fazê-lo, por amor a você e acabem frustrados.
    Coragem garota!!! Bola pra frente, porque nesse jogo da vida muitos gols ainda estão por vir. Parabéns pela família linda! Estou aqui aqui em Sampa torcendo por você.
    Um grande beijo.

  30. Oi Laély, agora que vi sua resposta ao meu comentário. Entendo esse seu balanço sobre continuar alimentando o blog. Pois é, o resultado final será decisão sua. Muitos de nós gostaríamos que a decisão seja de continuar, mas também acredito que há ciclos para as coisas e seguir sua intuição será importante. Criei meu blog há menos de um ano e foi numa fase de necessidade de expressar sentimentos e também de interação com os filhos que partiam um a um. Você foi e é uma inspiração. Que sua decisão seja iluminada, seja ela qual for.
    A propósito , há alguns dias, fiz um post no meu blog chamado ” Raízes e Asas ” que se refere a partidas e chegadas dos filhos, onde coloquei a seguinte frase de Amyr Klink ” Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver ”(Amyr Klink)
    http://escolhasaguiar.blogspot.com.br/2013/02/os-filhos-sao-do-mundo.html
    Um grande abraço!

    1. Oi, Margarete!
      Minha decisão é continuar, sim, talvez, num outro ritmo, de um outro jeito…
      Admiro muito o Amyr. Viajei, naquela primeira viagem dele, de caiaque atravessando o Atlântico. É necessário estar em paz, e de bem, com você mesmo, pra bancar a solidão numa boa.
      E essa viagem pode até não ser geográfica. Pode ser metafórica, de autoconhecimento, para o interior de si mesmo.
      Um beijo!

  31. Laely, fiquei emocionada com a comemoracao atrasada do seu blog. Eu a entendo, perfeitamente, nesse momento, vamos dizer, “sabatico”, onde eh necessario se recompor, recomecar, e recomecar tirando a tralha e a poeira eh uma grande maneira de dizer OLA VIDA!!!
    Estamos sempre nos desentralhando, e eu, por minha vez, e leitora assidua – nao so do blog, mas dos seus posts na Internet, concordo com seu “retiro” deliberado.
    Saudades, saudades… uma das palavras mais dolorosas de se viver e de sentir… Mas a gente aprende a conviver com ela… no inicio eh dificil, mas, tem uma hora que passa a ser como aquela revista antiga na mesa de centro…
    Um beijo, e que o proximo ano do blog seja repleto de
    coisas maravilhosas, como sempre foi!!

  32. Como te disse antes no e-mail, conheci teu blog hoje e já fiquei apaixonada. Este post em especial, parece que foi escrito por mim, apenas por diferentes motivos. Também passo por um momento “vão sem mim”, “me deixem só” e “nada vale à pena” , mas se te serve de consolo, teu blog me deu, no meio de tanto desânimo e tristeza, inspiração e alegria.Você parece uma velha amiga, daquelas que adoramos ter por perto seja pra uma baladinha, pra um bolinho e chá ao cair da tarde, ou simplesmente para ficar perto. Creio que muita gente fará coro comigo: Continue, vale à pena.

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