Salve Gonzaga!

Postado por Laély, no dia 02-12-2012 - Categoria: Filmes,vídeos

Mocinha moderna é assim: mãe solteira, batalhadora, independente, segura, cuida dos outros, sem descuidar de si…
Já o mocinho, não mudou muito: bonitão, másculo, bem-sucedido mas…ainda mora com a mamãe?!
(Ok. Relevem esse pequeno detalhe. Digamos que, seja o cuidador da mãe. Melhorou, né?)
Então, como que predestinados( e mocinha sempre tem um mocinho, pra chamar de seu!), os dois se encontram e todo o universo para! Estava escrito nas estrelas: os dois nasceram, um para o outro!
Mas há opiniões contrárias:
“Falta química!”
“Falta entrosamento!”
“Os atores são inexperientes!”
Eu, que não assisto à novelas, digo: falta história e atuação convincentes!
A mocinha “diferente”, nada mais é do que a encarnação moderna e machista da Cinderela:
Morena não aceita cabresto. Tem um príncipe apaixonado a seus pés, mas não quer depender, nem dever nada a ninguém.
Porém sabemos, desde o primeiro capítulo, que se meterá em grandes encrencas.
Depois de muito sofrimento( afinal, isso é novela!) será salva pelo galã destemido, montado em seu cavalo( Salve Théo!).

Não percam seu tempo! O final é conhecido!
Como escrevi essa semana, lá no Facebook: Théo e Morena valem um dedo na garganta!
Os níveis de audiência, os piores desde “Caminho das Índias”( por coincidência, mesma autora e mesmo mocinho), são um retrato dessa insatisfação popular.

E quem me acompanha há algum tempo deve estar se perguntando:
“Um post sobre novela?! Como assim?…”
A introdução foi pertinente e, já explico:
Não é disso que quero falar. Nem da atuação pífia de seus protagonistas( embora, até aqui, já tenha lhes tomado algum tempo…).
Mas defendo Nanda Costa!
Não sei se “Salve Jorge” tem salvação mas, se a atuação não é excelente, inesquecível, pelo menos em “Gonzaga, de Pai para Filho” Nanda Costa não erra. Convence, até!

E se a novela não vale a pena, o filme, sim. Não por causa da atriz e sim, pela história comovente.
Agora em dezembro é comemorado o centenário de Luiz Gonzaga.

O filho de seu Januário saiu de Exu ainda adolescente, fugido.
Foi com o pai, “consertador” de sanfonas, que Gonzaga aprendeu a tocar. ( Devidamente homenageado, posteriormente, em “Respeita Januário“)
De Exu para Fortaleza, onde ficou servindo ao exército por 10 anos.
Reencontrou a música na mudança para o Rio mas, suas raízes, só algum tempo depois.
Foi nesse período que conheceu a mãe de seu único filho homem, Gonzaguinha.
A personagem interpretada por Nanda Costa é um divisor de águas na vida de Gonzaga, pai e filho. A relação entre os dois é distante e cheia de conflitos.
O diretor de “Gonzaga, de pai para filho”, o brasiliense Breno Silveira, é o mesmo de “Dois Filhos de Francisco”. O mérito do filme é revelar o humano, por trás do artista.

Apesar das diferenças entre Gonzagão e Gonzaguinha, a história, com várias passagens de tempo, mostra essa difícil reaproximação. Os dois foram se conhecer, de verdade, somente depois de adultos.
Destaque para a interpretação de Júlio Andrade como o Gonzaguinha, na fase adulta. A metamorfose do ator em cantor é incrível!

Sem falar, na trilha sonora: maravilhosa!
E enquanto fazia este post escuto o carro de som* anunciando um campeonato de bocha:
“Você não pode perder!!”
Fiquei imaginando que grande programa seria esse, pra ser considerado “imperdível”.
Por isso não usarei a mesma estratégia de marketing local.
(*Cidade pequena, ao menos na minha, é assim: eventos importantes e notas de falecimento são feitos por um carro de som.)
Se o filme não é assim…imperdível, pelo menos, emociona muito mais que uma partida de bocha( e, com certeza, um capítulo de Salve Jorge)!

    13 comentários

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    13 Comentários to “Salve Gonzaga!”

    1. Helena disse:

      Lá, concordo com vc… a Nanda Costa é uma excelente atriz de cinema… defendo com unhas e dentes! Na novela, não sei, pois não assisto. Eu a vi em outro filme… ela era uma garota de programa da favela… agora me esqueci do nome do filme! Mas é excelente!
      Beijos
      Helena

      • Laély disse:

        Acho até, que a atuação dela no cinema deva ter influenciado na decisão da autora de lhe dar o papel de protagonista, na novela.
        Mas, cá pra nós: Salve Jorge tá ruim das pernas!
        Beijo!

    2. Berê disse:

      Gostei do que você disse no post. Fiquei com mais vontade ainda de ver o filme, não passa desta semana. Boa semana. beijo
      Berê

    3. Taia Assunção disse:

      Não assisto novela, no Congo passa super tarde e levanto muito cedo. Então, sigo assim quando estou no Brasil. Creio que há um bocado de preconceito contra a atriz, há conheço do cinema e gosto bastante. Sabe cara de pobre?! Pois é, deve ser isso…como se a maioria de nós não tivéssemos! Eu que sou do norte, tenho a típica cara de bugra bolachuda :-D uma pena, nos apegamos mais aos estereótipos do quê ao talento :-( a propósito, não fui ao cinema nem uma vez nessa temporada, o máximo que consegui em termos culturais, foi levar a caçula ao show do SOJA :-D beijocas!

      • Laély disse:

        haha!
        Falou, parecendo o Caco Antibes! rs
        Ela tem um tipo bem brasileiro. Acho-a bonita, mas tá meio deslocada, na novela. O casal não convence, mas no cinema ela dá conta do recado.
        Uma boa história já é um bom começo!
        Beijo!

    4. Taia Assunção disse:

      Escrevi do celular, decifre e desconsidere os erros kkkkkkkk

    5. Helena disse:

      La, o filme se chama Sonhos Roubados. Bjs!

    6. Débora R. disse:

      Concordo com você, o filme vale a pena e a novela nem tanto.Pra mim esse molde repetitivo de novelas sempre no Rio, regado a periguetes e funk (com respeito ao gosto de cada um) já cansou.Esse Brasil é lindo e gigante , deveriam mostrar outras culturas. Acho que a quimica entre Théo e Morena muito boa, mas acho que não convence é esse amor (dele) tão arrebatador que com pouco tempo, assume filho, convida a moça a morar com ele e a mãe, fala que vai sustentar todo mundo, não vi uma paquera , um amor de verdade nascendo…na minha opinião.Diferente de Cléo Pires (não lembro o nome da personagem) e Ziah, que me encantaram.Vamos ver o que vai dar a novela , pelo menos vale levantar o grande problema que é o trafico de pessoas.

      • Laély disse:

        Tirou as palavras da minha boca, Débora!
        Não convence esse amor adolescente e arrebatador de um homem, que deveria ser mais maduro, né?
        Agora, que o Ziah tem um olhar desconcertante, isso tem! rs
        Beijo!

    7. La já pode ser contratada pela Veja. rs!!! O início da sua crônica me lembrou muito o Diogo Mainardi. Infelizmente, não tenho tempo de ver novela (trabalho a noite também) adoraria poder ver, aí opinaria com propriedade, propriedade essa, que tomo pra falar do filme, que vi ou pelo menos tentei ver, pois chorei a maior parte do tempo, não só pela belíssima história de vida dos Gonzagas, mas porquê lembrei muito dos meus alunos que são do São Carlos, de um outro momento, mas onde nada mudou.
      Um beijo

      • Laély disse:

        Puxa, quisera eu escrever tão bem quanto Diogo Mainardi, que tanto admiro! Mas, obrigada pela lembrança.
        É um filme despretensioso, mas gosto assim, quando me surpreende.
        Beijo!

    8. Débora R. disse:

      É Laély , desconcertante mesmoooo….rsss…e ao som de Maria Rita então….

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