Amizade sem fronteiras

Foi, assim:
Lá, nos primórdios do blog, quando fiz a promoção “Que cara tem sua casa” baseada no livro do filósofo Alain de Botton, “A Arquitetura da Felicidade”.
Ganhariam, os autores das melhores frases.
Entre as finalistas uma profissional das palavras; mais, que isso: alguém, que me conquistou pela sensibilidade. Foi afinidade instantânea e recíproca!
Desde então mantemos contato, estreitamos os laços, marcamos até um encontro.
Corajosa veio ela, lá do sul, conhecer a amiga virtual, aqui no ES. Em seguida, minha vez de retribuir a visita.
Depois de mais de 2 anos sem nos ver, achei que já era hora.
Casa da Rosana-RS
Uma filial de casa, em São Leopoldo, RS.
Casa da Rosana-RS
Parece até que foi ontem, que nos despedimos a última vez.
Ainda lembro do chão, com detalhe de mosaico, e do banquinho pintado pela jornalista, mandaleira, cozinheira, crocheteira, arteira…
Casa da Rosana-RS
Mas a parede de pratos foi novidade:
Casa da Rosana-RS
Tantos detalhes, que relembro o texto anterior, da Marta Medeiros: o que faz uma casa feliz não são os objetos, mas as significâncias que damos a cada um, a provocação, a surpresa, o sorriso, a lembrança…
Casa da Rosana-RS
A cortininha sobre a pia, assim como a prateleira, outra intervenção:
Casa da Rosana-RS
Pra cada canto que olho nessa casa vejo significâncias…
Casa da Rosana-RS
Sei, por exemplo, que a moringa sobre a prateleira foi presente meu, da minha última visita.
Casa da Rosana-RS
As palavras, escritas com giz, obra do sobrinho, que sempre lhe faz companhia.
Casa da Rosana-RS
Allain de Botton cita, no referido livro, Sigmund Freud. Segundo esse, ser capaz de amar qualquer coisa atraente, por mais frágil que seja, seria um sinal de saúde psicológica.
Observo tudo e me acho…saudavelmente feliz!
Casa da Rosana-RS
Nessa casa cercada por verde, ao som de tagarelas maritacas, fui recebida com um lauto e gaúcho(redundância?!…) almoço: churrasco!
E, quando acho que nada mais cabe no meu pequeno estômago, eis que a confeiteira( sim, esqueci de mais esse “eira”) desenforma mais uma tentação, escultura doce e gelada:
Na casa da Rosana tem...
Não me fiz de difícil, aliás, é fácil o “sacrifício”.
Depois, como faria na minha casa, levanto e ajudo a tirar a mesa, coloco a mão na água fria, pra lavar a louça e refrescar-me, naquela tarde quente de sexta-feira.
Casa da Rosana-RS
Então nos sentamos na varanda e ficamos ali, jogando conversa fora ou, dentro( daqueles papos, de guardar no coração e memória afetiva…).
Casa da Rosana-RS
Sinto-me privilegiada, especial, por me aproximar de pessoas assim, especiais.
“Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos.” (Sócrates)
Estava esses dias papeando com a carioca Milena, outra amiga virtual, que virou real. Ela me escreveu:
“…às vezes somos melhores perto de outras pessoas.
Os amigos nos tornam melhores…”
Complementei, com uma frase da música do Arnaldo Antunes:
“O teu olhar melhora o meu…”
Casa da Rosana-RS
Esse é o meu olhar…
Casa da Rosana-RS
O olhar dela, melhorando e complementando o meu!
Continua…

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22 Comentários

  1. Sabe que me lembro desse sorteio e como não só escrevo comentários,mas também os leio,sempre lembro dos da Rosana,seja aqui ou quando encontro as palavras sempre espertas,certeiras,sensíveis que escreve em outros blogs!!!
    Que imagem legal essa de vocês duas sentadas ,batendo papo,posso imaginar o quão gostoso e quente(igual a colo de mãe)deve ter sido esse momento.
    Fiz um comentário no face não sei se viu,mas os amigos não trazemos nas nossas malas que desmontamos e colocamos na prateleira de um armário escuro,a mala nesse caso é o nosso coração!
    bjs

    1. Vi, sim, Milena! E ainda bem, que não pagamos pelo excesso de bagagem, não é?
      Embora, alguma recordações goste de guardá-las como troféus: imagens, cheiros e sabores, que só fazem a casa do pensamento mais feliz.
      Beijo!

  2. Fazer amigos é uma dádiva.
    Você foi muito bem recebida nessa casa aconchegante, não é mesmo?
    Me lembro de vários momentos de seu blog e que não me esqueço e que tanto inspira.
    Beijos

  3. Ô minha querida, lindo demais!! Posso reler nossos capítulos mil vezes e continuo percebendo o tom de um certo mistério que me encanta e entusiasma. “A cumplicidade é uma espécie de amor”, li naquele livro que te mostrei. Quem diria que nosso olhar cúmplice pela “cara das casas” iria nos revelar com tanta intimidade… E o melhor de tudo é sabermos que, dependendo de nós, essa pode ser uma história sem fim, sempre recomeçando, além das fronteiras do tempo e espaço, né? Abraço grande, beijos de comadre!

    1. Se “a cumplicidade é uma espécie de amor” antão, acho que amo você, minha amiga!
      Olha, pra você ver: não nos esqueçamos do nosso trato: reencontro em, no máximo 2 anos!
      Beijo!

  4. Eu, que conheço esse blog maravilhoso há pouco tempo, fico surpresa ao saber que essa amizade tão bonita de vocês duas começou através da internet. Uma prova de que ficou mais possível reconhecer-se numa outra pessoa há quilômetros de distância. E vocês regam esse “reconhecimento” com dedicação e sabedoria. Parabéns às duas.

  5. Gosto muito dos seus comentários e esse em especial. Tenho a mesma sensação com relação a minha morada. Pra mim uma casa só é um lar quando tem impressa a personalidade de seus donos, sem se preocupar com o feio ou bonito, com novo ou velho ou antigo. As vezes vejo construções lindas e caras, porém frias, sem o sentimento de um lar. E mesmo depois de bater aquela invejinha, quando volto pra minha ainda consigo gostar mais…

  6. Então Laély… Adoooro seu blog e o visito muito. Me apaixonei de cara pelo jeito que vc escreve. Acho que vc tem o dom de colocar as palavras nos lugares certos na hora certa.Adoro os assuntos que vc escolhe. No fundo acho que adoro vc, sem mesmo nunca ter colocado uma palavra aqui. Mas hj não aguentei qdo. li sobre vc e Martha Medeiros. Eu simplesmente (tbém não a conheço, apesar de ser gaúcha) mas adoro tudo, mas tudo o que ela escreve. E a amizade de vcs, então? sabe aquela inveja branca que não faz mal a ninguém? pois é, te confesso que senti.
    mas tbém senti o quanto é linda a amizade, valorizo muito as pessoas, o carinho, a palavra, a simplicidade. E vc falando de como é o nosso canto, ou cafofo como gosto de falar. Amei.
    Um bjo no teu coração

  7. Laély…vc é maravilhosa em cada palavra que escreve para definir coisas,pessoas,situações e lugares tornando-as simplesmentes mágicas…amo pessoas que escrevem assim…com o encanto dos próprios olhos e amor.E que lar doce lar,verdadeiramente,é esse que vc visitou…gostaria de morar alí,bem perto da felicidade(não que eu não seja feliz,mas não moro onde sonho).Beijo no seu coração!!!

  8. Menina! Penso que já lhe conheço um “bocadinho”. Pois eu não advinhei que você falava da Rosana? Essa Rosana é outra menina especial e eu vivo a fuçar seu blog. Me deliciando nas descobertas fantásticas que faço a cada visita. Beijos.
    Maria Anunciada

  9. Lamentei quando soube que não poderia encontrá-las naquele final de semana, mas lendo tuas considerações concluo ter sido melhor assim. Aquele dia era apenas de vocês, muito lindo tudo e as imagens da casa mostram exatamente um lar com coração pulsando em cada detalhe!

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