A culpa é da mãe!


O “dia das mães” foi ontem, mas esta mãe aqui teve tempo apenas para comemorar a volta do filho pra casa, depois de uma cirurgia.

Fiz uma pergunta, no meu perfil no Facebook, resumindo a angústia da última semana:
“É possível ser mãe, sem conviver com a culpa?”
Ou, seria como aquela questão filosófica antiga e “relevante”:
“O que veio primeiro: o ovo, ou a galinha?”

Não pretendia chegar à nenhuma conclusão inquestionável mas, para os que opinaram, culpa e mãe costumam nascer juntas: a primeira, por causa da segunda. Tá incluído no pacote!
Já repararam?:
Menino não come: culpa da mãe. Menino come demais, idem.
Menino é tímido e inseguro: a mãe é superprotetora. Menino é desbocado e mal-educado: a mãe é permissiva!
Até quando o menino cresce e vira árbitro de futebol, como no comercial da Coca-Cola, a mãe continua sendo a referência negativa( e, aos que acham que uma profissional do sexo não seria capaz de ser uma boa mãe, relembro uma frase de Jesus afirmando que, muitas delas nos precederiam no Céu).
Culpa de quem? Do Freud, provavelmente.(Embora, tenhamos de concordar: muito do que somos, de bom ou ruim, devemos a ela!)

A verdade é que desejamos o melhor para os nossos filhos, sejam eles pequenos ou, se encaminhando à maioridade…

(Filho do meio tomando uma fresca, na varanda da casa onde mora, na Alemanha.)
Longe ou, perto…

( Filho mais novo recuperando-se em casa, sob os cuidados de uma enfermeira particular.)
Não queremos vê-los sofrer!
Mas, se conforta saber, nem mesmo Maria conseguiu livrar o próprio filho da cruz!

Culpa engessa e torna a tarefa de educar, mais difícil ainda! O que devemos: cumpri-la, com res-pon-sa-bi-li-da-de!
Do contrário, ninguém se aventuraria nessa experiência: “ser mãe”. Apesar dos percalços, compensa.

“A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo.”
(João 16:21)

Cabe-nos repetir a oração do Filho ao Pai:
“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do Mal.”
(João 17:15)

Parabéns a todas as mães que, com amor e responsabilidade formam os homens( e mulheres) desse mundo!

Para terminar esse post de forma mais leve, a impagável D. Edith, mãe “exemplar” encarnada pelo ator Luís Miranda:

Porque mãe é tudo igual, seja na Barra ou, favela!

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10 Comentários

  1. Emocionante e por demais, verdadeiro, este seu post! Emocionou-me muito porque me vi descrita nele… Assim somos nós, MÃES! Parabéns novamente pela família linda…. pelos filhos lindos em todos os sentidos! E que seu menino mais novo esteja totalmente recuperado muito logo. Bjs

  2. Que delícia de post!
    Sempre peço para “livrá-los do mal”!E sempre sinto que me fortaleço repetindo essas palavras.
    Não tenho medo de errar,pois é inerente ao aprendizado de ser mãe e portanto a culpa faz parte.Me preocupa ser omissa e neglligente,
    bjs

  3. Oi ,prazer em conhece-la.
    Gostei de ler este texto , pois é muito verdadeiro e diz muito o que nós,mães, somos.
    Uma ótima recuperação para seu filho.
    Bj e boa semana pra vc,
    Lylia

  4. Ei menina, feliz todos os dias das mães. Que tudo volte ao normal o mais rápido possível. As dores e delícias da maternidade só as sabem que passa por elas e, como você bem colocou, com responsabilidade. Beijocas!

  5. Laély, acredita que alguns minutos atrás estava angustiada, debatendo mentalmente sobre questões da vida em relação a minha filha e claro, me culpando.
    aí resolvo entrar aqui pra distrair um pouco meus pensamentos e…que alívio, não estou só.
    Obrigada pelo texto!

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