Rebelde sem causa

Pra começar, uma historinha triste:
Você vê os bichinhos nascerem, crescerem dentro de casa, trata com a melhor ração, remédio, vacina, leva para castrar e, no final das contas, não tem garantia nenhuma! Assim é o amor. E quando estamos falando de amor aos animais, a insegurança é maior ainda! Porque você ama e investe mas, nem todos.

Já contei aqui a história do Pretinho, um de nossos gatinhos, encontrado morto na frente de casa há uns meses.
Dos filhotes da Nina, sobrou-nos o Tinoco, irmão do Tonico( o “Pretinho”).
Ao contrário do que se foi, Tinoco era rebelde: não gostava de conversa, afagos e estava numa fase (terrível!) de marcar território dentro de casa. Nada lhe escapava, inclusive, nossas pernas: um mau hábito que irritava demais, não vou mentir! Mas a gente entende que cada gato é único, diferente, como um filho: não é porque se comporta mal, que deva ser abandonado.
Tentamos a castração, como saída digna para melhorar o comportamento do gato. Após o procedimento, pareceu mais esquivo ainda! Mas não deu para saber se era algo temporário, ou não: está sumido há quase 1 mês.

E o caçula, que se ligara mais a esse depois da morte do Pretinho, reiniciou a fase de tristeza pela mais recente perda. Desde então tem me cobrado uma história para o Tinoco: uma descrição do que foi a nossa curta convivência com ele, o “Rebelde sem Causa” mas, sim: um gatinho, tão amado quanto os outros!

Fica a dúvida sobre o que realmente lhe aconteceu: o filho quer crer, que ele possa estar vivo por aí, miando em outra freguesia. Sou mais cética, em relação a previsões otimistas: há inimigos próximos e, na rua, contra os quais não podemos lutar…
Independente de seu destino, resta-me render-lhe uma pequena homenagem.

Chuvisco era o único que ele permitia maior aproximação. Melhor, ainda: “full contact” era comum entre os dois!
Full contact no chão
Lamento pelo desaparecimento dele, mas admito que a harmonia voltou a reinar na casa depois disso, especialmente, em relação ao Pingo: talvez para evitar combates com o “filhote marcador de território”, o gato mais antigo da casa evitava entrar e ficar.

Chuvisco perdeu um amigo, mas acabou fazendo outro. Está tranquilo…
Full contact no edredom
Agora, os dois são os mais recentes amigos de infância e Pingo está, nova e completamente à vontade, dentro de casa!
Não é ressaca da pinga, mas ressaca do Pingo:
Ressaca
Porque a folia, para esses gatos, dura o ano todo!
Ressaca
Em ritmo de preguiça e languidez…
Ressaca
Nina não perde a pose:
Altiva
E a vida continua…

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20 Comentários

  1. Oi Laély, sinto muito por seu bichano.
    Sei bem como são esses desaparecimentos, mas com relação aos animais, o que acho que ajuda na tristeza é que temos certeza que fizemos tudo que estava ao nosso alcançe e o tratamos com todo carinho e dignidade que precisavam.
    Abraços

  2. É uma pena. O pior de tudo é não saber o que aconteceu com certeza. Se ele sofreu, se ainda está perdido, que foi o fdp … Tenho 7 gatos. Já vivi tanta coisa. Embora nem sempre seja fácil, não troco minha turma por nada. São as coisas mais importantes que já consegui em minha vida. Trazem leveza no viver.

  3. Menina, eu tive uma gata, Margot, que fcou desaparecida mais de mês, quando eu já não tinha mais esperança uma vizinha nos procurou e disse que tinha uma gata dormindo no fogão à lenha dela, fomos lá ver e não é que era a Margot! Viveu conosco até sua velhice e morreu quietinha na caminha dela!
    Beijos…

    1. haha! Ela gostava de um lugar quentinho, essa Margot, hein?
      O menino ainda tem esperanças e até pede por ele, em suas orações, mas eu não nutro nenhuma ilusão.

  4. Gatos são muito misteriosos, lembras que comentei contigo, acho no face que minha gatinha Fiona estava vários dias desaparecida? Pois bem, passaram-se quase duas semanas e hoje pela manhã quando levei ração na Hauskatzen, quem estava lá? Fiona, feliz da vida. Meu filho lembrou-me de outro gato nosso que sumiu e ficou mais de um ano sem aparecer e também retornou. Desconfiei que não fosse ele, porque todos os gatos pretos de pelo curto são iguais, até ele mostrar quem era. Tínhamos o hábito de sentar na escada que sai da cozinha e ele aproximava-se e envolvia-se no nosso bate papo, com miados característicos. Fizemos isso e ele comportou-se como no passado.
    Atualmente estou agindo assim, alimento e água, amor e liberdade. És bem mais jovem que eu, mas lembro que sempre tivemos gatos em casa, e nunca vi gato morrer, quando ficavam velhos, desapareciam e minha mãe dizia que gatos quando estão doentes vão embora para morrerem sós. Detalhe, naquela época, gatos com 5 anos já eram considerados velhos…
    Não deixe de acolher aqueles que conquistarem teu coração.
    Abraço carinhoso.

  5. Oi Laély, sinto muito pelo teu gatinho! Como veterinária te falo que a gente tem que ter a consciência de que proporcionou o melhor que pode para eles. Mas também sei que estes bichinhos são bem independentes, e por isso saem para o mundo! Sinceramente acho que ele deve estar bem! Adoro o teu blog, bjs!

  6. É tão triste quando isso acontece!
    Ja passei mt por isso aqui em casa, dá uma dor enorme.
    Até hj sinto falta da Cléo, que foi morta por 2 cães na rua.

    Definitivamente esses bichinhos fazem parte da nossa familia!

    Bjs

  7. Só de ler seu desabafo já choro… tenho 3 filhos queridos e sei bem a dor que é quando eles se vão… espero que isso tenha um final feliz… muita sorte pra vcs!

  8. Tadinho… Mas gatos são assim mesmo!!! Se ele foi, é pq queria novas experiências na vida… Tem gato que é assim mesmo, não se adapta, mesmo sendo criado desde pequeno… Bjjj

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