Eloá


Nos últimos dias só se falou nisso. Embora esteja pegando carona no tema, não quero me deter nos personagens sob os holofotes:
-Esqueçam Lindemberg, assassino confesso(e agora, condenado) de Eloá. Contra a maldade não há argumentos. Cabem sanções.
-Esqueçam toda aquela pantomima armada pela defesa buscando desviar a atenção dos fatos, os crimes cometidos, e vitimizar o assassino( se bem que, concordo, aquele cabelão armado e desgrenhado da advogada de defesa ficará na História!).
Desviemos a atenção do óbvio: “foi apenas a ponta do iceberg”, costuma-se dizer.
E se, por um instante pudesse me colocar no lugar da mãe da menina? Nesses mais de 3 anos remoendo fatos, revivendo, passo-a-passo, as últimas palavras e gestos da filha, o derradeiro sorriso, de: “até mais!”…
E se, nesses devaneios ela chegou a pensar?:
“Se eu pudesse ter feito algo para evitar…”
Doloroso admitir mas, talvez, sim. Um “não”, dito à hora certa, talvez…
“E se…” é sempre tão difícil digerir!
Perder um filho é uma dor excruciante. Muito pior se, de forma violenta!

Tiremos a responsabilidade das costas dessa mãe, tão sofrida e, tomemos a nossa:
O mundo de hoje anda meio estranho…
Expõem a vida( e muito mais coisas!) em programas como BBB e a internet vira uma grande vitrine em liquidação! Orkut, Facebook, Twitter…Careta é quem não está nas redes!
Afastar os filhos, proibi-los, não seria uma saída inteligente mas, contraditório é deixar que se exponham no mundo virtual e, no real, achar normal que tenham o direito de impedir a entrada dos pais no próprio quarto!
“Pai moderno” não interfere na “privacidade” dos filhos. Não diz: “não”. Não se “intromete”. Chamo a isso, de: permissividade ou, “tapar o Sol com a peneira”! Muito mais grave a falta do pai, quanto menor a idade do filho!
Devemos, sim, estimulá-los à independência e maturidade mas, não podemos descuidar: eles precisam de orientação em questões importantes, que poderão mudar o rumo da vida deles!

Dias atrás escrevi a uma amiga sobre o filho que está na Alemanha. Ele tem 17 anos, terminou o ensino médio agora e, teórica e “naturalmente”, “deveria” ter disputado o feroz vestibular, como os colegas de escola. Alguns desses, até que se saíram bem.
Não posso diminuir: é motivo de orgulho para um pai dizer que o filho passou no vestibular da faculdade mais concorrida, mais difícil e, quanto menor a idade, maior o “status”!
Muitas vezes questionei-me se, o que fizemos foi o melhor para ele. Felizmente, são apenas dúvidas passageiras. Mesmo que se atrase para entrar na faculdade, 1 ou 2 anos não serão nada comparados à experiência que adquirirá, aprendendo a se virar num país estranho. Claro que nem todos podem fazer o mesmo mas, se fosse possível adiar a escolha da profissão para quando estivessem mais maduros, que bom seria!
Às vezes é preciso ter a coragem de dizer: “ainda, não!” Tudo a seu tempo, como escreveu Salomão.

Eloá morreu aos 15 anos. Namorou 3 anos um rapaz que, antes de ser apresentado a ela pelo próprio irmão, sabia-se que já não era lá uma “flor que se cheirasse”. Iniciou, portanto, essa “ligação perigosa”, com apenas 12 anos!
Sem falso moralismo ou, querer aqui fazer julgamento injusto de uma situação que desconheço detalhes: o problema não é a pouca idade mas, a liberdade sem limites! Comecei a namorar como Eloá, aos 12, mas numa época em que a autorização prévia dos pais “era usual e necessária”! E, caso pai e/ou mãe não concordasse, nada feito!
Apesar dos tempos serem outros(mais difíceis!) precisamos continuar vigilantes, conhecer os amigos dos filhos, saber por onde andam, navegam…
Em breve, os nomes dos personagens dessa triste história serão esquecidos( até, o da advogada cabeluda, como é mesmo o nome dela?!…). Semana que vem, a Sônia Abrão passará a tarde discutindo assunto mais importante: outro paredão do BBB. Tudo volta ao seu “normal”.
Enquanto isso, sugiro que aproveitemos o apagar das luzes para refletir um pouco.
Sejamos atentos! Fechar os olhos não nos exime de responsabilidades.

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32 Comentários

  1. Bom dia, Laély!
    Se me permite, publiquei em meu facebook o link para essa postagem.
    Muito oportuno o assunto.
    Meu filho ainda é pequeno, e a outra, ainda está por chegar. Porém, penso como você. Certas decisões e pemissões devem ficar a cargo dos pais.
    Formar um cidadão crítico e responsável é muito mais difícil do que formar um filho na universidade.
    Me lembro dos tempos da faculdade em que uma professora dizia: “Não proíba seu filho de assistir “tal” desenho, sente-se com ele e ajude-o fazer as críticas necessáias àquela situação.”

    É isso!

    Mas me parece que a falta de tempo de alguns pais vai continuar permitindo que nossos jovens sejam vítimas de si mesmo.

    Grande beijo e ótimos dias de folia…rs

    1. Daniele, é exatamente isso: por falta de tempo, muitos pais preferem acomodar-se e evitar embates ou, para compensar a falta de atenção, dizem “sim” a tudo.
      É desgastante contradizer um adolescente mas, em certas situações que envolvam saúde, segurança e futuro é importante que os pais acompanhem de perto e apontem um rumo certo, sempre com diálogo.
      Somente no Brasil há essa pressão pra que o adolescente entre na faculdade, assim que termine o EM. Na Europa, a cultura e costume é diferente: eles viajam, fazem intercâmbio, trabalho voluntário e, só depois de mais maduros escolhem a carreira-outra cabeça, né?
      Obrigada por comentar.
      Abraço!

  2. Acompanho seu blog, mas normalmente não comento, as vezes pela correria, e as vezes por eu não ter nada a acrescentar, aí prefiro ficar quieta hehehehe..

    Então, o que acho do mundo hoje? Os pais não se responsabilizam tanto pela criação dos filhos, eu não to dizendo que devam mimar, colocar no ingles, natação, escola integral… mas eles esquecem que respeito e valores se aprende com a familia, e que criança é uma esponja, devemos dar exemplo, pois tudo que fazemos ou deixamos de fazer, de alguma forma se reflete nos filhos. Duas pessoas resolvem ter filhos, porém, muitas vezes sem condições para tal, não somente condições financeiras, mas mentais também. Conheço muitos casais que uma das partes diz querer ter o filho por ser muito bonito ter e que quer muito ter, mas que o filho terá de se virar sozinho, que não deixará de fazer suas coisas por conta dos filhos, vai continuar comprando carros caros, o filho que se vire num colégio publico… como uma criança dará valor aos pais desse jeito? Ele pensará: Já que meu pai nem tá aí, então, pra que vou respeitar ele?

    Por isso que digo que filhos só os terei com boas condições financeiras e mentais, quando me sentir madura para assumir uma missão tão bonita, porém, que requer extrema dedicação, atirar as crianças no mundo para que ele mesmo os ensine valores errados não é pra mim não…

    Boa postagem, me inpira para escrever um bom texto tbm!

    bjus!

    1. Oi, Sammy!
      É uma discussão interminável essa: quem deve educar, pais ou escola?
      Acontece que alguns transferem para a escola, a responsabilidade de passar valores e princípios ao filhos. Acaba que, nem um, nem outro educa! A rua educa!
      Escola é pra ensinar Matemática, Física, Português…se puder ensinar como se comportar, melhor, mas quem deve fazer isso na escola da vida, primeiramente são os pais! E disse tudo: começa dando bom exemplo!

  3. Bom dia,
    É preciso que os pais voltem a falar “não” para seus filhos.
    De maneira firme e não violenta. Conversem com seus filhos eles vão entender.
    Nunca bati em minhas filhas, mas com certeza falei muitos “nãos”
    e hoje falo pra minha neta de 15 anos.
    Quer ir a festas,cinema,shopping, casa das amigas? OK, eu ligo pras mães,eu levo e vou buscar,eu conheço os amigos, convido a vir aqui em casa.
    Hoje alguns amigos das minhas filhas são meus também e os meus são delas também.
    beijos

    1. Ângela, você foi mãe atenta e agora, uma vó antenada! rs
      Acho que pai não tem que se “enturmar” entre os colegas dos filhos e se comportar como um deles. Pai tem de ser pai e isso inclui impor limites. Se for companheiro, melhor, dos filhos e dos amigos dos filhos, mas a maioria desses se sente constrangida quando o pai age como um garotão ( vale para as mães “garotonas”, também. rs).
      A gente precisa respeitar o espaço deles, sem descuidar.
      Abraço!

  4. Condenar ou não os pais de Eloá realmente não nos cabe. Mas serve de alerta aos pais: amigos dos filhos devem ter nome, sobrenome, endereço e quando menores de idade necessariamente telefone dos pais. Não considero ser “moderno” ou “atual” filhos adolescentes terem amigos chamados “Tetê”, “Lu” ou “Cabeção” e quando questionados sobre o nome a resposta é evasiva, “ah, mãe, é uma pessoa legal. Para ser uma pessoa legal no sentido literal da palavra é necessário nome, sobrenome, filiação, endereço e profissão.
    Agi assim com meus filhos e não tenho um segundo sequer de arrependimento. Ambos estão muito bem casados e sem traumas por terem ouvido muitos “não” quando estavam sob minha responsabilidade.
    E que venha o carnaval com suas cenas deprimentes…

    1. Beth, você foi eloquentemente objetiva! Na prática, ficar atento inclui isso, também: “conhecer”( embora essa palavra seja difícil de interpretar, hoje em dia!) quem anda com os nossos filhos e, se possível, os pais desses!
      Aproveita o carnaval pra assistir a uns bons filmes. Vai evitar as “cenas deprimentes”…rs
      Abraço!

  5. Vivemos tempos difíceis e a tendencia é que piore…fatos como esses serão cada vez mais frequentes. Cabe aos pais ficarem vigilantes e tentar minimizar os perigos a que os filhos estão expostos, ja que não é possível evitar que metam em encrenca. Finalmente encerrou o julgamento, não suportava mais ligar a tv e ouvir especulações sobre o “caso Eloá”.
    bom dia!

    1. Lidiane, não dá para criá-los numa bolha, né?
      Dias atrás meu filho, na Alemanha, contou que foi numa festinha de aniversário de uma colega de intercâmbio: só jovens e, muita bebida.
      Perguntei-lhe como se saiu, já que não bebemos e ele, também. Respondeu que, para evitar explicações desnecessárias e pressão, pegou um copo de uma bebida, das mais fracas, molhou a boca e ficou assim, de copo cheio na mão a festa toda. Achou engraçado ver os colegas se embebedarem enquanto ele, sóbrio.
      Dei-lhe os parabéns, afinal, ele não está lá pra converter ninguém, dar sermão e nem, ser convertido.
      Há mais de 2 anos resolveu ser vegetariano e nem por isso, deixou de acompanhar os colegas à comemorações com carne.
      Essa é a educação: ensiná-los a fazerem as melhores escolhas sozinhos, confiar neles. Mas para ensinar é necessário convivência, persistência e paciência.
      Abraço!

  6. La… era sobre EXATAMENTE isso que marido e eu falávamos hoje de manhã!!! Não tirando o sofrimento da mãe, onde se encaixa a “culpa” dela?? Tenho um menino que vai fazer 17 anos (e como já te disse, deve seguir o mesmo caminho que o teu!) e tenho tbm 3 meninas. Como eu teria agido, o que penso em relação à isso??? Como uma mãe permite um envolvimento no nível desta garota com apenas 12 anos???
    Tenho certeza absoluta, que se os novos pais, não retomarem as rédeas, o mundo não vai ter conserto! A falta de limites, respeito, autoridade e desapego, transforma jovens em delinquentes.
    Esse é um assunto extenso… mas concordo com vc em nº e grau!!
    beijo, flor!!

    1. É o problema dessa geração criada sem limites, agora, adentrando mercado de trabalho: são capazes, bem formados, viajados, antenados, mas não conseguem seguir regras, encaixar-se no emprego, muitos desajustados, profissional e emocionalmente…
      Não adianta sempre dizer “sim”, se a vida nos fala “nãos”, a toda hora!…
      Lindemberg não aprendeu isso, provavelmente…Eloá, nem teve tempo…
      Abraço!

  7. Você falou tudo. Eu que tenho uma filha adolescente, consigo me colocar no lugar daquela mãe de coração dilacerado por ter tido a filha morta com absoluta crueldade. O medo se faz frequente dessa violência atual, mas temos que tentar viver da melhor forma possível, fazendo cada um sua parte para termos um mundo melhor.
    Beijos

    1. Carol, precisamos tomar cuidados devidos: os tempos estão cada vez mais difíceis, mas não é o medo que deve nortear a educação dos nossos filhos.
      Falou certo: cada um faz a sua parte, sem fugir às responsabilidades.
      Abraço!

  8. Lá, maravilhoso post !
    Concordo com tudo que disse! Em casa, ainda tenho uma pré-pré(rsrs) adolescente, mas acredito que a falta de limites gera o espaço para situacoes perigosas acontecerem. Sinto que é minha obrigacao esse cuidar, acompanhar, ensinar …
    Quanto a entrada na faculdade, também concordo plenamente que tem pais que fazem disso, uma oportinidade de exibicionismo e que cada um tem seu tempo e suas necessidades, o que seu filho está fazendo é maravilhoso ! Não tem preço ou tempo que pague isso.
    Outro ponto que me chama atencao, são aqueles pais que suprem qualquer falta, com satisfacoes materiais. É muito mais comodo do que enfrentar a responsabilidade de educar o filho.
    E … sim !!!! a vida nos dá muitos nãos e o que mais tem são pessoas despreparadas para as frustracoes da vida !
    Posso errar muito na educacao dos meus, mas eu nao poupo da realidade nao … a gente tem que saber a hora do sim e do nao.
    Beijo e ótimo final de semana pra vc !

  9. Laély, incrivél como esse texto seu afina com o meu pensamento.
    Educar, criar dá trabalho, mas é melhor ter trabalho qdo filhos pequenos e adolescentes do quer dor de cabeça mais tarde.
    Enfim, vou compartilhar seu post no face e quem sabe abre os olhos de algumas mães, pais…
    bjs e bom feiradão.

  10. É La,muito boa reflexão!
    Mas fico me perguntando se ela não seria vítima desse louco mesmo com um não,ou uma outra menina qualquer…
    Na verdade,tenho muito medo dos outros porque saímos do mundo bárbaro,evoluímos,ficamos civilizados e bárbaros de novo.
    Hoje os filhos são o centro de tudo,não podemos dizer não e dar diretrizes em prol dos filhos virarem caretas,fora de moda!
    O meu que fará 16 em março briga muito para ser o mais velho e eu resisto dizendo não!Vários argumentos do tipo porque não,porque eu,porque isso,aquilo…
    Às vezes respondo apenas porque ele ainda não tem idade!E ele me faz aquela cara de não acredito!
    Mas eu acredito nisso e mantenho missa posição,mesmo achando que estou sendo permissiva demais…
    É complicado!!

    bjs

    1. Milena, acho que não se pode complicar muito. Sua resposta pode parecer incompleta para eles mas, suficiente. Esse embate é desgastante, ainda mais, quando argumentam: “todos os colegas podem, por que eles, não?”. No final, quem tem de assumir e fazer cumprir as regras somos nós, os pais. E no fundo, no fundo, eles gostam de limites: faz com que se sintam importantes e seguros.

  11. São tragedias anunciadas até eu passei por isso ,só que consegui sair com algumas lesões e hoje vejo que nossos jovens estão cada dia mais soltos e tudo se pode,concordo com vc plenamente,bjsss

  12. Hoje temos estatutos para garantir direitos básicos que não são respeitados (da criança e adolecente, do idoso). Será que chegará a hora de se ter um Estatuto da Paternidade Responsável, onde se “obrigue” pai e mãe a criar e educar seus filhos?

    1. O ECA responsabiliza os pais quando a coisa desanda, mas não orienta, nem fiscaliza.

      O problema é que, se for necessário “obrigar” a paternidade responsável, já deixou de ser responsável, mas o ECA já foi uma gota nesse oceano turbulento.

  13. Ainda não sou mãe, mas penso de maneira muito parecida com a sua. Acho uma temeridade deixarmos que nossa crianças se comportem de maneira “adulta” cedo demais.São as roupas, as atitudes, as festas, os relacionamentos tudo traz essas crianças para um mundo cada dia mais cruel e sem limites. Confesso que temo pelos filhos que ainda penso em ter. Acho que suas palavras são muito convenientes e necessárias.

    1. Verdade, Hildeny. A tendência é queimar etapas. Mas isso é o resultado do tempo em que vivemos: tudo acelerado, mesmo.
      Reparava esse “fenômeno” outro dia, na academia que frequento: cada dia mais comum meninas de 12-13 anos “malhando”. Na minha época, acho que a pressão não era tão grande assim: hoje em dia não basta ser magrinha, tem de ser “sarada”! E essa cobrança, numa fase em que as meninas ainda estão se transformando em mulheres é perigosa!
      Abraço!

  14. Como é difícil ser pai e mãe, não pecar pela permisividade, saber dosar a quantidade de ‘nãos’, conseguir estimular sem recriminar, oferecer o pão nosso de cada dia, segurança e ainda auxiliar na escolha da carreira. Cansei só de pensar. Esse lance da escolha da profissão tão precoce me irrita profundamente, é assunto recorrente aqui em casa. A mais velha começou a cursar Psicologia aos 18 anos, no sexto período empacou. Como ela utilizou do livre arbítrio na escolha do curso, jogamos a responsabilidade para cima dela. Pelo meu marido todos fariam engenharia…rsrsrsrs. Preferencialmente civil ou de mina. Enfim, a empurramos mais um ‘cadim’ e ela fez até o oitavo período. Pediu para fazer Gastronomia e mudar para o ES, condicionamos tudo isso ao término do curso de Psicologia, Por enquanto está dando certo, é duro ver tanto tempo de estudo e investimento financeiro jogado fora. Não tivemos essa oportunidade, queremos que eles usufruam de tudo que estamos podendo oferecer. Sempre digo: estude, viaje, coma, leia tudo que puder. O menino do meio está apaixonado pela Agronomina (Deus conserve) e a caçula ainda pensa o que fazer, talvez Arquitetura. Eles já ouviram muitos ‘nãos’ ao longo da vida, já fui dura o bastante com eles, hoje, finalmente posso ficar mais relaxada. Mas tivemos muito trabalho até chegar aqui. Valores não são negociáveis, todo o resto sim. Beijocas!

    1. Taia, até nos erros crescemos. Não considere como perda de tempo, ou de dinheiro( talvez, né?…rs), assim como não estou considerando perda, o fato do meu Vinícius atrasar a entrada na faculdade.
      A situação enfrentada pela sua filha é até bem comum, resultado, creio, da imaturidade. Acho uma escolha difícil e importante demais, nas mãos de um adolescente! É muita pressão psicológica nessa fase, mesmo com total apoio da família! Mas, enfim, é um rito de passagem.
      Por mim, o filho mais velho não teria feito Psicologia mas, resolvido, sua opção foi respeitada.
      Tenho certeza que sua filha, agora mais madura, seguirá uma carreira, mais feliz e preparada.(Sou suspeita, porque meu sonho é ainda fazer o mesmo que ela!).
      ( Espero poder conversar mais, sobre isso e outras coisas, pessoalmente e, em breve! rs)
      Beijo!

  15. Boa noite Laély, você foi direto ao ponto: liberdade excessiva.
    Talvez por termos sido criados com muitas restrições, , onde nada se permitia, acreditamos que liberando tudo, será melhor. Tenho refletido muito sobre esses assuntos e sinceramente não encontro palavras, estou paralizada mentalmente e muito assustada, porque tenho filhos e netos. Acredito que o único remédio disponível é a fé em Deus. Ter fé para se sentir segura na hora de dizer um não. A vida é cheia de obstáculos, devemos educar nossos filhos estabelecendo limites, sendo coerentes e firmes nas decisões. Abraços carinhosos

  16. Com certeza Laély! Concordo com o que tu escrevestes! Hoje em dia a maioria dos pais permitem tudo, nem sabem por onde os filhos andam e acham normal o filho a filha namorar com 13, 14 anos. Mal conhecem o moço, nem mesmo sua família, e depois do leite derramado vem chorar as pitangas… Tudo bem, o caso Eloá foi uma tragédia, mas nesse tempo todo tenho certeza quem não pensou, poderia ser evitado! Se o cara não era boa coisa, por que o irmão não pensou mais na irmã e não o apresentou a ela? Se a filha tinha APENAS 12 anos, UMA CRIANÇA, DE MENOR IDADE, pq os pais permitiram tal namoro??? Se fosse minha filha jamais permitiria uma coisa dessas! DEPOIS acontece alguma coisa de ruim,

  17. …. QUEM RESPONDE POR TAL COISA? Os responsáveis, os pais! O caso Eloá, assim como o caso Nardoni, e outros que abalaram o nosso País só servem de alerta, alerta para que as pessoas sejam menos ingenuas e mais espertas diante das pessoas. Jamais entregaria um filho meu a alguém com caráter duvidoso, violento, mal escrupuloso, mentiroso. Temos que ser verdadeiros, assumamos nossa parcela de culpa em nossos atos, é fácil apontar e entrave no olho do outro quando no seu próprio olho tem entrave maior. Não estou responsabilizando os pais e o irmão pela morte da Eloá, que fique bem claro, acho que foi justo o julgamento de Linderberg, ele vai pagar pelo que fez, mas e os outros? E aquela eterna duvida do E SE…. Acho nesse aspecto, 98 anos de cadeia não apagariam tamanha dor e remorso. E NÃO ESQUEÇAMOS, o pai de Eloá tb está preso, acusado pela morte de uma pessoa, JÁ PENSARAM NISSO??? Valores não se vendem e nem se compram na esquina, se formam dentro de casa, com pessoas que são comprometidas umas com as outras, apesar das falhas e dificuldades do dia a dia. SEJAMOS SÁBIOS a julgar essas situações. E que Deus acima de tudo que aconteceu nos ensine mais sobre a vida com tudo q aconteceu e conforte a família de Eloá e tb a de Linderberg. Abraços!!!!

    1. Como diz o ditado:
      “Quem vê cara não vê coração!”
      É difícil julgar ou conhecer as pessoas, hoje em dia; apesar da superexposição na internet, estamos cada vez mais superficiais nas nossas relações.
      Mas algumas coisas são tão óbvias, quanto: 2+2=4!
      Lindemberg já tinha ficha suja na polícia. Com certeza não seria o namorado mais confiável, para uma menina de 12 anos.
      Abraço!

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