Andanças

De volta à rotina, isto é: muita correria, desde o início da semana!
Na segunda tive um probleminha técnico que impediu meu acesso ao site. Já tarde da noite a Nana Richetti socorreu-me, via Skype: só um susto! Obrigada, Nana!

Quando resolvi escrever o último post, ainda no Rio, pensei que seria algo tão particular que, talvez não interessasse à maioria. Para minha surpresa, as reações foram muitas e, calorosas: só tenho a agradecer o carinho. Como respondi nos comentários, amor e saudade não se limitam a idade, sexo, lugar…são sentimentos universais, o que talvez explique a identificação com o assunto do post.

Estava ansiosa por notícias. Infelizmente o filho ligou, justo quando não estava em casa; mas falou com a avó materna, tranquilizando a todos: viagem boa, foi bem recebido, está gostando do lugar e da família, fez amizade com outros colegas de intercâmbio, enfrentou -10°C e já começou a estudar: neste primeiro mês, imersão na língua alemã para poder acompanhar a turma, na escola de Ensino Médio.

Hoje recebi um e-mail simpático da mãe alemã temporária( nessa primeira fase e destino, ficará apenas 1 mês), mostrando entusiasmo por receber o Vinícius, descrito como um menino “cheio de vida” e com “brilho nos olhos”.
Então, apesar da apreensão e medo da saudade o coração está tranquilo, sabendo que essa experiência será enriquecedora, especialmente para ele.

Como a mãe hospedeira escreveu-me: receberemos de volta um “filho adulto”. Enquanto houver brilho nos olhos dele, as lágrimas nos meus não serão em vão.

Mas, mudando temporariamente de assunto: em nossa curta passagem pelo Rio, não poderia deixar de aproveitar a cidade. Porque, como compôs o mineiro Lô Borges:
“Te ver e não te querer
É improvável, é impossível…”
O Rio é assim: irresistível!

Cheguei a fazer um post especial sobre nossa visita ao Teatro Municipal, em junho( pena, perdeu-se na mudança do blog…). Desta vez ficamos bem perto dele, nas imediações da Cinelândia: um quarteirão bastante erudito pois abriga, além do Teatro, o Museu Nacional de Belas Artes e o Centro Cultural da Justiça Federal, a seguir:
Teatro Municipal do RJ
Andar pelo Centro é caminhar pela História: onde o Brasil começou. Mas é conviver com modernidades como o metrô e, camelôs antenados com as últimas tendências de “marketing”.
Este é o “show man” do cortador de legumes, com direito a microfone de artista:
Ambulante DJ
Os chiques dos tempos antigos circulavam por aqui.
Uma pequena confeitaria portuguesa, bem no Centro do Rio, costumava receber artistas, como Chiquinha Gonzaga:
Cavé
Além de servir doces típicos portugueses, à base de gemas e muito açúcar, um biscoito folhado que me é irresistível, mesmo em dieta:
Palmier
Mais andanças pelas lojas dos arredores, aproveitando a temporada de promoções( aliás, fiz ótimas compras!) e, uma imperdível pisada na Colombo:
Colombo
No Rio você encontra de tudo, inclusive, blogueira famosa pelas ruas…
Não estou falando de mim porque, de famosa não tenho nada, mas sim da Cris Guerra, do Hoje Vou Assim. Naquela tarde encontrei-a assim, saindo da Colombo:

A Cris é de BH, mas estava na cidade cobrindo o Fashion Rio, numa feliz coincidência.
Fiquei tão embasbacada com o adereço que usava na orelha E: um “ear cuff”, parceria dela com a Lita Raies!

Acreditem: sou muito tímida, mas depois fiquei me martirizando por não ter tido a coragem de pedir-lhe uma foto, juntas!
Confeitaria Colombo
De volta à Cinelândia, o Centro Cultural da Justiça Federal:
Centro Cultural da Justiça Federal-RJ
Os ladrilhos eram comuns e um, mais bonito que o outro…
Centro Cultural da Justiça Federal-RJ
No chão ou no teto, sempre uma surpresa agradável ao olhar:
Centro Cultural da Justiça Federal-RJ
Os castiçais, uma riqueza de detalhes:
Centro Cultural da Justiça Federal-RJ
CCJF-RJ
O vitral da entrada é imponente:
Centro Cultural da Justiça Federal-RJ
Mas há outro mais simples, não menos bonito, no andar superior, emoldurada pela escadaria de ferro:
CCJF-RJ
Num dos salões mais belos do CCJF, pinturas nas paredes e teto:
CCJF-RJ
CCJF-RJ
Fica até difícil imaginar o que seria viver nessa época!
Tá rindo de quê?…
Centro Cultural da Justiça Federal-RJ
Centro Cultural da Justiça Federal-RJ
Vale uma paradinha no café local, junto à recepção do CCJF, para saborear uma refrescante e colorida soda:
Soda refrescante no CCJF-RJ
O atendimento é ótimo e as comidinhas, também.

Voltando ao tema inicial, reproduzo aqui a letra de uma música do Milton, indicada pelo leitor Eduardo Aparecido Silva:
Meu Menino
(Milton Nascimento)
Se um dia você for embora
Não pense em mim
Que eu não te quero meu
Eu te quero seu
Se um dia você for embora
Vá lentamente como a noite
Que amanhce sem que
A gente saiba
Exatamente
Como aconteceu
Se um dia você for embora
Ria se teu coração pedir
Chore se teu coração mandar
Mas não me esconda nada
Que nada se esconde
Se por acaso um dia você for embora
Leve o menino que você é.

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31 Comentários

  1. Laely,
    Passear no Rio é no minimo um deleite , o seu centro e seus prédios seculares é uma sensação de viagem no tempo mesmo, e muito charmoso também, é viver uma “La Belle Epoque Tupinikim”, gosto muito, me encantou o seu texto desprentecioso mas com um bom teor de informações e um “Q” de sabor.Querida, vc está tão bem com seus textos que daqui a pouco com certeza irá pintar uma oportunidade de escrever para revistas especializadas.parabéns pelo post, pela viagem, pelas garimpagens !Bem vinda ao lar novamente.

    1. Nossa! Um emprego dos sonhos, não? Como aquele do homem, fazendo comercial de cerveja com belas garotas…rs
      Obrigada, Beatriz. Tem me faltado tempo para escrever. Não gosto de fazê-lo sem pesquisar antes.
      A parte mais antiga das cidades é a que mais me seduz. Triste é perceber que, na maioria, o grande centro fica largado: um descaso com a nossa história.
      Abraço!

  2. Ah, que coincidência!! Dia 18 eu estava lá, caminhando pelos mesmos roteiros! Tem uma exposição no Centro Cultural do Tribunal Federal que é maravilhosa! E eu amo a Soda Italiana de Maracujá Vermelho! Um espetáculo! Fora a Colombo e a a Cavé e seus doces portugueses (pastel de nata, ferradurinha, casadinho de doce de leite….) huuuuuuummmmm!! Delícia de cidade, de cultura, de arquitetura e herança portuguesa. Beijos!!

  3. Olá Laely,
    Eu também amooo o RJ, como meu marido é carioca e a família mora toda por lá eu sempre vou para a Cidade Maravilhosa. Eu tanto não paro, ando para todos os lados e me falta tempo porque sempre que vou fico poucos dias.
    Suas fotos estão lindas!
    Beijos :o)

  4. Laély, seu post anterior foi de tanta emoção, que li, reli e li de novo e até fiz por várias vezes algum comentário, mas não enviei, pq achei muito “pequenos” diante do que vc escreveu. Hoje, “criei coragem” e venho dizer que vc representa muito bem os nossos sentimentos de mãe… E que bom que seu filho está feliz, como vc bem colocou, o brilho nos olhos deles(nossos filhos) valem todas as nossas lágrimas e que assim os dias na Alemanha sejam, cheinhos de brilho nos olhos do seu Vinicius.
    E o Rio é Maravilhoso na sua natureza privilegiada e nos detalhes criados pelos seus, e vc os observou lindamente. Bjs.

  5. Oi,La,o Rio é um universo diverso!
    Pena que através da nossa formação cultural,saímos daqui para ver prédios antigos e lindos(com certeza) em terras distantes,sem antes conhecermos os nossos.
    Não sou ufanista,mas também não sou louca de ignorar o que temos de belo ao nosso lado,

    bj

  6. Bom dia Laély!
    Suas palavras emocionam. Logo logo seu filhote (rapaz) estará de volta.

    Obrigada por compartilhar as fotos maravilhosas que tirou. Estou encantada!

    Adoro seu blog. Tenho aprendido muito com seus looks.
    Abraço, Erika (kit)

  7. Laély, é curiosa nossa espera por notícias…Lembro-me da primeira viagem internacional de minha filha, quando tinha 6 anos, e de meu aperto no coração por ver aquela pirralha seguindo no aeroporto. Tiveram outras viagens, cada uma numa fase diferente de sua vida, mas meu sentimento continuava o mesmo…Hoje, ela completa 21 anos e continuo ansiosa sempre por suas notícias, mesmo que seja um torpedinho me avisando que chegou bem numa balada. Na verdade, ficamos muito apreensivas por eles, e é uma mistura de sentimentos: felicidade, alívio, amor, que só mesmo num coração de mãe pra caber isso tudo. Beijo grande em vc, Helka

    1. Embora não o tenha visto, desde que partiu, preocupo-me com esses detalhes.
      Quando minha mãe contou que ele ligou, quis logo saber se ela achou o tom de voz dele animado, o que me confirmou.
      São entrelinhas que talvez só mulher e mãe perceba.

  8. Lá, quando li sua frase: “enquanto houver brilho nos olhos dele, as lágrimas nos meus não serão em vão” … fiquei aqui como boba, emocionada … muito forte isso .. que verdade !
    Ladrilhos … acho demais ! Curto tb. Adorei as fotos!
    Beijo

  9. Oi Laély!

    Apesar de não comentar, acompanho sua história quase todos os dias…que bom que seu filho chegou bem, e está se adaptando. Experiência maravilhosa para ele, e será bom prá voces tbm.
    Meu filho tem 16 para 17 anos, e ainda o mantenho na barra da saia, não que seja muito consciente, mas acabo fazendo, e isto o está limitando (disto eu tenho consciência!). Adoro sua maturidade quanto a assunto filhos…estou aprendendo com suas palavras e reflexões.
    Um beijo querida!

    1. Ih, Sílvia! Estou aprendendo e ainda longe do equilíbrio!
      Uma francesa que conheci, disse certa vez que mãe brasileira é como galinha: gosta de manter os filhos todos debaixo das asas. Os europeus não são assim: estimulam a independência, desde cedo.

  10. Oi Laély, acompanho seu blog todo dia. Fico esperando poder chegar em casa e ler o que escreveu. Você escreve com os mesmos sentimentos que tenho como mãe,dona de casa etc…, me sinto tão “normal” quando leio o seu blog. E as vezes até sonho em morar num lugar assim como o seu, um pouco de mato em volta, quantas fotos lindas no seu blog.Obrigada por fazer meus dias mais gostosos.

  11. O doce “tipicamente” português chama-se palmier (o nome e origem são franceses) mas existe em todas as confeitarias/pastelarias de Portugal. Algumas fabricam uns mesmo deliciosos (sendo a especialidade da casa) outras nem tanto. Nas que fazem bem, eu costumo pedir para acompanhar o café! hummm… :p

  12. Oi Laély, fico contente, seu coração(zão) já está mais tranquilo. Mas o que gostei é de sentir o Rio com seus olhos, temos muitas belezas nas cidades, você precisa fazer mais tours.
    E concordo que o palmier é uma tentação, eu também tenho compulsão por eles. Abraços carinhosos

  13. Tive que vir comentar!
    Nem falo nada do intercambio do seu filho pq eu vou chorar….
    Tu foi na minha doceria preferida!
    A Cavé!
    Sim, prefiro ela a muitas outras!
    Tem um doce (se nao me engano almofada de amendoas) que é simplesmente divino!
    Eu passava em frente todos os dias e por muitas vezes era uma parada obrigatória pra mim!
    Nos sábados ia pelo Paço Imperial… dai me deliciava com os paes doces que falei.
    Ali perto, na Igreja que tem logo adiante, tem uma loja de bonecas de pano lindas!!!
    Bjs mamãe saudosa!

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