Nem spock explica!

Imagine se Dr. Spock, de Star Trek, fosse mandado à Terra em missão exploratória, traçar o perfil cultural do planeta e seus habitantes, em pleno 2011:
Primeiro é teletransportado a um baile funk, nalgum morro carioca. Depois das primeiras impressões e anotações vai parar num show sertanejo, no Brasil Central. Uma esticada até o Pará é descrita no roteiro como “paradinha imperdível”, com direito a degustação de uma cuia de tacacá enquanto acompanha milhares de pessoas sacolejando e dançando ao som de Calypso. Para concluir o tour com chave de ouro cai no meio de uma micareta, no Nordeste: num aperto literal é  jogado, de um lado para o outro, em meio à uma multidão pulando mais que pipoca na panela.
( Nada contra a música gaúcha mas, antes que pudesse pensar numa passagem pelos pampas é teletransportado de volta à nave mãe.)

No seu relatório de viagem ao Capitão Kirk faz um resumo do material coletado, com a máxima:
“Fascinante, Capitão, mas não vejo utilidade lógica para isso!”

Talvez a mente de um vulcano como Spock não seja capaz de entender essa música, que arrasta multidões no Brasil e faz tanto barulho lá fora. E, cá pra nós: não dá para imaginá-lo sambando ou dançando axé! Vamos fingir, que isso não é problema nosso.

Já contei por aqui, que meu filho do meio viajará em janeiro e passará 1 ano fora do país. Num dos primeiros contatos com a família que o receberá na Alemanha, perguntamos a eles se gostavam de música brasileira. Uma pausa, até nos mostrarem o pouco que conheciam da nossa cultura enquanto eu cochichava com o filho, ao lado: “só falta, agora, eles tocarem funk”! O filho chamou minha atenção: imagine se, na pátria de Beethoven e Bach, funk teria vez! Acontece que na família há duas adolescentes e, adivinhem o que nos mostraram?: Um legítimo funk carioca! Eu e meu menino nos entreolhamos e, caimos na risada!

Aí, fiquei pensando: qual é a cara do Brasil lá fora? O que identifica melhor nossa cultura para os gringos? Como nos explicaríamos ao Dr. Spock, por exemplo?!..
“Tente entender, Sr. Orelhas Pontudas: nosso mais famoso escritor é Paulo Coelho, embora façamos pouco caso dele. A música mais repetida e coreografada, no momento, é de um tal Michel Teló, embora a letra seja de gosto duvidoso( ou, melhor: indubitavelmente, de mau gosto!)…Simples, não?”
Também não entendi por que, justo nessa hora, ele saiu correndo desesperado, com as mãos na cabeça, esboçando pela primeira vez na vida alguma emoção: “I don’t understand! I don’t understand!…”

Algumas emoções são inexplicáveis, mesmo! Parafraseando RC: o importante é vivê-las!
Falando nisso e, nele, em Michel Teló: confessou que chegou a ficar “arrepiado”, ao ouvir Cristiano Ronaldo cantar o hit “Ai, se eu te pego…”
Só uma explicação, para o “arrepio” sertanejo: “É o amoooor!”

Mas estamos em clima de festa, de confraternização, afinal, é fim de ano! O amor deve reinar nos corações! Sertanejo deve abraçar metaleiro,  pagodeiro, dividir o mesmo sorvete com chicleteiro…
Eu juro:  tenho me forçado a um exercício de tolerância, afinal, essa mescla de raças, sabores, ritmos e culturas é o que nos faz brasileiros!

Sem perder a chance da última espetadinha:
Vendo as chamadas para o “Show da Virada”, na Globo, cheguei a ficar penalizada com aqueles que, por absoltua falta de opção e companhia, serão obrigados a acompanhar as atrações da noite com Zezé di Camargo&Luciano, Chitãozinho e Xororó, alguns da nova geração sertaneja, pagodeiros, axezeiros e, acreditem, até Karla Perez!
Sem preconceito: quer um conselho, para não ter dor de cabeça nesse fim de ano? Coma e beba com moderação, faça as pazes com quem precisa, se for o caso e,  o show da virada…na cama!

Em qualquer ritmo e, para todos os gostos: feliz 2012!
“Paz na Terra, aos homens de boa vontade!”
Ou, como diria nosso insensível vulcano:
“Vida longa e próspera!”

 

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Causando boa impressão

Hoje recebi minha mãe e irmã, vindas de Belém. Na bagagem açaí, polpa de cupuaçu, bombons do Pará, tucupi, jambu, tapioca, farinha: sabores que não se encontram, nem podem ser reproduzidos por aqui.
Isso só aumenta minha vontade e responsabilidade de fazer uma ceia de ano novo, melhor que a natalina.

Ainda decidindo o cardápio do dia, mas a arrumação da mesa também precisa ser caprichada.
Pequenos detalhes, ajudam a fazer a diferença.
Já pensou, seu convidado ser recebido à mesa com um presentinho como este?

Skip to my Lou

Pode ser algo simples: um bombom, ou um bilhetinho de ano novo, enfim, um carinho a mais!

O modelo da caixinha pode ser encontrado aqui, para impressão. Depois é só recortar, montar e amarrar com uma bela fita seus melhores desejos para 2012!

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Enchendo linguiça…

Depois de quase 3 meses de tempo instável e céu nublado o Sol voltou a aparecer por aqui( apesar da previsão de muita chuva para os próximos dias).
Só que, nos dias mais quentes, a vontade é de me jogar no sofá e vegetar o resto da tarde…

My Sweet Savanah
Mas não posso me queixar, pois o clima na serra é sempre mais ameno. Tenho o privilégio de sentir um ventinho frio no rosto( e, não é de um ventilador!), enquanto escrevo este post preguiçoso.
(Santa Teresa, eu sempre vou te amar! Só me dá um desconto, que eu tô meio gripada.)
Hulk vai fazer sala pra vocês, enquanto me recupero na cama…
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Ops! Parece que ele também não está para muita conversa.
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Será o calor?
Tinoco e Pingo fingem ser velhos amigos, enquanto dividem um lugar ao Sol…
Tinoco e Pingo
Aceitam companhia? Parecem não se importar…
Pingo e Tinoco
Para concluir, um pedaço reconfortante de um bolo cheiroso de mamão, aveia, cravo e canela:
Bolo de mamão
Receita, no blog da minha amiga gaúcha Rosana Sperotto.
Rosana, saí da dieta mas por uma boa causa, afinal, sou da opinião de que, se for pra errar, que erre certo!
E esta receita é certeira!

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Em ritmo de festa

Os looks da última semana já começaram a entrar em clima de verão e festa de fim de ano, com: color blocking, branco, dourado e renda.

A estrela da primeira produção é a camisa verde estampada. De tecido levinho, com a calça capri branca faria bonito num passeio de fim de tarde, à beira da praia. Mas, como não estou de férias e prefiro serra a litoral, o carteirão deu o toque urbano.
Mas, vale montar um clima, certo? Então faço cara de “rhyca”, tipo Teresa Cristina e, saio pisando firme na purpurina…
Verdeverde
Camisa: Farm
Calça: Cantão
Carteirão: Schultz
Rasteira: Luíza Barcelos
Esmalte: “Framboesa”, Colorama
Carteirão
A carteira é tão espaçosa, que dá para carregar o essencial.
No outro dia repeti a mesma camisa num look mais sério, com saia lápis:
CoresCores
Camisa: Farm
Bolsa: Schultz
Saia lápis
Sandália: Luíza Barcelos

A carteira tem a opção de uso com alça:
Verde
Optei pelo laranjão da sandália de salto, repetindo a cor do miolinho das flores na estampa da camisa.
Salto
Azul, vermelho e branco é uma combinação que eu gosto muito. Não canso de repetir:
NavyNavy
Body e calça: Cantão
Bolsa: Uncle K
Sapato verniz: UZA
Na sexta foi dia da última corridinha às compras que faltavam para a noite de natal.
O verão resolveu estrear, finalmente. Mas bateu um ventinho…
VerãoConferindo
Camiseta: Cantão
Bolsa: Colcci
Rasteira: Luíza Barcelos
Brilho nos pés
No sábado, véspera de natal, rendi-me à renda e dourados:
Renda-se!Renda-se!
Vestido de renda degradê: Lei Básica
Sandália dourada: UZA
Renda-se!Renda-se!
Se pudesse escolher o look da semana, este vestidão seria o meu preferido:
vestidãoVestidão
Vestido de linho: Dress To
Bolsa: Dumond
Rasteira: Luíza Barcelos
Sem crise: poderia até me casar com uma produção dessas, caso a cerimônia fosse à tarde e, numa praia( sem o bolsão, por favor!).
VestidãoVestidão
No peitoral, detalhe de costuras:
Detalhe
Nos pés, rasteira de amarração no tornozelo:
Rasteira
Hoje foi dia de azul e branco, mas fugi da combinação comum: em vez de vermelho, dourado e tons neutros.
Tomara que caiTomara que caia
Vestido de listras: Colcci
Cinto: Luíza Barcelos
Bolsa: Dumond
Sandália: Ferrucci

Não costumo usar decotes. Tomara-que-caia é tabu para mim porque faço parte de uma espécie, quase em extinção: “mulheris sem siliconis“. Mas, se optar pelo decote, assuma os “riscos”: estufe o peito e encare de frente!
Zebra
Esmalte: “Cashmere”, Colorama.
Para contrabalançar a ousadia, um toque meigo nos pés:
Laços

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Improvisos de natal

Alguns detalhes do nosso natal, incluindo a pequena árvore improvisada sobre a lareira:
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Os meninos foram encarregados de cortar alguns galhos dos ciprestes que temos em volta da casa. Depois, montei uma pirâmide com blocos de espuma floral. Na última hora, foi o melhor que pude fazer.
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Na véspera de natal a tarde esquentou por aqui: quase perdi a paciência com as confusões criadas entre o filho caçula e o primo. Mas, tudo terminou bem: os ânimos esfriaram-se, assim como a temperatura, e a noite de natal foi amena e agradável.
Acendemos velas, ligamos as luzinhas, cantamos, tocamos…
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Lemos uma passagem na Bíblia sobre o nascimento de Jesus, oramos, nos abraçamos, comemos…
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Há anos dividimos a noite de natal com uma família de amigos. Como todos gostam de música, improvisamos tocar uma, bem conhecida…

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