Para Zezé e Luciano

Postado por Laély, no dia 29-10-2011 - Categoria: Filmes,Música,textos
O “Astro” chegou ao fim, sem eu ter assistido ao menos um capítulo. 
Mas o fim que virou astro nos noticiários desta semana foi o da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano
Haveria possibilidade de final feliz para essa outra novela? 
A seguir, cenas do próximo capítulo, de: 
Fim de Festa“…
 
Rafinha Bastos, que está sendo processado pela família Camargo/Buaiz( Wanessa, o marido e, incluindo, o feto!), não perdeu a chance de se manisfestar:
“O triste não é a separação da dupla. O triste é a possibilidade de duas carreiras solos.”
( Dessa vez, tenho de concordar com ele!)

Estremecimentos até, separação, é coisa normal nesse meio. Mesmo, tratando-se de irmãos. Assim foi com Crystian&Ralf e Edson&Hudson. Parcerias para durar uma vida, como Pena Branca&Xavantinho, é coisa do passado…

Mas não os culpo. Não aguentaria nem 10 minutos. Imaginem os dois, 20 anos cantando juntos! Enjoa, né?…

Caso a previsão de Rafinha Bastos se concretize, não faltaria espaço na mídia para a ex-dupla:
Tão prolífico quanto a indústria sertaneja é o gospel. Ainda mais, o produzido por aqui! Esqueça o tradicional “Amazing Grace” porque, o que se denominou “música gospel” no Brasil fica bem longe disso! Na verdade, o mercado abraçou toda e qualquer manifestação musical “religiosa”, num ecumenismo de crenças, numa babel de ritmos. 
Não estou querendo dizer que um tipo é bom, outro, ruim, mas são estilos bem diferentes! Um tem identidade, berço, história. Outros são cuspidos a cada minuto nas rádios evangélicas, fazendo o maior sucesso! 
Zezé e Luciano, escutai: eis uma luz, no fim do túnel!

Apelando ao “santo Google” e, digitando: “como fazer música gospel”, deparamo-nos com vários links(sérios, outros, nem tanto) ensinando como. Também arrisquei alguns pitacos:
(Zezé&Luciano: anotai!)

1-Inicie as estrofes de maneira suave e conduza-as a um clímax, se possível, aumentando o tom e o som, permitindo ao intérprete demonstrar toda a sua extensão vocal. 
2-Algumas palavras e expressões não podem faltar, como: aleluia, glória, poder, milagre, unção, benção, vitória, altar, vento, chuva…
Para dar um ar mais “cult-religioso” à canção inclua palavras em hebraico, como: shekinah, Jeovah, shalom…
3-Repita, repita, repita…

Não sou especialista no assunto, nem quero aqui ferir susceptibilidades. Falo como uma evangélica que participa na igreja, especificamente, na área da música. Nesse assunto, assim como na hora de escolher perfume, cada um tem suas preferências.
Mas, seria apenas uma questão de gosto pessoal?
O que me parece é que, assim como na indústria do axé, pagode e sertanejo, o gospel foi sucateado e massificado: quem ouve um, ouve todos! As músicas são repetitivas, as letras vazias e a rima, pobre.

Zezé&Luciano: repensai! Não precisamos de mais números no mercado!

Vamos aprender com quem sabe, então.
Para relembrar, um filme dos tempos áureos de Whoopi Goldberg:
Vale, ainda, assistir a outro: “Resistindo às Tentações”, com Cuba Gooding Jr. e Beyouncé Knowles.
Elvis Presley, numa apresentação histórica, cantando “Paz no Vale”, aqui.
E, para quem não sabe, Bob Dylan compôs várias músicas gospel, recentemente reunidas no excelente “Gotta Serve Somebody-Gospel Songs of Bob Dylan”, interpretadas por cantores  do gênero.


Pensando bem, Zezé&Luciano: reconciliai-vos e, poupai-nos desse pecado musical!
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