"É declarada extinta…

…a escravidão no Brasil”. 
(Trecho da Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel.)
Não usando as mesmas palavras mas, o governo de Indiana(EUA) desobrigou as escolas de ensinar a escrita cursiva, recomendando o ensino da digitação em teclados.( Fonte: Veja, 27 de julho)
Seria a declaração da nossa liberdade digital?…
Mesmo que seja ainda precoce alguma conclusão é possível que as letras escritas, daqui a algum tempo, tornem-se obsoletas até a extinção. Caderninhos de crianças do ensino fundamental virariam objetos de museu, ao lado da esferográfica BIC e da máquina de escrever( o primeiro golpe na escrita à mão).
A música de Toquinho seria objeto de estudo desse curioso hábito dos “primitivos”:
“Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o bê-a-bá…”
E o meu bisnetinho perguntaria:
“Vovó, você é do tempo dessa música? Do que ele está falando?”

Sim, eu sou do tempo do caderninho de caligrafia!(Hoje em dia, não recomendado: cerceia a liberdade de expressão individual, dizem!)
Do tempo dos bilhetinhos e cartas, trocados a princípio entre amigas, depois, entre namoradinhos!
Do tempo em que me esforçava para copiar a letra da professora de Português, que eu tanto admirava!
Mas a verdade é que eu cresci e, no tempo do pouco tempo, sinto preguiça: preguiça de escrever(o que pode ser constatado no garranchado que virou minha letra cursiva, nem de longe lembrando a caligrafia impecável da antiga professora). E se já estou assim, agora, imagina o meu bisneto, daqui a alguns anos?!
Segundo pesquisa citada na matéria da Veja, “A Mão Ativa o Cérebro”: escrever, da forma mais “primitiva” conhecida, em suma, seria musculação para os neurônios.

Fiquei curiosa em saber o que amigas que conheci por aqui, digitando, como a jornalista Rosana Sperotto e as professoras de Espanhol e Inglês, Cecília&Helena, mãe e filha, respectivamente, acham dessa novidade e de seus possíveis desdobramentos…

Coincidência, ou não, essas mulheres que sempre trabalharam com letras( manuscritas, digitadas e/ou impressas) são apaixonadas por trabalhos manuais, aos quais dedicam-se nas horas vagas.
Por causa delas, e do meu futuro bisneto, ou neta, insisto nas manualidades como forma de exercitar a criatividade, a sensibilidade, enfim, uma vacina contra o envelhecimento precoce dos nossos neurônios.
Como exemplo deixo a sugestão de um risco de bordado vintage, muito fofo:
misako mimoko
O desenho de chaleirinha é de uma crafter de Barcelona, Eva Monléon, que faz bonecos de tecido: Misako Mimoko é o site dela.
O risco, com todas as dicas de bordado, pode ser baixado aqui.
Já que falei de tempo, de bordados( coisa do tempo da minha avó) e de manualidades, mais outra sugestão para aproveitar sobras de botão:
A maquininha de relógio pode ser adquirida em qualquer relojoaria, a preço módico.

Será que o(a) bisnetinho(a) gostaria de manusear agulhas e linhas?


(A matéria citada da Veja ainda não está disponível no site, mas encontrei-a transcrita literalmente, aqui.)

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