Scenarium de fantasia

(Imagem, dAqui)

Ontem foi o “Dia Mundial do Rock”. Minha história com “ele” começou durante o namoro com ele, o marido.
Muitas vezes, boa parte do tempo em que passávamos juntos era ouvindo Pink Floyd, Genesis, Yes, Queen… 
Essa proximidade musical ajudou-me a conhecer um pouco do jeito meio hard, meio rock and roll daquele que, futuramente seria o meu companheiro.

Médico em início de carreira ele não ganhava muito, mas um dos pequenos prazeres era colecionar discos dos conjuntos preferidos. Ainda guardamos algumas dessas raridades em vinil.

Morando em Manaus com a Zona Franca ainda em alta, acompanhamos a chegada da última tecnologia da época em matéria de som: os primeiros cd-players e cds importados.
No final dos anos 80 fui apresentada ao rock e, desde lá, meu gosto musical ficou bem mais “flex”.

Apesar do “boom” dos anos 80, com o surgimento de várias bandas nacionais, temos de dar a mão à palmatória: rock não é a nossa praia. 
Quando se fala em música brasileira lá fora a referência é o batuque, a malemolência, o ritmo do samba: nisto, somos experts

Apesar das diferenças, tanto um quanto o outro beberam na mesma fonte: a música negra, mãe de todos os gêneros que “fazem mexer da cintura para baixo”, como falavam escandalizados os mais antigos.

O Rio poderia ser proclamado a capital mundial do samba. O bairro da Lapa, sua Embaixada.
Durante a última visita que fiz à cidade tive o prazer de conhecer pessoalmente uma blogueira em quem sempre procurei me espelhar: Vivianne Pontes. Fui por ela ciceroneada, num tour pelo centro da cidade: uma deliciosa manhã batendo pernas e fazendo comprinhas na SAARA.*
*A Vivi explicou-me que SAARA é a Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega, portanto, o artigo é usado no feminino.
Depois da SAARA, uma passeio pela tradicional Rua do Lavradio:
Rio Scenarium
Aqui ainda se encontram muitas lojas de antiguidades, embora o preço costume assustar. É preciso saber garimpar.
Rio Scenarium
A Rua do Lavradio começa na Praça Tiradentes e termina nos Arcos da Lapa, considerado o reduto da boemia carioca: nessa região fervilham casas de shows, de MPB e samba.
Aproveitando que uma das mais famosas do Rio estava de portas entreabertas, a Vivianne convidou-me a entrar para conhecer a Rio Scenarium:
Apesar de não frequentar a noite, adentrar aqueles salões, mesmo que vazios, foi uma agradável e surreal viagem pra mim!
Rio Scenarium
Foi-nos permitido conhecer apenas o térreo.
Lá também funcionam restaurante e bar, nos dois andares superiores. Destes é possível avistar o palco, onde são feitas as apresentações musicais.

Rio Scenarium

À decoração do local não cabem rótulos: um misto de terra da fantasia, circo, teatro, arraial…

Rio Scenarium

Mistura eclética que resulta em clima vibrante, alegre e acolhedor.

Rio Scenarium

É cool!

Rio Scenarium

As mesas com mostrador de vidro serviam à antigas joalherias:

Rio Scenarium

O lustre luxuoso não conseguiu desviar minha atenção da simplicidade e beleza do antigo painel de patchwork emoldurado:

Rio Scenarium

Vintage, barroco, art déco, no melhor estilo: “Tudo junto e misturado”!

Rio Scenarium

No salão ao lado vê-se ao fundo um carro antigo, com manequins prontos para a festa:

Rio Scenarium

E este ambiente tem a cara da cozinha da vovó:

Rio Scenarium

Paredes também falam…

Rio Scenarium

Voltando ao tema, apesar de não conhecer o trabalho do The Doors, nesse dia do rock fui apresentada a um vídeo onde grupo faz performance surpreendente:
O vocalista, que tinha a maior pinta de galã, diz-se que rejeitou tal rótulo deixando a barba crescer e tentando parecer desfigurado: é a alma contestadora e incompreensível desses roqueiros!

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