A alma de Mônica

Já que dei algumas dicas de programa, produções e o que comer no último post, mantenho a linha pra falar de uma cantora que aprendi a admirar, há algum tempo.
Não é daquelas paixões avassaladoras, à primeira vista; pode demandar algum tempo até cair de amores mas, impossível não lhe ser fiel depois de conhecê-la!
E assim foi com “Iaiá”, de 2004. Depois, em 2007, com “Noites de Gala, Samba nas Ruas”, onde interpreta músicas de Chico Buarque.
Estou falando de Mônica Salmaso

cdAlmaLirica

Na viagem ao Rio adquiri o novo cd, fresquinho, na banca da gravadora Biscoito Fino: 
“Alma Lírica Brasileira” faz-nos sentir como numa sala de concerto, com direito à audição exclusiva.
E essa é a “alma” do cd: camerística!
É a voz da cantora, os sopros de Teco Cardoso
( também marido e produtor) e o piano de Nelson Ayres.

Mônica não é de fazer firulas, nem grandes peformances; domina o que faz, colocando a voz a serviço da canção: humilde instrumento, em busca da perfeição. E arrisco dizer: ela a alcança. Além de voz cristalina, acerta na escolha do repertório e dos músicos que a acompanham.
“Alma Lírica” passeia por clássicos do cancioneiro popular: de sambas a modinhas de viola, além de uma surpreendente e provocante interpretação, em clima completamente noir, de “A História de Lily Braun“, de Chico Buarque.
Essa capacidade de Mônica, de nos entregar músicas já conhecidas( outras, nem tanto), revisitadas e reinventadas é o que me faz amá-la, cada vez mais, como naquela propaganda de carro, cujo o slogan é: 
“Quanto mais você conhece, mais se surpreende!”
Conheça um pouco do último trabalho dela: 

Uau!

You may also like

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *