Brincando é que se aprende

(Imagem, dAqui)

Início da semana fiz um post despretensioso, analisando superficialmente algumas propagandas voltadas ao público feminino e/ou, usando a figura feminina.
O assunto foi motivo para alguns interessantes comentários, ratificando a ideia de que “mulheres evoluídas” não se rendem a “feminismos”. Nem “machismos”. Substituir um paradigma por outro é trocar “seis por meia dúzia”.

A Vivianne Pontes foi uma das mais enfáticas. Escreveu:
“…passa-se a velha mensagem de que os trabalhos domésticos são tarefa feminina — não por imposição da sociedade, não por construção cultural, mas simplesmente porque os homens não são talhados para isso. Coitadinhos. Eles são sujos, são seres das cavernas, são bestas. As mulheres, ao contrário, são naturalmente limpinhas e organizadas. Elas se regozijam com cheirinho de eucalipto. Nada mais óbvio do que notar que aí passa-se também um padrão de comportamento: ei, você, mulher desorganizada, você não é feminina o suficiente.”

Culpa é o combustível que move a maioria de nós, mulheres.

Então penso( “logo, existo!), no quanto somos responsáveis por confirmar, fundamentar, sustentar alguns comportamentos viciados, maus costumes…
Querem uma prova disso?: 
-Qual mulher não se sente a “superpoderosa” ao ser chamada com urgência para trocar uma fralda suja, porque o “papai não tem muito jeito pra isso”? 
É o superpoder limpafralda!
-E, quando o filho já grandinho, apela para a mamãe fazer aquele “ovinho frito, que só mãe sabe fazer”?! 
Lá vem ela, toda faceira, com seu superpoder de cozinheira.
Afaga nosso ego de mãezona e mulherzona fazer esses “servicinhos”, que só mulher sabe fazer tão bem!
Nada contra os tais “serviços”, que fiz, faço e faria com todo o prazer! A questão é, que: Seria isso, uma atribuição específica feminina?

Mea culpa! (Olha ela aí, de novo!)

Outro dia o filho mais velho, já um universitário, morando sozinho, confessou-me, em tom de pedido de socorro:
“Preciso aprender a fazer arroz, feijão e fritar um ovo!”

Simples, não?…
Devo tê-lo ensinado a fazer coisas muito mais difíceis, mais complexas, mas não: arroz, com feijão e ovo frito!
Ainda há tempo!

Talvez por isso tenha encantado-me tanto, esta cozinha de brincar:
Brincadeira, para criança, é coisa séria. 
E a mãe do Harry, o menininho da foto na moldura vintage, parece ter lembrado disso ao montar esta graciosa cozinha: 
A pia com fogãozinho, assim como a cadeirinha colorida são da IKEA. (Oh, IKEA! Como I queria que você viesse pra cá!…)
Mas todos os detalhes, das prateleiras com aplicação de sainha de renda, até os utensílios de cozinhas e embalagens de comida foram cuidadosamente pensados para deixar a brincadeira, o mais próximo possível do real!

E para que tirem suas dúvidas, se o pequeno Harry gostou de brincar na cozinha, ou não…
Negócio sério! 
Negócio fofo!
Quero uma dessas pra mim!
Fonte: Dos Family

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