A convivência ensina…

(Imagem, dAqui)

Menos de 3 meses depois do casamento num romântico castelo na França, com toda pompa e circunstância( apesar do “piti” da noiva durante a festa), Daniella Cicarelli reforça os rumores de uma iminente separação de Ronaldo( ex-“Fenômeno”), aparecendo num show com a seguinte inscrição (em francês) na blusa que vestia:

“Quanto mais conheço os homens, mais gosto do meu cachorro.”


Posso discordar dos “métodos heterodoxos” de Cicarelli terminar um casamento, mas, parafraseando-a:
“Quanto mais conheço os gatos…mais gosto deles!”


Há pouco mais de 2 anos quando apareceu por aqui, logo vimos que Pingo era um gato diferente, especial. 
Ao contrário da maioria da sua espécie ele não era arredio e desconfiado, mas sim, amistoso e confiante. 
O gato de rua parecia ter sangue nobre, tamanha a elegância no porte e comportamento. 
Em pouco tempo ganhou a simpatia da família, o coração, o colo e, todos os assentos macios da casa.
Sua “fleuma britânica” foi testada a primeira vez com a chegada de uma outra gatinha de rua, a Nina. Ao contrário dele: inconveniente, escandalosa e arredia.
O período de protestos e stress felino não durou mais que 2 semanas, quando se transformaram nos 2 “mais novos amigos de infância”.


Até a Nina “dar um passo em falso”, que resultou em 4 novos gatinhos!

Quatro novos bons motivos para stress, e uma perigosa ameaça à paz e tranquilidade desse lar feliz( na visão do Pingo).

No dia do nascimento ele subiu até o sótão, onde costumava passar as tardes dormindo, conferiu os recém-nascidos, demonstrou sua insatisfação rosnando e, nunca mais voltou lá!

Durante o tempo em que a precoce, mas cuidadosa mãe resguardou as crias dentro de casa, Pingo recusou-se a dividir o mesmo espaço com Nina&cia. 
Cheguei a me preocupar, se essa insatisfação felina não o levaria a “abandono do lar”. 
Em vez disso, contentava-se em nos acompanhar pelo quintal, este sim, espaço livre de “rebentos invasores”. Ali, Pingo ainda se sentia à vontade.
À medida que os filhotes cresciam, adquiriam independência e começavam a explorar o exterior da casa, o gato mais velho, parecendo cumprir um acordo de retomada de espaço, aceitou entrar em casa novamente.
Depois de 3 meses, apesar de estranhamentos frequentes, os gatos (4, ao todo!) finalmente estão aprendendo a dividir harmonicamente o mesmo espaço. 
Numa surpreendente demonstração de afinidade e intimidade, dois deles( Pingo e um dos filhotes) até toparam dividir o mesmo teto de carro, o mesmo banho de Sol, o mesmo pensamento e a mesma cabeça: 

Banho de Sol com o "titio" Pingo
E Pingo parece ter encontrado um discípulo à sua altura, na preguiça ao menos…
Banho de Sol com o "titio" Pingo
Sem contar, que o lugar é um estratégico ponto de observação do quintal!
Banho de Sol com o "titio" Pingo
Enquanto esses aí aproveitavam o “teto solar”, outro filhote aproveitou um porta-malas aberto:
“Vamos passear de carro?”
"Quero passear de carro!"
“Olha! Até coloquei meu cinto de segurança!”
"Olha, mamãe! Até coloquei meu cinto!"
“Pois eu queria passear, nem que fosse a patas!…”
"Quero passear!..."
( Calma, Hulk. Sua hora vai chegar!)

E depois dessa “canseira” toda, apresento-lhes uma aberração da natureza:
O incrível gato de 2 cabeças!
"O monstro felino de duas cabeças!"
“Pode dormir, maninho. Eu te protejo!”
"O monstro felino de duas cabeças!"
Enfim, conviver com gatinhos é um aprendizado constante: de respeito pelo espaço do outro, de paciência pelo tempo do outro, de resignação, pelas limitações do outro. 
Talvez, tenha faltado isso ao casamento de Daniella e Ronaldo…
"O monstro felino de duas cabeças!"

“Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”.( Salmos 133:1)


(E a Nina, que não apareceu nesta postagem, merece uma história exclusiva…)

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