"Glee"

(Imagem: dAqui)

Sou do tempo em que era costume exibir musicais na Sessão da Tarde. 
“Cantando na Chuva” foi marcante: Gene Kelly sapateando na rua, encharcado mas, feliz. 
O carismático Gene Wilder, com seus anões cantando “umpa lumpa” em “A Fantástica Fábrica de Chocolates” era o meu preferido: o filme da minha infância!
Aprendi a melodia de quase todas as músicas de “A Noviça Rebelde”: inesquecível!

Mas na verdade, eu achava a maioria dos musicais da década de 40 e 50 muito chatos. Parecia que a história orbitava em torno dos números de canto e dança. Enjoei. 
A falta de legendas nas músicas provocava uma quebra no ritmo da história: de repente, a mocinha interrompia a conversa e saía rodopiando, e cantando, e a gente…boiando!
Felizmente, de uns tempos para cá houve uma renovação do gênero:
“Hair”, “Jesus Cristo Superstar”, “The Wall” e, mais recentemente: “Mamma Mia” e “Across the Universe”, todos, filmes musicais que fizeram mudar meu (pré)conceito. Esses 2 últimos já assisti 3 vezes e, pasmem: filhos e marido juntos, acompanhando entusiasmados!
O fenômeno é justamente esse: os musicais modernos conquistaram a todos, inclusive, a geração mais nova!
Prova disso é o seriado Glee, da Fox, que inicia hoje sua segunda temporada no Brasil, depois do sucesso da primeira, 1 Globo de Ouro como “Melhor Série Musical ou Comédia” e, nada menos que 19 indicações ao Emmy!
Nem o próprio roteirista, diretor e produtor Ryan Murphy(o mesmo de “Nip/Tuck”) acreditava que uma série musical sobre um clube de canto numa escola de adolescentes fizesse tanto sucesso:
“E lembrar que eu só fiz ‘Glee’ porque queria ser mais feliz na minha vida pessoal, escrever algo sobre otimismo…” ( Fonte: jornal “A Gazeta”, dia 08/02/11)

Minha paixão por “House” continua firme e forte. Não é nenhuma traição mas, dividir meu limitado tempo entre as 2 séries, além dos episódios esparsos de “Todo Mundo Odeia o Chris” é tarefa das mais difíceis porém, deliciosa! 

Como em House, quem me apresentou à série musical foi o filho do meio. Vê-lo tão interessado pelo programa foi pra mim, a princípio, curioso…
O idealista e boa praça(além de bonitão) Will Shuester é professor de Espanhol da Mckinley High School. 
Ele recria o “clube Glee” na escola, do qual fez parte durante a adolescência. 
O clube acaba atraindo estudantes da categoria “perdedores”, cada qual, com algum problema de adaptação: a moça gordinha, o nerd, a tímida, o “gay”…cada um, tentando fugir desses estereótipos. E o fazem, aprendendo a se expressar através da arte: cantando e dançando.

Até aí, qualquer semelhança com High School Music é pura coincidência pois, comparar as 2 produções é subestimar Glee: é como comparar uma apresentação de fim de ano na escolinha das crianças( nada contra, mamães!) com uma produção da Broadway! 
Aliás, alguns dos atores-cantores já passaram por produções da Broadway, como Mattew Morrison( professor Shuester) e Lea Michel( Rachel).

A própria estrela Madonna, homenageada em um dos episódios já revelou interesse em ter o elenco da série trabalhando com ela. (“Não é brinquedo, não!”)

A segunda temporada estreia hoje, às 22h na Fox, com direito à participação especial no seriado Simpsons, exibido antes, às 20:30 no mesmo canal:
Os Simpsons - Elementary School Musical
House não ficaria com ciúme. Como fã de música e novelas, ele provavelmente acompanharia a estreia junto comigo. Seria uma honra…

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