Os dois lados…

(Imagem, dAqui)

Muitas picadas de mosquitos a mais, alguns graus centígrados a menos cá estou eu, de volta ao meu refúgio na serra capixaba, depois de uma curta excursão à “natureza selvagem”. Uns poucos dias na roça fizeram-me lembrar o que mais gosto de lá:
-O silêncio, só interrompido pelo canto dos passarinhos ou mugido das vacas;
-Não se prender a relógio, guiando-se apenas pelo ronco da barriga na hora de comer, e pelo cansaço do corpo, na hora de dormir;
-Contemplar um céu limpo e estrelado, sem poluição e interferência de luzes artificiais;
-Conversar com a família, sem a concorrência com internet, telefone e tv;
-O feijão preto de caldo grosso feito pela D. Aurita, em panela de ferro e na boca do fogão à lenha; 
-Comer fruta direto do pé;
-A vida em slow motion;
-Em vez de corrida de F1 na tv, só a corrida do rio, até fazer curva desviando do morro;
-Perceber, que a água de mina onde se banha faz mais pela maciez e brilho do seu cabelo, que o mais caro dos cremes importados!

Mas, sem “panos quentes”: da outra parte da natureza, a “selvagem”, fujo! 
Calor que lhe faz suar às bicas cada mínimo esforço empreendido, mosquitos, carrapatos e outros ecto parasitas são o lado ruim de todo esse “bucolismo”. Juntos com outros fenômenos da natureza, como tempestades, terremotos, tsunamis…estão do “lado negro da Força”. Essa parte, deixo para os aventureiros de programas como “À Prova de Tudo”. 
Não sou à prova calor: derreto. Nem, de mosquitos: sou alérgica!

Isso me obriga à conclusão óbvia de uma frase clichê: “tudo tem seu lado bom e ruim!”
A geração mais nova, incluindo meus filhos, não se familiarizou com discos de vinil e fitas cassete. Vitrolas e toca-fitas viraram artigos obsoletos ou, objetos de museu. Mas a ideia de “lado A” e “lado B” ainda é bastante vívida e usual.
A música carro-chefe do disco geralmente vinha no lado A do disco. Era o que identificava, nomeava e ajudava a divulgar o trabalho. Não, que o lado B apresentasse o pior, mas, ficou a ideia de ser este, um lado de menor importância. Daí, o paralelo com a vida real: Se alguém quer falar do seu lado pouco conhecido, meio “marginal”, nomeia-o: seu “lado B”.
Quando comecei a engatinhar pela blogsfera, meu marido, “macaco velho” nesse meio alertou-me:
“Internet é como porta de igreja ou praça de shopping: todo mundo coloca sua melhor roupa e sai pra desfilar”.
Achei a comparação um tanto curiosa mas tudo a ver, principalmente se aplicarmos à redes sociais como blogs, Orkut, Facebook e Twitter: Ninguém quer ser mal visto e a internet propicia um mundo virtual idealizador que, embora não seja Red Bull, “lhe dá asas”! 
Não há nada de mal nisso: até quando tiramos fotos, gostamos de preservar as melhores e descartar aquelas onde não saímos tão bem. Acontece que tem gente que exagera no photoshop…Que o diga Suzana Vieira e Fernanda Vasconcellos, exageradamente esticadas digitalmente para fins comerciais. Mas, será que os fins justificam os meios?…
No comercial para as Havaianas, o umbigo de Fernanda foi parar na lixeira de algum PC da agência criadora: 

fernanda_vasconcelos_havaianas
(dAqui)

E ela, tão linda que nem precisaria de retoques! 
De certa forma isso parece dar um certo alívio a nós mulheres, simples mortais, distantes do ideal olímpico de corpos perfeitos mostrados na TV e passarelas. 
Mas houve um tempo em que a propaganda era  mais real e verdadeira…


Até em propaganda de remédio( pra coisa ruim!), mostra-se apenas o lado bom. Lembram daquela, do Doril: “Tomou…a dor sumiu”?
Carinha bonita e feliz é o que vende melhor.

Esta é, no mínimo curiosa:

(Propagandas Antigas)

Alguém aí quer ficar mais “feliz”?…

No site da ABEVD( Associação Brasileira de Vendas Diretas) há um interessante artigo, defendendo que é “necessário por fim aos estereótipos” e apontando para um novo desafio da propaganda no século XXI: retratar a complexa figura da mulher, sabendo dosar o “real” e o “ideal” para poder atingir em cheio o público feminino. “O desafio é enorme. E é fácil errar na mosca”, diz Mariana Cogswell, diretora de planejamento da agência Talent.
“As mudanças percebidas no universo feminino nos últimos anos cada vez mais geram desafios para o mercado publicitário, que precisa entender a ‘nova mulher’, múltipla, multifacetada e ‘equilibrista’, que assume vários papéis, mas que já percebeu ser impossível alcançar a perfeição em todos eles.”

Um exemplo recente dessa mudança na publicidade foi a campanha da Dove “Mulheres Reais“: não foram modelos nem atrizes que a fizeram mas sim, mulheres com medidas mais próximas da realidade.
Mulheres posando para foto
A Brastemp amplificou e aperfeiçoou a ideia: “Mostre seu lado B” se utiliza do humor para defender nosso lado menos glamouroso.
Mas, ainda que o mundo da propaganda esteja procurando uma aproximação com o mundo real, continua sendo: marketing!

Até por uma questão de auto preservação, ninguém sai por aí admitindo tirar meleca do nariz para depois, grudá-la debaixo da cadeira, usar meia furada ou mentir a própria idade (ficando apenas nos exemplos das “infrações” mais leves).

Em Ciranda da Bailarina Chico admite somente uma figura feminina perfeita, idealizada, quase etérea para não ser “capaz” desses pequenos deslizes sociais:

“Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem…”



Final das contas, “não tem pra ninguém”: todo mundo tem defeitos, o que nos dá um certo alívio…

Provavelmente o diretor  de “Cisne Negro“, Darren Aronofsky,  não deve ter conhecido Chico e sua música, mas é sobre essa busca obstinada e enlouquecedora da perfeição no mundo do balé que o filme trata. 


A película concorre a vários oscars, incluindo o de melhor atriz, com Natalie Portman, e o de melhor direção. 



Falando de filmes, em TRON-o Legado, a perfeição é vista como algo inacessível ao ser humano e, uma das características principais do vilão, clone digital de Kevin Flynn(Jeff Bridges). A história é cheia de clichês, mas o visual futurista da perfeição, a trilha sonora e as cenas de ação transformam-no numa perfeita opção de diversão.


Há pouco recebi da Silmara Franco, cronista que considero perfeita, a indicação para leitura de alguns textos, tudo a ver com esse tema. Por coincidência, antes mesmo de recebê-los já pensava em escrever algo a respeito. Só vieram a calhar porque, se há uma criatura mais assediada pela culpa e cobranças torturantes auto infligidas, seu nome é: mãe!

Laura Guimarães e Juliana Sampaio, autoras do Mothern – Manual da Mãe Moderna” (ed. Matrix), que inspirou a série do GNT dão alguns conselhos sobre o “Lado B da maternidade“, desmistificando a aura de que a mulher só atinge o clímax da perfeição quando se torna mãe: 

“Não se fala muito dos perrengues pelos quais a mulher passa a partir do momento em que se descobre grávida. Nós não queremos fazer você desistir, mas não estamos a fim de participar do complô. Então, vamos revelar agora um pouco do que sua mãe, sua obstetra e suas amigas provavelmente estão evitando comentar…”
Se quiserem saber mais, passem lá!
(-Milena, essa é uma singela homenagem minha a você!…rs)

Uma pesquisa feita na Inglaterra constatou que as mães mentem a respeito da criação dos filhos, principalmente, quando se comparam a outras mães:
“…com frequência mães sofrem pressão para se adequar a um ideal de perfeição, e que, por isso, acabam omitindo fatos sobre a educação dos filhos.”

A última citação trata da principal causa desse comportamento “dissimulado” da mulher e mãe: a culpa.
“Segundo Scliar*, existe um fator que aumenta a pressão e dificulta a liberação da culpa: a sociedade e o peso que ela dá às coisas. ‘Os códigos de conduta são muito rígidos. Padrões demasiado exigentes, seja no trabalho, nas relações pessoais, isso gera muitas frustrações. A pessoa não atinge aquilo acha que os outros esperam dela e sente-se automaticamente culpada’, diz.”
*Moacyr Scliar é médico e escritor, autor do livro ‘Enigma da Culpa’, Editora Objetiva.

Toda essa volta olímpica para falar de algo, muito pessoal:
Em 2 anos de blog, escrever foi desde o começo uma forma de me expressar. 
Nunca me faltou entusiasmo, ideias mil “pipocando” na cabeça, mais do que dou conta de materializar num post, mas também tenho meu “lado B”…
Confesso que, nesse tempo, somente por uma vez cheguei a pensar em parar.
É bem raro, pontual, mas de vez em quando aparece algum “espírito de porco” dizendo que tudo o que mostro ou escrevo é uma droga! Para esses, tenho apenas um lado: o B. Mas essa é uma visão distorcida de mim: não sou apenas isso!
Mas a maioria deve achar que tenho uma vida perfeita, uma família perfeita, um emprego perfeito…Infelizmente, estou longe disso. Embora persiga, tente, erre muito e acerte, às vezes…Mas seria incompleta, somente do “lado A”.
Longe da ilusão de achar que o mundo virtual e o real são como espelhos, mas foi num momento de questionamento pessoal que pensei em parar; por causa dessa “imagem”, que tenho no terreno virtual, comparado à minha “vida como ela é”, exatamente como esse cacófato: cheia de defeitos!
Em tempos de BBB, qualquer um pode virar celebridade; e, depois do Google: um intelectual, digno de Nobel! Mas, mesmo dentro desse universo instantâneo e pulverizador há uns e outros que se firmam como “expoentes”. É tudo uma questão de saber usar os instrumentos disponíveis.

E foi trocando umas ideias e fazendo uns desabafos com a Rosana Sperotto que ela me veio em socorro, sempre com uma palavra bem colocada. Tomo aqui uma licença para reproduzir o que ela me escreveu em novembro:

…penso que o blog funciona parecido pra nós, serve como ferramenta para estarmos atentas, conectadas com nossas vivências cotidianas, dando significado a elas, mesmo que sejam coisinhas pequenas, mas importantes no nosso micro-universo. É terapêutico, acredito, exercitarmos a condição de protagonistas e roteiristas dos nossos dias, e também passá-los a limpo cada vez que produzimos um post. Terapêutico mais ainda colocar nossas facetas na vitrine, super-exercício para nos apoderarmos da tão badalada auto-confiança, né?” 

(E só reproduzi esse pequeno trecho aqui, por acreditar que tais palavras não foram apenas de encorajamento para mim mas, para todos aqueles que buscam uma forma digna de se comunicar, seja através de páginas reais ou, virtuais.)

Ainda não me apareceu nenhuma solução “Tabajara”, tipo assim: “seus problemas acabaram!” Meu “lado B” continua a existir-incomoda, espeta, machuca mas, como diz aquele adesivo na traseira do carrinho popular: 
“É Fusca mas é meu!” É lado B, mas é o “meu lado B!”( E, diga-se de passagem isso é que é uma conclusão, digna de lado B: bem clichê! rs)

Enfim: tô por aqui, enquanto me aturarem, lado A/B tudo junto e misturado e, enquanto isto for prazeroso e “terapêutico” pra mim.
Tenho consciência de que, quanto maior nosso poder de influência ( que espero, ser para o bem, apesar do A e B!…), maior a responsabilidade!

Obrigada a todos, que me ajudam a cada dia a ser completamente melhor.
E, se é para ser modelo de alguma coisa, que eu remeta a um estilo de vida correto e digno.

Só para quebrar o clima de agradecimentos em dia de entrega do Oscar, mostro um lado meu, que todos já conhecem: meu lado G, de gatófila:
Mas que ninguém saia daqui se “achando” melhor que o outro porque, como diz a música do Chico:

“Procurando bem
Todo mundo tem…”

( Continua amanhã, na final da promoção “2 anos de blog“…)
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Tapioca à francesa

O que seria da culinária brasileira sem os nossos antepassados índios?
Fora as ressalvas do bispo Sardinha que, com o perdão do trocadilho, virou moqueca nas mãos dos caetés*, grande parte da cultura gastronômica nacional deve-se a eles. A outra parte, aos negros.
*Contam nossos antigos livros de História que o bispo, junto com outros portugueses foram vítimas dos hábitos antropofágicos dos índios caetés após um naufrágio. Outras fontes questionam a veracidade desse fato, atribuindo a boatos supostamente implantados pelos exploradores portugueses, interessados em justificar o genocídio dos “selvagens silvículas”( perdão pela redundância, mas cabe)
Tem até receita curiosa, da “moqueca do bispo“, extraída do livro “O Céu da Boca“, de Fabiano Dalla Bonna. 

Quando se fala em culinária genuinamente nacional, obrigatoriamente deve-se mencionar a influência dessas duas culturas: dos índios e negros. 
O isolamento geográfico do Norte e Nordeste, além de características climáticas próprias, possibilitaram o desenvolvimento de costumes muito peculiares.
Alguém consegue mencionar, todas as possibilidades da mandioca( ou aipim, ou macaxeira…)? Pois os índios souberam explorá-la, ao máximo!
Mandioca cozida apenas com um pouquinho de sal e temperada com um fio de azeite, quando sequinha, pra mim é verdadeiro banquete! Além disso: a farinha, o polvilho, o tucupi e, todas as delícias feitas a partir da mais nacional das raízes!


Fim de ano tive a oportunidade de encontrar duas queridas, aqui da blogsfera, numa passagem rápida por Vitória.
Cecília-mãe e Helena-filha são duas apaixonadas por letras e linhas, do Quilts são eternos:

Encontro
A Cecília é professora aposentada de Português e Espanhol, quilteira de mão cheia. A Helena seguiu os passos da mãe e é professora de Inglês na UNB e apreciadora das artes manuais: não pinta, mas borda. Gente fina! 
E eu, nesse sanduíche cultural-linguístico-artesão, em plena tapiocaria de Vitória!
A história desse encontro foi contada com todos os detalhes pela professora Cecília, aqui.

O menino que fez a foto do trio, meu caçula, descobriu que “tapioca é muito melhor que hamburguer”! Trocou os hábitos do “Tio Sam” pelos hábitos dos avós índios. (Sim, pois afinal sou o resultado dessa miscigenação cultural e étnica: português, negro e índio. E ele, o filho, mais ainda: juntou ascendência brasileiríssima da mãe, com o sangue alemão do pai!)

Por causa dessa paixão fui atrás de polvilho, tentando resgatar um hábito da minha infância, em Manaus.
É incrível como nossa memória olfativa e auditiva guarda informações! Cheiro de polvilho de mandioca tem cheiro de infância, da minha!

Deixei o polvilho coberto com água( ele acaba por se separar completamente do líquido, formando um bloco na parte inferior). Quando for usá-lo deve-se escorrer a água e, se necessário, enxugar o excesso com um pano de prato limpo. 
Os blocos de polvilho são quebrados com a mão(  é gostoso mexer com essa massa lisa e fresca!) e, passados numa peneira grossa:
Fazendo tapioca
Os blocos são facilmente esmigalhados entre os dedos:

Fazendo tapioca

Depois de passados pela peneira viram um “talco”, fino e leve:

Fazendo tapioca

Então é temperar com um pouco de sal e açúcar( para quebrar o azedo do polvilho) e está pronto para uso.

Depois de muitos anos sem saber o que era tapioca, fiquei insegura se daria certo fazer em casa. Até o marido, que não mete a mão na cozinha, emprestou as suas para acertar o ponto. Ponto pra ele, que pegou o jeito, antes de mim!
A tapioca caseira ficou tão gostosa, mas tão gostosa, que resolvemos chamar uns amigos e repetir a história num almoço bem regional, no sábado.
Antes, preparei alguns recheios para um self-service de tapiocas: carne seca com purê de aipim, requeijão derretido, cebolas fatiadas, figos, cogumelos frescos com manteiga e sálvia, queijo ralado…
Recheios prontos, já na mesa, preparamos as tapiocas.
Para dar conta foi necessário um trabalho, a quatro mãos:

Fazendo tapioca

Esquentamos uma frigideira para panquecas anti aderente e, mãos à obra! 
Não é nenhuma pajelança mas, como que por mágica, os finos grãos de polvilho juntam-se todos, na chapa quente:
Fazendo tapioca
Marido ajudou e, filho do meio registrou o making off das panquecas de polvilho.
O resultado, pronto pra ser devorado:

Tapioca

“Valeu a pena, ê…ê!”

Almoço de sábado:

Como entrada, fiz ainda uma salada de soja e salada caprese.

Almoço de sábado:

Fugindo à temática “comida regional”, a sobremesa teve um pé na França:

Tartelete de frutas

Amiga muito querida, a Rosana Sperotto enviou-me um presente, muito especial: uma fava de baunilha.
( Rosana, ainda nem pude lhe agradecer em particular, fazendo-o primeiramente aqui, de público. Perdão!)

Um ingrediente assim, tão raro e delicado mereceria uma receita à altura. 
Resolvi fazer algo bem tradicional, mas o resultado, não fazem ideia do quanto ficou bom!…

Conheço essa sobremesa como “tartelete de frutas. É um doce bem conhecido, uma tortinha com crosta à base de farinha e manteiga, recheio cremoso de leite, gemas, amido de milho( olha os índios de novo aí, gente!…) e baunilha. A cobertura é variada: frutas fatiadas e chantilly.

Para a massa da crosta:
-150g de manteiga sem sal, à temperatura ambiente;
-3 x de farinha de trigo;
-2 cs de açúcar ou, a gosto;
-Uma pitada de sal;
-1 gema peneirada;
Raspinhas de limão, a gosto.

Mistura-se a farinha, manteiga, açúcar e sal até formar uma farofa. Teste o sabor. Acrescente as raspas e, por último para dar liga, acrescente a gema. Reserve, enquanto faz o recheio.

Para o recheio:
-1 lata de leite condensado;
-2 medidas( na mesma lata) de leite;
-2 cs de amido de milho( diluídas num pouco do leite medido);
-3 gemas peneiradas.
-1 lata de creme de leite, sem o soro.
Baunilha a gosto.

Leve todos os ingredientes ao fogo( com exceção da baunilha e do creme de leite), mexendo sempre até começar a ferver e formar um creme espesso.

Desligue o fogo, acrescente o creme de leite e a baunilha, incorporando-os. 
Enquanto esfria, cubra a panela com filme plástico, aderido ao creme( para não formar película na superfície).

Forre fôrminhas de torta de fundo removível com a massa reservada. 

Pré aqueça o forno, à 180°.

Agora é a hora de assar as crostas, por aproximadamente 30′( ou, até que a massa fique mais clara e comece a soltar das bordas da fôrma. Não deixe dourar ou, sua crosta poderá amargar).
Depois de frias é só cobrir com o recheio e a fruta, da preferência.

Fiz um sel-service de sobremesa, também: piquei abacaxi e pêssegos em calda, e morangos. Montei as tortinhas com creme e chantilly, deixando que o pessoal escolhesse a cobertura. ( A de morango, pra mim, foi a melhor!)

Eu mesma já fiz essa receita conhecida várias vezes, mas dessa vez foi a melhor de todas: a crosta ficou crocante e leve, lembrando massa folhada e o recheio, muito delicado!


Para completar o fim de semana regional, domingo fiz frango no tucupi e, de sobremesa: Açaí. 
Grata por essas iguarias, senhores índios e caboclos!

O creme de baunilha sobrou mas, só por alguns momentos, até o pessoal descobrir! O excesso rendeu ainda, um delicioso pavê de frutas:
Pavê de frutas
Por essa, os índios não esperavam…


Darei um tempinho nas postagens e blogs, nesses últimos dias das férias escolares. Mas fim de semana estarei de volta, para preparar a festa de aniversário do blog. Já participou, né?


“Inté, qui eu tô cum pé na roça”!…
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Promoção "2 anos de blog"!

Festa de aniversário boa é aquela em que se consegue reunir a maior parte dos amigos em volta de uma mesa, saboreando um bom prato, no ritmo de um papo afinado.
Em internet o tempo voa e, como escreveu a Rita Lobo no seu último livro “Panelinha, receitas que funcionam“: “idade em internet é igual à de cachorro.” 
Não posso dizer que dois anos sejam muita coisa, mas estou caminhando para a maturidade. Apesar dos relacionamentos virtuais serem um tanto voláteis, fico satisfeita em ver que algumas parcerias têm se sustentado; algumas pessoas têm me acompanhado nessa caminhada , mesmo que de longe. Isso dá maior credibilidade e confiança ao que procuramos fazer com dedicação, respeito e seriedade.
E nesse clima de festa entre amigos tenho o maior prazer em avisar: o blog fará 2 anos final deste mês, mas o presenteado será você, que acompanha o SaladaLa há muito, ou pouco tempo!
Por isso juntei algumas amigas e parceiras para sortear não apenas 1, mas 5 prêmios, muito especiais! Isso mesmo!
E os presentes são os seguintes:
Uma craft box da Lu Gastal, toda revestida em tecido:
craft box promo saladala
Por dentro e por fora, uma elegante e exclusiva forma de guardar o material de costura!
craft box interna
Tive a oportunidade de conhecer a Lu pessoalmente(e a sua loja de sonhos de tecido), quando estive no RS ano passado. 
Não pode visitá-la em Porto Alegre? 
A internet encurta distâncias: pode então, fazer-lhe uma visitinha virtual! A loja tem de tudo para agradar os de bom gosto craft!

Quando fizemos a última promoção juntas, não muito tempo atrás, a Ana foi a primeira a topar  participar novamente desta, de aniversário. Isso me deixou muito feliz, pois estamos juntas desde a minha primeira promoção!
E o presente dela tem tudo a ver comigo e com o blog:

Gatinho Ana Sinhana
Um gatinho de tecido, Ana Sinhana!

O terceiro presente, veio junto com a minha bolsa de gatinhos da Laurina Crafts:
Bolsinha Laurina Crafts
Esta linda carteirinha de tecido de flores e forro de poá, em composê, foi a contribuição da Laura:

Bolsinha Laurina Crafts

A Renata, da Villa Pano disse que também gostaria de participar dessa festa. Disponibilizou para sorteio este kit:
Kit Villa Pano
Um conjunto de bandeja mdf pintada + vidro (na parte interna) com sabonete líquido e home spray, exclusivos da villa Pano. 
Mais detalhes sobre o produto, aqui.

E o quinto e último prêmio será uma contribuição minha: 
"Terapia do Apartamento"
O livro do designer de interiores, Maxwell Gillinghan-Ryan, mais conhecido pelo site Apartment Therapy, nossa bíblia da decoração virtual.
Espero ter ainda algum tempo para comentar sobre esse livro, mas de qualquer forma é leitura obrigatória para os interessados em tornar a casa mais aconchegante e pessoal, portanto: todos nós!

Tudo isso não é “presente de grego”. É presente de mãe! “Tô certa, ou tô errada?”…

Serão 5 sorteados e os brindes, distribuídos conforme a ordem do sorteio, ok?

É só responder à perguntinha do quadrinho do Contest Machine, com nome completo, e-mail, enviar a entrada e cruzar os dedinhos! 
(Somente para residentes no Brasil!)

Mas é preciso correr, porque esta será uma promoção relâmpago! O sorteio será em uma semana, portanto, dia 1° de fevereiro!
Se alguém quiser aumentar as chances de ganhar, poderá divulgar no próprio blog, Twitter e/ou Facebook. Então é só voltar, e proceder da mesma forma, apenas acrescentando o link de divulgação.
Notaram que não há exigência de ser um “seguidor do blog” para participar, mas, seria justo que o prêmio fosse para alguém que também prestigia o Saladala, até porque, para responder à perguntinha precisa conhecer algo do blog, certo? Portanto, sintam-se à vontade para participar e, se gostarem, que sejam bem-vindos, novos “saladaladistas”!

Caso uma mesma pessoa seja sorteada mais de uma vez novo sorteio será feito, pois a intenção é presentear 5 leitores diferentes.
Agora é com vocês:

Lembrando que esta mega-promoção só foi possível, graças às nossas parceiras! Vale então retribuir, prestigiando os nomes e lojas mencionadas, visitando-as. Prestigiem!

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Corujices



A coruja é uma ave “eclética”, de fama contraditória: sua figura pode tanto representar sabedoria, quanto maus agouros…

Harry Potter ganhou uma, do amigo Hagrid: além de animal de estimação, a coruja Edwiges servia-lhe como correio, afinal, todo bruxo que se preze, assim como uma vassoura deveria ter sua própria coruja de mensagens!

No meio craft a ave “zoiuda” virou queridinha, nas versões mais fofas possíveis.
Inspira, inclusive, a moda e acessórios:

"Mocinha"

Nesse “look mocinha”, o desafio é descobrir: Onde está a coruja?
Quem respondeu que a coruja sou eu não está completamente errado: admito ser mãe-coruja.
Mas faltou apenas um detalhe:

"Mocinha"
Casaqueto: Cantão
Camisete de malha, com detalhe em renda
Bolsa de mão feita pela minha mãe
Saia de pregas
Peep toe: Melissa, por Vivienne Westwood
"Mocinha"

O pingente de coruja foi um presente da amiga Cynthia, do Fala Mãe, outra mãe coruja:

Colar coruja

Além do colar, ganhei cartão de natal e uma toalhinha, que ela mesma fez.

Fiquei na dúvida se usaria um vestido com estampa que lembra lençol de cobrir, mas, rendi-me à simpatia do modelo:

Corujices

-Ah! Obrigada! A “modelo” também é simpática!

O vestido é de uma confecção de Colatina(ES), a Marci:

Corujices
Cinto de elástico, com fivela de lacinho de metal: Maria Bonita
Peep toe de verniz: Burana
Corujices

Falando em corujas, já viram a novidade no Flickr de Ana Paula Cavalari?
Um trabalho que exige paciência de oriental: Cada peninha é costurada, revirada e aplicada individualmente!
O traseiro dessas corujas vale uma virada de pescoço…
maior papinho na janela do ateliê... esperando a noite chegar... by AP.CAVALARI / ANA PAULA
E esta, deverá bater asas e subir a serra:
Fará companhia à minha outra coruja, a da Ana Sinhana:
3 fofos no meu sofá
Conta a fábula que a coruja fez um pedido à águia: que poupasse seus filhotes, caso os encontrasse.
A dona águia estava num dia de bom humor e resolveu acatar o pedido daquela mãe preocupada:
-Tudo bem, dona coruja. Então me descreva seus filhotes, pois não vou molestá-los.
-São uns passarinhos muito lindinhos, com expressivos olhinhos e de biquinhos muito bem feitinhos! respondeu entusiasmada, a coruja.
Acordo feito, despediram-se.
Sobrevoando um ninho de passarinhos pelados e feiosos, dona águia não titubeou: papou a todos!
A coruja, aflita e inconsolável foi queixar-se à “amiga”:
-Mas você me garantiu, que deixaria meus lindos filhotes em paz!…

Daí veio a expressão “mãe coruja”. Geralmente ela tende a superfaturar pontos positivos e subestimar os negativos.
Momento corujice, então, meu e da Nina:
Filhotes
Filhotes
Filhotes
Filhotes
E quem disser que não são uns fofos é filhote de coruja!

Agora, corujisse só minha: 
Filho do meio fez um vídeo, trabalho de Espanhol da escola. 
Há um tempo tenho insistido para publicá-lo aqui. Após muita negociação, quanto a créditos e direitos autorais, ele acabou concordando. 
É tosco, mas a ideia, boa:

Corujice à parte, ele também sabe escrever: Clareza Meridiana.

Outra corujisse, agora, bloguística: este meu filho virtual, o SaladaLa, fará aniversário em breve. Quem ganhará presentes? Os leitores fiéis!
Acompanhem, com olhos de coruja, pois esta semana teremos boas surpresas por aqui…
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"Troca-troca"

Por favor, não se assustem nem me entendam mal!
Quem acompanhou o último post viu em primeira mão o vídeo do programa piloto com as meninas do Lá na Ladeira. O desafio do canal GNT era fazer em 2 dias, 2 transformações em móveis que seriam trocados entre 2 voluntárias.


Atualizando:
Em virtude de exigências de contrato entre as meninas e a produtora, resolvi retirar os vídeos do programa piloto, já que ainda não foi ao ar.
Então, esperando que me compreendam: quem viu, viu, quem não viu, precisará aguardar a programação sair na GNT! 
Perdão, caso o post fique um tanto sem sentido.
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